Nº141 28-02-2016

Anteriores

Nº141 - 28-02-2016

NA BARCA DA FÉ

 

QUARESMA: TEMPO DE GRAÇA E DE CONVERSÃO

A Bíblia fala com frequência da figueira que, na Palestina, produz frutos dulcíssimos duas vezes por ano, na Primavera e no Outono. Antigamente, era o símbolo da prosperidade e da paz (1Reis 4, 25; Is 36, 16). No deserto do Sinai, os israelitas sonhavam com uma terra de abundância, com fontes de água, campos de cereais e... figueiras (Deut 8, 8; Num 20, 5).

A mensagem da parábola do Evangelho deste Domingo (Lc 13, 6-9) parece clara: Deus espera frutos deliciosos e abundantes de quem escutou a mensagem do Evangelho. Ele não quer práticas exteriores, não Se contenta com aparências (na Primavera, a figueira dá frutos antes ainda das folhas) e procura obras de amor.

Ao contrário dos outros evangelistas, que falam de uma figueira estéril feita secar logo no mesmo instante ou quase (Mc 11, 12-24; Mt 21, 18-22), S. Lucas, o evangelista da misericórdia, acrescenta mais um ano de espera, antes da intervenção definitiva. S. Lucas apresenta, assim, um Deus paciente, tolerante em relação à fraqueza humana, compreensivo para com a dureza da nossa mente e do nosso coração.

Esta atitude paciente, não deve, no entanto, ser interpretada como indiferença perante o mal; não é uma aprovação da negligência, do desinteresse e da superficialidade. O tempo da vida é demasiado precioso para que se possa perder um único instante que seja. Logo que se descobre a Luz de Cristo, é necessário acolhê-la, segui-la, imediatamente.

A parábola é um convite a considerar esta Quaresma como um tempo de graça, como um novo “ano precioso” concedido à figueira para dar frutos. Se ainda não decidimos seguir o caminho da conversão e modificar os nossos pensamentos, os nossos projectos, os nossos comportamentos, é chegada a altura de o fazer.

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - III DOMINGO DA QUARESMA - ANO C

Êxodo 3,1-8a.13-15; Salmo 103(102); 1ª Carta aos Coríntios 10,1-6.10-12; Evangelho S. Lucas 13,1-9.

No episódio da sarça-ardente que hoje escutamos, Deus revela-se a Moisés como «o Deus de teus pais, Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacob».

É  um Deus concreto, que iniciara uma história com o seu povo e cujas obras já eram conhecidas, como também relata S. Paulo aos cristãos de Corinto. Não é uma abstração, um conceito. Conhece a realidade do homem e aproxima-se dele para o salvar.

É   o Deus de Jesus Cristo, d’Aquele que não fugiu perante a cruz, perante a possibilidade do sofrimento em favor de todos.

Aos olhos dos hebreus e dos pagãos a cruz foi um fracasso, uma evidência de que não podia ser Aquele o Messias.

Também as desgraças que caíam sobre alguém eram consideradas como um castigo, como ouvimos narrar no Evangelho a respeito dos que morreram na queda da torre de Siloé, por exemplo. Jesus, no entanto, recusa esta ideia, mas adverte que se não se arrependerem, perecerão do mesmo modo. Seguidamente, o evangelista relata a parábola da figueira estéril, em que o vinhateiro pede ao seu senhor para esperar mais um tempo, para cuidar melhor dela, a fim de que venha a dar frutos.

Este Domingo, a Palavra mostra-me quem é o Deus que se aproxima de mim, Aquele que me conhece desde antes do ventre materno.

Não se trata, de todo, do deus do trabalho, do dinheiro, dos afectos, da televisão, das facilidades.

O que tem para mim é o caminho da cruz, que por vezes aparece em alturas inoportunas (a cruz parece-me sempre inoportuna …). Como aconteceu no ano passado no dia do meu aniversário, a correr atrás dos médicos, com o meu tio gravemente doente no hospital, e novamente este ano com a minha mãe a adoecer no momento em que ia cantar os parabéns com ela. Ainda assim foram dias de celebração da vida e da família. «Se recebemos os bens da mão de Deus, não aceitaremos também os males?» (Job, 2, 10).

As situações de sofrimento, de doença ou provação grave que vejo nos outros, como estas e outras, não as vejo como desgraças, embora me seja difícil aceitá-las e compreendê-las. Vejo-as muitas vezes como o toque da mão de Deus que transforma estes seus filhos em jóias preciosas que brilham no meio do sofrimento, para neles se manifestar a Sua glória e converter os corações dos que os rodeiam.

Neste tempo propício da Quaresma, Deus convida-me à humildade perante estas realidades e ao arrependimento. E como é um Deus paciente e misericordioso, dá-me oportunidades de conversão, esperando sempre que venha a dar frutos. 

Filipa Aguiar Ferreira



VIVENDO A FÉ - Não PEQ’s +

Caminha na misericórdia

Entramos na III Semana da Quaresma! Já percorremos praticamente metade da “Caminhada” que nos conduz à Páscoa.

Para além do “triângulo” (Meditar-Rezar-Agir) que, semana a semana, vamos percorrendo, deixo-vos um esplêndido pensamento da Serva de Deus Chiara Lubich: “A alma que ama conhece os gostos do Amado,sabe que se Jesus veio à Terra, se se tornou homem, se algo anseia no mais profundo do Seu Coração Humano e Divino, é: Ser o Salvador! Ser Médico! ... É a Fé na Sua Misericórdia que devemos acender em nós. É a prática dessa Fé que devemos deixar manifestar-se em nós. ... Ele (Jesus) vai lapidar-nos e, no lugar de cada miséria, deixará uma Chama de Amor por Ele”. (3 de outubro de 1946).

O tema para esta II Semana é: Reacende a Fé!

Meditar:

Muitas vezes, mais difícil que tomar uma decisão, é manter essa decisão. No nosso Caminho com Jesus, no nosso percurso de Fé esta dificuldade também acontece.

As distrações que nos desviam, as tentações que o mundo interpõe no nosso caminho, tudo o que nos afasta do coração de Jesus, são barulhos que nos impedem de ouvir o que o Senhor nos quer dizer, que nos impedem de ouvir os conselhos das pessoas que nos querem bem, que nos impedem de ouvir os pedidos de ajuda dos que precisam de nós.

Já paraste para escutar Jesus no silêncio? Sabes que Ele te fala no silêncio? Durante esta semana experimenta fazer um pouco de silêncio no teu coração … Vais ver que terás uma surpresa!

Rezar:

Senhor, os meus dias estão cheios de barulhos que me impedem de Te ouvir, que impedem que o meu coração escute a Tua Palavra. Ajuda-me a aprender a fazer silêncio para Te poder escutar, para Te poder acolher, para aprender a rezar, para me fortalecer na Fé, ajuda-me a ser capaz de me entregar a Ti.

Agir:

Obra de Misericórdia - Assistir aos enfermos. Visitar os presos. 

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Celebração da Via Sacra em Tercena e em Queluz de Baixo

Na nossa Paróquia, todas as sextas-feiras da Quaresma haverá a Celebração da Via Sacra nos seguintes horários:

Tercena, às 14:45 horas (três menos um quarto).

Queluz de Baixo, às 18:15 horas (seis e um quarto).

2.    Adoração ao Santíssimo Sacramento em Queluz de Baixo

Na próxima sexta-feira, dia 4 de março, entre as 18:00 e as 18:45 horas, haverá Adoração ao Santíssimo Sacramento, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Queluz de Baixo.

3.      “24 horas para o Senhor”

Acolhendo o desafio lançado pelo Papa Francisco para este Ano Jubilar da Misericórdia, na nossa Paróquia vamos ter o Santíssimo Sacramento exposto à adoração dos Fiéis durante 24 horas (a começar no dia 5 de março (sábado)

– Missa, às 12:00 horas, e a terminar no dia 6 de março (domingo) – Missa às 12:00 horas.

Todos os Grupos Paroquiais e todos os Paroquianos são convidados a participar nesta Celebração.

O horário das Missas Vespertinas e Dominicais sofrerá algumas alterações. Sábado – Dia 5 de março

Mantém-se a Missa Vespertina em Tercena, às 19:00 horas e em Queluz de Baixo, às 19:15 horas.

Haverá Missa Vespertina em Leceia e em Valejas, às 17:00 horas.Domingo – Dia 6 de março

As Missas Dominicais, em Queluz de Baixo, às 9:00 horas, em Tercena e em Valejas, às 10:30 horas e em Leceia, às 11:00 horas, serão canceladas.

A única Missa Dominical que haverá na Paróquia é na Igreja Paroquial, às 12:00 horas.

Apelamos aos Paroquianos das cinco Comunidades da Paróquia a participarem nesta Celebração de encerramento das “24 horas para o Senhor”.

A Paróquia disponibilizará um autocarro para o transporte dos Paroquianos.

Horário da Partida do Autocarro

11:00 horas – Leceia; 11:10 horas – Tercena

11:20 horas – Queluz de Baixo; 11:30 horas – Valejas


©2019 Paróquia de São Pedro de Barcarena