Nº99 15-03-2015

Anteriores

Nº99 - 15-03-2015

NA BARCA DA FÉ

 

OLHAR PARA JESUS “LEVANTADO”

Segundo o Evangelho deste Domingo (Jo 3, 14-21), olhar para Jesus “levantado” significa “acreditar n’Ele”(Jo 3, 15), ou seja, aceitar com fé a mensagem que Ele, do alto da cruz, dirige a todos os seres humanos. Com o Seu supremo gesto de amor, Jesus declara que o único modo de realizar plenamente a própria vida é doá-la por amor, como Ele fez. Crer não quer dizer simplesmente pronunciar com a boca as fórmulas do Credo, mas conformar a própria vida à de Cristo, ou seja, empregá-la ao serviço dos irmãos.

Quem tem coragem de olhar com esta fé para Jesus “levantado”? Quantos, mesmo entre os cristãos, têm coragem de adequar a própria vida à Sua? Poucos. E, no entanto, o evangelista S. João, ao contar a crucifixão de Jesus, diz que um dia os homens “voltarão o olhar para Aquele que trespassaram” (Jo 19, 37). Quantas pessoas olharão para Ele? Serão sempre poucos? Não, virá o dia em que todos compreenderão e acolherão o Seu convite a doar-se uns pelos outros, por amor, e serão salvos. Então, terá chegado a plenitude do Reino de Deus.

Verdade, o ser humano, sendo livre, pode sempre recusar-se a acolher a proposta de Jesus. Mas, se pensarmos no apaixonado que tudo faz para conquistar a sua amada. Perante a sua recusa, ele não desiste de a conquistar. Começa a telefonar-lhe, vai ter com ela com frequência, leva-lhe presentes, faz-lhe muitas promessas, fala-lhe com doçura... Todos sabemos como acabam estas histórias: o apaixonado acaba sempre por alcançar o seu objectivo. Não será assim? A moça, sem ser obrigada, é conquistada pelo amor.

Não creio que alguém ouse pensar que Deus seja menos habilidoso... ou menos apaixonado!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - IV DOMINGO da QUARESMA – Ano B

2 Cr 36,14-16.19-23; Salmo 136 (137); Ef 2, 4-10; Jo 3, 14-21

As leituras deste Domingo estão muito longe da vida deste mundo. Na realidade, estão simultaneamente longe e perto.

A primeira leitura, do Segundo Livro das Crónicas, fala de uma crise enorme do povo judeu. O seu país foi ocupado e quem não foi morto foi deportado. Uma verdadeira desolação em consequência dos pecados do povo judeu. Mas na mesma leitura se apresenta logo a esperança: o Imperador Ciro permite ao povo retornar à sua terra. Por um lado, a crise tão perto também de nós. Por outro, a esperança… essa está muito longe da nossa sociedade onde ninguém acredita na promessa de Deus: uma vida eterna cheia de alegria para os que acreditam Nele.

Na Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios, apresenta-nos a realidade: “mortos por causa dos nossos pecados”. Assim é esta nossa sociedade (aqui tão perto) onde os velhos são abandonados e não existe respeito à vida. O pecado da nossa sociedade levou a uma cultura de morte e isolamento. Tão longe está a aceitação da misericórdia de Deus que, a nós cristãos, “restituiu-nos à vida em Cristo”.

Nesta dualidade de longe e perto, o Evangelho de São João apresenta tudo de uma forma ainda mais clara. A nossa sociedade é onde “os homens amaram mais as trevas do que a luz”. Aqui tão perto esta sociedade que vangloria a superficialidade e esquece o espírito, rejeita a vida eterna. Por outro lado, ainda estamos muito longe de uma sociedade que “pratica a verdade aproxima-se da luz”. Para nós cristãos existe uma grande esperança: o Filho do Homem foi crucificado, “para que todo aquele que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna”. Temos de ser sal e luz nesta sociedade que está aqui tão perto de nós e tão longe de Deus.

Pedro Chambel Leitão



Domingo “laetare”

O IV Domingo da Quaresma é designado pela palavra latina “laetare”. A Antífona de Entrada da Missa deste Domingo começa assim: “Laetare,Jerusalem”-“Alegrai-vos com Jerusalém, rejubilai com ela, vós todos que a amais; regozijai-vos com ela…” (Is 66, 10).

Alegrai-vos e rejubilai” porque o Senhor sofreu, mas ressuscitou.

Alegrai-vos e rejubilai” porque a Paixão e a Ressureição salvadoras de Jesus estão próximas.

A cor litúrgica deste IV Domingo é o rosa, um roxo (cor da Quaresma) atenuado. Neste IV Domingo da Quaresma, o rigor da penitência do tempo litúrgico da Quaresma é como que suavizado. O significado desta “penitência atenuada” é: O Salvador Ressuscitou.

Hoje, IV Domingo da Quaresma, é o Domingo da alegria!

Toda a liturgia é marcada pela alegria, porque se aproxima o tempo em que vamos reviver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

A alegria é a virtude que eleva a alma!

A liturgia deste Domingo suaviza a austeridade do tempo penitencial e envolve-o de alegria para nos recordar que temos de ser penitentes sem perder o optimismo. A alegria é uma característica essencial dos cristãos e, neste Domingo, a Igreja recorda-nos que a alegria tem de estar presente em todos os momentos da nossa vida. A alegria é compatível com a mortificação e com a dor. A alegria opõe-se à tristeza, não à penitência. A alegria tem uma origem espiritual, surge de um coração que ama e é amado por Deus.

Deus ama quem dá com alegria!

Em Comunidade, continuamos a nossa Caminhada Quaresmal: Em direcção à Páscoa! …

O Valor que nos é proposto é: Crê … Jesus caminha comigo E o desafio é: Acolhe o perdão!

Como viver o valor desta Semana?

Uma boa maneira será ter bem presente no nosso coração que a Quaresma é um tempo em que cada Cristão é convidado a um “encontro” muito especial com Deus, também no Sacramento da Confissão. Há alguns dias atrás, o Papa Francisco dizia: “A confissão é …o encontro com um Pai que perdoa sempre,perdoa tudo, esquece as culpas do passado e depois até festeja”. Com estaspalavras o Papa propõe-nos a realidade do abraço de reconciliação com Deus.

Neste tempo da Quaresma, cada um de nós é convidado a ter este encontro pessoal com o Pai no Sacramento da Confissão.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Contributo Paroquial

Este fim de semana, nas Missas Vespertinas e Dominicais, está a ser recolhido o Contributo Paroquial.

Apelamos à vossa generosidade.

2.    Solenidade de São José

Na próxima Quinta-Feira, dia 19 de Março, a Igreja celebra a Solenidade de São José, Esposo da Virgem Santa Maria.

Celebramos também o Dia do Pai. É um dia em que todos nós somos convidados a rezar, de uma forma especial, pelo nosso Pai. O horário das Missas na Paróquia será o seguinte:

10:00 horas – Tercena, com a participação dos Centros de Infância e doCentro de dia. 19:00 horasQueluz de Baixo. 21:00 horasBarcarena.

3.    Palestra no Centro Jovem – Queluz de Baixo

No próximo dia 20 de Março, às 21:00 horas, vai ter lugar, no Centro Jovem, Queluz de Baixo uma Palestra “Os Desafios da Justiça e da Paz”, proferida pelo Doutor Pedro Vaz Patto, Presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz.

Convidamos todos os Paroquianos a estarem presentes.

4.    Reunião Geral de Catequistas – Encontro de Formação

No dia 22 de Março, entre as 13:00 e as 17:00 horas, haverá no Centro de Infância, Tercena, um encontro de formação para Catequistas.

5.    Confissões de preparação para a Páscoa

Dia 21 de Março, às 15:00 horas – Festa do Perdão e Confissões das Crianças da Catequese e Catequistas, na Igreja Paroquial.

Dia 25 de Março, às 17:30 horas – Valejas, às 21:00 horas – Barcarena Dia 26 de Março, às 17:30 horas – Leceia, às 21:00 horas – Tercena Dia 27 de Março, às 21:00 horas – Queluz de Baixo

6.    24 Horas para o Senhor

Respondendo ao “desafio” que o Santo Padre nos lançou na sua Mensagem para a Quaresma, a começar às 12:00 horas do dia 28 de Março (Sábado) e a terminar às 12:00 horas do dia 29 de Março (Domingo de Ramos), na Igreja Paroquial, vamos ter 24 horas, ininterruptas, de oração. Todos os Cristãos estão convidados. Na próxima Folha Paroquial serão apresentados todos os detalhes.

7.    Dia do Sim

No dia 18 de Abril (Sábado), com início às 14:00 horas, a Catequese de toda a Paróquia vai viver uma tarde diferente: “A Tarde do Sim!”. Esta actividade decorrerá nas instalações da “International School” –Escola Internacional,em Barcarena. É uma actividade que pretende também envolver os Pais.


©2019 Paróquia de São Pedro de Barcarena