Nº113 21-06-2015

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Nº113 - 21-06-2015

NA BARCA DA FÉ

 

DEUS NÃO DORME

A experiência vivida pelos discípulos das primeiras comunidades não é muito diferente da nossa. Tal como eles, também nós temos a sensação de sermos arrastados pelos acontecimentos e dificuldades. Momentos há em que nos sentimos sós e incapazes de reagir perante o mal e os dramas da vida. Acontece quando surgem graves problemas em família ou quando estamos em desacordo com os irmãos da comunidade cristã, quando se espalham maledicências, calúnias, quando surgem incompreensões.

Nestes momentos de crise, perguntamo-nos: Onde está Deus? Porque é que Ele não intervém. Porque não manifesta o Seu poder? Porque é que não faz justiça?

Parece realmente que Ele está a dormir. Sentimos que está longe ou mesmo completamente ausente. O silêncio desconcerta-nos e mete-nos medo. Que fazer então? O Evangelho deste Domingo (Mc 4, 35-41) diz-nos, antes de mais, que não nos devemos admirar que estas coisas aconteçam. Fazem parte da vida e, mais cedo ou mais tarde, todos passam por qualquer experiência dramática. Depois exorta-nos a não nos comportarmos como os apóstolos, que se esqueceram de que o Mestre estava com eles.

Quando vemos que os nossos melhores projectos falham, começamos a suspeitar da existência de Deus ou então que Ele dorme ou se desinteressa pelas realidades deste mundo, ficando com a impressão de que O temos de acordar.

O nosso Deus é um Deus que deixa fazer, permitindo que a inveja, as rivalidades, a mentira e as injustiças se instalem e que os acontecimentos sigam o seu curso. Depois, quando o mal parece ter dito a última palavra, Ele descobre as cartas e mostra que quem vence é Ele: servindo-Se das mesmas forças do mal para realizar o Seu projecto de salvação e de amor.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO XII DO TEMPO COMUMM – Ano B

Job 38, 1. 8-11; Sal 106 (107), 23-31; 2 Cor 5, 14-17; Mc 4, 35-41

“Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?”. Esta pergunta dos apóstolos vem mais tarde a ser respondida quando Jesus diz a Filipe: “Quem me vê, vê o Pai”. Este homem é Deus. E é também a Palavra que, proclamada nas leituras da eucaristia deste domingo, pode fazer-me compreender os factos da minha vida.

No livro de Job, Deus revela-se como aquele que se dá a conhecer no sofrimento. Job não entende isto ao início mas no final da sua doença percebe que tinha tido um profundíssimo encontro com Deus. Não um Deus da tradição, da filosofia, conceptual, mas um Deus real, que se dá a conhecer para lá dos sentidos e dos sentimentos.

São Paulo diz que “Ainda que tenhamos conhecido a Cristo segundo a carne, agora já não O conhecemos assim. Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. As coisas antigas passaram: tudo foi renovado.” Quer isto dizer que Deus se dá a conhecer inicialmente através dos nossos sentidos mas essa é uma imagem muito infantil de Deus. Tenho que passar para lá dos meus esquemas mentais, dos meus medos, dos meus afectos, para encontrar o Deus que conduz a minha história. Passar do que vejo, toco, sinto, à Fé.

Neste conhecimento de Deus tem um papel fundamental a existência de tempestades. É a noite da angústia sentida por Abraão quando ia sacrificar Isaac, do povo de Israel antes de atravessar o Mar Vermelho, de Jesus no Getsemani, onde pediu aos apóstolos para não dormirem.

Mas é também a noite da Páscoa em que Jesus Ressuscitou. É a visão de Deus, face a face, com os olhos de uma nova criatura. 

Zé Chambel Leitão



Caminho, Serviço e Gratuitidade

Os meses vão passando e a Igreja de Lisboa continua a sua caminhada rumo ao Sínodo Diocesano. O nosso Patriarca deixou-nos um desafio: Aprofundar e tornar vida tudo aquilo que o Papa Francisco nos diz na Exortação Apostólica a Alegria do Evangelho (Evangelii Gaudium).

Alguns pensamentos: “Na Palavra de Deus, aparece constantemente o dinamismo de«saída», que Deus quer provocar nos crentes. … Cada cristão e cada comunidade há-de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a … ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho”. (EG, 20) “A alegria do Evangelho, que enche a vida da comunidade dos discípulos, é uma alegria missionária”. (EG, 21) “A alegria do Evangelho é para todo o povo, não se pode excluir ninguém”. (EG, 23) E o convite do Santo Padre: “Saiamos, saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo!”. (EG, 49)

Comentando o texto bíblico no qual Jesus envia os Seus discípulos a anunciar a Boa Nova (Mt 10, 7-13), o Papa frisou três palavras-chave para entendermos aquilo que Jesus quer dos Seus discípulos, de todos nós que O seguimos e somos chamados a ser “Igreja em saída”: “Caminho, Serviço e Gratuidade”.

Caminho

Jesus envia “por um caminho”, que não é um simples “passeio”. “Um enviocom umamensagem: anunciar o Evangelho, sair para levar a Salvação. … Quem fica parado, e não dá ao próximo o que recebeu no Baptismo, não é um verdadeiro discípulo de Jesus porque lhe falta o sair de si mesmo para dar algo de bom aos outros”. E, continua oSanto Padre: “Mas há outro percurso do discípulo de Jesus, o percurso interior dodiscípulo que procura o Senhor todos os dias na oração, na meditação”.

Serviço

Eis o “dever do discípulo: servir”. O Papa Francisco foi muito claro: “O discípulo que nãoserve o outro não é cristão. … Sim, sou cristão, estou em paz, confesso-me, vou à missa, cumpro os mandamentos. Mas onde está o serviço ao próximo, o serviço a Jesus doente, na prisão, faminto, nu?”.

Gratuitidade

“Recebestes de graça, dai de graça”. Nenhum de nós comprou a salvação, nenhum denós a mereceu. Por isso, diz o Papa: “É triste quando vemos cristãos que se esquecemdesta palavra de Jesus: Recebestes de graça, dai de graça”.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Sacramento do Crisma Horários

Dia 25 de Junho (próxima quinta-feira), encontro dos Crismandos com o Senhor Bispo, Igreja Paroquial, às 21:30 horas. Pais e Padrinhos podemparticipar neste encontro.

Dia 26 de Junho (próxima sexta-feira), Confissões para os Crismandos, IgrejaParoquial, às 21:00 horas. Pais e Padrinhos são convidados a aproximar-se do Sacramento da Confissão.

Dia 27 de Junho (próximo sábado), Administração do Sacramento do Crisma,na Igreja Paroquial, às 19:00 horas.

Importante

Crismandos e Padrinhos devem estar na Igreja Paroquial o mais tardar às 18:30 horas.

Cânticos na Missa da Administração do Crisma

Os cânticos da Missa presidida pelo Senhor Bispo e durante a qual será administrado o Sacramento do Crisma serão assegurados por todos os Grupos Corais da Paróquia.

2.    Dia 27 de Junho, Missas Vespertinas em Tercena e Queluz de Baixo

As Missas Vespertinas do dia 27 de Junho, 19:00 horas, em Tercena, e 19:15 horas, em Queluz de Baixo, são canceladas por termos na nossa Comunidade a presença do Senhor Bispo, D. Joaquim Mendes, a administrar o Sacramento do Crisma.

3.    Festa de São Pedro – Padroeiro da Paróquia

Dia 28 de Junho (próximo domingo), Missa Solene, Igreja Paroquial, às 12:00 horas.

Dia 29 de Junho, Solenidade dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo (segunda-feira),

Missa em honra de S. Pedro, Igreja Paroquial, às 21:00 horas.

No dia 29 de Junho haverá um autocarro para transportar os Paroquianos que assim desejarem das Comunidades para a Igreja Paroquial

Partida do Autocarro

20:00 horas – Leceia  ;  20:10 horas – Tercena

20:20 horas – Queluz de Baixo  ;  20:30 horas – Valejas

4.    Peregrinação Paroquial a Fátima

A Peregrinação Paroquial a Fátima vai realizar-se no próximo dia 4 de Julho.

Partida das diferentes Comunidades, às 7:00 horas. Concentração dos Autocarros , em Queluz de Baixo, às 7:30 horas. Partida de Queluz de Baixo em direcção a Fátima, às 7:45 horas.


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