Nº115 05-07-2015

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Nº115 - 05-07-2015

NA BARCA DA FÉ

 

NA FRAQUEZA MANIFESTA DEUS A SUA FORÇA

Estamos convencidos de que, com meios pobres, se obtêm resultados pobres e que, para realizar grandes feitos são necessários instrumentos adequados. Esta é a maneira de pensar dos homens e das mulheres de todos os tempos.

Por isso, os habitantes de Nazaré cometem o erro de pensar que, para realizar os Seus projectos, Deus tem necessidade dos instrumentos que os homens consideram indispensáveis. Eis que o Evangelho (Mc 6, 1-6) nos mostra que a realidade é precisamente o contrário: Deus realiza coisas extraordinárias servindo-Se do que os homens desprezam e acham sem valor. Os conterrâneos de Jesus vêem vacilar as suas convicções religiosas, mas, em vez de se converterem aos pensamentos de Deus, agarram-se ainda com mais força às suas ideias e rejeitam Aquele que fora enviado para os salvar.

O erro de ontem bem pode repetir-se ainda hoje. Também os cristãos das nossas comunidades já formaram as suas próprias opiniões religiosas (por vezes sem se preocuparem por verificar se correspondem ao que diz o Evangelho) e delas não prescindem facilmente.

Não serão ainda muitos os que sonham implantar um reino de Deus no mundo recorrendo a meios “eficazes e concretos” como o dinheiro, a subjugação, os apoios políticos? Não serão ainda demais os que, para obter sucessos imediatos, não sentem muitos escrúpulos em comportar-se como oportunistas? Não serão ainda muitos os cristãos que continuam a sonhar com uma Igreja com estruturas fortes e que seja amiga dos grandes deste mundo? Custa-nos ainda muito a aceitar Jesus como Ele é... sem força e sem poder!

O vosso Pároco, 

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano B

1ª Leitura - Ez 2,2-5
Salmo - Sl 122,1-2a.2bcd.3-4 (R. 2cd) 2ª Leitura - 2Cor 12,7-10
Evangelho - Mc 6,1-6

Na primeira leitura deste Domingo Deus lembra-me a minha natureza rebelde e insubmissa “Eles têm a cabeça dura e o coração obstinado; envio-te a eles, e deves dizer-lhes: «Assim fala o Senhor Deus.» E quer te escutem quer não, porque são uma raça de gente rebelde, saberão que há um profeta entre eles.” (Ez 2,4-5). Esta minha natureza conduz-me ao orgulho ea querer ser mais do que os que me rodeiam. Como quero ser o maior não aceito as humilhações e as contrariedades naturais da vida em comunidade. O Salmo convida-me a procurar na oração forças para aceitar as humilhações que surgem na minha vida “Tem piedade de nós, SENHOR, tempiedade de nós, porque estamos saturados de desprezo. A nossa alma está saturada da troça dos arrogantes e do desprezo dos orgulhosos!” (Sl 122,3-4).

Tal como São Paulo, gostava que Deus me mudasse e me desse um feitio mais Cristão. No entanto, a 2ª leitura diz-me que o Cristianismo não é uma questão de feitio, mas de graça “… foi-me dado um espinho na carne, umanjo de Satanás, para me ferir, a fim de que não me orgulhasse. A esse respeito, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Mas Ele respondeu-me: «Basta-te a minha graça, porque a força manifesta-se na fraqueza.»” (2Cor 12,7-9).

Se Jesus, como sinal do amor de Deus pelos homens, aceitou com mansidão o escárnio dos seus conterrâneos porque não hei-de tentar ser também um pequeno sinal desse amor? “«De onde é que isto lhe vem e que sabedoria éesta que lhe foi dada? Como se operam tão grandes milagres por suas mãos? Não é Ele o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?» E isto parecia-lhes escandaloso.” (Mc 6,2-3). 

Paulo Chambel Leitão



Laudato Si’, mi’ Signore – Louvado sejas, meu Senhor

As férias de verão aproximam-se! É sempre um tempo para “recuperar” forças!

É também um tempo em que podemos dedicar algum tempo à leitura. Recomendo, para estas férias, a leitura e meditação da encíclica do Papa Francisco “Louvado Sejas”.

Começa assim a encíclica do Papa Francisco …

São Francisco de Assis

Tomei o seu nome por guia e inspiração, no momento da minha eleição para Bispo de Roma. Acho que Francisco é o exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade. … Manifestou uma atenção particular pela criação de Deus e pelos mais pobres e abandonados. Amava e era amado pela sua alegria, a sua dedicação generosa, o seu coração universal. Era um místico e um peregrino que vivia com simplicidade e numa maravilhosa harmonia com Deus, com os outros, com a natureza e consigo mesmo. (Laudato Si’, Nº 10)

Tal como acontece a uma pessoa quando se enamora por outra, a reacção de Francisco, sempre que olhava o sol, a lua ou os minúsculos animais, era cantar, envolvendo no seu louvor todas as outras criaturas … chegando mesmo a pregar às flores «convidando-as a louvar o Senhor, como se gozassem do dom da razão». (Laudato Si’, Nº 11)

São Francisco, fiel à Sagrada Escritura, propõe-nos reconhecer a natureza como um livro esplêndido onde Deus nos fala e transmite algo da Sua beleza e bondade: «Na grandeza e na beleza das criaturas, contempla-se, por analogia, o seu Criador». (Laudato Si’, Nº 12)

O meu apelo

O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral. … O Criador não nos abandona, nunca recua no seu projecto de amor, nem Se arrepende de nos ter criado. … Os jovens exigem de nós uma mudança; interrogam-se como se pode pretender construir um futuro melhor, sem pensar na crise do meio ambiente e nos sofrimentos dos excluídos. (LaudatoSi’, Nº 13)

… Todos podemos colaborar, como instrumentos de Deus, no cuidado da criação, cada um a partir da sua cultura, experiência, iniciativas e capacidades. (Laudato Si’, Nº 14)

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Solenidade de S. Bento, Padroeiro da Comunidade de Valejas

No próximo dia 11 de Julho (sábado), celebraremos a Solenidade de S. Bento, Padroeiro da Comunidade de Valejas. Haverá Missa Solene, às 21:00 horas.

A partir deste dia, por impossibilidade do Senhor Padre António, as Missas Dominicais serão canceladas até Setembro (data a anunciar).

2.    Festa de Nossa Senhora de Fátima (Queluz de Baixo) – Apresentação de Contas

O total das entradas da Festa de Nossa Senhora de Fátima, em Queluz de Baixo, foi de 4 094,00 € e o total de saídas foi de 1 893,93 €.

Registou-se um saldo positivo de 2 201,07 €.

3.    Folha Paroquial

A partir do próximo fim-de-semana (11 e 12 de Julho) a publicação da folha paroquial será suspensa. Retomaremos a sua publicação em Setembro (data a fixar).

4.    Missas em Leceia durante o Verão

A partir deste fim-de-semana, a Missa às 9:30 horas de Sábado será cancelada até Setembro (data a anunciar)

Será mantida a Missa às 11:00 horas de Domingo, sempre que o PadreCelestino a puder celebrar.

5.    Férias de Verão do Pároco e do Diácono

Aproxima-se o tempo de férias de Verão.

O Pároco estará de férias de 1 a 14 de Agosto e o Diácono de 16 a 31 de Agosto.

Durante o período de férias do Pároco, todos os assuntos relacionados com o normal funcionamento da Paróquia serão assumidos pelo Diácono.

6.    Encerramento do Cartório Paroquial durante o Verão

O Cartório Paroquial estará encerrado entre 15 e 31 de Agosto. Fora deste período, o Cartório mantém o seu normal horário de funcionamento.

7.    Horário das Missas em Agosto (Barcarena, Tercena e Queluz de Baixo)

Tal como nos anos anteriores, serão canceladas as missas durante a semana em Barcarena, Tercena e Queluz de Baixo. São também canceladas as Missas Vespertinas em Tercena e Queluz de Baixo.

Serão mantidas as Missas Dominicais: Queluz de Baixo, às 9:00 horas, Tercena, às 10:30 horas e Barcarena, às 12:00 horas.

8.    Aprovação dos Estatutos do Conselho Pastoral e Paroquial

Os Estatutos do Conselho Pastoral e Paroquial foram aprovados a 15 de Junho de 2015 pelo Senhor Vigário Geral, por delegação do Senhor Cardeal Patriarca.


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