Nº68 - 15-06-2014

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Nº68 - 15-06-2014

NA BARCA DA FÉ

 

EM QUE DEUS ACREDITAS?

Não é suficiente acreditar em Deus! Convém verificar em que Deus se acredita.

Os muçulmanos professam a sua fé em Alá, o criador do céu e da terra, aquele que governa do alto, que estabeleceu prescrições justas e proibições santas, e está atento de modo a premiar quem as observa e a punir os transgressores. Não concebem que Alá se abaixe ao nível das pessoas e que possa descer para as encontrar e dialogar com elas. É este o Deus em que acreditamos?

Em certas tribos africanas, invoca-se Deus somente no período da seca, porque se considera que a chuva depende dele, enquanto que para outras necessidades recorre-se aos antepassados. Não está sequer em questão se Deus se interessa pelas doenças, pelas desgraças, pelas colheitas dos campos, pelas coisas dos homens. Será talvez este o nosso Deus?

A estas perguntas damos certamente respostas negativas. Mas talvez seja bom colocar-se as seguintes questões: que imagem de Deus se esconde por detrás da convicção, ainda muito difundida, de que, no dia do juízo, o Senhor avaliará com severidade a vida de cada pessoa? A quem recorrem habitualmente os cristãos, nos momentos difíceis, para pedirem graças? Temos que o reconhecer: adoramos um Deus que conserva ainda muitas das características das divindades pagãs, susceptíveis, severas, distantes.

A festa da Santíssima Trindade, que hoje celebramos, – introduzida já muito tarde no calendário litúrgico (por volta do ano 1350) – oferece a oportunidade, através da reflexão da Palavra de Deus, de purificar a imagem que fazemos dEle, e de descobrir os lineamentos novos e surpreendentes do Seu Rosto.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - Domingo da Santíssima Trindade

Ex 34, 4b-6, 8-9; Dan 3, 52,53-54,55acd-56; 2 Cor 13, 11-13; Jo 3, 16-18

Como encontrar a Santíssima Trindade nas leituras deste domingo? Em todas as leituras. É que isso ajuda-me a entrar neste mistério do Deus que é um e três ao mesmo tempo. A fazer de situações em que invoco a Santíssima Trindade (como quando faço sobre mim o sinal da cruz ou rezo o Glória) uma ocasião de reviver as escrituras.

Que Deus Pai está no diálogo com Moisés, na leitura do Êxodo, é fácil de compreender.

Jesus Cristo disse um dia aos judeus, que tinham (e têm) o excelente hábito de perscrutar as escrituras, que as ditas escrituras falam d’Ele. Todo o Antigo Testamento fala de Cristo. Moisés é desde logo uma imagem de Cristo, reforçada aqui com o diálogo direto com Deus Pai. É o intercessor pelo seu povo. Deus é relação e que melhor forma de entender essa relação que com o diálogo? É o que melhor nos põe em relação com os outros. Mais ainda com a certeza de que “Vós perdoareis os nossos pecados e iniquidades e fareis de nós a vossa herança”. Deus perdoará os pecados do povo e o povo será a herança de Deus. Em Cristo Deus mostrou como perdoa. A maior transgressão do povo (matar o Filho) foi perdoada para que nos tornássemos seus filhos adotivos, a sua herança. O povo somos nós os cristãos.

E o Espírito Santo? Onde está nesta leitura do livro do Êxodo? São Paulo diz que “ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo”. Os Apóstolos, depois da ressurreição, no Pentecostes, experimentaram que é o Espírito que nos envia a anunciar o evangelho, a falar em nome de Deus. “O próprio Espírito se une ao nosso espírito para atestar que somos filhos de Deus”. Assim, Moisés não poderia ter aquele diálogo com Deus se não tivesse o Espírito Santo com ele. Não poderia anunciar ao povo a vontade de Deus se o Espírito não estivesse nele.

Na 2ª Carta aos Coríntios São Paulo, que experimentou de forma profundamente existencial toda esta realidade, é ainda mais claro: “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco”. Porque gratuitamente o Pai nos deu o seu Filho para nos fazer seus filhos, para nos mostrar o que é o verdadeiro amor ao próximo, o que é construir a paz. Porque é o Espírito Santo que nos dá sentimentos de paz e concórdia uns para com os outros, nos faz falar a língua do outro.

O texto do Evangelho é o final do encontro de Jesus com Nicodemos em que Jesus explica que é necessário nascer de novo, em que explica a sua missão de nos abrir um caminho para o Céu. Como? Através do Baptismo, que se faz sempre em nome da Santíssima Trindade, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

José Chambel Leitão



“Cristo Vivo no Coração da Cidade”

Celebração do Corpo de Deus – 22 de Junho de 2014

Nestes tempos, todos os Cristãos do Patriarcado de Lisboa são chamados a expressar e a intensificar as suas vivências de fidelidade, testemunho e confiança no Senhor.

O nosso Patriarca convida-nos a viver, com particular “intensidade”, a Solenidade do Corpo de Deus, que ocorre no próximo Domingo, dia 22 de Junho.

Esta Festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo terá uma dimensão alargada, ao nível de toda a Diocese de Lisboa, que, nesse dia, é convidada a fazer-se presente no “coração da Cidade”.

Convidamos todos os Paroquianos de Barcarena a participar nas Celebrações, que serão presididas pelo Senhor Cardeal-Patriarca, particularmente, na Procissão Eucarística, a qual é uma manifestação pública digna e interpelante.

Com intenso regozijo apelamos ao habitual empenho e presença dos Acólitos, como expressão do Amor e Serviço ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

Com intenso regozijo apelamos ao empenho e presença dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão nesta Festa, como carisma e devoção ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

O programa do Patriarcado é o seguinte:

11:30 horas – Missa, na Sé Patriarcal

13:00 às 16:00 horas – Adoração ao Santíssimo, na Sé Patriarcal

17:00 horas – Saída da Procissão, na Sé Patriarcal.

18:30 horas – Bênção Do Santíssimo Sacramento, Espaço exterior junto à Sé Patriarcal.

Apelamos ainda a que cada Cristão da nossa Paróquia “encontre” um tempo de adoração diante do Santíssimo Sacramento para agradecer a presença de Cristo vivo, que continuamente anima a Sua Igreja e nos impele ao testemunho.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Dia da Igreja Diocesana (Igreja da Boa Nova – Estoril)

Neste Domingo, dia 15 de Junho, o Patriarcado de Lisboa vai celebrar o Dia da Igreja Diocesana. O programa da manhã (9:30 às 12:30 horas) é sobretudo destinado a Colaboradores dos Centros Sociais e Paroquiais e Agentes da Pastoral Sócio-Caritativa. O programa da tarde destina-se a todos os Cristãos do Patriarcado de Lisboa. No programa da tarde, que começa às 14:30 horas, o Senhor Patriarca apresentará as linhas “mestras” do Sínodo Diocesano. Pelas 16:30 horas, o Senhor Patriarca presidirá à Missa de encerramento do Dia da Igreja Diocesana.

2.    Primeira Comunhão

A Festa da Primeira Comunhão será no dia 22 de Junho (Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo), às 11:00 horas, na Igreja Paroquial.

As crianças terão de estar na Igreja Paroquial às 10:30 horas.

3.    Sacramento do Crisma

O Sacramento do Crisma está marcado para o dia 28 de Junho, às 16:00 horas, na Igreja Paroquial.

No dia 20 de Junho (6ª Feira), às 21:00 horas, na Igreja Paroquial, terá lugar uma reunião do Senhor Bispo com os Crismandos. Os Padrinhos estão também convidados a participar neste encontro.

As Confissões de preparação para o Crisma (Crismandos, Pais e Padrinhos) são no dia 27 de Junho (Sexta-Feira), às 21:30 horas, na Igreja Paroquial.

4.    Dia 29 de Junho (Solenidade de S. Pedro e S. Paulo) – Festa do nosso Padroeiro

No dia 29 de Junho celebraremos a Festa do Padroeiro da nossa Paróquia, o Apóstolo S. Pedro.

Convidamos todos os Paroquianos e, especialmente, todos os Grupos Paroquiais a participarem na Missa Solene em honra de S. Pedro, que terá lugar, às 12:00 horas, na Igreja Paroquial. Durante a Missa faremos a Consagração da Nossa Paróquia ao seu Padroeiro.

Gostaríamos que todos os Grupos Corais Paroquiais se juntassem para preparar os cânticos e “animar” a Missa Solene.

5.    Ordenações de Presbíteros

No dia 29 de Junho, às 16:00 horas, na Igreja dos Jerónimos, o Senhor Patriarca ordenará os novos Presbíteros para o Patriarcado de Lisboa.

6.    Peregrinação a Fátima – Dia 5 de Julho

Estão abertas as inscrições. Para se inscrever, contacte: Barcarena – Margarida Fonseca; Leceia – D. Fernanda; Queluz de Baixo – Fátima e Maria; Tercena – Joaquim Peres;  Valejas – Paula.

Os preços são os seguintes: Adultos – 10 €; Crianças (até aos 10 anos) – 7 €



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