Nº69 - 22-06-2014

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Nº69 - 22-06-2014

NA BARCA DA FÉ

 

PÃO PARA OS NOSSOS DIAS E ALIMENTO PARA A VIDA ETERNA

Quando entramos num edifício, damo-nos imediatamente conta da função a que é destinado. Uma sala de aula está mobilada de forma diferente de uma enfermaria, e uma discoteca de uma oficina. É fácil reconhecer uma igreja: os altares e o sacrário para guardar a Eucaristia, as pinturas e as imagens de santos, o baptistério, os utensílios sagrados, todos estes elementos permitem identificar imediatamente o ambiente dedicado à oração, ao culto e às práticas devocionais.

Mas nem sempre a estrutura arquitectónica e a decoração excessiva de algumas das nossas igrejas dão a ideia do lugar onde a comunidade se reúne para ser nutrida pela dupla refeição da palavra e do pão.

Porém, esta mensagem é imediatamente entendida por quem entra nas capelas que se usam nas florestas africanas: cabanas vazias, troncos que servem como bancos, dispostos em círculo para favorecer a unidade da assembleia e fazer com que os participantes se olhem nos olhos e não estejam virados de costas uns para os outros; no centro é posto o altar: uma mesa, sem dúvida a melhor da aldeia mas simples e pobre, e sobre o altar uma estante, com o lecionário aberto nas leituras do dia. Mais nada.

Assim são representados, de uma forma inequívoca, os dois pães, ou, se preferirmos, o único pão em duas formas, ou a dupla mesa.

São estes os sinais: o altar da Eucaristia, o lecionário da Palavra.

O Concílio Vaticano II assim o recorda: “A Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor, não deixando jamais, sobretudo na Sagrada Liturgia, de tomar e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer da mesa da Palavra de Deus quer do Corpo de Cristo.” (DV 21)

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO XII DO TEMPO COMUM - SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO

Deut 8, 2-3. 14b-16a; Sal 147, 12-13. 14-15. 19-20; 1 Cor 10, 16-17; Ev - Jo 6, 51-58

Aos olhos do mundo o que Deus oferece não é concreto, não é palpável. Tal como parece, nos dias de hoje, arcaico, aos olhos do mundo, as crianças fazerem a primeira comunhão, também no tempo de Moisés deve ter parecido estranho, aos povos que viviam na região do antigo Egipto, que o povo Judeu decidisse ir viver de forma errante no deserto. Um povo inteiro, por causa de um Deus (desconhecido,) voltou as costas a uma vida estável e previsível, ou seja, uma vida onde podiam contar com cebolas para comer, tijolos para fazer e as ordens dos Egípcios para cumprir “...foi Ele quem te fez sair da terra do Egipto dessa casa de escravidão.“ (Deut 8,14). O povo Judeu optou por seguir Deus e assim aceitou viver livre na precariedade e na imprevisibilidade “O Senhor humilhou-te e fez-te passar fome, deu-te de comer o maná, que não conhecias, nem teus antepassados haviam conhecido.” (Deut 8,3).

Deus convida-me neste Domingo a aceitar as dificuldades que surgem na minha vida e não a fugir delas. As leituras mostram-me que estas dificuldades são algo normal na vida de pobres e de ricos e que Deus se serve delas para eu me dar conta da minha debilidade e da necessidade que tenho de me agarrar a Ele “...Deus te fez percorrer, durante quarenta anos no deserto. Foi para te humilhar e te pôr à prova, para saber o que havia no teu coração, se guardarias ou não os Seus mandamentos.” (Deut 8,2).

A ideia de uma pessoa ter necessidade de se agarrar a Deus para ultrapassar as dificuldades da vida é algo que não faz sentido para os sábios deste mundo. Deus, através de Cristo, na sua infinita criatividade, permitiu que alguns homens se agarrassem a Ele literalmente a pedir ajuda. Deus não se ficou pelo simples agarrar, para nos fazer lembrar da importância de estarmos próximos Dele, criou nos Cristãos a necessidade de regularmente comer o Seu corpo e beber o Seu sangue ”«Eu sou o Pão vivo que desceu do Céu. Quem comer desse Pão viverá eternamente. E o Pão que Eu hei-de dar é a Minha Carne, que Eu darei pela vida do mundo.» Os Judeus discutiam entre si: «Como pode Ele dar-nos a sua Carne a comer?» Jesus então declarou-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a Carne do Filho do homem e não beberdes o Seu Sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue tem a vida eterna e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia.” (Jo 6, 51-54).

Paulo Chambel Leitão



Jesus indica-nos três “critérios” para superar os conflitos:

Realismo, Verdade/Coerência e Filiação

Neste número da nossa Folha Paroquial, retomo os “desafios” lançados pelo Papa Francisco nas Homilias da Missa que, diariamente, celebra na Capela de Santa Marta.

Comentando a passagem do Evangelho de S. Mateus (Mt 5, 20-26), o Santo Padre disse: “Jesus indica-nos três “critérios” para superar os conflitos: Realismo, Coerência e Filiação. … Para praticar a justiça, vivendo o mandamento do amor, é preciso ser Realistas, Coerentes e reconhecer-se Filhos do mesmo Pai e, por conseguinte, Irmãos”.

Naquela passagem do Evangelho, “Jesus diz-nos como deve ser o amor entre nós. Jesus diz-nos para amar o próximo, não como os fariseus, que não eram coerentes, cuja atitude não era amor mas indiferença”.

“Um primeiro critério - diz o Papa Francisco - Realismo. Se tens alguma coisa contra outra pessoa que não podes resolver, chega, pelo menos, a um acordo. Faz um acordo com o teu adversário enquanto estás em caminho. Não será o ideal, mas o acordo é uma coisa boa. É realismo.”

“Um segundo critério que Jesus nos aponta – continuou o Santo Padre – é o caminho da verdade. Existe o mandamento de não matar. Mas falar mal do próximo também mata … Não tens a coragem de o matar …, mas matas de outra forma, com os mexericos, com as calúnias, com a difamação”.

“Um terceiro critério é o da filiação, ou seja, o outro é nosso irmão, é filho do mesmo Pai e não posso falar com o Pai se não estou em paz com o meu Irmão. O Senhor recomenda: Não fales com o Pai se não estiveres em paz com o teu irmão ou, pelo menos, em acordo”.

No Evangelho de Mateus Jesus diz-nos: Se fores apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, volta para apresentar a tua oferta. Com o teu adversário mostra-te conciliador, enquanto caminhardes juntos”. (Mt 5, 23-25)

E o Papa Francisco sintetiza: “Três critérios: Realismo. Coerência, isto é, não matar, nem sequer insultar, porque quem insulta assassina, mata. Filiação, ou seja, não se pode falar com o Pai se não posso falar com o meu Irmão”.

“Este não é um programa fácil! - diz o Santo Padre - Mas é o caminho que Jesus nos indica para ir em frente. Peçamos-Lhe a graça de poder ir em frente, em paz entre nós, nem que seja com acordos, mas sempre com coerência e com espírito de filiação”.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Procissão do Corpo de Deus - LIsboa

O nosso Patriarca convida-nos a viver, com particular “intensidade”, a Solenidade do Corpo de Deus, que ocorre no próximo Domingo, dia 22 de Junho.

O programa do Patriarcado é o seguinte:

11:30 horas – Missa, na Sé Patriarcal

13:00 às 16:00 horas – Adoração ao Santíssimo, na Sé Patriarcal

17:00 horas – Saída da Procissão, na Sé Patriarcal.

18:30 horas – Bênção Do Santíssimo Sacramento, espaço exterior junto à Sé Patriarcal.

2.    Sacramento do Crisma

A Administração do Sacramento do Crisma na nossa Paróquia será no próximo Sábado, dia 28 de Junho, às 16:00 horas, na Igreja Paroquial.

As Confissões de preparação para o Crisma (Crismandos, Pais e Padrinhos) são no dia 27 de Junho (Sexta-Feira), às 21:30 horas, na Igreja Paroquial.

3.    Dia 29 de Junho (Solenidade de S. Pedro e S. Paulo) – Festa do Padroeiro

No próximo Domingo, dia 29 de Junho, celebraremos a Festa do Padroeiro da nossa Paróquia, o Apóstolo S. Pedro.

Convidamos todos os Paroquianos e, especialmente, todos os Grupos Paroquiais a participarem na Missa Solene em honra de S. Pedro, que terá lugar, às 12:00 horas, na Igreja Paroquial.

Durante a Missa faremos a Consagração da Nossa Paróquia ao seu Padroeiro.

Gostaríamos que todos os Grupos Corais Paroquiais se juntassem para preparar os cânticos e “animar” a Missa Solene.

4.    Ordenações de Presbíteros

No dia 29 de Junho, às 16:00 horas, na Igreja dos Jerónimos, o Senhor Patriarca ordenará novos Presbíteros para o Patriarcado de Lisboa.

5.    Peregrinação a Fátima – Dia 5 de Julho

Estão abertas as inscrições. Para se inscrever, contacte: Barcarena – Margarida Fonseca; Leceia – D. Fernanda; Queluz de Baixo – Fátima e Maria; Tercena – Joaquim Peres;  Valejas – Paula.

Os preços são os seguintes: Adultos – 10 €; Crianças (até aos 10 anos) – 7 €

No dia 5 de Julho, devido à Peregrinação a Fátima, não haverá Missa às 9:30 horas, em Leceia, às 19:00 horas, em Tercena, e às 19:15 horas, em Queluz de Baixo.

6.    Reunião do Plenário do Conselho Pastoral

Domingo, dia 13 de Julho, às 20:30 horas, na Igreja Paroquial, haverá uma Reunião do Plenário do Conselho Pastoral.


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