Nº128 29-11-2015

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Nº128 - 29-11-2015

NA BARCA DA FÉ

 

A LIBERTAÇÃO ESTÁ PRÓXIMA

A história da humanidade estará votada a uma catástrofe inapelável? Não, garante Jesus. Quando tudo parecer soçobrar por causa do pecado, virá o Filho do Homem com grande poder e glória e do caos fará nascer um novo mundo (Lc 21, 27). Mas que fazer na expectativa de que a construção deste mundo novo seja completa?

Antes de mais, mesmo que a confusão seja ainda muito grande, ninguém deve perder a coragem: “Erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima” (Lc 21, 28).

Quantas pessoas hoje caminham curvadas, oprimidas pelo sofrimento e pelas desgraças e não têm força para levantar a cabeça por terem perdido toda a esperança! A mulher abandonada pelo marido, os pais desiludidos com a opção dos filhos, o desemprego que bateu à porta e roubou as fontes de financiamento da família, as pessoas que se sentem manietadas pelos seus sentimentos e instintos maus... todos são tentados a curvar a cabeça e a considerar a sua vida desfeita e sem sentido. O Advento é o tempo que prepara o dia da libertação. É a essas pessoas que o Senhor dirige o convite para levantar a cabeça: aproxima-se, diz Ele, o fim da vossa opressão (Lc 21, 28).

Perante as forças do mal, que parecem levar a melhor no mundo, para além do desânimo, há o perigo da fuga, da procura de paliativos e de soluções fáceis.

Tantos que fogem aos problemas caindo no alcoolismo ou drogas, abandonando-se aos prazeres, procurando a satisfação na profissão, fechando-se em si mesmos e no seu próprio pequeno mundo. Eis o motivo da segunda recomendação que o Evangelho deste Domingo nos dirige: “Não suceda que os vossos corações se tornem pesados pela devassidão, a embriaguês e as preocupações da vida”

(Lc 21, 34). Essas evasões são uma “armadilha” (Lc 21, 35), uma ratoeira em que muitas pessoas caem, ficando atadas e não conseguindo mais ir ao encontro do Senhor que vem.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - I Domingo do Tempo do Advento - ANO C

Jer 33,14-16; Salmo 24 (25); 1 Tes 3,12–4,2; Lc 21,25-28.34-36

Fui uma única vez a tribunal. Tinha que dar testemunho sobre o roubo do meu carro. Pretendia-se fazer justiça a tantas pessoas que, como eu, tinham visto os seus carros serem destruídos para diversão de alguns. Vi em primeira mão a atuação da justiça do mundo. Os réus veem desfilar à sua frente todas as pessoas que prejudicaram. Depois disso é aplicada uma sentença que se destina a punir o mal feito para evitar que estes réus, ou outros, voltem a prejudicar o seu próximo. A justiça de Deus não é assim. Mas da imagem se tira algumas analogias.

Eu não estou só sujeito à justiça da Terra. Ou melhor, no hoje apenas a justiça da terra se me aplica. Só a essa sou obrigado a obedecer. Ou seja, primeiro sou sempre julgado pela justiça do mundo. Contudo, isto não significa que não existe uma justiça de Deus. Apenas significa que na ordem temporal, o tribunal de Deus acontece depois do tribunal da terra. Todavia, a justiça da terra, sendo uma imagem da justiça do céu, é uma justiça imperfeita. É uma justiça feita por homens, usando leis de homens e baseada em testemunhos de outros homens. Resumindo, é o melhor que temos. Significa que posso morrer sem nunca ser condenado por qualquer tribunal da terra, mas ser condenado no tribunal de Deus. A justiça da terra condena-me se eu fizer um mal óbvio para os homens. A justiça de Deus condena não só o mal óbvio mas também o mal oculto que eu faça ao próximo.

É neste contexto que surgem para mim as leituras deste domingo. Jesus vem à terra para me ensinar a justiça de Deus. Jeremias anuncia a chegada desse Jesus

Cristo: “farei germinar para David um rebento de justiça que exercerá o direito e a justiça na terra”. Jesus vem preparar-me para perceber as leis de Deus. Conhecer qual a lei fundamental como lembra São Paulo aos Tessalonissences: “O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade uns para com os outros e para com todos”.

Como posso conhecer as leis de Deus e saber se as estou a cumprir na minha vida? Não preciso de ir estudar Teologia. O Evangelho fornece a fórmula: “vigiai e orai em todo o tempo”. A cada dia tenho que rezar e examinar a minha vida aos olhos de Deus. Olhar com os olhos do mundo não é suficiente. O Evangelho lembra ainda que não posso deixar que a “intemperança, a embriaguês e as preocupações da vida” me desviem desta reflexão individual. De nada me serve respeitar todas as leis do mundo se no final não souber amar o próximo. Por isso este Advento é a oportunidade que se apresenta para desviar as distrações desta vida e centrar-me no que é verdadeiramente importante. Jesus pode nascer este Natal na minha vida, mas tenho de me ajustar à justiça de Deus.

Pedro Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Ir ao encontro de todos anunciando!

Iniciamos um novo Ano Litúrgico e estamos no I domingo do Advento.

Para a vivência do tempo do Advento e do Natal, propomos a toda a Comunidade Paroquial uma “caminhada” que tem como “lema”: Ir aoencontro de todos anunciando!

No ambiente sinodal que estamos a viver pretende-se que, a partir dos verbos que definem uma Igreja em saída (“Primeirear”, Envolver-se,Acompanhar, Frutificar e Festejar),cada Cristão possa “ensaiar” formas deos pôr em prática (cfr. EG 24).

A cada semana será atribuído um verbo.

Pretende-se uma interiorização do sentido evangelizador do verbo e propõe-se a sua concretização mediante tarefas concretas.

Para esta I semana do Advento (29 de novembro a 5 de dezembro) o verbo proposto é: “Primeirear”!

“Primeirear” é: Tomar a iniciativa; Experimentar que Deus tomou ainiciativa de nos amar; Ir ao encontro; Procurar os afastados; Convidar os excluídos; Oferecer misericórdia.

Uma tarefa concreta (gesto) poderá ser: Ler em Família o Nº 24 da Exortação Apostólica do Papa Francisco “A Alegria do Evangelho” e encontrar formas de o pôr em prática.

Maria, a Mãe de Jesus, é o exemplo de quem sabe “primeirear”: Maria tomou a iniciativa de visitar a Sua prima Isabel; Atenta aos pormenores, nas Bodas de Caná, Maria reparou que faltara o vinho e tomou a iniciativa de falar com Jesus.

Outra tarefa concreta (gesto) poderá ser: Rezar em Família uma dezena do terço.

Como Paróquia, associamo-nos também à campanha da Cáritas Portuguesa: “10 milhões de Estrelas, Um gesto pela Paz”.

Um gesto: Juntos, vamos acender uma vela, símbolo do nosso desejo da Paz para o Mundo.

Um desafio: Relembrar o verdadeiro sentido do Natal, o nascimento de Jesus, o Príncipe da Paz.

Cada família é convidada à aquisição de uma vela, ao preço unitário de 1€ (à venda em todas as Comunidades da nossa Paróquia) que, quando acesa, simbolize a nossa adesão à causa da Paz.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Reunião do Secretariado Permanente do Conselho Pastoral

Este domingo, dia 29 de novembro, às 21:00, haverá, na Igreja Paroquial, Reunião do Secretariado Permanente do Conselho Pastoral.

2.    2º Aniversário da Ordenação do Diácono

Na próxima terça-feira, dia 1 de dezembro, ocorre o 2º aniversário da Ordenação do Diácono.

Haverá uma Missa de Acção de Graças, na Igreja Paroquial, às 19:00 horas.

3.    Dia de Santa Bárbara

Na próxima sexta-feira, dia 4 de dezembro, a Igreja celebra a Festa Litúrgica de Santa Bárbara, Padroeira dos Mineiros e Polvoristas.

Nesse dia, às 11:00 horas, haverá Missa na Fábrica da Pólvora por todos os falecidos naquelas instalações.

4.    Exposição do Santíssimo Sacramento em Queluz de Baixo

Na próxima sexta-feira, dia 4 de dezembro, haverá, entre as 18:00 e as 18:45 horas, exposição do Santíssimo Sacramento, em Queluz de Baixo.

5.    Missa Vespertina na Igreja Paroquial – Dia 5 de dezembro

No próximo sábado, dia 5 de dezembro, às 15:15 horas, haverá, na Igreja Paroquial, Missa Vespertina com crianças. Será uma celebração em que vão participar os grupos de catequese de Barcarena e as quatro secções de Escuteiros.

6.    Noite de Oração Vicarial dos Jovens

No próximo sábado, dia 5 de dezembro, às 21:00 horas, haverá, na Paróquia de Carnaxide, uma Vigília de Oração Vicarial dos Jovens.

7.    Bênção das Grávidas

No próximo dia 8 de dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição de Maria, em toda a diocese de Lisboa, haverá a celebração da bênção das grávidas.

Na nossa Paróquia, a bênção das grávidas decorrerá durante a Missa das 12:00 horas, na Igreja Paroquial.

A bênção das grávidas destina-se a todos os casais que aguardam o nascimento de um filho.

Todas as grávidas (casais) que pretendam participar nesta celebração de bênção deverão fazer a sua inscrição através do mail   Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Neste dia, todos os Paroquianos são convidados a rezar pelas mães grávidas, pais e crianças no ventre materno. Será, também, um dia de oração por todos os casais que experimentam o sofrimento de não poderem ter filhos ou que experimentaram a dor da perda de um filho.


©2019 Paróquia de São Pedro de Barcarena