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Nº95 15-02-2015

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Nº95 - 15-02-2015

NA BARCA DA FÉ

 

JESUS E OS LEPROSOS

No tempo de Jesus, a lepra era equivalente à morte. Curar um leproso era tão difícil como ressuscitar um morto. Os sacerdotes tinham a tarefa de “declarar puro” um leproso que fosse curado, mas não tinham o poder de o “limpar” ou curar. A cura de um leproso só podia ser operada por Deus (cf. 2Reis 5, 7).

Partindo de alguns oráculos de Isaías (Is 35, 5; 61, 1), os rabinos tinham compilado uma lista dos “sinais” do Reino de Deus. Jesus conhecia-os de cor, chegando mesmo a citá-los quando responde aos enviados do Baptista: “Ide dizer a João o que ouvistes e vistes: os cegos recuperam a vista, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos readquirem o ouvido, os mortos ressuscitam e aos pobres é anunciada a Boa Nova” (Mt 11, 5).

Para um israelita, portanto, a cura dum leproso era muito mais que um facto extraordinário: era um “sinal” de que o

Reino de Deus esperado já tinha chegado ao mundo.

O discípulo de Cristo é chamado a tornar o Mestre presente no mundo. Interrogue-mo-nos sobre a nossa atitude em relação aos “excluídos”: procuramos o encontro ou mantemo-nos afastados? Talvez temamos o contacto com as pessoas “perigosas”, mas Jesus ensina-nos a aproximar-nos deles, a fazer-lhes sentir o nosso amor, porque só o amor pode recuperar para a vida estes “doentes”.

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - VI DOMINGO do TEMPO COMUM – Ano B

1ª Leitura - Lv 13,1-2.44-46
Salmo - Sl 31,1-2.5.11 (R.7)
2ª Leitura - 1Cor 10,31-11,1
Evangelho - Mc 1,40-45

As leituras deste Domingo instigam-me a não me conformar à atitude “Eu sou como sou”. Deus convida-me a lutar por uma nova atitude “Eu vou ser como Jesus”. Na realidade trata-se de uma incitação à rebelião contra a genética, a antropologia, a psicologia, a sociologia, o politicamente correcto e o bom senso que rege a vida dos mais adaptados às exigências do mundo.

Não consigo deixar de traçar um paralelismo entre a doença referida na 1ª leitura e no Evangelho e o pecado. A forma que os antigos tinham de lidar com a lepra era isolando os portadores da doença. Esta é exactamente a mesma abordagem que sigo face às minhas doenças espirituais, a que a Igreja chama de pecado e a que o mundo chama expressão da minha individualidade. Quando peco, isolo-me. Deus, através da Igreja, convida-me a contrariar esta minha tendência. É nestas alturas que devo estar mais junto da minha comunidade e, se realmente anseio por uma cura, devo procurar o sacramento da confissão.

Tal como o leproso que se encheu de coragem e se ajoelhou junto de Jesus a pedir que fosse curado, eu devo fazer o mesmo gesto junto de um sacerdote e pedir perdão “Um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhospediu: «Se queres tens o poder de curar-me»” (Mc 1,40). É difícil? É, mas arecompensa é grande “Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocounele, e disse: «Eu quero: fica curado!» No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado.” (Mc 1,41-42). 

Paulo Chambel Leitão



Quaresma – Tempo de jejum e abstinência

O jejum e a abstinência, juntamente com a oração, a esmola e as outras obras de caridade, fazem parte da vida e da prática penitencial da Igreja e respondem à necessidade de conversão.

Mas, para que o jejum e a abstinência adquiram o verdadeiro significado da prática penitencial da Igreja, devem ter uma “alma” autenticamente religiosa, uma “alma” cristã.

Paulo VI afirmou: “Entre os problemasgraves e urgentes que se colocam diantedo nosso cuidado pastoral, não é menos importante recordar aos nossos filhos – e a todos os homens religiosos do nosso tempo – o significado e a importância da penitência”.1

O jejum dos cristãos encontra o seu modelo e o seu significado (novo e original) em Jesus. É verdade que o Mestre não impõe aos discípulos, de forma explícita, nenhuma prática particular de jejum e abstinência. Mas, em alguns momentos significativos da Sua vida, Jesus põe em luz a importância do jejum e indica o espírito e o modo de o viver.

Quarenta dias de jejum precedem as “tentações” no deserto, que Jesus supera com a firme adesão à palavra de Deus: “Respondeu-lhe Jesus: «Está escrito:Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus»”

(Mt 4, 4). Através do jejum Jesus prepara-se para cumprir a sua missão de salvação, em obediência filial ao Pai e em serviço de amor à humanidade.

Jesus afirma claramente o significado interior e religioso do jejum e critica as atitudes puramente exteriores e “hipócritas” (Cfr. Mt 6, 1-6; 16-18): jejum, oração e esmola são um acto de oferta e de amor ao Pai “não conhecido doshomens” mas do “Pai, que vê no oculto” (Mt 6, 18).

No Evangelho de Marcos está escrito: “Dias virão em que o esposo lhes serátirado; e então, nesses dias, hão-de jejuar” (Mc 2, 20). Nestas palavras, a Igrejaencontra fundamento para o convite ao jejum e à abstinência como sinal da participação dos discípulos no evento doloroso da paixão e morte do Senhor, como forma de espera vigilante pela Páscoa da Ressurreição.

A referência a Cristo, à Sua morte e ressurreição é essencial e decisiva para definir o sentido cristão do jejum e da abstinência, bem como o sentido de qualquer outra forma de mortificação: “Se alguémquiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mc 8, 34).

1 Paulo VI, Constituição Apostólica Paenitemini, 17 de Fevereiro de 1966

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Cancelamento de Missa na Igreja Paroquial

Na próxima Terça-Feira, dia 17 de Fevereiro, não haverá Missa, às 19:00 horas, na Igreja Paroquial.

2.    Horário das Missas na Quarta-Feira de Cinzas

Na próxima Quarta-Feira, dia 18 de Fevereiro (Quarta-Feira de Cinzas), inicia-se a Quaresma, um tempo de preparação para a Páscoa do Senhor.

Para todos os Cristãos, Quarta-Feira de Cinzas é dia de jejum e abstinência. Na nossa Paróquia, o horário da Missas, com bênção e imposição das cinzas, é o seguinte:

Tercena –10:00 horas   Queluz de Baixo –19:00 horas

Barcarena –21:00 horas

3.    Celebração da Via-Sacra em Tercena

Todas as Sextas-Feiras da Quaresma, a começar já na próxima Sexta-Feira, dia 20 de Fevereiro, às 15:00 horas, haverá, na Igreja de Tercena, a Celebração da Via-Sacra.

4.    Via-Sacra Vicarial

Como tem acontecido nos anos anteriores, a celebração da Via-Sacra Vicarial vai ter lugar no II Domingo da Quaresma (Dia 1 de Março).

Este ano, a celebração da Via-Sacra Vicarial vai acontecer na nossa Paróquia. Começará na Igreja Paroquial, às 16:00 horas e terminará nas instalações da Fábrica da Pólvora.

Apelamos desde já à participação de todos os Paroquianos.

5.    Ofertório Solidário e Oratórios da Sagrada Família – Apresentação de Contas Ofertório Solidário (Amigos de Raoul Follereau)

A verba total recolhida somou 533,46€.

(Barcarena 105,76 €; Leceia 52,75 €; Queluz de Baixo 124,45 €; Tercena 240,00 €; Valejas 10,50 €)

Oratórios da Sagrada Família

A verba total recolhida totalizou 935,32 €.

(Leceia 455,10 €; Queluz de Baixo 70,00 €; Tercena 410,42 €)

6.    Loja dos Sorrisos

A Loja dos Sorrisos está aberta nos seguintes horários: Segunda a Sexta-Feira, das 10:00 às 11:00 horas. Terça, Quarta e Quinta-Feira, das 16:30 às 18:30 horas. Sábado, das 9:30 às 11:30 horas.

Visite a loja dos Sorrisos e espalhe Sorrisos pela Freguesia de Barcarena! 


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