Nº102 05-04-2015

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Nº102 - 05-04-2015

NA BARCA DA FÉ

 

TESTEMUNHAS

Quem é que é testemunha? É aquele que assistiu a um facto, que viu o que aconteceu e que escutou as palavras pronunciadas. Os Apóstolos são testemunhas de Jesus porque estiveram com Ele, comeram e beberam com Ele, ouviram os seus ensinamentos e viram os Seus milagres. E nós, hoje, como podemos ser testemunhas se não vimos nem ouvimos nada? E, no entanto, nós repetimos, com mais ou menos convicção: somos testemunhas do Ressuscitado!

De que modo somos hoje testemunhas? Somos, se fazemos a experiência da Ressurreição.

No Baptismo, nós passamos da morte à vida. Se podemos afirmar que, a partir desse momento, a nossa vida mudou completamente e que nada ficou em nós da vida antiga, então podemos proclamar-nos testemunhas da Ressurreição. Se na nossa comunidade cristã todos conduzirem a sua vida como ressuscitados, se forem abandonadas as obras da morte – os ódios, os rancores, as invejas; se não praticarem mais violências, vinganças, adultérios... então podemos proclamar-nos testemunhas da Ressurreição. Ninguém poderá duvidar do nosso testemunho: está fundado sobre factos que todos podem verificar.

No Evangelho de hoje (Mt 28, 1-10) perto do sepulcro vazio encontramos dois tipos de pessoas: as mulheres e os guardas. As primeiras abandonam depressa o lugar da morte e vão a correr anunciar aos irmãos que Cristo está vivo. Elas representam todos os que acreditam na vitória da vida e testemunham aos seus irmãos a fé.

Diante dos mesmos acontecimentos, os guardas optam por uma escolha diferente: deixam-se corromper pelo dinheiro (como já ocorrera com Judas). Simbolizam aqueles que, por apego aos bens deste mundo, preferem a mentira à verdade, a morte à vida.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - Domingo de Páscoa da Ressureição do Senhor – Ano B

1ª Leitura - At 10,34a.37-43
Salmo - Sl 117,1-2.16ab-17.22-23 (R.24) 2ª Leitura - Cl 3,1-4
Evangelho - Jo 20,1-9

Uma vez mais, Deus através da Igreja, convida-me a celebrar o mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Para o mundo a morte é vista como a grande inimiga da humanidade e tudo é feito para a evitar. O combate do mundo contra a morte é travado, não só nos hospitais, recorrendo à tecnologia mais complexa, como nas conversas e na educação das crianças, sendo considerado tema a evitar. Obviamente do ponto de vista puramente materialista, a morte não é mais que um fechar de ciclo e, um sinal claro de que o conceito de eternidade é um disparate.

Na 1ª leitura, São Pedro dá-me a boa nova, em primeira mão, de que Jesus Cristo, filho Deus, passou fazendo o bem, foi morto mas ressuscitou ao terceiro dia e está neste momento à direita do Pai a interceder por mim “… como Jesusde Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demónio; porque Deus estava com ele. E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa cruz. Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia,…”(At 10,38-40).

Na 2ª leitura, São Paulo convida-me a não desperdiçar as riquezas espirituais que Deus tem posto à minha disposição, principalmente através da minha família e da Igreja “Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas doalto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres.” (Cl 3,1-2).

Finalmente, o Evangelho convida-me a contemplar o amor imenso que Deus tem por mim, que O fez enviar o seu próprio Filho para me mostrar o caminho para a felicidade eterna, mesmo sabendo que O mataria, só para esconder a minha corrupção e manter as minhas seguranças “De fato, eles ainda nãotinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.” (Jo 20,9). 

Paulo Chambel Leitão



Onde está, ó morte, a tua vitória? (1 Cor 55)

Santo Agostinho, na sua obra “A Cidade de Deus”, escreve: “Há três coisas incríveis que, contudo, aconteceram: é incrível que Cristo tenha ressuscitado, é incrível que o mundo tenha acreditado numa coisa tão incrível, é incrível que alguns homens, desconhecidos, sem cultura, tenham sido capazes de, com tanto sucesso, fazer acreditar ao mundo (e aos intelectuais) uma coisa tão incrível”.

Os Apóstolos, diante o escândalo de ver o seu Mestre pregado na cruz, escarnecido e humilhado, “fugiram” para não ter que lidar com o mistério da morte.

A Ressurreição muda radicalmente as suas vidas! Diante do sepulcro vazio, ficaram “desnorteados”, incapazes de entender o que estava a acontecer. Quando fizeram a experiência de rever Jesus Ressuscitado, as suas vidas mudou radicalmente: de homens tímidos e “covardes” tornaram-se corajosos anunciadores da mensagem de amor e fraternidade que Jesus tinha trazido.

E hoje, o que significa celebrar a Páscoa? O que significa viver a Ressurreição de Jesus?

Para os crentes, a Páscoa é um momento forte para afirmar que se acredita na vitória de Cristo sobre a morte, da luz sobre as trevas, da chegada daquele Reino de Justiça e de Paz que Jesus inaugurou, com a Sua presença, na história humana. Através da Páscoa, todos os homens podem afirmar que o amor é mais forte do que a morte, que a Ressurreição se torna esperança tangível e concreta para cada homem. A Páscoa explica o sentido da nossa esperança!

A Ressurreição oferece uma resposta: qualquer vida destruída na cruz (nos campos de morte, nas masmorras da história) não é destruída porque nenhum homem nasce para morrer mas morre para ressuscitar.

A Páscoa não é memória de um evento distante, mas a linfa vital que transforma continuamente a realidade da história humana.

Cristo ressuscita de novo cada vez que no mundo cresce uma vida autenticamente humana, cada vez que triunfa a Justiça, cada vez que a graça vence a força do pecado, cada vez que a esperança resiste ao cinismo e ao desespero, cada vez que o amor vence o ódio.

A Páscoa de Cristo pode tornar-se a Páscoa de cada um de nós, a Páscoa de cada homem e de cada mulher que sabem dar testemunho de que a morte pode ser vencida e a vida pode sempre triunfar.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Férias do Pároco

Entre os dias 6 e 10 de Abril (inclusive), o Pároco estará de férias. Qualquerassunto da vida corrente da Paróquia deverá ser tratado com o Diácono Carlos M.  Borges (Telemóvel: 915954191 ; mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ).

2.    Trigésimo dia do falecimento do Pe António Aguiar

Na próxima Quarta-Feira, dia 8 de Abril, ocorre o trigésimo dia do falecimento do Pe António Aguiar. A Missa de trigésimo dia será celebrada na Igreja Paroquial, às 19:00 horas.

Embora esteja de férias, o Pároco virá à Paróquia a fim de presidir a esta Celebração.

3.    Recomeço da Catequese

A  Catequese recomeça no próximo fim de semana, de acordo com os horários habituais.

4.    Dia do Sim

No dia 18 de Abril (Sábado), com início às 14:00 horas, a Catequese de toda a Paróquia vai viver uma tarde diferente: “A Tarde do Sim!”. Esta actividade decorrerá nas instalações da “International School” – Escola Internacional, em Barcarena. É uma actividade que pretende também envolver os Pais, Avós, Irmãos, etc. Todos estão convidados para esta actividade paroquial.

5.    Loja dos Sorrisos

A Loja dos Sorrisos está aberta nos seguintes horários: Segunda a Sexta-Feira, das 10:00 às 11:00 horas. Terça, Quarta e Quinta-Feira, das 16:30 às 18:30 horas. Sábado, das 9:30 às 11:30 horas.

Visite a loja dos Sorrisos e espalhe Sorrisos pela Freguesia de Barcarena!

6.    Peregrinação Paroquial a Santiago de Compostela e Lurdes

Continuam abertas as inscrições para a Peregrinação Paroquial a Santiago de Compostela e Lurdes, a ter lugar em Julho de 2015.

Se pretende participar nesta Peregrinação, que será acompanhada pelo Pároco, inscreva-se o mais rapidamente possível.

As inscrições terão de ser feitas no Cartório Paroquial, no seu horário normal de funcionamento:

Terça- Feira, das 17:00 às 19:00 horas. Quinta-Feira, das 11:00 às 13:00 horas. Sexta-Feira, das 19:30 às 21:30 horas. 


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