Nº80 02-11-2014

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Nº80 - 02-11-2014

NA BARCA DA FÉ

 

CELEBRAMOS A VIDA, NÃO A MORTE

O dia dos Fiéis Defuntos está impregnado de um grande sentimento religioso, fazendo apelo à fé e à esperança cristãs. A religião cristã não celebra o culto da morte, mas da vida e a liturgia deste dia fala-nos de ressurreição.

O dia dois de Novembro não é uma comemoração para a tristeza nostálgica e a melancolia outonal, ficando-se apenas nas saudades dos entes queridos que já partiram. Ele deverá ser, sobretudo, uma recordação esperançada que expressa e continua a comunhão dos santos que ontem, dia um, celebrámos. Porque "“a fé oferece-nos a possibilidade de uma comunhão com os nossos queridos irmãos, já falecidos, dando-nos a esperança de que possuem, já em Deus, a vida verdadeira."” (Gaudium et Spes, 18) A visita ao cemitério, que etimologicamente significa dormitório, refrescando-nos a memória dos familiares que "“adormeceram no Senhor"”, segundo a antiga expressão cristã, afasta-nos da amargura sem esperança.

A morte é um dado da experiência que temos sempre diante dos olhos. A morte biológica, o seu anúncio paulatino na doença e na velhice, a sua presença brutal nos acidentes e nas catástrofes, e a sua manifestação em tudo o que é negação da vida, constitui o mais dilacerante dos problemas humanos, o enigma máximo da vida humana.

A esperança cristã da ressurreição e vida sem fim vincula-se e fundamenta-se directamente na ressurreição de Jesus. Se a nossa esperança em Cristo acabasse com a vida presente, seríamos os mais infelizes dos homens, comenta S. Paulo. Mas não! Cristo ressuscitou de entre os mortos: foi o primeiro de todos. E nós estamos incorporados nEle, na Sua morte e res- surreição, por meio do Baptismo.

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XXXI Domingo do Tempo Comum - Ano A

Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

1ª Leitura - Is 25, 6a.7-9
2ª Leitura - Rm 8, 14-23
Evangelho - Mt 25, 31-46

As leituras deste Domingo apresentam-me a morte como um convite de um pai adoptivo para um grande banquete ou festa eterna "“Iahweh dos Exércitos prepara para todos os povos, sobre esta montanha, um banquete de carnes gordas, um banquete de vinhos finos, de carnes suculentas, de vinhos depurados”" (Is 25,6). No entanto, a minha tendência para me agarrar aos prazeres da vida fazem-me ver a morte como um elefante cor-de-rosa que encontro sistematicamente no meio da minha sala de estar e que eu finjo ignorar. Os Vikings já tinham a intuição que a morte era um convite para um grande banquete. Todavia, as dificuldades do mundo e a tentação do diabo convenceram-nos que para ter direito a serem convidados tinham que matar o seu inimigo e não amá-lo. Jesus no Evangelho fala-me do caminho que os guerreiros Cristãos têm que seguir para terem a honra de ser convidados por Deus para o banquete final (perspectiva pessimista) ou inicial (perspectiva optimista). Aparentemente a fórmula é simples basta eu ir ao encontro dos desprezados e dos fracos "...cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizeste."” (Mt 25,40).

Paulo Chambel Leitão



Novembro, mês da Comunhão dos Santos, mês da Esperança do Encontro

Ao mês de Novembro associamos, normalmente, um "“véu"” de resignação e de passividade, porque, comumente, Novembro está associado ao "“mês dos mortos”".

O mundo comercial tenta substituir esse “"véu"” com a máscara do "“dia das bruxas"”, ou apressa-se a propor como gastar o subsídio com as compras de Natal. 

Para nós, Cristãos, Novembro é o mês dos Santos e dos Fiéis Defuntos, daqueles que ainda estão no Purgatório, aguardando entrar na Glória do Céu. Por isso, seria um insulto a Deus e aos seus Santos viver o mês de Novembro na tristeza "daqueles “que não têm esperança”", como diz S. Paulo (1 Ts 4, 13). Seria, igualmente, uma "“ofensa a Deus e aos nossos Defuntos se nos limitássemos a encher as campas de flores sem "“ajudar as almas do purgatório oferecendo as nossas orações de sufrágio, em particular o Sacrifício Eucarístico, mas também esmolas, indulgências e obras de penitência"” (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, Nº 211). 

Os Santos e as Almas do Purgatório, ainda em purificação, foram pessoas como nós, que viveram na Fé e na Graça de Deus, que sofreram, que venceram as tentações, que, até à morte, permaneceram fiéis a Cristo. Mas, a verdade mais bela é aquela que nos recorda o Catecismo da Igreja Católica: todos eles, juntamente connosco, ainda peregrinos na Terra, formamos "“uma só família, a Igreja, para louvor e glória da Trindade"” (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, Nº 195), naquela realidade de Graça a que chamamos Comunhão dos Santos. Esta divina realidade “"une-nos a Cristo, de quem procedem, como de Fonte e Cabeça, toda a graça e a própria vida do povo de Deus”" (Catecismo da Igreja Católica,   Nº 957). 

O mês de Novembro é o mês da Comunhão dos Santos, o mês da Esperança do Encontro com a nossa verdadeira família. Nesta divina Comunhão de Amor, podemos celebrar dignamente os Santos e honrar a memória dos nossos Defuntos, oferecendo por eles os sufrágios que a Igreja nos recorda e oferece.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1. Exposição do Santíssimo Sacramento na Igreja de Queluz de Baixo

Na próxima Sexta-Feira, dia 7 de Novembro, entre as 18:00 e as 18:45 horas, o Santíssimo Sacramento estará exposto à adoração dos fiéis, na Igreja de Queluz de Baixo.

2. Encontro de Crismados e Crismandos na Paróquia de Algés

No próximo Domingo, dia 9 de Novembro, às 14:00 horas, vai ter lugar, na Paróquia de Algés, um Encontro Vicarial de Crismados e Crismandos. Pedimos aos Catequistas que acompanharam os Jovens que foram Crismados, em Junho passado, e aos Catequistas que acompanham os Jovens do 10º Catecismo que mobilizem os Jovens da nossa Paróquia no sentido de participarem, massivamente, neste Encontro Vicarial.

3. Festa da Luz/Festa da Palavra

No próximo Sábado, dia 8 de Novembro, na Missa Vespertina das 19:00, a Catequese de Tercena vai celebrar a Festa da Luz/Festa da Palavra. Apelamos à participação dos Pais. Em Barcarena estas Festas, agendadas, no Calendário Paroquial, para o dia 9 de Novembro, são transferidas para o dia 16 de Novembro.

4. Magusto organizado pelo Grupo de Jovens

No próximo dia 16 de Novembro, às 15:30 horas, o Grupo de Jovens da nossa Paróquia vai organizar um magusto, no Centro Jovem, em Queluz de Baixo. Todos os Paroquianos são convidados a participar nesta tarde de convívio.

5. Peditório para a Construção da Nova Igreja de Outurela

A Paróquia de Outurela está a construir a nova Igreja Paroquial. Como afirmou o Pároco, numa carta que nos enviou: “Será um Templo bonito para acolher o nosso Deus e quem quiser estar com Ele a sós ou em comunidade”. Neste momento, a Paróquia de Outurela está com dificuldades económicas. O Clero da Vigararia de Oeiras, reunido em Reunião de Vigararia, decidiu lançar, em todas as Paróquias, o desafio a todos os Cristãos no sentido de ajudarem a Contrução da nova Igreja de Outurela. Assim, nas Missas Vespertinas e Dominicais do próximo fim de semana (dias 8 e 9 de Novembro), para além do ofertório normal, haverá um ofertório solidário a favor da construção da nova Igreja de Outurela. Somos uma Igreja-Comunhão e, por isso, apelamos à generosidade dos Cristãos da Paróquia de Barcarena.


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