Nº109 24-05-2015

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Nº109 - 24-05-2015

NA BARCA DA FÉ

 

PENTECOSTES

Com a Solenidade do Espírito Santo, encerra-se solenemente o tempo pascal. O Pentecostes é a plenitude da Páscoa, o tempo do prolongado “Domingo de Páscoa”.

A Páscoa é a Primavera de Deus, e o Pentecostes a sua plena pujança.

A festa do Pentecostes tem origem judaica, começando por ser uma festa das colheitas com oferta das primícias (era a “festa das semanas” celebrada sete semanas depois da Páscoa. Pentecostes significa 50 (Ex 23, 16; 34, 22)). Posteriormente passou também a celebrar a Aliança de Deus com o Seu Povo, através de Moisés, e a promulgação da Lei no Sinai, 50 dias após a libertação do Egipto.

Para os cristãos, é a Festa do Espírito Santo, da Nova Aliança e da Nova Lei de Cristo, gravada nos corações. A efusão do espírito já tinha sido anunciada como característica dos tempos novos (Act 2, 16).

Hoje não se trata de rememorar esse feito extraordinário, mas de viver o “Hoje” da Salvação trazida por Cristo e presente na história pelo Seu Espírito, o Espírito do Ressuscitado.

Os primeiros cristãos, nos cinquenta dias pascais celebravam indistintamente a Morte-Ressurreição-Ascensão-Pentecostes. Era a grande Festa. Era o Espírito que animava (e anima) a Festa no íntimo de cada coração, na Igreja e no mundo.

Ainda sou do tempo em que a Festa do Pentecostes era celebrada com grande solenidade! Tempos áureos da Acção Católica que não voltam mais?

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - SOLENIDADE DO PENTECOSTES – Ano B

Act 2,1-11; Salmo 103 (104); 1 Cor 12,3b-7.12-13; Jo 20,19-23

(Sugiro que leia as linhas seguintes ao ar livre, de preferência numa zona calma e ajardinada. No final explico porquê.)

Deus é de facto difícil de compreender na sua globalidade. Contudo é sem dúvida fascinante, pois desde o início da humanidade ele não pára de surpreender. Ele deu-nos um universo espantoso que deixa adivinhar um criador igualmente espantoso.

Os médicos veem todos os dias o milagre do corpo humano. É uma máquina que vive um equilíbrio perfeito entre os seus membros. Basta apenas um pequeno membro avariar para todos os outros começarem a falhar. Os astrofísicos veem todos os dias novos corpos celestes. Esses corpos celestes, pela sua dimensão e idade, mostram como aqui na terra vivemos um tempo e espaço muito pequeno. As 7,316,221,600 pessoas do mundo descobrem em algum momento da sua vida que fazem parte de um milagre.

No meio dos sofrimentos da vida nem sempre é fácil ver o milagre. Mas eis que Deus envia aos seus Apóstolos o Espírito Santo: “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas”. E continua a leitura dos Atos dos Apóstolos onde a multidão dizia: “(…) ouvimo-los proclamar nas nossas línguas as maravilhas de Deus”.

O Espírito Santo não só mostrou os milagres aos Apóstolos, como, por meio deles, ajudou a que as multidões os pudessem ver.

São Paulo na carta aos Coríntios realça a importância de o Espírito chegar a todos:

“Em cada um se manifestam os dons do Espírito para o bem comum”. Ou dizendo de outra forma, o Espírito manifesta-se em cada um de forma original e irrepetível e sempre para o bem comum. Como cristãos, temos de ajudar a que o Espírito se manifeste em todos. A isso Jesus nos exorta no Evangelho: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». E continua dizendo: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser lhes ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos». Aqui Jesus deu a nós Igreja a missão de anunciar as maravilhas de Deus, mas também a missão de acabar com aquilo que as obscurece: o pecado. Jesus escolhe-nos como participantes do anúncio da sua glória.

Se tiver tido a possibilidade de ler este texto ao ar livre, note que durante todo tempo os pássaros estiveram a cantar, mas que nem deu por isso. Eles são como o Espírito Santo, nem sempre nos apercebemos que a sua música alegra o nosso Mundo.

Pedro Chambel Leitão



“Cristo Vivo no Coração da Cidade”

Dia da Igreja Diocesana – 31 de Maio de 2015
Celebração do Corpo de Deus – 7 de Junho de 2015

Em plena Caminhada Sinodal, neste ano dedicado à Vida Consagrada, o nosso Patriarca convida-nos a participarmos em duas Celebrações de singular importância: Dia da Igreja Diocesana, Domingo da Santíssima Trindade (31 de Maio), nas Oficinas de S. José (Prazeres); Solenidade doCorpo de Deus, Domingo, dia 7 de Junho, na Sé Patriarcal.

O Dia da Igreja Diocesana tem como tema: “Consagrados numa Igrejaem missão rumo ao Sínodo Diocesano”.

Na carta dirigida a todos os Cristãos do Patriarcado de Lisboa, o Senhor Patriarca escreveu: “Aproxima-se o nosso dia, tão especialmente"nosso". Dia da Igreja Diocesana, para nos revermos todos, os que integramos o Patriarcado de Lisboa, na variedade dos locais e na comunhão das vidas, todas em Cristo, todas para todos.

Sendo Domingo da Santíssima Trindade, contemplamo-nos em Deus uno e trino, cuja única vida é perfeita comunhão. Jesus e o Pai, no amor do Espírito, fonte permanente da nossa vida comum. Também nós somos dos outros e para os outros, no Espírito que recebemos "do Pai e do Filho".

Unindo as nossas diferenças, mais forte do que as nossas divisões, Deus uno e trino faz de nós uma pluralidade unida, como na Diocese acontece e assim se oferece ao mundo, para a sua unidade também”.

A Festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo terá uma dimensão alargada, ao nível de toda a Diocese de Lisboa, que, nesse dia, é convidada a fazer-se presente no “coração da Cidade”.

Convidamos todos os Paroquianos, a participar nas Celebrações, presididas pelo Senhor Cardeal-Patriarca, particularmente, na Procissão Eucarística. Apelamos a habitual presença dos Acólitos, como expressão do Amor e Serviço ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Apelamos a habitual presença dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, como carisma e devoção ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

Apelamos ainda a que cada Cristão da nossa Paróquia “encontre” um tempo de adoração diante do Santíssimo Sacramento para agradecer a presença de Cristo vivo, que continuamente anima a Sua Igreja e nos impele ao testemunho.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Sacramentos da Iniciação Cristã

No próximo Domingo, dia 31 de Maio, Domingo da Santíssima Trindade, na Igreja Paroquial, durante a Missa Dominical, às 12:00 horas, sete Adolescentes da nossa Paróquia vão receber os Sacramentos da Iniciação Cristã.

Adolescentes, Pais e Padrinhos, deverão estar na Igreja Paroquial (Cartório) o mais tardar às 11:15 horas.

2.    Primeira Comunhão e Confissões das Crianças

A Primeira Comunhão está marcada para o dia 7 de Junho, Festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo.

Igreja Paroquial – Missa Dominical, às 11:00 horas.

As Crianças da 1ª Comunhão deverão estar na Igreja Paroquial o mais tardar às 10:30 horas.

Chama-se a atenção para alteração de horário da Missa Dominical. Não será às 12:00 horas, mas sim às 11:00 horas.

Confissões

As Confissões vão ter lugar, no dia 6 de Junho, às 15:30 horas, em Barcarena, na Igreja Paroquial.

Pais e Padrinhos são também convidados a receber o Sacramento da Confissão.

As Confissões estavam marcadas para o Centro de Infância de Tercena, mas houve uma alteração do local. Vão ser em Barcarena (Igreja Paroquial).

3.    Palestra no Centro Jovem – Queluz de Baixo

Na próxima Sexta-Feira, dia 29 de Maio, entre as 21:00 e as 22:00 horas, no Centro Jovem (Queluz de Baixo), vai ter lugar uma Palestra organizada pelo Centro Social e

Paroquial de Barcarena, subordinada ao tema “O Consagrado na Vida Social”. O Orador será o Padre Tony Neves, Provincial dos Missionários do Espírito Santo. Apelamos a Vossa presença.

4.    Encontro de Crismandos com o Senhor Bispo

Por motivos que se prendem com o Calendário de Exames, o encontro dos Crismandos com o Senhor Bispo foi transferido para o dia 25 de Junho, às 21:30 horas.

5.    Peregrinação Paroquial a Fátima

As inscrições para a Peregrinação Paroquial a Fátima, a realizar-se no próximo dia 4 de Julho, já se encontram abertas.

As inscrições podem ser feitas junto das Zeladoras de cada Comunidade.


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