Nº112 14-06-2015

Anteriores

Nº112 - 14-06-2015

NA BARCA DA FÉ

 

A SEMENTE É A PALAVRA

A Palavra de Deus contém em si uma força de vida irresistível. Uma vez anunciada, penetra na inteligência e no coração e quem a ouve não pode ficar o mesmo. É inevitável que aconteça uma transformação interior. A Palavra não depende tanto da habilidade e do esforço de quem lançou a semente, quanto da energia de vida que a Palavra possui em si e, em último caso, do facto de ser mais ou menos fecunda.

Por vezes os que anunciam o Evangelho esquecem-se de que a sua mensagem é como uma semente. Por não verem imediatamente nenhum resultado concreto, desanimam e julgam que os seus esforços foram em vão. Quantos cristãos, por exemplo, vendo que, com o amor, o respeito pela liberdade e o perdão, não se obtêm logo os resultados esperados, não são tentados a acelerar a vinda do Reino de Deus recorrendo a meios que Cristo rejeitou e proibiu: a violência, as alianças com o poder político, a mentira, a constrição!

Ninguém seria tão insensato a ponto de se pôr a puxar por uma pequena planta para a fazer crescer mais depressa. E, no entanto, há pessoas que não permitem que os outros façam o seu próprio caminho, talvez um pouco lento, na vida espiritual. Há pais, educadores, responsáveis na comunidade paroquial..., que não fazem mais nada senão insistir sempre nas mesmas coisas e com as mesmas palavras. Que resultados obtêm com isso? Cansam, irritam, tornam ainda mais rebeldes os que deveriam ajudar, afastam da comunidade os que, para ser tratados, apenas teriam necessidade dum olhar de ternura, paciente e cheio de compreensão.

O Evangelho de hoje (Mc 4, 26-34) sublinha que é necessário saber “dormir”, ou seja, saber esperar, manter a calma e contemplar a semente que germina, cresce e dá frutos abundantes, “sozinha”.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XI DOMINGO DO TEMPO COMUM – Ano B

1ª Leitura - Ez 17,22-24; Salmo - Sl 91,2-3.13-14.15-16 (R. Cf. 2a);
2ª Leitura - 2Cor 5,6-10; Evangelho - Mc 4,26-34

Jesus Cristo é muitas vezes caracterizado como um fracassado pelos espíritos mais revolucionários e analíticos. Um grande orador que podia ter feito história mas recusou-se liderar uma justa revolta contra o maior opressor do seu tempo, o Império Romano. Jesus, ao não querer seguir o que o mundo lhe pedia, fracassou, tornou-se irrelevante, uma ameaça porque não servia nenhuma das estratégias dominantes. Naquele tempo aos piores da sociedade romana estava-lhes destinada a Cruz.

As autoridades quiseram transformar a morte de Jesus num exemplo, mas, na realidade, de tão cegos que estavam não deram conta de que estavam a plantar uma árvore que no futuro iria abrigar todos os pobres e marginalizados do mundo e os sedentos da sabedoria de Deus "…Eis o que diz o Senhor Deus: «Docimo do cedro frondoso, dos seus ramos mais altos, Eu próprio arrancarei um ramo novo e vou plantá-lo num monte muito alto. Na excelsa montanha de Israel o plantarei, e ele lançará ramos e dará frutos e tornar-se-á um cedro majestoso. Nele farão ninho todas as aves, toda a espécie de pássaros habitará à sombra dos seus ramos. " (Ez 17,22-23).

Como é possível que numa sociedade tão constrangida por fatores físicos, químicos, biológicos, psicológicos e sociológicos Deus atua de forma tão viva, contundente e persistente? "Jesus disse à multidão: 'O Reino de Deus é comoquando alguém espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou'. "(Mt 4, 26-29).

Como é que um corpo tão agarrado e adaptado a este mundo, que tratou Jesus como um malfeitor, pode aspirar ao Reino de Deus? "Irmãos: Estamos semprecheios de confiança e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo, somos peregrinos longe do Senhor; pois caminhamos na fé e não na visão clara. Mas estamos cheios de confiança e preferimos deixar a moradia do nosso corpo, para ir morar junto do Senhor. Por isso, também nos empenhamos em ser agradáveis a ele, quer estejamos no corpo, quer já tenhamos deixado essa morada." (2Cor 5,6-9).

Paulo Chambel Leitão



A Ternura de Deus

Tal como o mês de Maio é dedicado a Nossa Senhora, o mês de Junho é o mês em que nos confiamos ao Coração de Jesus.

Há alguns dias atrás, o Papa Francisco dizia: “Para comunicar ao homem o Seu afectuoso Amor de Pai, Deus precisa que o homem se torne pequeno. … O Senhor dá a graça, a alegria de celebrar, no coração do Seu Filho, as grandes obras do Seu amor”.

E o Santo Padre deixa-nos estas palavras: “A relação que Deus busca com ohomem é como aquela de um pai para com o filho, quando o acaricia. É a ternura de Deus que dá força. Se o homem se sentir forte, não terá a experiência da carícia do Senhor”.

Deixar-se amar pelo Senhor com ternura é difícil, mas é o que se deve pedir a Deus.

E, dizia ainda o Papa Francisco: “Ternura! O Senhor ama-nos com ternura! O Senhor conhece a bela ciência dos carinhos, a ternura. Não nos ama com palavras. Aproxima-se de nós, dá-nos o Amor com ternura. Proximidade e ternura!”.

No coração do Seu Filho, o Senhor dá-nos a Graça, a Alegria de celebrar as grandes obras do Seu Amor. Quando nós procuramos Jesus, Ele já nos procurou primeiro. Quando nós chegamos, Ele já lá está.

Ele adianta-se sempre, espera-nos para nos receber no Seu Coração, no Seu Amor.

Uma proposta de oração para esta semana: Senhor, eu quero amar-Te, ensina-me a difícil ciência, o difícil hábito de me deixar amar, de Te sentir próximo e terno!

Eis alguns traços do Amor: O amor está mais em dar que em receber!

O amor comunica-se e é recebido pelo amado! O amor está mais nas obras do que nas palavras! O amor dá sempre vida, faz crescer!

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Contributo Paroquial

Por termos celebrado a Festa da Eucaristia (1ª Comunhão) no passado fim de semana, nos Ofertórios das Missas Vespertinas e Dominicais deste fim de semana continua a ser recolhido o Contributo Paroquial.

2.    Festa de Santo António – Centros de Infância do Centro Social e Paroquial e Centro de Dia

Segunda-feira, dia 15 de junho, as crianças dos Centros de Infância e os idosos do Centro de Dia do Centro Social e Paroquial vão celebrar Santo António.

Às 10:00 horas sairá a procissão do Centro de Infância de Tercena em direcção à Igreja de Tercena, seguindo-se a Celebração da Santa Missa.

3.    Aniversário do Centro Social e Paroquial

No próximo domingo, dia 21 de junho festejaremos o Aniversário do Centro Social e Paroquial. A Missa Dominical na Igreja Paroquial, às 12:00 horas, será uma Missa de Acção de Graças.

O ofertório recolhido em todas as Missas da Paróquia reverte para o Centro Social e Paroquial.

4.    Sacramento do Crisma

A administração do Sacramento do Crisma na nossa Paróquia está marcada para o dia 27 de junho, às 19:00 horas, na Igreja Paroquial.

No dia 25 de Junho (quinta-feira), às 21:30 horas, na Igreja Paroquial, os Crismandos terão um encontro com o Senhor Bispo, D. Joaquim Mendes.

No dia 26 de junho (sexta-feira), às 21:00 horas, na Igreja Paroquial, haverá Confissões para os Crismandos.

O dia das Confissões foi alterado porque no dia 19 há “Velada de Armas” do

Agrupamento de Escuteiros.

Pais e Padrinhos são convidados a participar no encontro com o Senhor Bispo e a confessar-se.

5.    Festa de São Pedro – Padroeiro da Paróquia

No dia 29 de Junho, a Igreja celebra a Solenidade de S. Pedro e S. Paulo, Apóstolos e, por isso, o nosso Padroeiro. Por este dia ocorrer a uma 2ª feira, na nossa Paróquia, celebraremos S. Pedro no dia 28 de Junho, com uma Missa Solene, às 12:00 horas, na Igreja Paroquial.

No dia 29 de Junho, às 21:00 horas, na Igreja Paroquial, também haverá Missa em honra de S. Pedro

6.    Peregrinação Paroquial a Fátima

A Peregrinação Paroquial a Fátima vai realizar-se no próximo dia 4 de Julho. Todos os Paroquianos que desejam participar nesta Peregrinação devem fazer a sua inscrição junto das Zeladoras de cada Comunidade.


©2019 Paróquia de São Pedro de Barcarena