Nº111 07-06-2015

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Nº111 - 07-06-2015

NA BARCA DA FÉ

 

PÃO PARA TODOS

Jesus manda aos doze dar de comer às multidões (Lc 9, 12-14). O problema da falta de alimento interpela a comunidade cristã. Jesus não diz aos discípulos: “Não vos preocupeis com estas coisas de somenos importância, vós deveis é pensar no paraíso; deixai que os políticos resolvam as questões materiais!” Não; é justamente a comunidade cristã que deve preocupar-se com a fome dos irmãos. O Mestre insiste:

“Dai-lhes vós mesmos de comer”. Há um só modo cristão de resolver o problema da fome dos pobres: pôr em comum todo o alimento que a comunidade possuiu, mesmo que pareça pouco. A generosidade e o amor, unidos à benção de Cristo, produzirão o milagre: haverá comida para todos.

Os pães e os peixes postos em comum representam todos os bens que a comunidade possuiu. Não se trata só de dinheiro, do feijão e do arroz. Trata-se, sobretudo, da inteligência, da força, de todas as qualidades e capacidades que o bom Deus deu a cada um de nós. Quando estas riquezas forem partilhadas e postas ao serviço da vida dos irmãos, então o milagre acontece: haverá abundância de bens para todos. Claro que, enquanto cada um se comportar de maneira egoísta, utilizando os dons de Deus para o mal, para fins de competição, para satisfazer os próprios caprichos, o mundo estará sempre cheio de pobres, de miseráveis e de famintos.

Este convite a pôr em comum os bens é representado, na celebração eucarística, pelo Ofertório. É esse o momento em que cada membro da comunidade apresenta o seu dom generoso para ser distribuído pelos necessitados.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo – Ano B

Êxodo 24,3-8; Salmo 116(115); Hebreus 9,11-15; Marcos 14,12-16.22-26.

Na primeira leitura deste Domingo da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo é relembrada a Antiga Aliança, selada e celebrada com sacrifícios pacíficos oferecidos a Deus por Moisés e o povo: Moisés “tomou o Livro da Aliança e leu-o em voz alta ao povo, que respondeu: «Faremos quanto o Senhor disse e em tudo obedeceremos»”.

No entanto, esta aliança era ainda imperfeita, como imperfeito era este povo que depressa se esqueceria das palavras que proferiu, construindo um ídolo à sua medida.

Por isso S. Paulo explica aos hebreus que Cristo “é mediador de uma nova aliança, para que, intervindo a sua morte para remissão das transgressões cometidas durante a primeira aliança, os que são chamados recebam a herança eterna prometida”.

Era necessário que o Filho de Deus completasse o que Moisés iniciara, oferecendo o Seu sangue para purificar “a nossa consciência das obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!”

No Evangelho, em plena celebração da Páscoa hebraica, Jesus inaugura um novo tempo Pascal com a consagração do pão e do vinho na Sua carne e Seu sangue que iriam ser derramados: “Jesus tomou o pão, recitou a bênção e partiu-o, deu-o aos discípulos e disse: «Tomai: isto é o meu corpo». Depois tomou um cálice, deu graças e entregou-lho.

(…) «Este é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado pela multidão dos homens. Em verdade vos digo: Não voltarei a beber do fruto da videira, até ao dia em que beberei do vinho novo no reino de Deus».”

Estas leituras convidam-me a deixar que Deus celebre esta Aliança comigo, através do Seu Filho. Como o povo hebreu, prometo-lhe obediência e fidelidade, mas rapidamente me esqueço e obedeço à minha vontade, ignorando os Mandamentos e construindo ídolos que satisfaçam o meu ego. Se Deus não responde, aqui e agora, às minhas inquietações, porquê não procurar outras respostas? Na ciência, que aparentemente explica e antecipa quase tudo, ou nos gurus do pensamento positivo? Se Deus continuamente altera os meus planos, porquê não ignorar os sopros do Espírito e seguir viagem por outro caminho?

No Sermão da Montanha Jesus levou ainda mais longe a Lei de Moisés e transformou-a numa promessa. Assim, como é possível?

Se hoje quero receber este “vinho novo” do reino de Deus, o meu coração não pode ser um odre velho que rebenta com a força desta bebida, mas um odre novo capaz de guardar e fazer transbordar a energia da Palavra que recebo todos os Domingos juntamente com o alimento do Seu Corpo e Sangue.

Filipa Aguiar Ferreira



Três estilos de vida

O Ano Litúrgico celebra o Mistério Pascal de Cristo (Centro da nossa Fé).

Como Assembleia de Escolhidos, membros da Comunidade do Ressuscitado, vivemos o Ano Litúrgico, com os seus Tempos, todos eles ricos de significado.

Terminado o Tempo Pascal, retomamos o Tempo Comum. O Tempo Comum não se detém num aspecto particular, mas celebra o Mistério de Cristo na sua globalidade. No Tempo Comum vamos escutando um Evangelista, este ano o Evangelista Marcos.

Comentando o episódio do cego Bartimeu, que grita por Jesus para ser curado e é repreendido pelos discípulos para que se calasse (Mc 10, 46-52), o Papa Francisco recordou que os discípulos também afastaram as crianças para que não incomodassem o Mestre (Cfr. Mc 10, 13-16). “Sãocomportamentos e atitudes que fecham a relação com Jesus –declarou oPapa – tornando essa relação egoísta e sem testemunho” e citou três grupos de cristãos que podemos encontrar nas nossas Comunidades Paroquiais.

“O grupo de pessoas que, também hoje, não ouve o grito de muitos que precisam de Jesus. Um grupo de indiferentes, … surdos ao clamor de muita gente que precisa de salvação, que precisa da ajuda de Jesus, que precisa da Igreja. Essas pessoas são egoístas, vivem para si mesmas. São incapazes de ouvir a voz de Jesus”.

“O grupo daqueles que ouvem o grito de ajuda, mas querem que fique calado. … Essas pessoas afastam de Jesus aqueles que gritam, que precisam de fé, que precisam de salvação”.

“O grupo de cristãos coerentes com aquilo em que acreditam … A vida desses cristãos ajuda a aproximar-se de Jesus aqueles que gritam pedindo a salvação, a graça e a saúde espiritual para a sua alma”.

Para esta semana fica o desafio/convite do Santo Padre a “fazer um examede consciência para entendermos se somos cristãos que distanciamos as pessoas de Jesus ou as aproximamos Dele”.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Contributo Paroquial

Nos Ofertórios das Missas Vespertinas e Dominicais está a ser recolhido o Contributo Paroquial. Quem o não puder fazer este fim de semana, poderá fazê-lo, no próximo fim de semana.

Apelamos à vossa generosidade.

2.    Festa de Santo António – Padroeiro da Comunidade de Tercena

No próximo sábado, dia 13 de junho, a Comunidade de Tercena celebra a Festa do seu Padroeiro, Santo António.

Às 19:30 horas haverá procissão, que partirá da Igreja de Tercena e terminará no Centro de Infância (Centro Social e Paroquial) onde será celebrada Missa Solene em honra de Santo António.

No dia 15 de junho, às 10:00 horas, na Igreja de Tercena, as crianças dos Centros de Infância e os idosos do Centro de Dia (Centro Social e Paroquial) vão também celebrar Santo António. Haverá procissão do Centro de Infância de Tercena em direcção à Igreja de Tercena, seguindo-se a Celebração da Missa.

3.    Sacramento do Crisma

A administração do Sacramento do Crisma na nossa Paróquia está marcada para o dia 27 de junho, às 19:00 horas, na Igreja Paroquial.

No dia 25 de Junho (quinta-feira), às 21:30 horas, na Igreja Paroquial, os Crismandos terão um encontro com o Senhor Bispo, D. Joaquim Mendes.

No dia 19 de junho (sexta-feira), às 21:00 horas, na Igreja Paroquial, haverá Confissões para os Crismandos.

Pais e Padrinhos são convidados a participar no encontro com o Senhor Bispo e a confessar-se.

4.    Festa de São Pedro – Padroeiro da Paróquia

No dia 29 de Junho, a Igreja celebra a Solenidade de S. Pedro e S. Paulo, Apóstolos e, por isso, o nosso Padroeiro. Por este dia ocorrer a uma 2ª feira, na nossa Paróquia, celebraremos S. Pedro no dia 28 de Junho, com uma Missa Solene, às 12:00 horas, na Igreja Paroquial.

No dia 29 de Junho, às 21:00 horas, na Igreja Paroquial, também haverá Missa em honra de S. Pedro

5.    Peregrinação Paroquial a Fátima

A Peregrinação Paroquial a Fátima vai realizar-se no próximo dia 4 de Julho. Dada a necessidade de contratar as camionetas, solicitamos a todos os Paroquianos que desejam participar nesta Peregrinação que procedam, o mais rapidamente possível, à sua inscrição junto das Zeladoras de cada Comunidade.


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