Nº126 15-11-2015

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Nº126 - 15-11-2015

NA BARCA DA FÉ

 

CORAGEM! LEVANTAI A CABEÇA!

Há um provérbio que diz assim: nenhuma noite é tão longa nem tão escura que não acabe com a aurora de um novo dia. Na vida da Igreja, do mundo, duma nação, de cada um de nós, não há situações tão dramáticas que não escondam também sinais de esperança. O Evangelho deste Domingo (Mc 13, 24-32) convida-nos a descobrir os sinais dum mundo novo, que nasce das cinzas do reino do mal.

A situação de prova em que se encontravam as comunidades, para quem foi escrita esta página do Evangelho, não é diferente daquela em que nós nos encontramos. Quantos falhanços, quantas injustiças, quantas desilusões na nossa vida, quanto sofrimento...

Jesus convida todas as pessoas que sofrem por amarem a verdade, a justiça, a paz e a liberdade, a não desanimar. Mesmo nos momentos mais tristes e dolorosos, os cristãos têm de ser capazes de descobrir os sinais do Reino que se aproxima.

Significativa a este propósito é uma outra frase de Jesus referida no Evangelho de S. Lucas: “Quando todas as coisas (perseguições, desgraças, calamidades) começarem a acontecer, levantai a cabeça, porque a vossa redenção está próxima” (Lc 21, 28). Face às alegrias e desventuras da vida, como distinguir o cristão do pagão? É simples: o discípulo de Cristo levanta a cabeça e, em todas as circunstâncias, sabe descortinar um sinal do Filho do Homem que se aproxima, ao passo que o pagão abaixa o olhar para o chão e desespera.

Procuremos perguntar-nos: em que posição está a cabeça dos membros das nossas comunidades? E a nossa cabeça, em que posição estará? Estaremos todos realmente convencidos de que, no fim, não será o mal a prevalecer, mas sim o bem? Encorajemo-nos uns aos outros!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO XXXIII DO TEMPO COMUM - ANO B

Dan 12, 1-3; Sal 15 (16); Hebr 10, 11-14. 18; Mc 13, 24-32

“Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Naqueles dias, depois de uma grande aflição, o sol escurecerá e a lua não dará a sua claridade; as estrelas cairão do céu e as forças que há nos céus serão abaladas»” (Mc 13, 24-25a). Esta é uma descrição possível de algumas situações que ocorrem ao longo da minha vida: a morte de um familiar ou amigo próximo, a falta de dinheiro, a falta de trabalho, uma discussão, etc. Sinto-me angustiado nestas situações. Nalgumas delas, Deus parece estar muito longe ou mesmo não existir.

Preciso de ter nestas situações uma visão baseada na fé. É isso que me permite ver que é na “grande aflição” que se pode “ver o Filho do homem vir sobre as nuvens, com grande poder e glória”. Ver o Senhor. O Senhor está presente nas situações difíceis. Sempre! Olhando para a minha vida com os olhos da fé verei sempre que o Senhor não abandonará “a minha alma na mansão dos mortos”, quer dizer, não me deixará na cruz, terá sempre preparada para mim uma ressurreição. Esta visão de Deus é como que acompanhada por dores de parto. Para que eu chegue a ser uma nova criatura, a nascer de novo, Deus põe no meu caminho acontecimentos que me ajudam a pôr em prática a Palavra: “O Senhor está sempre na minha presença, com Ele a meu lado não vacilarei”.

Deus não é um raciocínio, uma construção intelectual, uma filosofia. Deus é um acontecimento, uma experiência de que Ele não me deixa morrer, apesar das aflições, das angústias, das “mortes” do dia-a-dia. Só desta forma posso experimentar que a morte foi vencida, que Cristo está ressuscitado.

Zé Chambel Leitão



VIVENDO A FÉ - Aprender a Perdoar!

Estamos cada vez mais próximos da abertura solene do Ano da Misericórdia, que acontecerá no próximo dia 8 de dezembro. É tempo para nos começarmos a preparar para este Ano de Graça que nos foi proposto pelo Papa Francisco.

Quando comecei a escrever este texto para a folha paroquial, recordei o Apóstolo Pedro numa das muitas conversas com Jesus, quando Lhe perguntava: Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe devereiperdoar? Até sete vezes? Jesus respondeu: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. (Mt 18, 21-22)

Jesus não pretende indicar um limite matemático, fazendo pensar que devemos perdoar 490 vezes e, a partir daí, ficamos livres para nos podermos vingar-nos.

Não! Jesus exclui, em absoluto, o sentimento de vingança e diz-nos que devemos perdoar sempre, sem limites.

Como cristãos, somos chamados a agir à maneira de Jesus que nos ensina uma forma nova de amar: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vosperseguem. … Se amais os que vos amam, que recompensa haveis de ter? … Sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste”. (Mt 5, 44-48)

Saber perdoar verdadeiramente é um dos desafios mais difíceis de atingir! Muitos são capazes de grandes atos de altruísmo, mas poucos são capazes de perdoar. Experimentamo-lo todos os dias nas relações familiares, com os amigos, com os colegas de trabalho … De Jesus aprendemos que o nosso esforço para perdoar deve ser ilimitado. Quem perdoa, de acordo com os ensinamentos de Jesus deve ser capaz de perdoar generosa e gratuitamente, deve ser capaz de perdoar sempre e em qualquer situação. Mas, o que é o perdão?

Bento XVI dá-nos a resposta: “Perdoarnão é ignorar, mas transformar:Deus deve entrar neste mundo e opor ao oceano da injustiça um oceano maior, um oceano de bondade e de amor”. (Bento XVI, Celebração deVésperas, Catedral de Aosta, 24 de Julho de 2005)

E continua Bento XVI: “Não há justiça sem perdão! …O perdão não substituia justiça!”. No Cristianismo, o conceito de perdão faz nascer “um conceito novo de justiça” que não se limita a punir, mas que reconcilia e cura.

“Deus não se cansa de nós, nunca se cansa de ter paciência connosco e, mediante a sua misericórdia imensa, precede-nos sempre, é o primeiro que vem ao nosso encontro”. (Bento XVI, Audiência Geral, 30 de Maio de 2012)

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Reunião de Catequistas

Recordamos que este domingo, dia 15 de novembro, às 21:00 horas, na Igreja Paroquial, haverá uma reunião geral com todos os(as) Catequistas da Paróquia.

2.    Acólitos - Encontros de Formação/Compromisso

Este domingo, dia 15 de novembro, às 16:00 horas, haverá o segundo encontro de formação para os Acólitos, orientado pelo Pároco.

No domingo, dia 22 de novembro, na Igreja Paroquial, durante a Missa das 12:00 horas, os Acólitos farão, solenemente, o seu compromisso.

À tarde, pelas 15:30 horas, haverá, na Igreja Paroquial, um encontro, orientado pelo Diácono Pedro Moutinho, Responsável Diocesano dos Acólitos, com todos os Acólitos, Pais e outros Familiares que queiram estar presentes.

3.    Conferência do Senhor Cardeal Patriarca

Na próxima sexta-feira, dia 20 de novembro, pelas 21:30 horas, vai ter lugar, em São Julião da Barra, uma conferência proferida pelo Senhor Cardeal Patriarca, subordinada ao tema “Evangelização e Cultura- Ação Vicarial”.

Todos os Paroquianos de Barcarena estão convidados a participar nesta conferência.

4.    Recoleção para Catequistas

No dia 28 de novembro (sábado), entre as 10:00 e as 13:00 horas vai ter lugar, na casa de espiritualidade do Turcifal, uma recolecção para Catequistas. Será um tempo de “lectio divina” com textos do Advento e Natal.

Seria bom que, pelo menos, alguns Catequistas pudessem participar neste momento de preparação para o Advento/Natal.

5.    Inscrições de Adultos para receberem os Sacramentos de Iniciação Cristã e do Crisma

As inscrições de Adultos que pretendam receber os Sacramentos de Iniciação Cristã (Batismo, Crisma e 1ª Comunhão) ou apenas o Sacramento do Crisma vão continuar abertas por mais uma semana, ou seja, até ao dia 20 de novembro. Devem ser feitas no Cartório Paroquial. 


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