Nº78 19-10-2014

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Nº78 - 19-10-2014

NA BARCA DA FÉ

 

OCUPADOS NO MUNDO, MAS NÃO DO MUNDO

A pessoa não vive só, é parte de uma sociedade civil e deve estabelecer relações de colaboração com as outras pessoas. Da necessidade de organizar a convivência, deriva a necessidade de determinar direitos e deveres, de criar instituições, de estabelecer formas de contribuir para o bem comum. Não é fácil estabelecer aquilo que é justo: entram em jogo diferentes interesses, perspectivam-se diferentes objectivos; há quem pretenda favores, quem reivindique privilégios, e, então, as tensões surgem inevitavelmente.

Para complicar ainda mais o problema, há as relações entre o ordenamento estatal e as instituições religiosas, com os seus princípios, normas, hábitos, tradições e pretensões irrenunciáveis. Muitas pessoas, sentindo-se súbditas de dois poderes em competição – que muitas vezes vão para além das próprias atribuições, lançando-se depois acusações recíprocas de invasão do próprio terreno – têm a consciência lacerada. Para resolver o conflito, há quem escolha posições fanáticas e integralistas, pretendendo impor a toda a gente as suas próprias convicções, e há quem renuncie a um confronto do qual teme sair derrotado e, por isso, se afaste.

Na célebre Carta a Diogneto, composta em meados do século II, são sugeridos princípios sapientes e actuais: “Os cristãos, nem por razão, nem por voz, nem por costumes se distinguem das outras pessoas. Vivendo em cidades gregas e bárbaras, como a cada um aconteceu, e adequando-se aos costumes locais no que diz respeito à roupa, à alimentação e a tudo mais, testemunham um método de vida social admirável e, sem dúvida paradoxal. Vivem na sua pátria, mas como fostareiros; participam em tudo como cidadãos, e de tudo estão desapegados como estrangeiros. Cada pátria estrangeira é a sua pátria, e cada pátria é estrangeira. Casam como toda a gente e geram filhos, mas não abandonam os recém-nascidos. Põem em comum a mesa, mas não a cama. Moram na terra, mas têm a sua cidadania no céu. Obedecem às leis estabelecidas, e com a sua vida superam as leis. Numa palavra, assim como a alma está no corpo, assim no mundo estão os cristãos” (Carta a Diogneto, V, 1-10; VI, 1).

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XXIX Domingo do Tempo Comum - Ano A

Is 45, 1.4-6; Sal 95 (96); 1 Tes 1, 1-5b; Mt 22, 15-21

“Eu sou o Senhor e não há outro; fora de Mim não há Deus” (Is 45, 5). Esta passagem de Isaías não são apenas palavras bonitas, resulta de uma experiência do povo de Israel. É a experiência de que São Paulo fala na Carta aos Tessalonicenses: “O nosso Evangelho não vos foi pregado somente com palavras, mas também com obras poderosas, com a acção do Espírito Santo” 1Tes 1, 5.

O nosso Deus é o que intervém na história, que mostra que existe com obras poderosas. O Deus das escrituras é sempre o que se pode explicar aos outros com base em factos e não em conceitos. Por isso São Paulo, referindo-se aos Tessalonicenses, fala de uma fé “activa”, de uma caridade “esforçada” e de uma esperança “firme”. Nestas qualidades daqueles cristãos ele encontra os sinais de Jesus Cristo ressuscitado.

Se a minha fé for passiva, introspectiva, ficar dentro dos muros do templo, não se transforma num acontecimento histórico. Não permite que Deus se manifeste.

Se a minha caridade for contemplativa, teórica, dirigida aos que podem dar-me algo de volta, não mostra o rosto de Cristo ao mundo, a essência de Deus não desce à terra.

Se a minha esperança na vida eterna for temerosa, duvidosa, guiada por uma religiosidade natural, não mostra a certeza de que a morte foi vencida e que o Reino de Deus está próximo.

A conclusão que tiro do evangelho é simples: não te lamentes por pagares muitos impostos, lamenta-te antes por não seres um cristão activo na fé, esforçado na caridade e firme na esperança, canta ao Senhor um “cântico novo”, apregoa aos quatro ventos as suas maravilhas!

Zé Chambel Leitão



Corações Alerta!

A nossa Comunidade Paroquial iniciou, solenemente, no Domingo passado, a sua Caminhada rumo ao Sínodo Diocesano, um programa fascinante: “O sonho missionário de chegar a todos”.

Como escrevi na última Folha Paroquial, citando o Senhor Patriarca, “É obra de todoseste sonho de chegar a todos!”.

É um sonho de Deus que nos tornamos participantes activos, não tanto pelo que fazemos mas antes de mais nada pelo que somos. O convite que o Senhor Patriarca dirige a cada um de nós é o de levarmos a todos a “Alegria do Evangelho”.

Bem a propósito, na passada Sexta-Feira, dia 10 de Outubro, durante a Homilia da Missa celebrada na Capela de Santa Marta, o Papa Francisco propõe, para nossa reflexão, duas perguntas: “Guardamos bem o nosso coração? Preservámo-lo das contínuas tentativas do demónio, de entrar e permanecer nele?”.

E, continua o Santo Padre: “O demónio nunca desanima, é paciente e volta continuamente, até no fim da vida, porque ele não abandona o que quer para si”. O próprio Jesus experimentou esta realidade: “Depois das tentações no deserto, o demónio deixava-O em paz por um certo tempo, mas depois voltava de novo”.

É preciso guardar a nossa vida, “guardar esse tesouro no qual habita o Espírito Santo, para que não entrem os outros espíritos”.

Anunciar a todos a “Alegria do Evangelho” só é possível se a nossa vida estiver completamente preenchida por Jesus.

Para esta semana fica o desafio do Papa Francisco, o desafio a questionarmo-nos: “Sou sentinela do meu coração?”.

E continua o Santo Padre: “Se não nos apercebemos de quem deixamos entrar no nosso coração, ele torna-se uma praça, onde todos entram e saem. Falta a intimidade. Jesus não pode falar nem sequer ser ouvido”.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1. Encontro de Formação com Pais das Crianças e Adolescentes da Catequese de Tercena

Na próxima Sexta-Feira, dia 24 de Outubro, às 21:00 horas, na Igreja de Tercena, vai ter lugar um Encontro com os Pais das Crianças e Adolescentes que frequentam a Catequese, subordinado ao tema “Uma Igreja em saída”. Apelamos à participação de todos.

 2. Catequese de Adultos (Preparação para o Crisma)

As inscrições para a Catequese de Adultos na Paróquia (Preparação para os Sacramentos da Iniciação Cristã, 1ª Comunhão e Crisma) podem ser feitas, até ao final de Outubro, no Cartório Paroquial, no seu horário normal de funcionamento.

 3. Aniversário da Dedicação da Catedral – Compromisso Comunitário com a Caminhada Sinodal

No próximo Sábado, dia 25 de Outubro celebramos, na nossa Diocese, o Aniversário da Dedicação da Catedral. Sua Eminência, o Senhor Patriarca, deseja que, na Celebração que se realizará nesse dia, toda a Igreja Diocesana faça um Compromisso Comunitário com a Caminhada Sinodal que estamos a iniciar no Patriarcado de Lisboa.

Todos os Paroquianos de Barcarena estão convocados a participar nesta Celebração Diocesana, que se realizará na Sé Patriarcal.

O programa será o seguinte:

14:30 horas – Acolhimento: Audição do Hino do Sínodo; Projecção de um vídeo sobre o Sínodo;

15:30 horas – Concelebração Eucaristica presidida por Sua Eminência, o Patriarca de Lisboa e Compromisso Comunitário com a Caminhada Sinodal no final da celebração.

 4. Abertura Solene do Sínodo Diocesano em Leceia

No próximo Domingo, dia 26 de Outubro, na Missa Dominical das 11:00 horas, o nosso Pároco fará a abertura solene do Sínodo Diocesano na Comunidade de Leceia.

5.  Encontro com os Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão

No próximo dia 29 de Outubro, às 21:30 horas, vai ter lugar, na Igreja Paroquial, um encontro com os Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão.


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