Nº132 27-12-2015

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Nº132 - 27-12-2015

NA BARCA DA FÉ

 

SAGRADA FAMÍLIA

A Carta aos Hebreus não receia dizer que Jesus teve de aprender a condição humana (Heb 5, 8). Aprendeu com José e Maria a andar, a falar, a comportar-se. Aprendeu o amor sendo muito amado em criança, crescendo entre um homem e uma mulher que gostavam muito d’Ele, e que gostavam um do outro na alegria e na paz. Formou os seus próprios critérios dialogando com os pais; que, sem Lhe imporem as suas próprias opiniões e perspectivas, tinham perspectivas e opiniões que eram para Ele convite à reflexão.

Ultrapassámos hoje aquela concepção para a qual liberdade significa estar no mundo sem relações. Compreendemos, portanto, que o Pai não tenha achado que era uma limitação para Seu Filho receber de Maria um dado conteúdo genético (necessariamente finito), aprender a falar a língua daquele povo (e não as línguas todas), ser inserido naquela cultura (que tinha valores e defeitos), receber o influxo das personalidades dos Seus pais (que, sendo santos, não eram iguais a Deus).

O que foi bom para Jesus é também bom para cada um de nós. Por isso, é muito importante que a Igreja recorde o valor da família.

É verdade que a família, como tudo o que é humano, evolui ao longo da História. É verdade que a dignidade do homem e da mulher, a liberdade da criança e dos adultos, devem ter hoje expressões mais ricas que no passado, não se esgotam nas formas que foram boas em certas civilizações que nos servem de referência.

Mas também é verdade que nos nossos dias a família está a experimentar uma crise profunda, de consequências verosimilmente muito graves. O amor do homem e da mulher aparece cada vez mais como provisório, como uma aventura intensa e fascinante da afectividade e da sexualidade, mas a manter enquanto for boa para os dois. Aparece como um bem de consumo importante; mas, como todos os bens de consumo, de duração limitada.

Haverá, por isso, cada vez menos crianças – e depois menos jovens e menos adultos – a terem crescido, como Jesus, num ambiente de amor e de paz, num ambiente de maturidade e de dom. Os educadores estão já colocados perante este facto: recebem crianças cada vez mais frágeis, mais instáveis, de relacionamento mais difícil...

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - Sagrada Família de Jesus, Maria e José - ANO C

1ª Leitura - Eclo 3,3-7.14-17a (gr.2-6.12-14); 2ª Leitura - Cl 3,12-21; Evangelho - Lc 2,22-40

A primeira leitura lembra-me que é em vida que os filhos têm que se aproximar, falar e amparar os pais. Estes são uma catequese viva do amor que Deus tem por nós. Como filho assumi como garantido tudo o que os meus mais me deram: amor, proteção, aconselhamento, perdão, compreensão. Só agora que sou pai consigo perceber a luta que tiveram que travar contra o mundo para me providenciaram o que na altura me parecia natural “O que honra o pai alcança o perdão dos pecados, e quem honra asua mãe é semelhante ao que acumula tesouros. Quem honra o pai encontrará alegria nos seus filhos e será ouvido no dia da sua oração. Quem glorifica o pai gozará de longa vida e quem obedece ao Senhor consolará a sua mãe. Quem teme o Senhor honrará seu pai e servirá, como a seus senhores, aqueles que lhe deram a vida.” (Eclo 3,3-7).

Um Cristão, tal como um atleta, precisa de treinar e exercitar-se. As famílias são, na realidade, ginásios perfeitos, criados por Deus para os Cristãos se exercitarem na prática da caridade e aperfeiçoarem as suas obras de misericórdia “Como eleitos de Deus, santos e amados, revesti-vos, pois, desentimentos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de paciência, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se alguém tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, fazei-o vós também. E, acima de tudo isto, revesti-vos do amor, que é o laço da perfeição. Reine nos vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados num só corpo. E sede agradecidos.” (Cl 3,12-15).

Deus, no Evangelho, convida-me a levar os meus filhos à Igreja para eles discernirem o sonho que Deus tem para eles. A Igreja põe à nossa disposição muitas ferramentas que podem ajudar os nossos filhos a escolherem o seu caminho: catequese, comunidades de oração, pré-seminário, etc.

“Quando se cumpriu o tempo da sua purificação, segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor, … Ora, vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão; era justo e piedoso e esperava a consolação de Israel. O Espírito Santo estava nele. Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não morreria antes de ter visto o Messias do Senhor. Impelido pelo Espírito, veio ao templo, quando os pais trouxeram o menino Jesus, a fim de cumprirem o que ordenava a Lei a seu respeito. Simeão tomou-o nos braços e bendisse a Deus, dizendo: «Agora, Senhor, segundo a tua palavra, deixarás ir em paz o teu servo, porque meus olhos viram a Salvação que ofereceste a todos os povos, Luz para se revelar às nações e glória de Israel, teu povo.» (Lc 2,22.25-32). 

Paulo Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - A família é um dom sagrado de Deus!

Há dois dias revivemos o grande mistério da Encarnação de Jesus, vindo à terra para a salvação de todos os homens. Jesus foi-nos apresentado com a doçura e a ternura de uma criança, na simplicidade e na pobreza.

O mundo parou e inclinou-se para O adorar!

Este domingo contemplamos a vida da Sagrada Família de Nazaré, na qual cada família cristã encontra o exemplo para viver no amor, na alegria e na esperança de encontrar Jesus.

Hoje celebramos a Família, recordando a Família de Nazaré, a Família Santa por excelência, porque no meio dela estava Jesus.

A família é um dom sagrado de Deus, mas o nosso tempo parece ter posto de lado o conceito de família.

Desde quando a família deixou de ser uma “pequenaigrejadoméstica” aprofundou-seaquela crise que todos sentimos.

Os jovens (os nossos filhos) julgam-se auto suficientes. Julgam ter ganho a liberdade, mas perderam a proximidade, a intimidade, o afeto, a ternura, a solidariedade.

É bom recordar que, se existe um imenso bem para todos nós (pais e filhos), uma verdadeira escola de vida, com um V maiúsculo, é o dom da família.

Apesar de todos os absurdos que aparecem escritos na Comunicação Social, a Igreja descreve, desta forma admirável, a família: “O criador de todas as coisas

(Deus) constituiu o matrimónio princípio e fundamento da sociedade humana e fê-lo, por Sua Graça, Sacramento grande em Cristo e na Igreja. Os esposos cristãos são cooperadores da Graça e testemunhas da Fé, um para com o outro, para com os filhos e demais familiares. Eles são os primeiros que anunciam aos filhos a fé e os educam. Formam-nos, pela palavra e pelo exemplo … Ajudam-nos, com prudência, a escolher a sua vocação e fomentam com todo o cuidado a vocação de consagração porventura neles descoberta”.(Apostolicam actuositatem, Nº 11)

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Horário das Missas no Dia de Ano Novo

O horário das Missas no dia de Ano Novo será o seguinte:

Tercena e Valejas – 10:30 horas

Leceia – 11:00 horas

Barcarena – 12:00 horas

Queluz de Baixo – 18:00 horas

2.    Grupo de Jovens - Janeiras

O Grupo de Jovens da nossa Paróquia vai, como é costume, passar pelas diferentes Comunidades para cantar as Janeiras em casa das Famílias que o desejarem.

Os horários são os seguintes:

Dia 2 de janeiro à tarde – Leceia

Dia 2 de janeiro à noite – Queluz de Baixo

Dia 3 de janeiro à tarde – Valejas e Barcarena

Dia 3 de janeiro à noite – Tercena

As inscrições ainda podem ser feitas junto de um dos Jovens, no final das Missas dos dias 26 e 27 de dezembro e do dia 1 de janeiro, ou, em alternativa, através do e-mail:   Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Na Comunidade de Valejas a inscrição deverá ser feita junto da Zeladora.

3.    Peregrinação a Roma e Assis

Entre 28 de março e 1 de abril de 2016 vai realizar-se uma peregrinação vicarial a Roma e Assis. As inscrições, que estão abertas até ao dia 31 de dezembro de 2015, devem ser feitas no Cartório Paroquial de Algés (telefone 214116767), ou no Cartório Paroquial de Paço de Arcos (telefone 214435802).

Todas as informações estão disponíveis no folheto próprio que pode ser obtido no Cartório Paroquial.

4.    Início do 2º Período da Catequese

As actividades da Catequese recomeçam no fim de semana de 9 e 10 de Janeiro de 2015.

5.    Reunião do Secretariado Permanente do Conselho Pastoral

Domingo, dia 10 de Janeiro de 2016, pelas 21:00 horas, terá lugar, na Igreja Paroquial, uma reunião do Secretariado Permanente do Conselho Pastoral. 


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