Nº73- 14-09-2014

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Nº73 - 14-09-2014

NA BARCA DA FÉ

 

NO CRUCIFICADO, O PAI DISSE-NOS TUDO!

Quem pensa que o amor, a glória, a omnipotência de Deus se revelaram somente quando Jesus operava milagres, está enganado. Quem assim pensa, fica admirado quando, no Evangelho de João, lê que o momento mais alto da manifestação da glória de Deus acontece quando o Seu Filho é levantado na cruz.

É sobre o Calvário que o Pai consegue dizer-nos, no modo mais claro, quanto nos ama. Ali caiu cada véu que nos impedia de ver o seu vulto!

As Leituras da Missa deste dia são um convite a contemplar este Deus sobre a cruz e a deixarmo-nos envolver numa resposta de amor.

O tema da contemplação é introduzido na primeira Leitura com o episódio da serpente de bronze levantada por Moisés no deserto. Salvava aqueles que dirigiam o olhar para ela.

O Evangelho retoma este símbolo e recorda que o olhar que salva é aquele posto sobre o Filho do homem levantado na cruz. É Ele que revela o verdadeiro rosto de Deus e convida a deixar-se envolver pelo Seu amor.

A segunda Leitura descreve a vida autêntica segundo o juízo de Deus: aquela que se conforma com o comportamento de Cristo. Jesus que era Deus desceu ao nível mais baixo da condição humana: humilhou-Se ao ponto de Se tornar obediente até à morte e morte de cruz. Só quem confia n’Ele e, como Ele, escolhe o caminho do dom da vida será exaltado.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - Festa da Exaltação da Santa Cruz

Num 21, 4b-9; Sal 77 (78), 1-2, 34-35, 36-37, 38; Filip 2, 6-11; Jo 3, 13-17

Tenho vindo a experimentar que a minha fé só tem sentido com a cruz. Porque a vinda de Jesus à minha vida, e à vida de todos os cristãos, se faz com a cruz. “Quem não carrega a sua cruz e não vem após mim, não pode ser meu discípulo” (Lc 14, 27) diz o próprio Jesus.

A cruz para o povo de Israel no deserto estavam a ser as serpentes venenosas. Mas Deus providenciou uma solução: a serpente de bronze para a qual todos podiam olhar e ficar curados, viver uma nova vida depois da mordedura mortal da serpente.

Jesus será levantado na Cruz, como a serpente de bronze no deserto, “para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna”. A cruz é a chave que abre a vida eterna. A única! Escreve São Paulo aos Gálatas. “Fui crucificado junto com Cristo. Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 19b-20a).

Para que eu seja filho de Deus e possa estar na vida eterna junto do Pai, como Jesus Cristo, é necessário que Ele mesmo viva em mim.

Mas a minha natureza faz-me rejeitar a cruz. Não é algo que me seja natural. Tal como Jesus Cristo, que estava junto de Deus, se aniquilou a si próprio para assumir a natureza humana, o caminho que me abriu foi o do aniquilamento da minha natureza, dos meus prazeres, das minhas vontades, para que seja o Pai a conduzir-me. É isto o carregar a cruz: levar a minha carne, os meus sentidos, as minhas vontades, as emoções, os medos, as angústias, o pecado, que me esmagariam se fosse sozinho, mas confiar-me ao Pai que tudo providencia e que faz o milagre diário de me manter vivo. Passa a ser Cristo ressuscitado a viver em mim.

Os frutos da cruz são imensos, tal como o grão de trigo que morre para que nasça uma espiga inteira. Os frutos da cruz vêm exclusivamente de Deus porque ninguém pode levar a cruz com as suas forças: é Deus que dá essa força. Por isso é também Deus quem faz nascer os frutos: uns 30, outros 60 e outros 100 (Mc 4,8). O motivo de glória de São Paulo não são os imensos frutos da sua evangelização, que pôde testemunhar em vida, mas sim a cruz de Cristo (Gl 6, 14).

A cruz é o mistério escondido, “tatuado” em cada cristão desde o seu baptismo, que Deus vai revelando a cada homem que o procura. Merece bem ser exaltada neste domingo não só a cruz de Jesus mas em particular a minha cruz, porque é ela que me põe em contacto directo com Deus, é ela que me salva. 

Zé Chambel Leitão



“O sonho missionário de chegar a todos”

Este número da nossa folha paroquial marca o início do novo ano pastoral e da longa caminhada sinodal que, como sabemos, tem como lema: “O sonho missionário de chegar a todos”. (Papa Francisco, Evangelii Gaudium nº 31).

Como referiu o Senhor Patriarca no passado dia 15 de Junho, dia da Igreja Diocesana, a caminhada sinodal “empenhará a todos até ao final de 2016”.

A palavra Sínodo tem origem no grego “synodos” e significa: caminho feito em conjunto. É um caminho de reflexão, avaliação, renovação, planeamento e programação, feito em conjunto, com a participação de todos.

A inspiração para a realização de um Sínodo em Lisboa nasce como acolhimento e resposta à Exortação Apostólica do Papa Francisco, “A Alegria do Evangelho”, um programa de missão geral e evangelizadora. A sua preparação envolve-nos a todos num processo de discernimento, purificação e reforma, que, como diz o Papa, “não pode deixar as coisas como estão”.

E, como que a preparar-nos para esta caminhada sinodal, na homilia da Missa celebrada na Capela de Santa Marta na passada Segunda-Feira, Festa da Natividade de Maria, o Papa Francisco desafia-nos a olhar para a história de Maria e a perguntarmo-nos se deixamos que Deus caminhe connosco. O Papa convida-nos a olharmos para Nossa Senhora e a colocarmos a nós próprios três questões: “Como caminho na minha história? Deixo que Deus caminhe comigo? Deixo que Deus tenha paciência comigo?”. E continua o Santo Padre: “Deus caminha connosco, porque Ele quer que todos nós cheguemos a ser conformes à imagem do Seu Filho”.

Uma passagem do Evangelho de Lucas narra-nos que Jesus desceu com os discípulos do monte e deteve-se num sítio plano, com uma grande multidão de pessoas. “Toda a multidão procurava tocar Jesus, porque saía d’Ele uma força que a todos sarava”. Esta passagem evangélica apresenta-nos um Jesus próximo das pessoas, um Jesus que se deixa tocar.

Comentando esta passagem evangélica, o Santo Padre diz: Jesus “não é um professor, um mestre, um místico … mas, ao contrário, é uma pessoa que está no meio do povo e se deixa tocar. … A proximidade de Deus ao seu povo é a proximidade de Jesus em relação às pessoas. Toda a multidão procurava tocá-lo, porque Ele emanava uma força que a todos curava”.

Se formos conformes à imagem de Jesus, “o sonho missionário de chegar a todos” tornar-se-á realidade.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Recolha do Contributo Penitencial

Como foi anunciado, nas Missas Vespertinas e Dominicais deste fim de semana está a ser recolhido o Contributo Penitencial que se destina a pagar as despesas relacionadas com o funcionamento da Paróquia. Apelamos à generosidade de todos os Paroquianos.

2.    Festa de Nossa Senhora das Dores

Na próxima Segunda-Feira, dia em que se celebra a Festa de Nossa Senhora das Dores, haverá Missa na Igreja de Leceia, às 18:30 horas

3.    Tomada de Posse do Padre José Luís como Pároco de Paço de Arcos

No dia 21 de Setembro, pelas 19:00 horas, vai decorrer, na Igreja de Paço de Arcos, a cerimónia da tomada de posse do Padre José Luís, como Pároco.

Todos estão convidados a participar na Missa da tomada de posse, que será presidida pelo Senhor D. Joaquim Mendes.

4.    Reunião do Plenário do Conselho Pastoral

No dia 28 de Setembro, pelas 20:30 horas, na Igreja Paroquial, haverá reunião do Plenário do Conselho Pastoral. Apelamos à presença de todos os Conselheiros.

5.    Informações relativas à Catequese

Início da Catequese

A Catequese vai ter início no fim de semana de 27 e 28 de Setembro.

No dia 27, terão catequese todas as crianças que, no ano passado, tinham catequese ao Sábado. No dia 28, terão catequese todas as crianças que, no ano passado, tinham catequese ao Domingo.

Inscrições das Crianças que vão frequentar a Catequese pela primeira vez

As inscrições das crianças que vão frequentar a catequese pela primeira vez já estão abertas. Podem ser feitas no Cartório Paroquial, durante o seu horário normal de funcionamento.

Quem não puder dirigir-se ao Cartório poderá fazer as inscrições, nos dias 20 e 21 de Setembro, antes e depois das Missas Vespertinas e Dominicais, em Barcarena, Queluz de Baixo e Tercena.

Reunião com as Coordenadoras da Catequese

A fim de se preparar o início da catequese, no próximo dia 18 de Setembro, pelas 21:00 horas, haverá, na Igreja Paroquial, uma reunião com as Coordenadoras da Catequese.


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