Nº82 16-11-2014

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Nº82 - 16-11-2014

NA BARCA DA FÉ

 

PRUDÊNCIA OU PREGUIÇA?

Jesus recomendou que fôssemos “prudentes como as serpentes” (Mt 10, 16), mas o Seu comportamento e as Suas palavras estão muito longe daquilo que normalmente se entende por prudência: censurou os escribas e os fariseus (Mt 23) e ironizou acerca das suas exibições solenes e majestosas em “longas vestes” (Mc 12, 38), virou contra Ele os saduceus, desacreditando as suas convicções teológicas (Mt 22, 23-33), chamou “raposa” a Herodes (Lc 13, 32) e fez alusões pouco simpáticas aos reis que “usam roupas luxuosas” e vivem em palácios sumptuosos (Mt 11, 8). Violava o sábado, convivia com gente mal-afamada e impura, chamava “serpentes, raça de víboras” aos guias espirituais do povo (Mt 23, 33) e garantia que os publicanos e as prostitutas haveriam de precedê-los no Reino dos Céus (Mt 21, 31). Que prudência será esta?

Jesus tinha alternativas: não sair de Nazaré e limitar-se ao trabalho com a plaina, manter a boca fechada ou abri-la apenas para adular; ignorar as multidões famintas, cansadas e em debandada “como ovelhas sem pastor” (Mc 6, 34); fechar o coração à compaixão perante o homem com a mão paralisada e resignar-se com o facto de, por vezes, uma pessoa contar menos que uma ovelha (Mt 12, 12); tapar os ouvidos para não ouvir o grito dos leprosos (Lc 17, 13) e deixar que a mulher adúltera fosse apedrejada (Jo 8, 5).

A prudência de Deus não é a nossa prudência que, muitas das vezes, é um alibi para a preguiça, a inércia, o desinteresse. É melhor correr o risco de errar por amor do que renunciar a lutar pelos grandes valores; é melhor ver a semente da Palavra rejeitada por um terreno estéril – como aconteceu a S. Paulo no areópago (Act 17, 32-34) – do que escondê-la, por medo, envolvendo-a em silêncio.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XXXIII Domingo do Tempo Comum - Ano A

L 1 Prov 31, 10-13. 19-20. 30-31 Sal 127 (128), 1-2. 3. 4-5
L 2       1 Tes 5, 1-6
Ev       Mt 25, 14-30 ou Mt 25, 14-15. 19-21

Esta semana não consegui encontrar o fio condutor das três leituras. Cada leitura transmite-me uma mensagem distinta. A leitura do antigo testamento convida-me olhar para a minha esposa como um dom preciosíssimo de Deus e para os seus sacrifícios de mãe como uma luz inspirada pelo Espírito Santo que a sociedade não percebe e até tenta apagar.

A leitura de São Paulo convida-me a não procurar a segurança e o bem-estar como o meu prémio final. Não sou daqui, estou de passagem. Deus envia-me à minha vida percalços para não trocar Aquele que É pelo deus das pantufas e do sofá.

O Evangelho é sem dúvida a leitura mais dura para o meu coração de pedra. Cristo pede-me para eu fazer um exame rigoroso ao meu projecto de vida. Será que as minhas acções do dia-a-dia estão muito ou pouco aquém dos talentos que Deus me deu? Dificilmente consigo chegar ao próximo fechado dentro da torre dos meus raciocínios que me protegem do outro e consequentemente me afastam de Deus. Possivelmente Deus sonhou outro Paulo. No entanto, no próximo Domingo se Deus quiser vou estar na Eucarística na esperança de ouvir uma palavra que me salve.

Paulo Chambel Leitão



A caridade é expressão de fé e a fé é a explicação e o fundamento da caridade

No último número da nossa Folha Paroquial escrevi que a cada um de nós que, dia a dia, fazemos a experiência do “Encontro com Jesus”, é lançado o “desafio” a sermos “Igreja em saída”, a sermos uma Igreja que olha para fora, a sermos uma Igreja de Lisboa que tem como lema “O sonho missionário de chegar a todos”. (Evangelii Gaudium, Nº 31)

E, bem a propósito, Domingo passado, o Papa Francisco aponta-nos o caminho. Eis o que disse o Santo Padre:

“Cada vez que celebramos a dedicação de uma igreja, é-nos recordada uma verdade essencial: O templo material feito de tijolos é sinal da Igreja viva e operante na história, é sinal daquele “templo espiritual” do qual, como diz o apóstolo Pedro, o próprio Cristo é a "pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus" (1 Pe 2, 4). Falando do templo, Jesus revelou uma verdade “impressionante”: O templo de Deus não é apenas o edifício feito de tijolos, mas é o Seu corpo, feito de pedras vivas.

Em virtude do Baptismo, cada cristão faz parte do “edifício de Deus” (1 Cor 3, 9), torna-se a Igreja de Deus.

O edifício espiritual, a Igreja comunidade dos homens santificados pelo sangue de Cristo e pelo Espírito do Senhor ressuscitado, pede a cada um de nós para ser coerente com o dom da fé, para percorrer um caminho de testemunho cristão.

Não é fácil, sabemo-lo todos, a coerência entre fé e testemunho, mas temos que ir em frente e mostrar, com a nossa vida, esta coerência. “Este é um cristão!”, não tanto pelo que diz, mas pelo que faz, pela maneira como se comporta. Esta coerência, que nos dá vida, é uma graça do Espírito Santo que devemos pedir.

A Igreja, na sua origem e na sua missão, não era senão uma comunidade formada para professar a fé em Jesus Cristo, Filho de Deus e Redentor do homem, uma fé que actua através da caridade.

… Também hoje a Igreja é chamada a ser no mundo a comunidade que, enraizada em Cristo por meio do Baptismo, professa, com humildade e coragem, a fé n’Ele, testemunhando-a através da caridade.

… A caridade é expressão de fé e a fé é a explicação e o fundamento da caridade”.

(Papa Francisco, Oração de Angelus, 9 de Novembro de 2014)

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

1. Magusto organizado pelo Grupo de Jovens

Este Domingo, dia 16 de Novembro, a partir das 14:30 horas, o Grupo de Jovens da nossa Paróquia vai organizar um magusto, no Centro Jovem, em Queluz de Baixo. Todos somos convidados a participar nesta tarde de convívio.

2.  Palestra “Bem-estar e felicidade: Formas de melhor vida em comum”

A Equipa Pastoral do Centro Social e Paroquial de Barcarena, convida todos os Paroquianos a assistirem à palestra “Bem-estar e felicidade: formas de melhor vida em comum”, que será proferida pela Professora Doutora Helena Marujo, no dia 19 de novembro, pelas 20:00 horas, nas instalações do Centro Jovem de Queluz de Baixo.

3. Encontro com o Senhor Patriarca

Na próxima Sexta-Feira, dia 21 de Novembro, pelas 21:30 horas, vai ter lugar, na Paróquia de Nova Oeiras, um encontro com o Senhor Patriarca.

Todos somos convidados a participar neste encontro, durante o qual o Senhor Patriarca proferirá uma conferência relacionada com o Sínodo Diocesano.

4. Compromisso dos Acólitos

No próximo Domingo, dia 23 de Novembro, na Igreja Paroquial, durante a Missa Dominical, às 12:00 horas, os Acólitos vão fazer o seu Compromisso. Todos os Acólitos são convidados a participar nesta Celebração.

5. 1º Aniversário da Ordenação do Diácono Carlos M. Borges

No próximo dia 1 de Dezembro ocorre o 1º Aniversário da Ordenação do Diácono Carlos M. Borges.

Nesse dia haverá uma Missa de Acção de Graças, na Igreja Paroquial, às 21:00 horas.

Todos somos convidados a participar nesta Celebração.

6. Vigília de Oração Juvenil Vicarial

No próximo dia 6 de Dezembro, pelas 21:30 horas, vai ter lugar, na Igreja Paroquial, uma Vigília de Oração Vicarial. Vão participar, nesta Vigília de Oração, jovens de todas as Paróquias da Vigararia de Oeiras.

Convidamos todos os Parquianos para esta Celebração.

7. Peregrinação Paroquial a Santiago de Compostela e Lurdes

Estão abertas as inscrições para a Peregrinação Paroquial a Santiago de Compostela e Lurdes, a ter lugar em Julho de 2015.

As inscrições terão de ser feitas no Cartório Paroquial. No momento da inscrição, cada participante escolherá o lugar que quer ocupar na camioneta. 


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