Nº91 18-01-2015

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Nº91 - 18-01-2015

NA BARCA DA FÉ

 

TEMPO COMUM

Chama-se Tempo Comum ou Tempo durante o ano (per anum), o período que decorre entre a segunda-feira após o Baptismo do Senhor (considerado o 1º Domingo do Tempo Comum) até terça-feira antes do início da Quaresma (quarta-feira de cinzas) e entre a segunda-feira após o Pentecostes até às primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento.

Historicamente, os formulários para a celebração da Eucaristia dominical precederam os “tempos litúrgicos”, propriamente ditos, os tempos “fortes” da

Páscoa e do Natal, que apareceram posteriormente. Enquanto nestes se celebra algum mistério particular do Senhor, o Tempo Comum celebra o Mistério de Cristo na sua globalidade, não se podendo, por isso, considerar tempo “fraco”, em oposição ao outro.

É tempo da Igreja peregrina que caminha ao encontro do Seu Senhor até que Ele venha. Efectivamente, os últimos Domingos têm um sentido marcadamente escatológico, encerrando com a Festa de Cristo Rei que, com o Seu triunfo, entrega todo o Universo ao Pai, para que Deus “seja tudo em todos”.

A vida do homem, como da Natureza, tem ritmos ou estações diferentes, tempos de labuta e de repouso, de alegria e de dor, de altos e baixos. Também a Liturgia tem o seu ritmo. O Tempo Comum é mais calmo, celebrando o mistério total de Cristo e da Igreja, não já na euforia da Festa, mas na serenidade da reflexão.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO II do TEMPO COMUM – Ano B

1º Samuel 3, 3 b-10.19; Salmo 40(39); 1ª Carta aos Coríntios 6, 13 c-15 a. 17-20; Evangelho S. João 1,35-42.

Na primeira leitura deste Domingo sou interpelada pela resposta do jovem Samuel: «Fala, Senhor; o teu servo escuta!».

Samuel estava a dormir no templo do Senhor. Era ainda um menino. Deus escolheu o momento do repouso, do silêncio, para se aproximar de alguém que tinha o coração simples, inocente, como é próprio das crianças.

O autor da voz, do chamamento, não foi imediatamente reconhecido. Foi antes confundido com Eli, o sacerdote mentor de Samuel.

Esta história, que me lembro de fazer parte de algumas catequeses das crianças do primeiro ciclo, parece tão singela e, ao mesmo tempo, tão complicada de aplicar na minha vida.

Desde logo, porque me é tão difícil arranjar um momento de descanso para me aproximar de Deus. Não é por falta de tempo. É uma questão de encontrar espaço, em cada dia, roubando-o a futilidades. De parar.

Depois, o silêncio. Calar as vozes da televisão, do rádio, das conversas dos outros e das minhas, dos meus pensamentos. Da chuva e do vento que não deixam dormir nas noites de temporal.

Por fim, o ouvido aberto e o coração humilde e, por isso mesmo, grande para escutar. Corações cheios de coisas que não o Amor de Deus têm pouco espaço de arrumação. Não é possível encher o que já está cheio.

Diz São Paulo: «Não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, quehabita em vós, porque o recebestes de Deus (…) Fostes comprados por um alto preço!»

Simples, não é?

No Evangelho, os recém-chamados discípulos perguntaram a Jesus: «onde moras?». Ele respondeu-lhes: «vinde e vereis».

Os cristãos são, neste mundo, morada de Jesus Cristo. Portanto, devem ser reconhecidos de imediato por serem “outros Cristos”. E não me refiro apenas

àqueles que a Igreja já declarou Bem-Aventurados, chamando-lhes Santos. Refiro-me a cada um dos baptizados que cultivam um pouquinho a semente do Espírito que lhes foi dada.

As leituras deste domingo deixam-me, pois, esta interrogação: tenho permitido que Deus fale e habite em mim? Posso dizer como o salmista: «a Tua lei estádentro do meu coração»?

Filipa Aguiar Ferreira



“Somente o Espírito Santo torna o coração dócil”

“Somente o Espírito Santo torna o coração dócil a Deus e à liberdade”,afirmou o Papa Francisco na homilia da missa, celebrada no passado dia 10 de Janeiro, na capela da Casa Santa Marta. E acrescentou: “Uma sessão de yoga não poderá ensinar um coração a ‘sentir’ a paternidade de Deus … Somente o Espírito Santo tem este poder”.

Disse ainda: “Um coração pode ser de pedra por tantos motivos, porexemplo, por causa de ‘experiências dolorosas’. Aconteceu com discípulos de Emaús, temerosos de se iludirem outra vez. Aconteceu com Tomé, que não quis acreditar na Ressurreição de Jesus”. “Outro motivo que endurece o coração – sublinhou o Papa – é o ficar fechado em si mesmo, construir um mundo fechado, na sua Comunidade, na sua Paróquia, mas sempre fechado. E o ficar fechado pode girar em torno de tantas coisas: orgulho, vaidade, pensar que sou melhor que os outros …”.

Quando o coração endurece não é livre e se não é livre é porque não ama!

E continua o Santo Padre: “O amor perfeitoexpulsa o temor. No amornão há temor, porque o temor supõe castigo, e quem teme não é perfeito no amor, não é livre. Tem sempre o temor que aconteça algo de doloroso, triste ... tantas imaginações, porque não ama. Quem não ama não é livre. O seu coração está endurecido porque ainda não aprendeu a amar”.

O Espírito torna-nos livres e dóceis!

“Quem nos ensina a amar? Quem nos liberta da dureza de coração?”,pergunta o Papa Francisco, dando, logo a seguir, a resposta:. “Somente oEspírito Santo”.

“Podemos fazer mil cursos de catequese, mil cursos de espiritualidade, mil cursos de yoga … todas essas coisas. Tudo isso nunca vai dar a liberdade de filho. Somente o Espírito Santo move o nosso coração para dizer 'Pai'. Somente o Espírito Santo é capaz de quebrar a dureza do coração e tornar um coração macio ... ‘dócil’.

Dócil ao Senhor.

Dócil à liberdade do amor”.

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Festa de S. Sebastião – Dia 20 de Janeiro

Na próxima Terça-Feira, dia 20 de Janeiro, a Igreja celebra a Festa de S. Sebastião, Mártir.

Por esse motivo, nesse dia, às 21:00 horas, na Capela de S. Sebastião, haverá Missa Solene.

A habitual Missa das 19:00 horas, na Igreja Paroquial, será cancelada.

2.    Sínodo Diocesano – Encontro

No início da 2ª Etapa da Caminhada Sinodal (Janeiro a Março de 2015), o Patriarcado de Lisboa promove, na próxima Quarta-Feira, dia 21 de Janeiro,às 21:30 horas, um encontro que será presidido pelo Senhor Patriarca(Auditório do Colégio Pedro Arrupe – Parque das Nações). Será feita uma análise ao Guião de Leitura Nº 2: “A crise do compromisso comunitário”.

A Vigararia de Oeiras (Auditório da Paróquia de Nova Oeiras) estará ligada em conferência online e existirá a possibilidade de todos participarem na discussão.

Apelamos à participação de todos os Paroquianos, ou no Parque dasNações, ou no Auditório da Paróquia de Nova Oeiras.

3.    Encontro de Formação – Centro Jovem (Queluz de Baixo)

No próximo dia 31 de Janeiro, entre as 14:00 e as 17:00 horas, no Centro Jovem de Queluz de Baixo, decorrerá um encontro de formação orientado pelo Doutor Juan Ambrosio com o tema: “Desafios actuais à transmissão da fé”.

A inscrição é gratuita mas, obrigatoriamente, deve ser efectuada até ao dia 23 de Janeiro, por email ( Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. m), ou no Cartório Paroquial.

4.    Dia da Freguesia de Barcarena

A assinalar o dia da Freguesia de Barcarena, no dia 2 de Fevereiro, na Igreja Paroquial, às 12:00 horas, haverá uma Missa por todos os Autarcas e Funcionários da Junta de Freguesia, já falecidos.

5.    Ofertório Solidário – Amigos de Raoul Follereau

Em 1954, a pedido de Raoul Follereau, a ONU instituiu o Dia Mundial dos Leprosos, que é celebrado, em todo o Mundo, no último Domingo de Janeiro. A nossa Paróquia associa-se a esta comemoração. Nas Missas Vespertinas e Dominicais dos dias 24 e 25 de Janeiro vai ter lugar um Ofertório Solidário que será entregue à Associação Portuguesa Amigos de Raoul Follereau. 


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