Nº104 19-04-2015

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Nº104 - 19-04-2015

NA BARCA DA FÉ

 

EM NOME DE JESUS SERÁ ANUNCIADO O PERDÃO

O Evangelho proclamado neste Domingo (Lc 24, 35-48) descreve-nos o caminho percorrido pelos Apóstolos para chegar à certeza de que Cristo entrou na vida de Deus. É o caminho que cada um de nós deve fazer para aceitar que a morte é um ventre vazio e que o Ressuscitado continua a viver ao nosso lado. Desta fé nasce a conversão, o perdão dos pecados e a vida nova.

A última parte do Evangelho que escutámos (Lc 24, 44-48) contém o grande anúncio que está presente nas três Leituras da Missa de hoje: “em Nome de Jesus serãopregados a toda a gente a conversão e o perdão dos pecados”.

Acreditar na Ressurreição do Senhor implica para o homem uma mudança radical na sua maneira de pensar e de viver. A noite de Páscoa assinalava para os cristãos da Igreja primitiva a sua passagem da morte para a vida através do sacramento do baptismo (1Jo 3, 14).

Quando pensamos na nossa vida pessoal e na vida da nossa comunidade paroquial, chegamos à conclusão que, infelizmente, embora tenhamos o nome de cristãos, continuamos a viver, muitas vezes, como se Cristo ainda não tivesse ressuscitado e como se nós próprios não tivéssemos ressuscitado com Ele para uma vida nova. Falamos de Ressurreição uma vez por ano e, durante o resto do ano, falamos doutras coisas. A Ressurreição de Cristo não ilumina realmente todas as zonas de sombra desta nossa vida.

Continuação de boa Páscoa!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO III DA PÁSCOA – Ano B

Act 3,13-15.17 -19; Salmo 4; 1 Jo 2,1-5a; Lc 24,35-48

Na primeira leitura deste Domingo do Livro dos Actos dos Apóstolos, São Pedro testemunha perante o povo que Jesus ressuscitou. Não testemunha como um jornalista mas como um pregador. Ele pede primeiro aos que o escutam que acreditem na sua palavra. Depois pede uma alteração de vida aos seus ouvintes. Pois se Jesus ressuscitou, Ele era realmente o Messias esperado, Ele era Deus. Logo, não se espera mais do que uma alteração de vida, uma conversão. Acreditar verdadeiramente que Jesus ressuscitou e não fazer nada é como saber que o Papa vai jantar lá a casa e deixar a sala como está. Um jantar desta envergadura merecia não só uma sala arrumada e limpa como uma total alteração da sala. Uma sala onde o centro já não era a televisão, mas a mesa onde se ia sentar tão importante figura.

Contudo, pode suceder como no Evangelho: os discípulos já começavam a acreditar que Jesus tinha ressuscitado, mas ainda estavam um pouco incrédulos. Eis que Ele aparece no meio deles. Primeiro parece-lhes um espírito, depois de o tocarem e darem de comer vêem que é mesmo Jesus Ressuscitado. Voltando à analogia da sala: tocam à campainha e dizem que é o Papa. Primeiro ficamos assustados… Será que afinal ele vinha mesmo jantar? Não era só uma brincadeira? E Agora? Nós não arrumámos a sala. Espera… Isto é brincadeira… Vou à porta descompor os engraçadinhos, encontro o Papa que me abraça e entra. Vem com ele o Bispo e o Pároco. A mesa não está posta. A televisão está ligada. A família entra em alvoroço. O Papa está calmo e ajuda a preparar a mesa. Estamos envergonhados de não ter acreditado… Mais ainda, estamos envergonhados de ter a casa desarrumada. O Papa encontra uma pantufa abandonada num canto pelo mais novo lá de casa e ri-se. Culpamo-nos de não ter preparado tudo e de não ter mudado toda a sala… O Papa come apertado no fundo da mesa mas com uma boa disposição contagiante. A família não consegue evitar olhar para toda a confusão e culpar-se de não ter acreditado… Finalmente, o Papa tem de se ir embora. No dia seguinte a família mudou a sala. O Papa não voltou a ter agenda para ir lá jantar mas se calhar o Bispo e o Pároco ainda lá foram umas quantas vezes.

Testemunhar que Jesus ressuscitou é hoje em dia uma tarefa tão importante como há 2000 anos atrás. Na segunda leitura diz São João: “Meus filhos, escrevo-vos isto, para que não pequeis. Mas se alguém pecar, nós temos Jesus Cristo, o Justo, como advogado junto do Pai”. Se assim posso dizer, Jesus é como o Papa. Se Ele chegar inesperadamente podemos ficar muito tristes por não ter a sala arrumada, ou seja, de estarmos em pecado. Mas Ele ajuda a mudar a sala. Ele ajuda-me a converter o meu coração para O acolher.

Pedro Chambel Leitão



Seguir Jesus – Caminho de Beleza, Vocação e Santidade

A Igreja celebra no próximo Domingo, dia 26 de Abril, o 52º Dia Mundial de Oração pelas Vocações.

Seguir Jesus - Caminho de Beleza, Vocação e Santidade. Umsloganque exprime uma relação, um caminho que transforma o nosso olhar de fé e o torna capaz de reconhecer a beleza do Senhor que, também hoje, continua a chamar e a espalhar sementes de vocações.

Na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium o Papa Francisco diz-nos:

“É bom que toda a Catequese preste uma especial atenção à «via da beleza». Anunciar Jesus Cristo significa que crer n’Ele e segui-l’O … é belo, capaz de preencher a vida de um novo esplendor e de uma alegria profunda”. (EG, 167) “A primeira motivação para Evangelizar é o amor que recebemos de Jesus, aquela experiência de sermos salvos por Ele que nos impele a amá-l’O cada vez mais. … Um amor que não sentisse a necessidade de falar da pessoa amada, de a apresentar, de a tornar conhecida, que amor seria? Se não sentimos o desejo intenso de comunicar Jesus, precisamos de nos deter em oração para Lhe pedir que volte a cativar-nos. … Como é doce permanecer diante dum crucifixo ou de joelhos diante do Santíssimo Sacramento, e fazê-lo simplesmente para estar à frente dos Seus olhos! Como nos faz bem deixar que Ele volte a tocar a nossa vida e nos envie para comunicar a Sua Vida Nova!” (EG, 264)

“Abri o coração a grandes ideais! … Peço que orienteis a pastoral vocacional nesta direcção, acompanhando os jovens por percursos de santidade que, sendo pessoais, exigem uma verdadeira e própria pedagogia da santidade. (Mensagem do Papa Francisco para o51º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, 4)

Vocação e santidade, um binómio muito forte. Falar de vocação e de santidade toca a vida de cada pessoa, porque, na Igreja, todos somos chamados à santidade. Vocação e santidade indicam um itinerário pedagógico que começa com a experiência da Beleza, de ser tocados pela Beleza, tocados pelo próprio Deus.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Reunião de Catequistas

Todos os(as) Catequistas que têm nos seus Grupos de Catequese Crianças para receberem a Primeira Comunhão e/ou Adolescentes para fazerem a Profissão de Fé são convocados para uma Reunião a ter lugar na próxima Quinta-Feira, dia 23 de Abril, às 21:00 horas, na Igreja Paroquial.

O objectivo desta Reunião é preparar, atempadamente, as Celebrações.

2.    Encontro Vicarial da Pastoral Litúrgica

No próximo Sábado, dia 25 de Abril, terá lugar, na Paróquia de Queijas (Auditório do Centro Pastoral de Queijas), o Encontro Vicarial da Pastoral Litúrgica. Apela-se a que Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, Leitores, Grupos Corais, Zeladores(as) participem neste Encontro. O início do Encontro está previsto para as 9:30 horas. É preciso levar almoço.

3.    EMA – Encontro Diocesano de Acólitos

No próximo Sábado, dia 25 de Abril, terá lugar, na Paróquia de Rio de Mouro, o Encontro Diocesano de Acólitos. Apela-se a que todos os Acólitos participem neste Encontro. O início do Encontro está previsto para as 9:30 horas. É preciso levar almoço.

4.    Catequese – Sacramentos de Iniciação Cristã

As crianças que vão receber os Sacramentos de Iniciação Cristã (dia 31 de Maio) vão ter, no próximo Domingo dia 26 de Abril, a Primeira Etapa da Celebração – Igreja Paroquial de Barcarena, Missa Dominical, às 12:00 horas. A presença dos pais é obrigatória.

5.    Apresentação de Contas

Resumo da Contabilidade da Paróquia no Ano de 2014

Total das Receitas - 70.463,62 € Total das Despesas - 75.393.31 € Registou-se um Saldo Negativo de 4.929,69 €

Último Contributo Paroquial

Total angariado - 1.940,80

Barcarena - 604,11 €  Leceia - 100,45 €   Queluz de Baixo - 366,85 €

Tercena - 787,79 €  Valejas - 81,60 €

6.    Restauro de Imagens

As Imagens de Nossa Senhora de Fátima (Igreja Paroquial) e de São Pedro (Queluz de Baixo) foram restauradas. O custo total do restauro destas duas imagens foi de 580,00 € (290,00 € por imagem).

Nas próximas semanas vão ser restauradas as Imagens do Sagrado Coração de Jesus (Igreja Paroquial) e de S. José (Queluz de Baixo).


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