Nº116 12-07-2015

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Nº116 - 12-07-2015

NA BARCA DA FÉ

 

O ANÚNCIO DO EVANGELHO E O DINHEIRO

Há quem diga que, se Jesus vivesse hoje, não seria tão severo e se adaptaria às exigências da vida moderna. Naquele tempo, não tinha onde reclinar a cabeça (Lc 9, 58), mas hoje optaria por viver numa casa confortável juntamente com os seus discípulos, que escolheria naturalmente entre os que tivessem um título académico.

O Evangelho de hoje (Mc 6, 7-13) diz-nos que este modo de pensar é uma loucura. Os tempos mudaram, é verdade, e as palavras de Jesus não se devem tomar à letra. Todavia, elas revelam como Jesus estava preocupado em eliminar da mentalidade dos discípulos a ideia de que a eficácia da missão evangélica depende da abundância dos meios materiais. A simples aparência de apego ao dinheiro e aos privilégios económicos provoca sempre efeitos desastrosos para a causa do Reino de Deus.

O dinheiro lança a suspeita sobre todo o testemunho. Quem anuncia gratuitamente uma mensagem é muito mais credível do que quem, ao contrário, recebe uma recompensa. Quem já não ouviu afirmações como esta: “Falas assim porque te pagam para isso!”

Não é que Jesus despreze os bens deste mundo e apresente a miséria como ideal de vida. Põe de sobreaviso, isso sim, contra o perigo de se deixar condicionar pela posse dos bens. Ao longo dos séculos, a Igreja tem pago duramente os pactos, os compromissos e as alianças políticas com os governos que lhe ofereciam privilégios, favores, garantias. Tem-nos pago com a perda da própria liberdade, da própria autonomia.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XV DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano B

Amós 7, 12-15; Salmo 85(84); Efésios 1, 3-14; Marcos 6, 7-13

Na 1.ª leitura deste Domingo, Deus escolhe Amós para profetizar em Seu nome. Como noutros passos da Escritura, Deus chama alguém que aos olhos do próprio e do mundo não está habilitado para a missão que lhe oferece. Veja-se o profeta Jeremias, ou Moisés, que não sabia como falar diante do faraó, ou ainda o Rei David, guardador de gado como Amós.

Também os discípulos de Jesus, enviados a anunciar a Boa Nova, foram “arrancados” dos seus afazeres e obrigações para o seguir e não passavam de homens comuns, simples e sem instrução.

Como diz S. Paulo na 2.ª leitura, “N’Ele nos escolheu, antes da criação do mundo, parasermos santos e irrepreensíveis, em caridade, na sua presença. Ele nos predestinou, conforme a benevolência da sua vontade, a fim de sermos seus filhos adotivos, por Jesus Cristo, para louvor da sua glória e da graça que derramou sobre nós, por seu amado Filho.”

A palavra de hoje mostra-me a minha condição de filha adoptiva, chamada a dar testemunho da ação de Deus na minha vida, como baptizada e cristã (“em construção”, como se costuma dizer). Como Deus me desinstalou, em diversas ocasiões, para ir anunciá-Lo aos que estão na Sua Igreja e àqueles com quem me deparasse no caminho, cristãos ou de outra condição. Sem formação em teologia, por vezes a dizer disparates, fui acompanhada e sustentada pelos meus irmãos na fé e certa de que há um Deus vivo que se manifesta na minha vida e que reconheço de modo mais perceptível nos anos mais recentes.

Também aqui, nesta página, me desinstala, de tempos a tempos. Este exercício da partilha da palavra obriga-me a confrontar o que me propõe em cada Domingo e o que escolho escutar, de forma mais ou menos consciente. Isto é, se e como acolho a Sua Palavra e a faço presente na minha vida concreta: no trabalho, na família, com os meus irmãos na fé e em todas as dimensões da minha vida. Leva-me, por isso, a sentir-me pequena perante a imensidão do dom que oferece e do fraco uso que dele faço.

Nestes dias de férias que se aproximam, em que se ganha o tempo gasto no trabalho, recorda-me que é um tempo de excelência para recarregar baterias, também através da maior proximidade Dele. Tirar férias “só para mim”, procurando apenas o que me dá prazer, sem preocupações, minhas e alheias, não é um verdadeiro descanso, porque o Caminho da Vida nunca foi recusar amar o próximo. “Vinde a Mim, todos os que andaiscansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Pois o meu jugo é suave e a minha carga é leve.” (Mt 11, 28-30). 

Filipa Aguiar Ferreira



Vem, quero ver o Teu rosto!

Aproxima-se o tempo de férias e esta é a última Folha Paroquial que, semana após semana, nos tem acompanhado. Reiniciaremos a sua publicação, se Deus quiser, em meados de Setembro.

Escolhi como “desafio” para o tempo de descanso que se aproxima: “Vem, Senhor! Vem, quero ver o Teu rosto!”

Para este tempo de descanso as propostas são:

Dar espaço a Jesus!

Dar lugar a Jesus, não ao correr de um lado para outro, não às compras, não ao barulho das festas…

Estar vigilantes e preparados para a vinda do Senhor!

Pedir: Vem, Senhor Jesus! Vem, quero ver o Teu rosto!

Abrir a nossa alma para estar vigilante, à espera!

Abrir a nossa alma para que seja uma alma grande para receber Jesus!

Estamos em “Caminhada Sinodal” no Patriarcado de Lisboa. Que este tempo de descanso seja, também, para cada um de nós, um tempo dedicado à oração porque “Osegredo para que o Sínodo seja um autênticoevento de graça para a Igreja de Lisboa é a oração …”.

Além disso, na oração acontece o nosso encontro com Jesus … Na oração contemplamos o Seu rosto.

Como sugestão de leitura/meditação para o tempo de férias, nada melhor que a Exortação Apostólica “A Alegria doEvangelho” e a Carta Encíclica “Louvado Sejas”, ambas do Papa Francisco. 

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Folha Paroquial

A partir deste número a publicação da folha paroquial será suspensa. Retomaremos a sua publicação em Setembro (data a fixar).

2.    Missas nas diferentes Comunidades durante o período de Verão

Barcarena

Durante o mês de Agosto não haverá Missa durante a semana.

Haverá Missa às 12:00 horas de Domingo.

Leceia

A Missa das 9:30 horas de Sábado está cancelada até Setembro (data a anunciar).

Haverá Missa às 11:00 horas de Domingo, sempre que o Senhor Padre Celestino a puder celebrar.

Tercena

Durante o mês de Agosto não haverá Missa durante a semana, nem a Missa Vespertina (Sábado, às 19:00 horas).

Haverá Missa às 10:30 horas de Domingo.

Queluz de Baixo

Durante o mês de Agosto não haverá Missa durante a semana, nem a Missa Vespertina (Sábado, às 19:15 horas).

Haverá Missa às 9:00 horas de Domingo.

Valejas

A partir de hoje, dia de S. Bento, a Missa em Valejas será cancelada.

Voltará a haver Missa Dominical em finais de Setembro/princípios de Outubro, dependendo da disponibilidade do Senhor Padre António.

3.    Férias de Verão do Pároco e do Diácono

O Pároco estará de férias de 1 a 14 de Agosto e o Diácono de 16 a 31 de Agosto.

Durante o período de férias do Pároco, todos os assuntos relacionados com o normal funcionamento da Paróquia serão assumidos pelo Diácono.

4.    Encerramento do Cartório Paroquial durante o Verão

O Cartório Paroquial estará encerrado entre 15 e 31 de Agosto. Fora deste período o Cartório mantém o seu normal horário de funcionamento.

5.    Fotografias da 1ª Comunhão e do Crisma

As fotografias da 1ª Comunhão estão afixadas na Sala de Entrada da Igreja Paroquial, as do Crisma serão afixadas nos próximos dias.

Os pedidos de fotografias devem ser feitos no Cartório Paroquial.


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