Nº75 28-09-2014

Anteriores

Nº75 - 28-09-2014

NA BARCA DA FÉ

 

UM SIM CONVICTO PASSA POR UM NÃO

Há quem diga sim sem saber por quê, e quem, com mais lealdade, diga não porque não está convencido e quer compreender melhor: O seu não é apenas uma forma pouco elegante de pedir explicações e de dizer que gostaria de um esclarecimento. Quem imediatamente diz sim a Deus talvez não se tenha dado conta de quem Ele é, do que pensa, daquilo que propõe.

Na nossa sociedade é apreciada a pessoa que produz. O velho, o doente, o deficiente, são certamente respeitados, amados, ajudados, mas são também sentidos como um peso; não é imediata a percepção do seu valor e da preciosidade do seu contributo em tornar mais humano o nosso mundo. Premiamos quem é eficiente e capaz; estimamos quem conseguiu subir na vida sozinho, remuneramos quem trabalha. Deus, pelo contrário, está do lado dos últimos, interessa-se pelos últimos, privilegia e premeia os últimos. Gratuitamente.

A paráboa do passado Domingo desconcertou-nos, e, talvez, durante a semana, tenhamos reflectido acerca do comportamento ilógico do proprietário que retribui aos trabalhadores da última hora da mesma forma que aos primeiros. É difícil renunciar à religião dos méritos e acreditar na gratuidade do amor de Deus. A primeira leitura deste Domingo parece responder às nossas objecções: “Vós dizeis: a maneira de proceder do Senhor não é justa. Escutai, casa de Israel: Será a minha maneira de proceder que não é justa? Não será antes o vosso modo de proceder que é injusto?” (Ez 18, 25)

Dizer sim a Deus significa renunciar aos próprios pensamentos e aceitar os dEle. Ele nãoprocura quem está saciado, mas quem tem fome para o encher dos Seus bens (Lc 1, 53); não estima os poderosos que se sentam nos seus tronos, mas abaixa-Se para elevar os humildes (Lc 1, 52); não dá o prémio aos justos pelos seus méritos, mas faz-Se companheiro dos fracos e faz entrar em primeiro lugar no Seu Reino os publicanos e as prostitutas (Mt 21, 31). Só quem se reconhecer como o último, pecador e necessitado da Sua ajuda poderá experimentar a alegria de ser salvo.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XXVI Domingo do Tempo Comum - Ano A

1ª Leitura: Ezequiel 18, 25-28
Salmo 24 (25)
2ª Leitura: Filipenses 2, 1-11
Evangelho: S. Mateus 21, 28-32

Na primeira leitura deste Domingo, do Livro do Profeta Ezequiel, Deus mostra como o Seu Povo tem um coração duro quando O acusa de ser injusto – “Vósdizeis: «A maneira de proceder do Senhor não é justa».”

Esta Palavra vem mostrar-me como também eu tenho um coração duro e que tantas vezes faço esta acusação a Deus - «A maneira de proceder do Senhornão é justa». Como é que Deus permite que os cristãos, por exemplo no Iraquesejam martirizados? Porque permite que o homem cometa tantas atrocidades? Deus responde: «Não será antes o vosso modo de proceder que é injusto?»

Também na minha vida concreta questiono e não entendo por vezes a maneira de proceder de Deus, parece que tudo são entraves aos meus projetos, que é uma vida de dificuldades e canseiras, quando na verdade essa minha visão dos acontecimentos são fruto de um coração endurecido pelo pecado, de um coração que só quer receber e quando dá, quer de volta alguma recompensa. Deus termina dando-me uma possibilidade de salvação, de viver feliz - «Se [o pecador] abrir os seus olhos e renunciar às faltas... há-de viver...».

De facto, perante a Palavra do Evangelho, Deus abre-me os olhos, e permite que eu veja a minha realidade quando comparo a relação que tenho com os meus filhos, com a relação que tenho com Deus. Tantas vezes os meus filhos acham que a minha maneira de proceder para com eles não é justa. Quando não permito que vejam certos programas ou telenovelas na televisão ou quando não compro brinquedos ou guloseimas, cada vez que vamos às compras. A minha maneira de proceder com meus filhos é a de uma mãe que os ama muitíssimo e que se esforça por fazer o melhor para eles. Ora a relação de Deus comigo, que sou sua filha, é uma relação de Amor perfeitíssima. Como espero que os meus filhos me obedeçam para bem deles, também eu tenho que confiar em Deus e obedecer-lhe, pois Deus é um Pai perfeito que sabe o que é melhor para mim.

Diz Santa Teresa de Ávila “O caminho da obediência é o que conduz mais depressa a grande perfeição.”

Como filha de Deus Pai, resta-me pedir, como diz no salmo - “Guiai-me navossa verdade e ensinai-me”.

Mónica Morgado



“Não caminharemos em Sínodo se não ligarmos Oração e Acção”

“O sonho missionário de chegar a todos” é o lema da caminhada sinodal quea Diocese de Lisboa vai viver durante os próximos dois anos pastorais. Será um caminho que, como afirmou D. Manuel Clemente “a todos empenhará até ao final de 2016”.

No Programa e Calendário Diocesano para o Ano Pastoral, D. Manuel Clemente explicou que o caminho até ao Sínodo será feito de “reflexão e ensaio que, semdispensar o compromisso geral e de cada um, passarão necessariamente pelas comunidades cristãs da Diocese”.

E o Senhor Patriarca salientou: “É o Papa Francisco, grande motivador docaminho que seguiremos, a indicar o objectivo e a base da acção”. O objectivoé o “Sonho Missionário de chegar a Todos” (Evangelii Gaudium, 31). Quanto à linha de acção, o Papa Francisco diz-nos: “Cada Cristão e cada Comunidade há-de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho” (Evangelii Gaudium, 20).

Ao iniciarmos o caminho sinodal, recordamos as palavras do nosso Patriarca:

“Saída e periferias! … Estas duas palavras podem e devem caracterizar todo o nosso caminho sinodal. A saída em relação a Deus, na oração, e a saída em relação aos outros, na acção, estimulam-se mutuamente, pois quem se aproxima de Deus descobre e aprofunda o amor divino por todas as suas criaturas … Não caminharemos em sínodo se não ligarmos oração e acção, mais e mais, como aconteceu com Jesus, sempre com o Pai e sempre para os outros”. As periferiassão-nos apresentadas como alvo! Três perguntas, muito simples, podem ajudar-nos a descobrir algumas periferias.

“Na minha família, no meu prédio, na minha rua, quem está mais só, mais afastado ou esquecido?

Na minha escola, na minha empresa, seja onde for, quem está mais isolado, menos acompanhado ou pouco atendido?

Na sociedade, na economia, na cultura, quem está mais ‘longe’ da verdade evangélica das coisas, por omissão sua ou nossa?”.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1. Informações relativas à Catequese

Inscrições das Crianças que vão frequentar a Catequese pela 1ª vez

Ainda estão abertas as inscrições das crianças que vão frequentar a catequese pela primeira vez. Podem ser feitas no Cartório Paroquial (horário normal de funcionamento), ou com as Coordenadoras da Catequese em cada Comunidade.

Entrega de Catecismos

Os Catecismos vão ser distribuídos nas Sessões de Catequese do próximo fim de semana (4 e 5 de Outubro). Aos Pais é pedida uma contribuição de 10 € (7 € para o Catecismo; 2,5 € para o Seguro; 0,5 € para Material).

2. Recomeço da Eucaristia Dominical em Valejas

A Celebração da Eucaristia Dominical em Valejas recomeça no próximo Domingo (5 de Outubro).

3. Catequese de Adultos (Preparação para o Crisma)

As inscrições para a Catequese de Adultos na Paróquia (Preparação para os Sacramentos da Iniciação Cristã, 1ª Comunhão e Crisma) podem ser feitas no Cartório Paroquial, no seu horário normal de funcionamento. O início desta Catequese está agendado para o início do mês de Novembro.

4. Catequese de Adultos (Caminho Neocatecumenal)

Na próxima 2ª Feira (29 de Setembro), às 21:30 horas, no Centro de Infância de Tercena, terá início a Catequese de Jovens e Adultos, dirigida a todas as pessoas, a partir dos 13 anos, a realizar às 2.ªs e 5.ªs Feiras.

5. Prestação de contas da Festa de Nossa Senhora da Piedade e do Contributo Paroquial

Festa de Nossa Senhora da Piedade

Entradas: 1650,80 € (1200,00 € - Peditório de Rua; 300,00 € - Donativos;150,80 € - Quermesse)

Saídas: 1250,00 € (250,00 € - Oferta aos Bombeiros Voluntários Barcarena;550,00 € - Banda de Música; 450,00 € - Flores)

Saldo Positivo: 400,80 € Contributo Paroquial

Entrada 1847,24 € (Valejas – Não houve Missa; Barcarena - 455,33 €;Leceia - 113,79 €; Queluz de Baixo - 309,11 €; Tercena - 969,01 €) 

 

 

©2019 Paróquia de São Pedro de Barcarena