Nº117 13-09-2015

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Nº117 - 13-09-2015

NA BARCA DA FÉ

 

VÓS, QUEM DIZEIS QUE EU SOU?

Seria bom que cada um de nós sentisse como dirigida a si a pergunta que Jesus fez aos Seus discípulos: “Vós quem dizeis que Eu sou?” Hoje, como então, pode haver uma grande diferença entre as palavras com que professamos a nossa fé e aquilo que realmente acreditamos de Cristo.

Pedro, no Evangelho escutado hoje (Mc 8, 27-35), deu uma resposta exacta no ponto de vista formal, mas em termos práticos a ideia que ele tem de Jesus é completamente errada. Porque, na verdade, ele está convencido de que o Mestre está prestes a dar início ao Reino de Deus na terra e pensa que isso vai acontecer por meio de uma manifestação de força... Pedro julga que Jesus terá um sucesso estrepitoso.

O mal-entendido é total e para Jesus chega o momento de lhes tirar da cabeça esse equívoco perigoso. Deve esclarecer bem qual é a meta da Sua viagem, deve explicar como é que o Pai realizará n’Ele a Sua obra de salvação.

Estejamos atentos! As nossas profissões de fé são impecáveis e longe de nós pôr em dúvida algum dogma ou alguma das verdades que nos foram ensinadas no catecismo! Mas procuremos perguntar-nos: Que imagem de Deus e que concepção de vida estão por detrás das fórmulas tão precisas que sabemos de cor? Se teimarmos ainda em medir o crescimento do Reino de Deus com base na glória, nos triunfos, nos aplausos alcançados, não estaremos a raciocinar segundo Deus, mas segundo critérios humanos. Se formos exactos só em pronunciar palavras, mas não descobrirmos o seu real conteúdo, teremos também nós, como Pedro, necessidade de ser instruídos pelo Mestre.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO B

L1 Is 50,5-9a; L2 Tg 2,14-18; Ev Mc 8,27-35

O Evangelho deste Domingo mostra-me a natureza divina de Jesus. Ele sabia com muita antecedência que a recompensa na terra pelos seus trabalhos seria um grande sofrimento. Quem no seu juízo perfeito (eu) sabendo que determinadas ações tinham como resultado certo a tortura não começava logo a traçar um plano para evitar esse fim. Realmente a sabedoria de Deus não é a minha porque mal Pedro começou a arquitetar tais planos, como seria normal, Jesus comparou a preocupação dele às tentações de Satanás. “Começou, depois, a ensinar-lhes que o Filho do Homem tinha de sofrer muito e ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos doutores da Lei, e ser morto e ressuscitar depois de três dias. E dizia claramente estas coisas. Pedro, desviando-se com Ele um pouco, começou a repreendê-lo. Mas Jesus, voltando-se e olhando para os discípulos, repreendeu Pedro, dizendo-lhe: «Vai-te da minha frente, Satanás, porque os teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens.»” Mc 8,31-33.

Esta forma de encarar a vida convida-me a aceitar as dificuldades e as ansiedades da vida como o profeta Isaías “O Senhor Deus abriu-me os ouvidos, e eu não resisti, nem recusei. Aos que me batiam apresentei as espáduas, e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me ultrajavam e cuspiam. Mas o Senhor Deus veio em meu auxílio; por isso não sentia os ultrajes. Endureci o meu rosto como uma pedra, pois sabia que não ficaria envergonhado.” Is 50,5-7.

Muitas vezes interrogo-me se não devia dar mais esmolas aos pobres de forma a alicerçar a minha fé em obras tal como Tiago nos convida “Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta. Mais ainda: poderá alguém alegar sensatamente: «Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me então a tua fé sem obras, que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha fé. Tu crês que há um só Deus? Fazes bem. Também o crêem os demónios, mas enchem-se de terror.»” Tg 2,17-19. No entanto, estas leituras convidam-me a não só dar esmolas que saem da carteira mas também das que saem do meu orgulho. Por trás das dificuldades e das ansiedades que os meus “inimigos” trazem à minha vida estão histórias de vida e ambições que não são muito diferentes das minhas. As principais obras de fé que tenho visto nos que me rodeiam tem sido através do exercício da humildade perante o “inimigo”. 

Paulo Chambel Leitão



“Não se pode fazer comunidade sem proximidade”

Com a chegada do mês de Setembro, retomamos o normal funcionamento da nossa vida comunitária, no novo “ano pastoral”, marcado por alguns acontecimentos importantes:

A Caminhada Sinodal que levará ao Sínodo Diocesano, em finais de 2016. O Ano da Vida Consagrada que prosseguirá até Fevereiro.

O Sínodo dos Bispos sobre a Família, já em Outubro, em Roma.

A visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à Vigararia de Oeiras, com passagem pela nossa Paróquia, no dia 31 de Janeiro, mesmo se por alguns minutos.

Como escreveu o Senhor Cardeal Patriarca na mensagem que nos enviou: Esta visita é ocasião para recebermos “da Mãe de Jesus as atitudes essenciais com que O acompanhou na terra e a missão que Lhe foi confiada de nos acompanhar também, pelos caminhos da conversão e da paz”.

O “Jubileu da Misericórdia”, a partir de 8 de Dezembro.

A este propósito D. Manuel Clemente diz: “É tempo de aprofundarmos de modo espiritual e prático este sentimento essencial de Deus a nosso respeito, para o reflectirmos na relação com todos”. E o Papa Francisco escreveu: “Há momentos em que somos chamados, de maneira ainda mais intensa, a fixar o olhar na misericórdia, para nos tornarmos nós mesmos sinal eficaz do agir do Pai”.

Neste novo “ano pastoral” cada um de nós é convidado a aproximar-se e estender a mão àqueles que a sociedade tende a excluir, como fez Jesus com os marginalizados do seu tempo. É isso que faz da Igreja uma verdadeira “comunidade”.

Como afirmou o Papa Francisco: “Não se pode fazer comunidade sem proximidade”. Proximidade, uma bela palavra que, no início de mais um “ano pastoral”, nos obriga a um exame de consciência: Tenho a coragem de me aproximar ou distancio-me sempre? Tenho a força e a coragem de tocar os marginalizados? Tenho a coragem de encurtar as distâncias, como fez Jesus?

Desejo a todos um “ano pastoral” feliz e fecundo!

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.   Reunião do Conselho Pastoral

Este Domingo, dia 13 de Setembro, às 20:30 horas, no Centro Jovem, em Queluz de Baixo, terá lugar uma Reunião do Conselho Pastoral Paroquial.

2.   Festa de Nossa Senhora das Dores

Na próxima Terça-Feira, dia 15 de Setembro, a Igreja celebra a Festa de Nossa Senhora das Dores (Nossa Senhora da Piedade), Padroeira da Comunidade de Leceia.

Por esse motivo, haverá Missa Solene em Leceia, às 21:00 horas. A Missa das 19:00 horas, em Barcarena, será cancelada.

3.   Informações relativas à Catequese

Reunião com Catequistas

Dia 16 de Setembro (Quarta-Feira), às 21:30 horas, Tercena.

Dia 17 de Setembro (Quinta-Feira), às 21:30 horas, Queluz de Baixo. Dia 18 de Setembro (Sexta-Feira), às 21:30 horas, Barcarena.

Início da Catequese

A Catequese vai iniciar no fim-de-semana de 26 e 27 de Setembro.

O primeiro encontro de cada Grupo terá lugar com o(a) mesmo(a) Catequista, na mesma Sala e à mesma hora do ano passado.

Eventuais alterações que possam ocorrer apenas serão efectuadas posteriormente.

Inscrições

Crianças que vão frequentar a Catequese pela primeira vez na Paróquia

As inscrições estão abertas. Podem ser feitas junto da Coordenadora de cada Centro, ou no Cartório Paroquial. Há uma Ficha de Inscrição que deve ser preenchida e entregue. Juntamente com a ficha, no caso das crianças já baptizadas, deverá ser entregue fotocópia de documento comprovativo do Baptismo (Cédula da Vida Cristã ou Certidão de Baptismo).

Crianças que já frequentaram a Catequese na Paróquia

O Processo transitou, automaticamente, de ano. Não é preciso fazer nada.


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