Nº81 09-11-2014

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Nº81 - 09-11-2014

NA BARCA DA FÉ

 

O TEMPLO DE DEUS É SANTO E ESSE TEMPLO SOIS VÓS (1 Cor 3,17)

A Basílica de Latrão é a catedral da diocese de Roma e é, por isso, considerada como mãe de todas as igrejas de Roma. Uma vez que é o Bispo de Roma que preside à Igreja universal, considera-se também esta Basílica como que a mãe de todas as igrejas do mundo católico. Esta festa faz-nos celebrar e aderir à Cátedra de S. Pedro e seus sucessores, os Bispos de Roma que, como dizia S. Inácio de Antioquia, presidem a todos os fiéis na caridade.

Por que celebrar esta festa? Na realidade celebramos toda a comunidade da Igreja que tem nesta basílica um símbolo importante. Não celebramos pedras, mas Povo de Deus. A pedra ou o tijolo são sinais da comunidade reunida, como nos escreve S. Pedro “Como pedras vivas, constitui-vos em edifício espiritual” (1Ped 2, 5). Deus é quem constrói este povo: “Sois construção de Deus… cada um veja, como está construindo. Ninguém pode colocar outro alicerce diferente do que foi posto: Jesus Cristo. Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá. Pois o templo de Deus é santo e esse templo sois vós.” (1 Cor 3, 9-11.17). A diferença de todos os outros templos é o facto de cada um de nós fundar-se em Cristo. Somos edificados em Cristo.

Jesus entrou no templo e fez uma purificação significativa. Era lugar de comércio, exploração e roubo. Podemos imaginar também o que faria Jesus em nossas igrejas, no templo que é o Povo de Deus e no templo do Espírito que é cada um de nós. Não precisaremos imaginar muito, basta ver o que Jesus criticava no templo pelo qual zelava tão bem. Criticava a exterioridade, a exploração do sentimento do povo, a religião sem justiça e amor, o uso do templo para fins estranhos como a vaidade, o orgulho e o comércio explorador. Não aceitava na religião o comércio da fé. Não aceitava também a humilhação dos pobres, templos de Deus, considerando feito a Ele, o que se fizesse ao pequenino (Mt 25, 40). O mandamento do amor é a chave de todo o respeito ao templo de pedra, do povo e de cada um. Esta festa convida-nos a nos voltarmos a Cristo, novo templo.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XXXII Domingo do Tempo Comum - Ano A

Festa da Dedicação da Basílica de Latrão

Ezequiel 47,1-2.8-9.12; Salmo 46(45); 1ª Carta aos Coríntios 3,9-11.16-17. Evangelho de S. João 2,13-22.

Este Domingo trago aqui uma palavra de cada uma das leituras que a Igreja nos oferece.

A primeira leitura começa com um relato do profeta Ezequiel que nos conta que é guiado por um anjo a contemplar as infinitas maravilhas de Deus. Nas escrituras os anjos aparecem muitas vezes como enviados de Deus que trazem uma mensagem a alguém.

Na nossa vida, por vezes o Pai também envia “anjos” ao nosso encontro. Não me refiro àqueles seres espirituais da profecia. Falo dos nossos irmãos, que num determinado momento, inspirados pelo Espírito Santo, nos trazem uma palavra que nos aproxima Dele, nos move ao Seu encontro, nos dá a força que faltava para mudarmos alguma coisa. Se, pelo nosso baptismo, somos constituídos “sacerdotes, profetas e reis”, não é de estranhar que Deus se sirva dos seus filhos para se ajudarem no caminho, umas vezes pondo-os à escuta, outras, a anunciar a Salvação àquele que está ao seu lado.

Na segunda leitura, S. Paulo fala do templo de Deus e do Seu Espírito.

Se me chamas a ser templo, que casa tão frágil escolheste, Senhor! Construída com tijolos, como “barro nas mãos do oleiro”. Mesmo se quiser edificá-la sobre a rocha que é Cristo, quantas vezes não treme com uma aragem mais forte.

No episódio contado no Evangelho, que S. João coloca logo a seguir às bodas de Caná, Jesus aparece a expulsar os vendedores do templo, num registo bem menos sociável do que na festa de casamento.

Se também sou templo, com diz S. Paulo, o que pode expulsar Ele? O que está a mais. Ou seja, tudo. Tudo o que não seja manifestação D’Ele! Tudo o que não deixa espaço para o amor de Deus no meu coração: o meu egoísmo, os pequenos deuses a que me rendo quando não o escolho a Ele, em suma, o meu pecado.

Como diz o Papa Francisco, esta semana Deus surpreendeu-me. Como, aliás, acontece tantas vezes quando menos espero. Abriu caminhos onde eu via muros, alargou estradas que me pareciam demasiado estreitas para poder passar. Como Pai amoroso que gosta da sua filha, mesmo conhecendo-a bem, deu-me, como sempre faz, mais do que merecia e fez (por mim e bem melhor) o que eu não conseguiria.

Como diz o salmista “Deus é o nosso refúgio e a nossa força”, assim tenha confiança Nele e ponha em cada dia a minha vida nas Suas mãos.

Filipa Aguiar Ferreira



Em Caminhada Sinodal com “A Alegria do Evangelho”

Iniciamos há algumas semanas a longa Caminhada que nos conduzirá ao Sínodo Diocesano, que terá lugar em Novembro de 2016, uma Caminhada que, como sabemos, tem como lema: “O sonho missionário de chegar a todos”. (Evangelii Gaudium nº 31)

Nesta primeira etapa, todos somos convidados a ler o primeiro Capítulo da Exortação Apostólica “A Alegria do Evangelho”, a sublinhar o que mais nos chama a atenção, a anotar aquilo que o texto do Papa Francisco nos sugere para depois partilhar em grupo de diálogo.

Logo no início o Papa diz-nos: “A Alegria do Evangelho enche o coração e a vidainteira daqueles que se encontram com Jesus. … Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria”. (Evangelii Gaudium, Nº 1)

E continua: “Quando alguém dá um pequeno passo em direcção a Jesus, descobreque Ele já aguardava de braços abertos a sua chegada”. (Evangelii Gaudium, Nº 3)A cada um de nós que, dia a dia, fazemos a experiência deste “Encontro com Jesus” é-nos lançado o “desafio” a sermos “Igreja em saída”, a sermos uma Igreja que olha para fora, uma “Igreja que sai para anunciar o Evangelho a todos, em todos oslugares, em todas as ocasiões, sem demora, sem repugnâncias e sem medo. A alegria do Evangelho é para todo o povo, não se pode excluir ninguém”. (Evangelii Gaudium,Nº 23)

E, logo a seguir, o Santo Padre indica-nos os quatro verbos da Igreja do anúncio e do encontro, verbos que sugerem movimento: “A Igreja «em saída» é a comunidadede discípulos missionários que «primeireiam» (que tomam a iniciativa), que se envolvem, que acompanham, que frutificam e festejam. … Com obras e gestos, a comunidade missionária entra na vida diária dos outros, encurta distâncias …”.(Evangelii Gaudium, Nº 24)

Para nossa reflexão e compromisso, três questões que nos são colocadas no Guião de Leitura preparado para esta primeira etapa:

As nossas comunidades respiram a urgência de levar a todos, sem excepção, o anúncio do Evangelho?

O que é que na nossa vida (individual e comunitária) é já expressão da alegria missionária do desejo de partilhar com todos a Boa Nova que é conhecer Jesus Cristo e viver unido a Ele?

Que iniciativas concretas é que a nossa comunidade pode/deve tomar para chegar a todos e a cada um em particular? 

Diácono Carlos M. Borges



VIDA PAROQUIAL

 

1. Semana dos Seminários -Exposição do Santíssimo Sacramento

Inicia este Domingo a Semana do Seminários, terminando no dia 16 de Novembro (Dia dos Seminários). Todos somos convidado a rezar por todos os Seminaristas e, em especial, pelos Seminaristas da nossa Diocese.

Em todas as Comunidades da nossa Paróquia haverá momentos de Adoração ao Santíssimo. Os horários são os seguintes:

Leceia – 2ª Feira, dia 10, às 18:30 horas

Barcarena – 3ª Feira, dia 11, às 18:00 horas

Tercena – 4ª Feira, dia 12, às 16:00 horas

Valejas – 5ª Feira, dia 13, às 21:00 horas

Queluz de Baixo – 6ª Feira, dia 14, às 21:00 horas

2. Catequese - Festa da Luz/Festa da Palavra

No próximo Sábado, dia 15 de Novembro, na Missa Vespertina das 19:00 horas, a Catequese de Tercena vai celebrar a Festa da Luz (3º Catecismo)/Festa da Palavra (4º Catecismo).

No próximo Domingo, dia 16 de Novembro, na Missa Dominical das 12:00 horas, a Catequese de Barcarena vai celebrar a Festa da Luz (3º Catecismo).

Apelamos à participação dos Pais.

3. Reunião de Catequistas

Durante esta semana haverá reuniões com os Catequistas. Os horários serão os seguintes:

Queluz de Baixo – 4ª Feira, dia 12, às 21:00 horas

Tercena – 5ª Feira, dia 13, às 21:00 horas

Barcarena – 6ª Feira, dia 14, às 21:00 horas

4. Magusto organizado pelo Grupo de Jovens

No próximo Domingo, dia 16 de Novembro, às 15:00 horas, o Grupo de Jovens da nossa Paróquia vai organizar um magusto, no Centro Jovem, em Queluz de Baixo. Todos os Paroquianos são convidados a participar nesta tarde de convívio.

5. Aniversário do Centro de Dia

Na próxima 4ª Feira, dia 12 de Novembro, ocorre o Aniversário do Centro de Dia. Haverá uma Missa de Acção de Graças, na Igreja de Tercena, às 10:00 horas.

6. Peregrinação Paroquial a Santiago de Compostela e Lurdes

Estão abertas as inscrições para a Peregrinação Paroquial a Santiago de Compostela e Lurdes, a ter lugar em Julho de 2015.

As inscrições terão de ser feitas no Cartório Paroquial. No momento da inscrição, cada participante escolherá o lugar que quer ocupar na camioneta.


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