Nº98 08-03-2015

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Nº98 - 08-03-2015

NA BARCA DA FÉ

 

PURIFICAÇÃO DO TEMPLO E DA RELIGIÃO

A cena da expulsão dos vendilhões do Templo é referida pelos quatro evangelistas e isso demonstra a importância que eles atribuem a este gesto dramático e violento de Jesus.

Nenhum evangelista nos diz o que Jesus experimentou ao ver a casa do Seu Pai profanada daquela maneira, mas é fácil intuí-lo por aquilo que Ele faz. Não diz uma palavra, faz um chicote com as cordas que prendem os animais e começa a expulsar com fúria toda a gente e a deitar por terra as mesas, as cadeiras, o dinheiro, as gaiolas das pombas. Dos quatro evangelistas, só S. João nota que, além dos vendedores, foram expulsos também os bois e as ovelhas (cf. Jo 2, 15).

A reacção de Jesus é surpreendente: nós jamais poderíamos imaginar que Ele chegasse a um gesto de tamanha violência. Estávamos convencidos que Ele Se mantinha sempre calmo, manso, sorridente, pacífico e, no entanto, nestas circunstâncias, revela uma faceta bem diferente.

Tirai tudo isto daqui e não façais da casa de Meu Pai uma casa de comércio.” (Jo 2, 16) Com estas palavras, Jesus refere-Se à profecia de Zacarias que tinha predito: no dia do Messias, “não haverá mais nenhum comerciante na casa do Senhor do Universo” (Zac 14, 21). Varrendo do Templo os vendilhões, Jesus declara que chegara o Reino do Messias e condena de maneira decidida toda a espécie de mistura, toda a espécie de confusão, entre religião e interesses económicos.

Este ensinamento revestir-se-á sempre de actualidade. A história da Igreja está cheia de pecados deste tipo. A religião tem servido com frequência para esconder ou justificar interesses, vantagens, ganhos que nada têm a ver com o Evangelho. E estes pecados não devem ser negados ou escondidos. É melhor pedir a Deus que no-los perdoe e que nos dê força para que não sejam repetidos.

É importante e urgente que as comunidades cristãs sejam irrepreensíveis neste ponto. Nada de truques, nada de jogos escondidos, nada de favoritismos no uso dos bens da comunidade, sob pena de a mensagem que anunciamos perder logo a credibilidade!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - III DOMINGO da QUARESMA – Ano B

Ex 20, 1-17; Sal 18 (19); 1 Co 1, 22-25; Jo 2, 13-25

“Irmãos: Os judeus pedem milagres e os gregos procuram a sabedoria. Quanto a nós, pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios; mas para aqueles que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder e sabedoria de Deus. Pois o que é loucura de Deus é mais sábio do que os homens, e o que é fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.” (1Co 1, 22-25) São Paulo dá nestes versículos a chave de compreensão das restantes leituras deste domingo. Por um lado, a apresentação de Cristo crucificado como o principal objeto da pregação. O centro da minha fé e que simultaneamente me traz mais inquietações quando passa para a minha vida. O que me escandaliza, e acho uma loucura, não é a cruz de Cristo mas que ele me proponha isso a mim. Que me proponha esse caminho como aquele que me conduz ao Céu. E não posso ir para o Céu sem passar pela cruz? Não!

Os 10 mandamentos de que me fala a leitura do Êxodo resumem-se em dois: amar a Deus e ao próximo. Amar o plano que Deus tem para a minha história, e ir ao encontro do outro dando a vida, como Jesus a deu por mim.

Mas isso não é o que me apetece porque eu quero fazer o que eu acho e não o que Deus me propõe, não quero obedecer. Os outros que se amanhem, eu já tenho que tratar de mim, quanto mais ter que pensar nos outros.

Viver centrado em mim, vem da minha sabedoria humana, viver centrado nos outros e na vontade de Deus, é viver na sabedoria de Deus. Jesus não me convida só a tomar a cruz com o sentido de dar a vida mas acima de tudo para encontrar uma vida diferente. Só assim posso experimentar a ressurreição que celebro a cada domingo. 

Zé Chambel Leitão



O cristão é homem ou mulher de reconciliação, não de divisão!

Entramos na 3ª Semana da Quaresma. O Valor que nos é proposto é: Dá … Dar e dar-se! E o desafio é: Fazer da minha casa um lar cristão!

A Quaresma é um tempo em que cada Cristão é convidado a um “encontro” muito especial com Cristo, também no Sacramento da Confissão. E, há alguns dias o Santo Padre dizia: “A confissão não é um“juízo” nem uma “lavandaria” que tira as manchas dos pecados, mas o encontro com um Pai que perdoa sempre, perdoa tudo, esquece as culpas do passado e depois até festeja”. Com estas palavras o Papapropõe-nos a realidade do abraço de reconciliação com Deus.

Logo a seguir, continua o Santo Padre: “É bom estetrabalho de Deus: Reconciliar! … Deus confia também a nós esta tarefa: Reconciliar, reconciliar sempre! … O cristão é homem ou mulher de reconciliação, não de divisão! … De resto o pai da divisão é o diabo!”.

Comentando o texto da carta aos Hebreus (Hb 8, 6-13), o Papa Francisco afirmou: “É Deus quem reconcilia, estabelecendo uma novarelação connosco, uma nova aliança. Por isso envia Jesus - o Deus que reconcilia e perdoa. … Deus perdoa sempre! Nunca se cansa de perdoar.

Somos nós que nos cansamos de pedir perdão. Ele nunca se cansa de perdoar”.

E servem de consolo as palavras do Santo Padre: “Se viveste uma vidacom tantos pecados, tantas coisas más, mas no fim, um pouco arrependido, pedes perdão, Ele perdoa-te imediatamente. Ele perdoa sempre! … Deus não só perdoa sempre, mas também perdoa tudo! Há outra coisa que Deus faz quando perdoa: Festeja! … Quando sentimos o nosso coração sobrecarregado com os pecados, podemos dizer: vamos ter com o Senhor e dar-lhe a alegria para que me perdoe e festeje!

A confissão é um encontro, um encontro com Deus que perdoa sempre, que perdoa tudo, que sabe festejar. Confessar-se significa ir ao encontro do Pai que reconcilia, perdoa e festeja”.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Reunião do Plenário do Conselho Pastoral

Este Domingo, dia 8 de Março, às 20:30 horas, terá lugar, na Igreja Paroquial, uma reunião do Plenário do Conselho Pastoral.

Apelamos à participação de todos os Conselheiros.

2.    Encontro de Formação para Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão

O encontro de formação para Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, agendado para a próxima Sexta-Feira, dia 13 de Março, foi cancelado devido às muitas actividades Paroquiais programadas para as próximas semanas.

3.    Contributo Paroquial

Este fim de semana estão a ser distribuídos os envelopes destinados ao Contributo Paroquial que deverá ser entregue nas Missas Vespertinas e Dominicais dos dias 14 e 15 de Março.

Apelamos à vossa generosidade.

4.    Solenidade de São José

No próximo dia 19 de Março, a Igreja celebra a Solenidade de São José (dia do Pai). O horário das Missas na Paróquia será o seguinte:

10:00 horas – Tercena, com a participação dos Centros de Infância e do Centro de dia;

19:00 horas – Queluz de Baixo; 21:00 horas – Barcarena.

5.    Palestra no Centro Jovem – Queluz de Baixo

No próximo dia 20 de Março, às 21:00 horas, vai ter lugar, no Centro Jovem,

Queluz de Baixo uma Palestra “Os Desafios da Justiça e da Paz”, proferida pelo Doutor Pedro Vaz Patto, Presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz. Convidamos todos os Paroquianos a estarem presentes.

6.    Reunião Geral de Catequistas – Encontro de Formação

No dia 22 de Março, entre as 13:00 e as 17:00 horas, haverá no Centro Jovem, em Queluz de Baixo, um encontro de formação para Catequistas.

7.    Confissões de preparação para a Páscoa

Dia 21 de Março, às 15:00 horas – Festa do Perdão e Confissões das Crianças da Catequese e Catequistas, na Igreja Paroquial.

Dia 25 de Março, às 17:30 horas – Valejas, às 21:00 horas – Barcarena. Dia 26 de Março, às 17:30 horas – Leceia, às 21:00 horas – Tercena. Dia 27 de Março, às 21:00 horas – Queluz de Baixo.

8.     Loja dos Sorrisos

No próximo fim de semana, dias 14 e 15 de Março, a Loja dos Sorrisos vai estar aberta nos seguintes horários:

Dia 14 – das 15:00 às 18:00 horas; Dia 15 – das 11:30 às 13:00 horas


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