Nº67 - 08-06-2014

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Nº67 - 08-06-2014

NA BARCA DA FÉ

 

O ESPÍRITO: TODO O PRODÍGIO É POSSÍVEL

Os fenómenos naturais que mais impressionam a fantasia do homem – o fogo, o relâmpago, o furacão, o terramoto, os trovões (Ex 19, 16-19) – são usados na Bíblia para contar as manifestações de Deus.

Também para apresentar a efusão do Espírito do Senhor, os autores sagrados recorrem a imagens. Disseram que o Senhor é sopro de vida (Gén 2, 7), chuva que rega e transforma o deserto num jardim (Is 32, 15; 44, 3), força que dá de novo a vida (Ez 37, 1-14), ribombo do céu, vento que desce impetuoso, fragor, línguas à maneira de fogo (Act 2, 1-3). São todas imagens vigorosas que sugerem a ideia de uma imensa explosão de força.

Onde chega o Espírito acontecem sempre perturbações e transformações radicais: caem barreiras, abrem-se portas, tremem todas as torres construídas pelas mãos do homem e projectadas pela “sabedoria deste mundo”, desaparece o medo, a passividade, o quietismo, desenvolvem-se iniciativas e fazem-se escolhas corajosas.

Quem anda insatisfeito e aspira à renovação do mundo e da pessoa pode contar com o Espírito: nada resiste à Sua força.

Um dia, o profeta Jeremias questionou-se desencorajado: “Pode um etíope mudar a sua própria cor ou um leopardo as pintas da sua pele? E vós, como poderíeis praticar o bem, se fostes instruídos na maldade?” (Jer 13, 23). Sim, pode-se responder, todo o prodígio é possível onde irrompe o Espírito de Deus.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - VIII Domingo da Páscoa – Solenidade de Pentecostes - Ano A

Missa da Vigília: Gen 11, 1-9; Ex 19, 3-8a.16-20b; Ez 37, 1-14; Joel 3, 1-5; Rom 8, 22-27; Jo 7, 37-39

Missa do dia: Actos dos Apóstolos 2, 1-11; Salmo 103;  1ªCoríntios  12, 3b-7.12-13; Ev. S. João 20, 19-23

A Festa de Pentecostes faz-me um convite a viver e a celebrar, através da escuta da Palavra de Deus, todos os aspectos da vinda do Espírito Santo, do Espírito de Deus que se manifesta de diversas formas...

De todas as leituras, a que me desperta mais a atenção e que me toca especialmente é a primeira:

“Quando chegou o dia de Pentecostes, os Apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar. Subitamente, fez-se ouvir, vindo do Céu, um rumor semelhante a forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde se encontravam. Viram então aparecer uma espécie de línguas de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem. Residiam em Jerusalém judeus piedosos, procedentes de todas as nações que há debaixo do céu. Ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se e ficou muito admirada, pois cada qual os ouvia falar na sua própria língua. Atónitos e maravilhados, diziam: «Não são todos galileus os que estão a falar? Então, como é que os ouve cada um de nós falar na sua própria língua? Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egipto e das regiões da Líbia, vizinha de Cirene, colonos de Roma, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, ouvimo-los proclamar nas nossas línguas as maravilhas de Deus».”

Sempre me questionei sobre esta descrição “espécie de línguas de fogo”. À parte do facto do autor ter recorrido a esta representação como símbolo ou como uma metáfora, sempre me marcou a imagem da língua de fogo. Lembro-me de há vinte anos, quando estava a preparar-me para o sacramento do Crisma, ter recebido uma língua de fogo pequenina, desenhada e pintada em papel, que ainda guardo.

Esta língua que é Espírito, que é Palavra, faz-me despertar com o seu rumor forte, deste adormecimento em que me encontro, numa “vidinha” cómoda que o mundo me oferece e eu desejo. Esta língua de fogo lembra-me que o Espírito Santo já desceu sobre mim no meu Baptismo e que tem o poder de agora me tirar desta vida limitada, pois o que Deus tem reservado para mim é a vida plena, a Vida Eterna já a começar neste mundo. Esta língua de fogo lembra-me que o próprio Senhor precisa da minha língua para poder falar, para poder falar Dele, para poder proclamar as maravilhas de Deus

Mónica Morgado



Pentecostes: O dom do Espírito Santo – O sopro de Deus

A festa de Pentecostes celebra três grandes acontecimentos: a descida do Espírito Santo sobre Maria e os Apóstolos reunidos no Cenáculo, a primeira pregação do Evangelho em Jerusalém e a formação da primeira comunidade cristã, ou seja, o nascimento da Igreja.

O protagonista “escondido” de todos estes eventos é o Espírito Santo, dom que nos foi dado pelo Ressuscitado.

O termo Pentecostes (de origem grega, com o significado de quinquagésimo) deriva do facto de que esta festa era celebrada, pelos Hebreus, 50 dias depois da Páscoa.

Coincide com a festa das colheitas, relatada no Antigo Testamento como um dia de acção de graças em que se ofereciam a Deus as primícias dos produtos da terra, dia de peregrinação à Cidade Santa, para comemorar a Aliança no Sinai, a entrega das tábuas da Lei a Moisés, cinquenta dias após o Êxodo.

Neste Domingo, a Igreja celebra o Pentecostes (quinquagésimo dia) após a Ressurreição de Jesus, um dia marcado pelo dom do Espírito Santo que inaugura uma nova criação e o tempo da Igreja.

Um dia esplêndido e terrível, aquele “quinquagésimo dia”!

Um dia de vento, de trovões e de fogo brilhante! Um dia de medos que se transformam em confiança e que conduzem ao anúncio da Boa Nova a todos os Povos e ao “germinar” do novo Povo de Deus.

Desde o início, este povo aparece rico de numerosos carismas.

A vitalidade do Corpo de Cristo, que é a Igreja, exprime-se na variedade de dons espirituais, dados a cada um para o bem de todos.

Vindo o Espírito Santo, começa a evangelização. É o Espírito quem anima a missão, quem torna eficaz a pregação do evangelho. Todos, na sua própria língua, compreenderam aquilo que os Discípulos disseram acerca de Jesus: o anúncio do Evangelho deve ser levado até aos confins da terra.

O Pentecostes recorda que o Espírito Santo, mediante o Baptismo, acendeu em nós, Cristãos, o fogo do Seu Amor. Ele habita na Igreja e nos nossos corações como num templo. É preciso que este fogo seja mantido aceso. Não esqueçamos que é com o testemunho de vida que os cristãos acendem o fogo de Cristo no coração do mundo.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Contributo Paroquial

Nos Ofertórios das Missas Vespertinas e Dominicais deste fim-de-semana (7 e 8 de Junho) está a ser feita a recolha do Contributo Paroquial.

2.    Horário das Missas no dia 10 de Junho

Na próxima Terça- Feira, dia 10 de Junho, não haverá Missa em Barcarena. A Missa em Tercena, às 9:30 horas, será mantida.

3.    Exposição do Santíssimo em Tercena

Na próxima Quinta-Feira, dia 12 de Junho, entre as 16:00 e as 17:30 horas, haverá Exposição do Santíssimo na Igreja de Santo António, Tercena.

4.    Festa de Santo António – Padroeiro da Comunidade de Tercena

O programa da Festa de Santo António, dia 13 de Junho, é o seguinte:

10:00 horas – Saída da Procissão do Centro de Infância de Tercena em direcção à Igreja, seguida de Missa Solene. Esta celebração é, sobretudo, destinada às Crianças e aos Idosos que frequentam o Centro Social Paroquial.

20:00 horas – Missa Solene em honra de Santo António, seguida de Procissão por algumas das Ruas de Tercena.

5.    Primeira Comunhão

A Festa da Primeira Comunhão será no dia 22 de Junho, às 11:00 horas, na Igreja Paroquial. As crianças terão de estar na Igreja Paroquial às 10:30 horas.

Dia 14 de Junho (Sábado), às 15:00 horas, na Igreja Paroquial – Confissões das Crianças que fazem a Primeira Comunhão e Pais.

6.    Sacramento do Crisma

O Sacramento do Crisma está marcado para o dia 28 de Junho, às 16:00 horas, na Igreja Paroquial.

No dia 20 de Junho (6ª Feira), às 21:00 horas, na Igreja Paroquial, terá lugar uma reunião do Senhor Bispo com os Crismandos. Os Padrinhos estão também convidados a participar neste encontro.

As Confissões de preparação para o Crisma (Crismandos, Pais e Padrinhos) são no dia 27 de Junho (Sexta-Feira), às 21:30 horas, na Igreja Paroquial.

7.    Peregrinação a Fátima – Dia 5 de Julho

Estão abertas as inscrições. Para se inscrever, contacte: Barcarena – Margarida Fonseca; Leceia – D. Fernanda; Queluz de Baixo – Fátima e Maria; Tercena – Joaquim Peres;  Valejas – Paula.

Os preços são os seguintes: Adultos – 10 €; Crianças (até aos 10 anos) – 7 €

8.    Dia da Igreja Diocesana (Igreja da Boa Nova – Estoril)

No próximo Domingo, dia 15 de Junho, o Patriarcado de Lisboa vai celebrar o Dia da Igreja Diocesana. O programa da manhã (9:30 às 12:30 horas) é sobretudo destinado a Colaboradores dos Centros Sociais e Paroquiais e Agentes da Pastoral Sócio-Caritativa. O programa da tarde destina-se aos Cristãos em geral. No início do programa da tarde, às 14:30 horas, o Senhor Patriarca apresentará a todos os Cristãos do Patriarcado as linhas “mestras” do Sínodo Diocesano. Pelas 16:30 horas, o Senhor Patriarca presidirá à Missa de encerramento do Dia da Igreja Diocesana.


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