Nº120 04-10-2015

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Nº120 - 04-10-2015

NA BARCA DA FÉ

 

O MATRIMÓNIO SEGUNDO O PROJECTO DE DEUS

Se calhar a muitos cristãos a mensagem do Evangelho de hoje (Mc 10, 2-16) deve parecer esquisita! Como se poderá insistir, com dureza, em normas morais relativamente esquecidas ou até vilipendiadas?

A Igreja, na esteira do Mestre, continua a afirmar a indissolubilidade do Matrimónio, a monogamia e a castidade. Não como duras e irrazoáveis imposições, mas como propostas que defendem a dignidade do homem e da mulher. Qualquer escolha contrária ao projecto de Deus pode proporcionar prazer, mas não felicidade.

Os discípulos ao ouvirem Jesus, perante esta posição dura e intransigente ficam perplexos, quase aterrados. Mas Jesus afirma com clareza: “Quem repudiar a própria mulher e casar com outra comete adultério” (Mc 10,11).

A fasquia é muito alta, e os passos dos humanos são frequentemente incertos e nem todos estão em condições de atingir rapidamente o objectivo. Os tempos de cada um só Deus os conhece e devem-se respeitar. Ninguém foi constituído juiz dos próprios irmãos, ninguém foi encarregado de avaliar as culpas, condenar ou aplicar sanções.

Há situações que é muito difícil encaixar nas normas. Mostrar-se compreensivo e paciente não significa renunciar à sabedoria do Evangelho ou ceder à lógica humana: é mostrar “sabedoria pastoral”. Aquela que o

Papa Francisco tanto tem demonstrado... As situações concretas devem ser avaliadas com prudência e todos os irmãos devem ser compreendidos, acompanhados e ajudados, de maneira que possam dar o melhor de si mesmos.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM ANO B

Gn 2,18-24; Salmo 127 (128); Heb 2,9-11; Mc 10,2-16

Apesar dos textos sagrados terem sido escritos em tempos e realidades muito distantes, a Igreja propõe uma actualização da Mensagem para o nosso tempo, para a nossa sociedade e para os momentos concretos que vivemos. É impressionante ver que apesar da distância temporal, as questões e os problemas do homem continuam os mesmos.

À luz da actualização que a Igreja faz à Palavra de Deus deste Domingo, tento tirar dessa mensagem algo concreto para a minha vida.

A Palavra vem falar do meu matrimónio. Deus criou o homem e a mulher para se unirem pelo amor - “Por isso, o homem deixará pai e mãe, para se unir à suaesposa, e os dois serão uma só carne.” (Gn 2, 24). Eu e o meu marido fomosdestinados a vivermos em comunhão total um com o outro, na entrega e partilha mútua através deste Amor que vem de Deus e que por isso é mais forte que qualquer outro vínculo. No entanto neste Projecto de Felicidade que Deus me propôs e eu disse “Sim”, com a vida rotineira, os problemas a surgirem, a falta de tempo e de dinheiro, parece-me que esse Amor se vai desgastando. As palavras de S. Paulo “Suportai-vos uns aos outros” (Cl 3, 13), por vezes vejo-as com um significado contrário, o de ter que suportar, aguentar o outro que é o meu marido, aguentar as suas manias, e não com o significado do amor, como sendo um suporte, um apoio um do outro.

São Paulo, na sua carta aos Efésios (capítulo 5), revela o mistério de salvação quando compara a relação do marido e da mulher com a relação entre Cristo e a Igreja. E na segunda leitura é me dada uma Palavra de Salvação “Convinha…que Deus… querendo conduzir muitos filhos para a sua glória, levasse à glória perfeita, pelo sofrimentos, o Autor da salvação.” (Heb 2, 10). Convinha queJesus sofresse para o meu bem e para o bem do meu casamento. Jesus Cristo amou a Igreja, amou-nos até à cruz, até à morte. É este Amor que Deus propõe no meu matrimónio, amar o inimigo, perdoá-lo na cruz, em situações de angústia e de sofrimento, de servir o meu marido ficando para última, colocando em primeiro a família em detrimento da minha realização pessoal. É neste Amor e doação que surge a salvação. Deus não deixa ninguém na cruz, no sofrimento. Assim como Deus ressuscitou Cristo, também tem o poder de dar constantemente vida ao meu matrimónio e levar ambos à glória perfeita. 

Mónica Morgado



Se alguém quiser ser o primeiro, há-de ser o último de todos e o servo de todos» (Mc 9, 35)

Creio que todos nós, através dos telejornais, fomos acompanhando a visita do Papa Francisco a Cuba e aos Estados Unidos da América. Em todos os discursos proferidos, o Santo Padre aponta-nos ensinamentos que podem servir de orientação para a nossa vida, que nos podem preparar para o Jubileu da Misericórdia que vai iniciar no próximo dia 8 de Dezembro.

Na homilia da Missa que celebrou na Praça da Revolução, em Havana, comentando o Evangelho do dia, o Papa disse: “Jesus faz aos Seus discípulosuma pergunta aparentemente indiscreta: «Que discutíeis pelo caminho?» (Mc 9, 33). Esta é uma pergunta que Ele faz hoje também a nós: De que éque falais diariamente? Quais são as vossas aspirações? … Eles «ficaram em silêncio porque, no caminho, tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior», quem era o mais importante. Sentiam vergonha de dizer a Jesus aquilo de que estavam a falar. Como nos discípulos de ontem, também em nós hoje, encontramos, muitas vezes, a mesma discussão:
Quem é o mais importante?”.

E, continua o Santo Padre: “Fiel ao seu estilo, Jesus assume os nossosinterrogativos, as nossas aspirações, conferindo-lhes um novo horizonte. Fiel ao seu estilo, Jesus consegue dar uma resposta capaz de propor novos desafios. … Fiel ao seu estilo, Jesus propõe sempre a lógica do amor, uma lógica capaz de ser vivida por todos, porque é para todos. … O horizonte de Jesus é sempre uma proposta para a vida diária … uma proposta que faz com que o dia-a-dia tenha sempre um certo sabor a eternidade. Quem é o mais importante? Jesus é simples na sua resposta: «Se alguém quiser ser o primeiro, (ou seja, o mais importante), há-de ser o último de todos e o servo de todos» (Mc 9, 35). Quem quiser ser grande, sirva os outros e não se sirva dos outros”.

A cada um de nós Jesus, também hoje, quer dizer que a vida autêntica se vive no compromisso concreto com o próximo, isto é, servindo. Todos somos convidados, encorajados por Jesus a cuidar uns dos outros por amor.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Mês do Rosário Terço em Queluz de Baixo e Tercena

Durante todo o mês de Outubro rezar-se-á o Terço em Queluz de Baixo e Tercena, nos seguintes horários:

Queluz de Baixo  –2ª, 3ª, 5ª e Domingo, às 21:00 horas – 4ª, 6ª e Sábado, às 18:30 horas

Tercena Centro de Dia - 2ª a 6ª Feira, às 15:00 horas Capela de Tercena - Todos os dias, às 21:00 horas, excepto ao Sábado, que será às 18:30 horas

2.    Adoração ao Santíssimo Sacramento

Na próxima 5ª Feira, dia 8 de Outubro, entre as 16:00 e as 17:30 horas haverá Adoração ao Santíssimo em Tercena.

3.    Recomeço da Missa Dominical em Valejas

A partir deste domingo, dia 4 de Outubro, recomeça a Celebração da Eucaristia Dominical, às 10:30 horas, em Valejas.

4.    Recomeço da Missa ao Sábado em Leceia

A partir do próximo Sábado, dia 10 de Outubro, recomeça a Celebração da Eucaristia ao Sábado em Leceia, às 9:30 horas.

5.    Curso de Iniciação para Catequistas

De 9 a 11 de Outubro vai ter lugar, na Paróquia de Queijas, um Curso de Iniciação para Catequistas. A inscrição para frequentar este Curso é obrigatória.

6.    Inscrições das Crianças na Catequese

Os Encarregados de Educação de todas as Crianças que vão frequentar a Catequese pela primeira vez na nossa Paróquia devem fazer, o mais rapidamente possível, a respectiva inscrição junto da Coordenadora de cada Comunidade ou no Cartório Paroquial.

7.    Inscrições para Novos Escuteiros

Estão abertas as inscrições para Novos Escuteiros. As inscrições deverão ser feitas através do mail  Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. indicando a idade e o contacto.

8.    Encontros do Grupo de Jovens

O Grupo de Jovens da nossa Paróquia já retomou os seus encontros, todos os Sábados às 21:30 horas, na Igreja Paroquial.

Convidamos todos os Jovens que receberam o Sacramento do Crisma no ano passado a integrarem o Grupo de Jovens.


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