Nº114 28-06-2015

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Nº114 - 28-06-2015

NA BARCA DA FÉ

 

PEDRO E PAULO

TESTEMUNHAS DO EVANGELHO

Acreditar em Jesus significa ter entendido quem Ele é, dar-se conta de qual é a Sua proposta de vida e confiar n’Ele. Dia 29, segunda-feira, são-nos apresentadas as figuras de dois discípulos que, por caminhos diversos, e muito lentamente, acreditaram e conformaram a sua vida segundo os ensinamentos do Mestre.

Pedro encontrou Jesus pela primeira vez ao longo do lago da Galileia. No início, sabe apenas que Ele é um carpinteiro vindo de Nazaré, aos poucos acaba por ir percebendo que tem a ver com um grande profeta e, por fim, em Cesareia de Filipe, reconhece-O como “o Messias, o Filho do Deus vivo.” (Mt 16 13-19)

Lindas palavras as suas, mas Pedro na sua mente e no seu coração continua a cultivar os seus sonhos, que não coincidem exactamente com aqueles do Messias de Deus. Jesus diz que ele é “pedra da Sua Igreja”, mas logo a seguir define-o como “pedra de escândalo”, porque não pensa segundo Deus, mas segundo os homens.

Pedro não entende. Entenderá mais tarde, depois da Páscoa, o conteúdo da profissão de fé que “o Pai que está nos céus” o levou a pronunciar.

Paulo chega a Jesus por caminho diverso. Conhece-O antes como um adversário a combater, como Aquele que destrói as esperanças messiânicas do seu povo, como um blasfemo que anuncia um Deus diferente daquele que anunciavam os mestres de Israel. Um dia é investido por uma luz do alto e compreende: Jesus, o Crucificado é o Messias de Deus.

A partir daquele momento, o que antes era para Paulo um tesouro, em confronto com Cristo, torna-se lixo. (Filip 3, 7-8)

Cada um(a) de nós vai chegando ao Mestre por caminhos diferentes. O importante é que a meta seja a mesma: a Profissão de Fé com tudo o que ela implica.

S. Pedro, nosso Padroeiro, rogai por nós!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - Solenidade de S. Pedro e S. Paulo – Ano B

Act 12,1-11; Salmo 33 (34); 2 Timóteo 4,6-8.17-18; Mateus 16,13-19

Depois da morte e ressurreição de Jesus, foram muitas as perseguições aos Cristãos. Mas Deus não abandona o Seu povo. Intervém de muitas formas para que se cumpra o plano de Deus. A primeira leitura deste Domingo fala-nos da libertação de S. Pedro da prisão. Acorrentado e vigiado por diversos guardas, S. Pedro consegue escapar. Imagino que tal como tentou defender Jesus à espada (ferindo um soldado) também aqui se tenha tentado defender, lutar e fugir. Mas as suas forças de nada valeram. Toda a sua força não lhe serviu para nada. Foi durante a noite quando já tinha perdido a esperança de se libertar, que um anjo de luz lhe solta as correntes e lhe abre os portões. Pedro pensava que se tratava de um sonho. Um pescador muito terra a terra como ele, só esperava libertar-se com as suas forças. Tudo o resto seriam visões. Contudo não era visão e de repente Pedro vê-se livre, sem esforço nem intervenção de qualquer homem. No Evangelho Pedro proclama a sua Fé dizendo a Jesus: «Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo!». No episódio da prisão, S. Pedro fortalece a sua Fé. E a Fé movimenta montanhas. E assim um pescador rude como uma pedra se torna a primeira pedra da Igreja. Sinto-me interpelado a confiar que Deus também intervém na minha vida. Só tenho de ter Fé e não ter medo de aderir a Jesus: amar o inimigo e anunciar o amor de Deus.

Aparece então S. Paulo, na segunda leitura. Um Super Homem da altura. Era um teólogo (Fariseu) de uma das religiões mais avançadas, documentadas e exigentes da altura (o judaísmo). Para além disso tinha a cidadania romana, o que lhe permitia circular livremente em todo o império (Ius migrationis), ter acesso aos tribunais (podendo mesmo recorrer das decisões dos tribunais), ter propriedade privada (Ius commercii), votar (Ius suffragiorum), ser eleito (Ius honorum) e só podia ser condenado à morte por traição. Este era sem dúvida o líder ideal para a Igreja. O apóstolo Pedro ao pé de Paulo era um ignorante. Contudo remeteu-se para o papel mais difícil: anunciar aos pagãos o Amor de Cristo. Será que assim foi porque S. Paulo se sentia um Super Homem? Não! Ele coloca todos os méritos em Deus: «O Senhor esteve a meu lado e deu-me força, para que, por meu intermédio, a mensagem do Evangelho fosse plenamente proclamada e todos os pagãos a ouvissem.». E de todas estas canseiras S. Paulo destaca o mais importante da sua vida: «Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé.». Não quis ganhar o mundo mas sim guardar a Fé. É melhor ir à luta, inspirado em S. Pedro e S. Paulo. Tenho ainda de lutar muito para guardar a minha Fé, e não adiar constantemente este combate diário. Assim foram S. Pedro e S. Paulo, duas faces da mesma moeda, os guardiões da Fé que nos deixou Jesus Cristo morto e ressuscitado. 

Pedro Chambel Leitão



Laudato Si’, mi’ Signore – Louvado sejas, meu Senhore

«Ludato si’, mi’ Signore – Louvado sejas, meu Senhor», cantava São Francisco de Assis.

Neste gracioso cântico, recordava-nos que a nossa casa comum se pode comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma boa mãe, que nos acolhe nos seus braços.

“Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa e produz variados frutos com flores coloridas e verduras”.

Assim começa a nova encíclica do Papa Francisco, divulgada ao Mundo inteiro há poucos dias, na qual o Papa pede acção rápida para salvar o planeta e critica o consumismo.

Trata-se de uma encíclica muito especial porque é a primeira vez que um Papa aborda, de forma tão completa, o tema da ecologia no sentido de uma ecologiaintegral que vai além da costumeira ecologia ambiental.

O Papa Francisco fala de ecologia e do cuidado pelo ambiente em todas as suas dimensões. Há espaço reservado para questões mais claramente ecológicas, como o desperdício de recursos e a poluição das águas, mas também para assuntos sociais, como o aborto e o tráfico de pessoas e mesmo económicas.

O “espírito” terno e fraterno de São Francisco de Assis está presente em todo o texto da encíclica Laudato sí.

Na encíclica o Papa salienta que a situação actual não significa uma tragédia anunciada, mas um desafio para cuidarmos da casa comum e uns dos outros.

Há leveza no texto, há poesia e inabalável esperança de que se grande é a ameaça, maior ainda é a oportunidade de solução dos problemas ecológicos.

O Papa Francisco não escreve na qualidade de Mestre e Doutor da Fé, mas como um Pastor Zeloso, que cuida da casa comum (a Terra) e de todos os seres (não só dos humanos) que a habitam.

Todo o texto e o tom da encíclica são típicos do Papa Francisco e da sua cultura ecológica.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Solenidade de São Pedro e S. Paulo

Na próxima segunda-feira, dia 29 de Junho, a Igreja celebra a Solenidade dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo.

Na Igreja Paroquial, às 21:00 horas, haverá Missa em honra de S. Pedro, Padroeiro da Paróquia.

Haverá um autocarro para transportar os Paroquianos que assim desejaremdas Comunidades para a Igreja Paroquial.

Partida do Autocarro

20:00 horas – Leceia ; 20:10 horas – Tercena 20:20 horas – Queluz de Baixo;

20:30 horas – Valejas

2.    Peregrinação Paroquial a Fátima

A Peregrinação Paroquial a Fátima vai realizar-se no próximo dia 4 de Julho.

Partida das diferentes Comunidades, às 7:00 horas.

Concentração dos Autocarros , em Queluz de Baixo, às 7:30 horas.

Partida de Queluz de Baixo em direcção a Fátima, às 7:45 horas.

3.    Solenidade de S. Bento,

Padroeiro da Comunidade de Valejas

No próximo dia 11 de Julho (sábado), celebraremos a Solenidade de S. Bento, Padroeiro da Comunidade de Valejas. Haverá Missa Solene, às 21:00 horas.

A partir deste dia, por impossibilidade do Senhor Padre António, as Missas Dominicais serão canceladas até Setembro (data a anunciar).

4.    Férias de Verão

Aproxima-se o tempo de férias de Verão.

O Pároco estará de férias de 1 a 14 de Agosto e o Diácono de 16 a 31 de Agosto.

Durante o período de férias do Pároco, todos os assuntos relacionados com o normal funcionamento da Paróquia serão assumidos pelo Diácono.


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