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Nº71- 06-07-2014

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Nº71 - 06-07-2014

NA BARCA DA FÉ

 

«PEQUENO»:  O ÚNICO TÍTULO RECONHECIDO NO CÉU

Nas assembleias litúrgicas, nas refeições comuns, nas viagens em caravana, durante as reuniões públicas, em todas as ocasiões, punha-se à sociedade judaica o problema de quem era o maior, de quem tinha direito à maior honra.

Nesta corrida aos primeiros lugares tinham sido envolvidos também os bem-aventurados do Céu – que eram catalogados em sete classes, estando os mártires em primeiro lugar – e o próprio Deus de Israel, que não podia ser menos do que as divindades orientais, gregas e egípcias, às quais era atribuído o título de “grande”. Por este motivo, Jetro proclamava: “O Senhor é maior que todos os deuses” (Ex 18, 11) e Moisés garantia aos israelitas: “O Senhor, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus supremo, o poderoso e temível”. (Dt 10, 17)

Nos últimos séculos antes de Cristo, as afirmações sobre a grandeza de Deus tinham multiplicado desmesuradamente. Ele era “o altíssimo, o infinitamente grande” (Est 12, 8); “o Senhor grande e glorioso, maravilhoso em poder e invencível” (Jt 16, 13) e esperava-se, consequentemente, uma manifestação do nosso grande Deus: “Aguardamos a gloriosa manifestação do nosso grande Deus”. (Tito, 2, 13)

Ele apareceu, em toda a Sua grandeza: uma criança débil, pobre, indefesa, “envolvida em panos” por uma mãe doce e extremosa, uma jovem de catorze anos. Foi apenas o início da sua manifestação, que culminou na cruz.

A partir daquele dia, inverteram-se todos os critérios de grandeza. Será?

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XIV DOMINGO do Tempo Comum

Zacarias 9,9-10; Salmo 145(144); Romanos 8,9.11-13; Mateus 11,25-30.

A primeira leitura e o evangelho deste Domingo são-me muito caros.                                          

É-me impossível não sentir o amor de Deus por mim nestas palavras dirigidas ao seu povo, do qual faço parte, não pelo sangue, mas pelo Espírito: «Exulta de alegria, filha de Sião, solta brados de júbilo, filha de Jerusalém. Eis o teu rei, justo e salvador, que vem ao teu encontro, humildemente montado num jumentinho, filho de uma jumenta.»  

Estas palavras acompanharam-me algumas vezes na minha vida e, fixada no deslumbre da primeira parte, nem sempre reconheci o significado da segunda.

A Beata Teresa de Calcutá entendeu-as bem. Quando lhe perguntaram se não ficava vaidosa com os aplausos da multidão que a recebia, respondeu que não, bastava-lhe lembrar o Domingo de Ramos: a aclamação era para Jesus, ela era apenas o jumentinho que o transportava.

Por outro lado, cada vez que escuto as palavras de Jesus neste evangelho penso que está a falar directamente para mim: «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve».

No entanto, como diz o Papa Francisco, Deus surpreende-nos constantemente, e este descanso do (e no) Espírito não é o descanso da carne, utilizando a expressão de S. Paulo. De modo algum é o descanso do sofá, da ausência de preocupações, de sofrimentos. É o descanso apesar do (sempre subjectivo) pouco tempo no sofá, apesar das preocupações e apesar dos sofrimentos.

É um descanso que abala as seguranças, que desinstala, que implica uma confiança Nele para receber de graça muito mais do que podemos almejar.

Numa manhã de 2008, depois de ler estas palavras do evangelho, ia para o trabalho a pensar naquilo que Deus me reservaria para esse dia, a mim que tanto ansiava por repouso. Nisto recebo uma mensagem: “Queres ir a Sidney ao encontro dos jovens com o Santo Padre?” Fiquei desconcertada! Era este o descanso prometido? Ir para o outro lado do mundo arriscando deixar os meus doentes? Mais de 20 horas de avião, noites mal dormidas, caminhadas carregada com mochilas às costas … Não, devia ser engano. Mas na Austrália estava Quem dizia: Exulta de alegria, filha de Sião … Depois de alguma oração e mais umas pistas de Deus, refreei os meus medos e ansiedades e arrisquei. Recebi muito mais do que podia esperar! Como diz o salmista de hoje, o Senhor é bom para com todos, a sua misericórdia se estende a todas as criaturas. Aquela peregrinação foi uma autêntica exultação e um balão de oxigénio para os tempos que se seguiram.

E para além do impacto que teve na minha vida de então, este pequeno episódio deu-me segurança para arriscar outras vezes em acontecimento diferentes, porque se é Deus quem chama, todos os impossíveis se transformam em obstáculos sem importância, assim dê ouvidos ao seu Espírito.

Filipa Aguiar Ferreira



Deus, um Pai terno que nos ama e nos leva pela mão!

“Deus é um Pai que nos ama ternamente. Ele dá-nos a graça e a alegria de celebrarmos no coração do Seu Filho as grandes obras do Seu amor”, afirmou o Papa Francisco no passado dia 27 de Junho (dia da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus).

Na sua meditação, o Santo Padre salientou dois traços característicos do amor:

“Primeiro, o amor está mais no dar do que no receber;

Segundo, o amor está mais nas obras do que nas palavras”.

E continua o Papa: “Temos um Deus apaixonado por nós, que nos acaricia ternamente e nos acalenta como faz um pai com o seu filho. … Ele procura-nos, espera-nos e ensina-nos a ser ‘crianças’, porque o amor consiste mais em dar que receber, mais nas obras do que nas palavras”.

Amor foi a palavra-chave escolhida pelo Papa Francisco para exprimir o significado profundo da festa do Sagrado Coração de Jesus.

E frisou: “Hoje é a festa do amor de Deus, de Jesus Cristo. É a festa do amor de Deus por nós, do amor de Deus em nós”.

Mas, como ensinou o Santo Padre, “para compreender o amor de Deus é necessária a inocência de coração”. O próprio Jesus o afirmou claramente: “Se não vos tornardes como crianças não entrareis no reino dos céus”. Eis então o caminho justo: “Tornarmo-nos crianças, porque só na inocência, no abaixamento, podemos receber o amor de Deus”.

Se nos sentimos fortes e importantes nunca faremos, como disse o Papa Francisco “a experiência das carícias tão boas do Senhor”.

Eis o “convite” do Santo Padre a cada um de nós: Pedir ao Senhor que dê a todos os cristãos a graça “de termos paz através do amor que se comunica, do amor que nos dá a alegria e nos conduz pelos caminhos da vida como crianças, de mãos dadas”.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Missa Solene em honra de S. Bento – Padroeiro da Comunidade de Valejas

Na próxima Sexta-Feira, dia 11 de Julho, às 21:00 horas, haverá, na Igreja de Valejas, Missa Solene em honra de S. Bento.

2.    Reunião do Plenário do Conselho Pastoral

No próximo Domingo, dia 13 de Julho, às 20:30 horas, na Igreja Paroquial, haverá uma Reunião do Plenário do Conselho Pastoral.

3.    Férias de Verão do Pároco e do Diácono

O Pároco estará de férias entre 1 e 17 de Agosto. Durante este período, o serviço à Paróquia será assegurado pelo Diácono. O Diácono estará de férias entre 18 e 31 de Agosto. Durante este período, o serviço à Paróquia será assegurado pelo Pároco.

4.    Alterações ao horário das Celebrações da Missa durante o Verão

Igreja Paroquial (Barcarena) – Durante o mês de Agosto, as Missas Feriais (Terça e Quinta-Feira), às 19:00 horas, serão canceladas.

Igreja de Leceia – Durante os meses de Julho e Agosto, a Missa às 9:30 horas de Sábado será cancelada.

Igreja de Tercena – Durante o mês de Agosto, as Missas Feriais (Terça a Sexta-Feira), às 9:30 horas, e a Missa Vespertina de Sábado, às 19:00 horas, serão canceladas.

Igreja de Queluz de Baixo – Durante o mês de Agosto, as Missas Feriais (Quarta e Sexta-Feira), às 19:00 horas, e a Missa Vespertina de Sábado, às 19:15 horas, serão canceladas.

Igreja de Valejas – Devido às férias do Pe António, a partir deste Domingo, dia 6 de Julho, deixará de haver a Missa Dominical das 10:30 horas. Recomeçará em Setembro, em data a anunciar.

5.    Festa de Santo António – Prestação de Contas

O total das ofertas recolhidas durante a Festa de Santo António (Ofertórios das Missas e Caixa de Esmolas) foi de 300,00 €. Essa verba foi entregue no Centro Social e Paroquial para fazer parte do Fundo Pe Carlos Furtado (fundo de apoio a famílias carenciadas).

6.    Festa de Santo António – Agradecimento à Padaria Caruço

A Paróquia de S. Pedro de Barcarena, em particular a Comunidade de Tercena, agredecem à Gerência da Padaria Caruço a oferta do pão  que foi oferecido aos fiéis durante as Missas em honra de Santo António.


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