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Nº85 07-12-2014

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Nº85 - 07-12-2014

NA BARCA DA FÉ

 

CONVERSÃO E MUNDO NOVO

João Baptista não se alimentava dos produtos dos campos cultivados. “Alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre” (Mc 1, 6). Este pormenor do texto do Evangelho deste Domingo é significativo: a opção de se alimentar do que cresce no deserto indica a recusa daquilo que oferece a sociedade corrupta que João Baptista condena. É corrupta e próxima da derrocada.

Como o povo de Israel durante o êxodo, João viveu no deserto. Convidava todos a saírem das suas aldeias e cidades e a segui-lo para o lugar solitário onde se encontrava (Cf. Mc 1, 5). Quer que o Povo de Deus do seu tempo repita a experiência dos seus antepassados e constituam um povo novo à frente do qual estará o Messias.

Reflictamos: Também nós hoje temos necessidade de rever o nosso estilo de vida e os princípios que regulam as relações económicas na nossa sociedade; princípios que dão origem a situações de injustiça e a desigualdades escandalosas entre pobres e ricos. Também nós somos exortados a aceitar o convite de João no sentido de recusarmos dar a nossa adesão a um estilo de vida incompatível com o mundo novo onde reina a paz que é fruto da justiça.

“Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6, 24). Jesus amou Seu Pai e amou os homens. Viveu na limpidez e na rectidão, enfrentou os poderosos, foi fiel “até ao fim” (Jo 13, 1). Que amor vamos dar neste Natal?

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - II DOMINGO do ADVENTO – Ano B

Isaías 40, 1-5.9-11; Salmo 84 (85); 2 Pedro 3, 8-14; Ev. S. Marcos 1, 1-8

Já o profeta Isaías anunciava e João Batista, enviado à frente, clamava “Preparai ocaminho do Senhor”.

João vem à frente! Primeiro, para que eu não ande enganada por outros caminhos, pois, afinal, o apelo é para o caminho do Senhor, e não para o meu. Segundo, para me indicar como aderir a esta missão, com uma autêntica atitude de conversão, de mudança de vida.

É “no deserto” (como o povo de Deus que andou quarenta anos no deserto) que me confronto com as minhas escravidões. Aí, usa Deus de paciência, como diz São Pedro na segunda leitura, esperando que eu aceite a Sua vontade, a fim de me libertar.

As minhas vestes devem ser sóbrias e desprendidas, como as de João Batista, “vestia-se de pêlos de camelo...”, para que não me deixe levar pelo materialismo epela vontade de reconhecimento por parte dos outros.

A minha atitude deve ser de confiança em Deus, como a de João que “alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre”, para que não me deixe levar pelas segurançasdo dinheiro e por um modo de vida comodista.

Só com esta mudança de vida é que posso ver a novidade desta missão, é que Deus me pede que seja eu a preparar este caminho, a preparar o caminho do Seu Filho. É a mim que me cabe esta responsabilidade. Pede-me a mim e a toda a comunidade: “Falai ao coração de Jerusalém”, “diz às cidades de Judá”, “abri naestepe uma estrada”, “endireitem-se os caminhos”.

Mas porquê a mim?! Não podia ser Deus a fazer esta obra? Quem melhor que Deus, para aplainar as veredas escarpadas? Deus quer-me participante desta obra, não quer impor-me o seu projecto. É que o terreno pertence-me, é em mim que o Senhor vai passar... O caminho do Senhor é o meu. Com Ele vem o Espírito Santo, que gera vida nova em mim. Que me faz ter coragem de aceitar esta nova“saída” e segui-Lo, experimentando em comunidade esta“alegria missionária”, deque nos fala o Papa Francisco.

Mónica Morgado



Advento – Tempo de Espera, Tempo de Alegria

Estamos no Tempo Litúrgico do Advento, um tempo de espera, um tempo de alegria porque Jesus vai chegar!

O Mistério da Encarnação, que nos preparamos para celebrar no Natal, um Deus que se fez “carne”, que se tornou como um de nós, é algo que não conseguimos compreender plenamente.

O nascimento de Jesus não foi, nem será, uma varinha mágica sobre os males do mundo, nem a possibilidade de apagar as escolhas erradas que os homens fazem.

Desde o início do mundo existe guerra que semeia destruição e morte, existe fome, doença.

Se Deus é Todo-Poderoso, porque é que não salvou o mundo de outra forma, eliminando, por exemplo, o mal e tudo o que complica a nossa vida, tudo o que impede de viver serenamente?

Certamente, Deus podia ter escolhido uma forma diferente.

Serviu de alguma coisa Deus ter-se feito homem? Mudou alguma coisa com o Nascimento de Jesus? Mudará alguma coisa quando Ele “nascer” de novo no nosso meio?

O nascimento de Jesus é sinal de esperança e convite à mudança!

O Natal é um sinal de esperança porque, se é verdade que há muitas situaçõesque, após dois mil anos, ainda não estão resolvidas, é também verdade que Deus nunca nos deixa sós, não está longe mas próximo, tão próximo que se tornou um de nós. Experimentou a fome, o frio, a debilidade. O mal não desaparece, magicamente, mas o Senhor vive-o connosco, compartilha-o connosco.

O Natal é também um convite à mudança porque muitas situações de fadiga,de pobreza, de solidão não são queridas por Deus, mas por nós, pelas escolhas erradas, pelo descuido, pelo egoísmo.

A alegria do Natal nascerá dentro de nós na medida em que tivermos consciência de que não estamos sós, que Deus está próximo.

Neste tempo de espera, o Senhor convida-nos a fazer o que Ele fez, a partilhar as alegrias e dificuldades, a não ficar longe do nosso próximo, a “transportar” os pesos uns dos outros, a levar ao mundo um pouco de humanidade. 

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria

Na próxima Segunda-Feira, dia 8 de Dezembro a Igreja celebra a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria.

É dia de preceito. O horário das Missas é o habitual: Queluz de Baixo, às 9:00 horas; Tercena e Valejas, às 10:30 horas; Leceia, às 11:00 horas, Barcarena (Igreja Paroquial), às 12:00 horas.

Nesse dia haverá, também, a Festa dos Auxiliares da Legião de Maria, com Celebração da Missa, em Tercena, às 16:30 horas.

2.    Cancelamento de Missa em Barcarena

Na próxima Terça-Feira, dia 9 de Dezembro, não haverá Missa em Barcarena, às 19:00 horas.

3.    Ofertório Solidário

Nas Missas Vespertinas e Dominicais do próximo fim-de-semana, dias 13 e 14 de Dezembro, após a Comunhão, vai proceder-se à recolha de um ofertório solidário que se destina à Loja Social. Este ofertório tem como objectivo ajudar nas despesas relacionadas com a abertura da loja (pinturas, móveis, etc.)

4.    Confissões de preparação para o Natal

Dia 13 de Dezembro, às 15:00 horas – Confissões das Crianças da Catequese e Catequistas, na Igreja Paroquial.

Dia 17 de Dezembro, às 17:30 horas – Valejas, às 21:00 horas – Barcarena Dia 18 de Dezembro, às 17:30 horas – Leceia, às 21:00 horas – Tercena Dia 19 de Dezembro, às 21:00 horas – Queluz de Baixo

5.    Encerramento da Catequese

O 1º Período da Catequese encerra no próximo Sábado, dia 13 de Dezembro.

O 2º Período da Catequese inicia no fim-de-semana de 10 e 11 de Janeiro de 2015.

6.    Luz da Paz de Belém

Este ano, os Caminheiros da Região de Lisboa associaram-se ao evento Europeu de providenciar a chegada da “Luz da Paz de Belém” à nossa Diocese, às nossas Paróquias e a todas as casas.

A “Luz da Paz de Belém” chegará à nossa Diocese, no próximo dia 19 de Dezembro, com uma celebração de acolhimento, às 21h30 na Sé Patriarcal de Lisboa, presidida por D. José Traquina, Bispo Auxiliar de Lisboa.

Convidamos todos os Paroquianos a participar nesta celebração.

Da Sé Patriarcal, a “Luz da Paz de Belém” será trazida para a nossa Paróquia e, nas

Eucaristias do IV Domingo de Avento, será distribuída a todos para ser levada para nossas casas.


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