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Nº70- 29-06-2014

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Nº70 - 29-06-2014

NA BARCA DA FÉ

 

PEDRO E PAULO, TESTEMUNHAS DO EVANGELHO

Acreditar em Jesus significa ter entendido quem Ele é, dar-se conta de qual é a Sua proposta de vida e confiar n’Ele. Hoje são-nos apresentadas as figuras de dois discípulos que, por caminhos diversos, e muito lentamente, acreditaram e conformaram a sua vida segundo os ensinamentos do Mestre.

Pedro encontrou Jesus pela primeira vez ao longo do lago da Galileia. No início, sabe apenas que é um carpinteiro vindo de Nazaré, aos poucos acaba por ir percebendo que tem a ver com um grande profetas e, por fim, em Cesareia de Filipe reconhece-O como “o Messias, o Filho do Deus vivo.” (Mt 16 13-19)

Lindas palavras as suas, mas Pedro na sua mente e no seu coração continua a cultivar os seus sonhos, que não coincidem exactamente com aqueles do Messias de Deus. Jesus diz que ele é “pedra da Sua Igreja”, mas logo a seguir define-o como “pedra de escândalo”, porque não pensa segundo Deus, mas segundo os homens.

Pedro não entende. Entenderá mais tarde, depois da Páscoa, o conteúdo da profissão de fé que “o Pai que está nos céus” o levou a pronunciar.

Paulo chega a Jesus por caminho diverso. Conhece-O antes como um adversário a combater, como Aquele que destrói as esperanças messiânicas do seu povo, como um blasfemo que anuncia um Deus diferente daquele que anunciavam os mestres de Israel. Um dia é investido por uma luz do alto e compreende: Jesus, o Crucificado é o Messias de Deus.

A partir daquele momento, o que antes era para Paulo um tesouro, em confronto com Cristo, torna-se lixo. (Filip 3, 7-8)

Cada um(a) de nós vai chegando ao Mestre por caminhos diferentes. O importante é que a meta seja a mesma: a Profissão de Fé com tudo o que ela implica.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XIII DOMINGO DO TEMPO COMUM SOLENIDADE DE S. PEDRO E S. PAULO

Atos 12,1-11; Salmo 33 (34); 2 Timóteo 4,6-8.17-18; Mateus 16,13-19

Ao ler as leituras deste domingo detenho-me logo nas primeiras linhas da primeira leitura: “Naqueles dias, o rei Herodes começou a maltratar alguns membros da Igreja (…) ao ver que assim agradava aos Judeus, mandou, além disto, prender também a Pedro.”. Esta frase podia ter sido escrita hoje. Um governante (neste caso o rei Herodes) que faz o que é ilícito para agradar a um grupo dominante (neste caso os Judeus). Logo isto me faz pensar como eu também faço parte de muitos grupos dominantes que cala muitas injustiças. Faço parte do grupo dos Oeirenses que não querem invasões de outros concelhos. Faço parte do grupo dos Portugueses que não querem invasões de pessoas de outras terras. Faço parte do mundo ocidental que quer manter a paz no seu território muitas vezes à custa de guerras noutras partes.

O Senhor convida-me a romper com as injustiças dos grupos a que pertenço. Ele é um Deus justo que não pode compactuar com a injustiça. Mas tal como diz a primeira leitura Deus não me deixa só nesta imensa tarefa, muito superior às minhas forças. Envia-me um anjo (à semelhança do que fez com Pedro) que me solta das amarras da minha injustiça e do meu pecado. Esse anjo é a Igreja, que me alimenta, fortalece e prepara para a vida eterna. Esta Igreja é que permite, tal como diz São Paulo na segunda leitura, que “por meu intermédio, a mensagem do Evangelho fosse plenamente proclamada”.

Apesar de tudo isto confesso que estou cansado. Foi um longo ano cheio de injustiças a nível pessoal, nacional e mundial. Alegra-me contudo as palavras do Evangelho: “Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja, e as forças do Inferno não levarão a melhor contra ela.”. Este Pedro não sou eu, mas é um Pedro como eu, pois negou a Cristo (tal como faço tantas vezes ao dia). Este Pedro apoiou-se na Igreja para se encontrar com Cristo. Eu tenho de fazer o mesmo!

Pedro Chambel Leitão



O Sonho Missionário de Chegar a Todos!

O Domingo da Santíssima Trindade (15 de Junho de 2014, Dia da Igreja Diocesana do Patriarcado de Lisboa), foi a data escolhida para marcar o início da caminhada sinodal que terá como lema: “O sonho missionário de chegar a todos” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium nº 31).

Será uma caminhada que, como referiu o Senhor Patriarca, “empenhará a todos até ao final de 2016”.

O que é um Sínodo?

A palavra tem origem no grego “synodos” e significa: caminho feito em conjunto.

O Sínodo Diocesano é uma assembleia que reúne leigos, consagrados e sacerdotes, escolhidos para auxiliar o Bispo Diocesano no exercício da sua função, para o bem de toda a comunidade cristã. É um caminho de reflexão, avaliação, renovação, planeamento e programação, feito em conjunto, com a participação de todos.

O porquê de um Sínodo?

A inspiração para a realização de um Sínodo em Lisboa nasce como acolhimento e resposta à Exortação Apostólica do Papa Francisco, “A Alegria do Evangelho”, um programa de missão geral e evangelizadora …

O Sínodo acontece no contexto da celebração dos três séculos sobre a qualificação patriarcal de Lisboa … A sua preparação envolve-nos a todos num processo de discernimento, purificação e reforma, que, como diz o Papa, “não pode deixar as coisas como estão”.

O que se pretende?

Tempo de oração: o “segredo” para que o Sínodo seja um autêntico evento de graça para a Igreja de Lisboa é a oração …

Tempo de formação, reflexão e partilha: a partir de “A Alegria do Evangelho”, a Igreja de Lisboa é chamada a perscrutar os desafios pastorais actuais para que, em escuta e resposta à Palavra de Deus, à Igreja e ao Mundo, possa ser fiel, credível e próxima, hoje. 

Tempo de ensaio de iniciativas pastorais de âmbito missionário: “Ensaio de modos e meios de projecção missionária de cada comunidade (paróquias, institutos, famílias e todas as formas agregativas da vida cristã), local a local, ambiente a ambiente, processo a processo”. (D. Manuel Clemente, homilia da Missa Crismal, 2014).

Texto adaptado do “site” do Patriarcado de Lisboa

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Peregrinação a Fátima – Dia 5 de Julho

No próximo Sábado, dia 5 de Julho, realizaremos a Peregrinação da nossa Paróquia ao Santuário de Fátima. Nas diferentes Comunidades, o horário de partida será às 7:00 horas. Tal como nos anos passados, todas as camionetas seguirão para Queluz de Baixo, de onde partiremos (todos juntos) às 7:30 horas.

Devido à Peregrinação a Fátima, não haverá a Missa das 9:30 horas, em Leceia e as Missas Vespertinas das 19:00 horas, em Tercena, e das 19:15 horas, em Queluz de Baixo.

2.    Missa Solene em hora de S. Bento – Padroeiro da Comunidade de Valejas

No dia 11 de Julho (Sexta-Feira), a Igreja celebra a Festa de S. Bento.

Nesse dia, às 21:00 horas, haverá, na Igreja de Valejas, Missa Solene em honra de S. Bento, Padroeiro daquela Comunidade.

3.    Reunião do Plenário do Conselho Pastoral

Domingo, dia 13 de Julho, às 20:30 horas, na Igreja Paroquial, haverá uma Reunião do Plenário do Conselho Pastoral.

4.    Férias de Verão do Pároco e do Diácono

O Pároco estará de férias entre 1 e 17 de Agosto. Durante este período, o serviço à Paróquia será assegurado pelo Diácono. O Diácono estará de férias entre 18 e 31 de Agosto. Durante este período, o serviço à Paróquia será assegurado pelo Pároco.

5.    Alterações ao horário das Celebrações

Leceia – Durante os meses de Julho e Agosto a Missa às 9:30 horas de Sábado será cancelada.

Valejas – Devido às férias do Pe António, a partir de Domingo, dia 6 de Julho, deixará de haver a Missa Dominical das 10:30 horas. Recomeçará em Setembro, em data a anunciar.

6.    Apresentação de Contas da Festa em honra de Nossa Senhora de Fátima (Queluz de Baixo)

O total das verbas entradas para a realização da Festa em honra de Nossa Senhora de Fátima foi de 5203,70 € (cinco mil duzentos e três euros e setenta cêntimos). O total das despesas foi de 2333,74 € (dois mil trezentos e trinta e três euros e setenta e quatro cêntimos).
Assim, registou-se um lucro de 2869,96 € (dois mil oitocentos e sessenta e nove euros e noventa e seis cêntimos), verba que foi repartida em partes iguais pelo Fundo Paroquial e pelo Centro Social e Paroquial.


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