Nº125 08-11-2015

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Nº125 - 08-11-2015

NA BARCA DA FÉ

 

DAR TUDO

Um dos ensinamentos mais importantes do Evangelho deste Domingo (Mc 12, 38-44) é o da viúva que oferece tudo. Esta viúva é uma imagem de Deus, uma imagem de Jesus Cristo que, como diz S. Paulo, “de rico que era Se fez pobre” (2Cor 8, 9).

Devido a uma catequese incorrecta, muitos cristãos talvez tenham assimilado uma imagem distorcida de Deus: imaginamo-l’O como um patrão exigente e rigoroso que impõe aos homens tributos pesados, exige que Lhe entreguem tudo o que têm, porque tudo é d’Ele, tudo Lhe pertence. Segundo esta perspectiva, não se compreende como Cristo, igual a um escravo (Filip 2, 5-8), pode ser a imagem perfeita do Deus omnipotente. Sendo assim, a Sua condição humana, a Sua humilhação e a Sua morte na Cruz são consideradas incidentes de percurso, na expectativa de que Ele Se manifeste na Sua verdadeira glória no fim dos tempos, quando chegar sobre as nuvens do céu e obrigar todos os homens a prostrar-se diante d’Ele.

Mas o lugar da revelação máxima do rosto de Deus é o Calvário. Foi aí que Deus mostrou como é. Deus não exige, oferece; oferece-Se todo aos homens, não pretendendo que estes se prostrem diante d’Ele, mas que se ajoelhem diante dos irmãos para lhes lavar os pés. Não quer que Lhe dêm a vida a Ele, mas sim que, consigo, a dêem aos irmãos.

A viúva é a imagem de Deus e de Cristo porque se despoja de tudo o que tem e de tudo faz dom aos outros. Há muitos(as) cristãos(ãs) assim, na nossa Paróquia? Só Deus o sabe!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XXXII Domingo do Tempo Comum - ANO B

1ª Leitura - 1ª Leitura - 1Rs 17,10-16; 2ª Leitura - Hb 9,24-28; Evangelho - Mc 12,38-44

As leituras deste Domingo convidam-me a arriscar tudo o que tenho no Senhor.

Ela foi buscar a água e Elias chamou-a e disse-lhe: «Traz-me também um pedaçode pão nas tuas mãos.» Então ela respondeu: «Pela vida do Senhor, teu Deus, não tenho pão cozido; tenho apenas um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite na ânfora; mal tenha reunido um pouco de lenha entrarei em casa para preparar esse resto para mim e para meu filho; vamos comê-lo e depois morreremos.»” (1 Rs 17,11-12).

Convidam-me a não ficar à espera que os mais ricos ou os mais sábios tomem a iniciativa na partilha com os que me rodeiam.

Estando sentado em frente do tesouro, observava como a multidão deitavamoedas. Muitos ricos deitavam muitas. Mas veio uma viúva pobre e deitou duas moedinhas, uns tostões. Chamando os discípulos, disse: «Em verdade vos digo que esta viúva pobre deitou no tesouro mais do que todos os outros; porque todos deitaram do que lhes sobrava, mas ela, da sua penúria, deitou tudo quanto possuía, todo o seu sustento.»” (Mc 12, 41-44).

Este convite será para me pôr à prova? Será para mostrar e “ensinar” aos outros que quem acredita em Cristo consegue fazer coisas extraordinárias?

Continuando o seu ensinamento, Jesus dizia: «Tomai cuidado com os doutores daLei, que gostam de exibir longas vestes, de ser cumprimentados nas praças, de ocupar os primeiros lugares nas sinagogas e nos banquetes; eles devoram as casas das viúvas a pretexto de longas orações. Esses receberão uma sentença mais severa.» ” (Mc 12, 38-40).

As leituras dizem-me simplesmente que Deus me dará 100 por 1 em troca do que eu lhe der.

Elias disse-lhe: «Não tenhas medo; vai a casa e faz como disseste. Disso que tensfaz-me um pãozinho e traz-mo; depois é que prepararás o resto para ti e para o teu filho. Por que assim fala o Senhor, Deus de Israel: ‘A panela da farinha não se esgotará, nem faltará o azeite na almotolia até ao dia em que o Senhor mandar chuva sobre a face da terra.’» Ela foi e fez como lhe dissera Elias: comeu ele, ela e a sua família, durante alguns dias. Nem a farinha se acabou na panela, nem o azeite faltou na almotolia, conforme dissera o Senhor pela boca de Elias.” (1Rs 17, 13-16).

Este convite, que vai contra tudo o que o mundo ensina, não é mais do que um convite para seguir a Cristo e experimentar já na terra o Céu prometido.

“Na realidade, Cristo não entrou num santuário feito por mão humana, figura do verdadeiro santuário, mas entrou no próprio céu, para se apresentar agora diante de Deus em nosso favor.” (Hb 9, 24).

Paulo Chambel Leitão



Deus não condena, Deus ama!

A cerca de um mês da abertura solene do Ano da Misericórdia, a reflexão que proponho para esta semana centra-se nas palavras do Papa Francisco, proferidas durante a homilia da Missa que celebrou, no passado dia 29 de outubro, na Capela de Santa Marta.

“Deus não consegue deixar de nos amar, não consegue separar-se de nós. Nós podemos rejeitar aquele amor, mas ele espera por nós, não nos condena, pelo contrário, sofre com o nosso afastamento”.

No    Evangelho  de  Lucas  podemos  ler:
“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas aqueles que te são enviados! Quantas vezes Eu quis juntar os teus filhos, como a galinha junta a sua ninhada debaixo das asas, e não quiseste!”. (Lc 13, 34)

Comentando esta passagem do evangelho, o Santo Padre afirmou: Esta é “uma lamentação que o Senhor dirige não só àquela cidade mas a todos nós, recorrendo a uma imagem de ternura: «Quantas vezes Eu quis juntar os teus filhos, como a galinha junta a sua ninhada debaixo das asas, e não quiseste!». É como se nos dissesse: Quantas vezes quis fazer sentir-te esta ternura, este amor … mas tu recusaste …”.

E o Papa Francisco continua: “Deus não pode deixar de amar! Esta é a nossasegurança! Esta é a nossa certeza, uma certeza que envolve a todos, sem excluir ninguém!”.

Recordando aquela imagem de Jesus que chora sobre Jerusalém, o Santo Padre diz: “Aquela imagem de Jesus que chora sobre Jerusalém faz-nosentender algo deste amor. … É uma imagem de ternura!”.

E o Papa sintetiza assim a sua meditação: “Deus poderoso, criador, tudopode. Contudo, Deus chora e naquelas lágrimas há todo o Seu amor.

Deus chora por mim, quando me afasto. Deus chora por cada um de nós. …

Ele espera, não condena, chora.

Porquê? Porque ama!”.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Reunião de Catequistas

A reunião de catequistas, agendada para este domingo, dia 8 de novembro, foi adiada para o próximo domingo, dia 15 de novembro, às 21:00 horas, na Igreja Paroquial.

2.    Encontro de Formação para Catequistas

No próximo sábado, dia 14 de novembro, entre as 9:00 e as 13:00 horas, haverá um encontro de formação para os catequistas do 1º ao 6º catecismos, no Seminário de Alfragide.

3.    Acólitos - Encontros de Formação/Compromisso

Este domingo, dia 8 de novembro, às 16:00 horas, vai ter lugar um encontro de formação para os Acólitos, orientado pelo Pároco.

No próximo domingo, dia 15 de novembro, também às 16:00 horas, haverá um segundo encontro de formação para os Acólitos, orientado pelo Diácono.

No dia 22 de novembro, na Igreja Paroquial, durante a Missa das 12:00 horas, os Acólitos farão, solenemente, o seu compromisso. À tarde, pelas 15:30 horas, haverá, na Igreja Paroquial, um encontro, presidido pelo Diácono Pedro Moutinho, Responsável Diocesano dos Acólitos, com todos os Acólitos, Pais e outros Familiares.

4.    Adoração ao Santíssimo Sacramento em Tercena

Na próxima quinta-feira, dia 12 de novembro, entre as 16:00 e as 17:30 horas, haverá exposição do Santíssimo Sacramento, em Tercena.

5.    Aniversário do Centro de Dia (Centro Social e Paroquial)

Na próxima quinta-feira, dia 12 de novembro, festejamos mais um Aniversário do Centro de dia. Às 10:00 horas, na Igreja de Tercena, será celebrada uma Missa de Ação de Graças, com a participação dos idosos do Centro de Dia e das Crianças dos Centros de Infância.

Todos os Paroquianos estão convidados a participar nesta Celebração.

6.    Inscrições de Adultos para receberem os Sacramentos de Iniciação Cristã e do Crisma

Todos os Adultos que pretendam receber os Sacramentos de Iniciação Cristã (Batismo, Crisma e 1ª Comunhão) ou apenas o Sacramento do Crisma devem fazer a sua inscrição, até ao dia 13 de novembro, no Cartório Paroquial.


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