Nº135 17-01-2016

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Nº135 - 17-01-2016

NA BARCA DA FÉ

 

UMA FESTA DE CASAMENTO NÃO PODE SER TRISTE

No contexto de um casamento, Jesus faz o seu primeiro “sinal” (Jo 2, 1-11) com o qual indica ter vindo celebrar a nova aliança. Distribuindo o Seu vinho, que alegra o coração dos humanos, Ele transformou a religião estéril dos judeus.

Nós vivemos no tempo das bodas eternas. Jesus pôs um ponto final na religião do Deus severo a Quem se deve temer e que se deve servir e respeitar. Quebrou o jugo insuportável das leis que causam fadiga e oprimem (cf. Mt 11, 28).

Uma religião de deveres a cumprir não manifesta a glória de Deus, porque não deixa que as pessoas sorriam. Jesus anunciou a ternura de Deus, deu aos discípulos o Seu vinho, a religião verdadeira, a do amor. Esta elimina todos os receios, infunde apenas confiança e esperança.

Ao observarmos certas comunidades tristes e ao vermos, por vezes, também o semblante carregado de alguns sacerdotes, ficamos admirados e perguntamo-nos: porque é que isso acontece? Estou convencido de que na origem de tantas desilusões está o retorno a uma religião das “purificações”, da obediência, da observância exterior, das cerimónias solenes, do legalismo que cerceia a espontaneidade e a liberdade. Como está longe esta religião da vida e dos problemas dos homens! Nunca produz alegria, mas provoca só angústia, preocupações e sofrimentos interiores.

Os pobres a quem é anunciado o Evangelho sentirão porventura que o coração se lhes abre à esperança? Ou sentirão que lhes falamos apenas de proibições, normas e ameaças de castigos? Por vezes não sei se realmente será Cristo o “vinho” que certos cristãos distribuem. É ácido demais, causa náuseas... quase jurava que provém duma tasca qualquer!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - II DOMINGO do TEMPO COMUM - ANO C

1ª Leitura - Is 62,1-5        2ª Leitura - 1Cor 12,4-11       Evangelho - Jo 2,1-11

Observação

Um destes dias, um dos meus filhos chamou-me a atenção para duas coisas: na sua turma era o único que não tratava os pais por tu e que um psicólogo tinha dito na televisão que não fazia sentido os filhos tratarem os pais por você. Simplesmente eu respondi-lhe que o estava a educar como tinha sido educado. Sinto que o mundo anda numa grande ânsia para deitar fora valores milenares, nomeadamente: respeito pelos mais velhos, unidade da família, proteção dos que são realmente mais fracos e desprotegidos. “Por amor de Sião, não me calarei, poramor de Jerusalém, não descansarei, até que apareça a aurora da sua justiça, e a sua salvação brilhe como uma chama. As nações verão a tua justiça, e todos os reis, a tua glória. Dar-te-ão um nome novo, designado pela boca do Senhor.” (62,1-2).

Avaliação

O que fazer perante um mundo que aposta numa política de terra queimada ao nível dos valores que são a cola da sociedade? Eu não tenho nenhum talento especial para dar a volta aos acontecimentos. Nem sequer sei falar de forma persuasiva. Não te preocupes, eu arranjo-te um irmão que saiba falar, como fiz com Moisés – responde-me uma voz algures no meu coração. “Há diversidade de dons,mas o Espírito é o mesmo; há diversidade de serviços, mas o Senhor é o mesmo; há diversos modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito, para proveito comum.” (1Co 12,4-7).

Ação

O Evangelho convida-me a pôr-me nas mãos de Deus e a estar disponível para que, através de mim, ele faça do impossível algo que acontece à frente dos meus olhos e se reproduz. “Sua mãe disse aos serventes: «Fazei o que Ele vos disser!» Ora, haviaali seis vasilhas de pedra preparadas para os ritos de purificação dos judeus, com capacidade de duas ou três medidas cada uma. Disse-lhes Jesus: «Enchei as vasilhas de água.» Eles encheram-nas até cima. Então ordenou-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa.» E eles assim fizeram. O chefe de mesa provou a água transformada em vinho, sem saber de onde era - se bem que o soubessem os serventes que tinham tirado a água; chamou o noivo e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho melhor e, depois de terem bebido bem, é que serve o pior. Tu, porém, guardaste o melhor vinho até agora!»” (Jo 2,5-10). 

Paulo Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Tempos Litúrgicos – O Tempo Comum

O Ano Litúrgico celebra o Mistério Pascal de Cristo (Centro da nossa Fé). Nele encontramos o sentido ou, se preferirmos, os fundamentos que proporcionam uma “atmosfera” e uma realidade de santificação do tempo.

Como grande Assembleia de Escolhidos, membros da Comunidade do Ressuscitado, vivemos o Ano Litúrgico, com os seus Tempos, todos eles ricos de significado.

Com a Festa do Baptismo do Senhor que celebramos Domingo passado, tem início o Tempo Litúrgico designado por Tempo Comum, que corresponde a um período de cerca de dois terços de todo o Ano Litúrgico (33 ou 34 semanas).

O Tempo Comum é interrompido desde a Quarta-Feira de Cinzas até o Domingo de Pentecostes. É retomado na Segunda-Feira a seguir ao Domingo do Pentecostes e estende-se até ao I Domingo do Advento.

O Tempo Comum tem como característica própria celebrar o Mistério de Cristo na sua globalidade, em vez de se centrar numa dimensão particular desse mesmo Mistério. 1

No Tempo do Natal e no Tempo Pascal, designados por “Tempos Fortes”, celebramos um mistério particular da vida de Jesus, a Encarnação e a Ressurreição de Jesus. No Tempo Comum vamos escutando um Evangelista que nos apresenta a vida de Jesus na sua globalidade.

No Tempo Comum, o mistério da Encarnação e o Nascimento de Jesus encarnam-se na nossa vida, a Páscoa da Libertação e a Páscoa da Nova Aliança revivem, semanalmente, no Dia do Senhor, o Domingo, e a nossa Vida Espiritual cresce e ganha força.

No Tempo Comum celebramos, com maior intensidade, as festas de Cristo, da Virgem Maria e dos Santos. Percorremos os caminhos do Senhor que se cruzam com os nossos. Ele diz-nos sempre: “Eis que faço novas todas ascoisas”.2

 

1 Cfr. Normas Gerais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário, Nº 43

2 Ap 21, 5 

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Encontro Vicarial de Crismandos e Crismados com o Senhor Bispo

Este domingo, dia 17 de janeiro, entre as 15:00 e as 17:00 horas, terá lugar, na Paróquia de Outurela, um encontro de Crismandos e Crismados com o Senhor Bispo.

2.    Encontro Vicarial dos Secretariados Permanentes do Conselho Pastoral

Este domingo, dia 17 de Janeiro, às 15:30 horas, terá lugar, na Paróquia de Queijas, um encontro dos Secretariados Permanentes do Conselho Pastoral.

3.    Festa Litúrgica de S. Sebastião

Na próxima quarta-feira, 20 de Janeiro, dia em que a Igreja celebra a Festa Litúrgica de S. Sebastião, às 21:00 horas, haverá Missa na Capela de S. Sebastião.

4.    Festa Litúrgica de S. Vicente, Padroeiro Principal do Patriarcado de Lisboa

Na próxima sexta-feira, dia 22 de janeiro, a Igreja celebra a Festa Litúrgica de S. Vicente (Diácono), Padroeiro Principal do Patriarcado de Lisboa.

Na Sé Patriarcal, às 19:00 horas, será celebrada a Eucaristia, presidida pelo Cardeal Patriarca, com renovação das Promessas Diaconais.

5.    Encontro Vicarial dos Conselhos Económicos Paroquiais

No próximo domingo, dia 24 de Janeiro, às 15:30 horas, terá lugar, na Paróquia de Linda a Velha, um encontro dos Conselhos Económicos Paroquiais.

6.    Visita da Imagem Peregrina à Vigararia de Oeiras

Nos próximos dias 31 de Janeiro e 1 de Fevereiro, a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima visita todas as Paróquias da Vigararia de Oeiras.

A chegada da Imagem à nossa Paróquia está prevista para as 15:45 horas do dia 31 de Janeiro, seguindo-se um momento celebrativo.

Todos os Paroquianos são convidados a receber Nossa Senhora.

Às 21:00 horas, da Igreja Paroquial da Cruz Quebrada, sairá uma Procissão de Velas em direcção ao Santuário de Nossa Senhora da Rocha, que termina com a Celebração da Eucaristia.

A Missa de despedida da Imagem terá lugar, no Santuário de Nossa Senhora da Rocha, às 13:00 horas do dia 1 de Fevereiro.

7.    Missa Vespertina em Barcarena

Nos próximos sábados, dias 23 e 30 de Janeiro, às 15:15 horas, haverá Missa Vespertina na Igreja Paroquial.


©2019 Paróquia de São Pedro de Barcarena