Nº66 - 01-06-2014

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Nº66 - 01-06-2014

NA BARCA DA FÉ

 

UM MODO DIFERENTE DE ESTAR PRÓXIMO

Com a entrada de Jesus na glória do Pai, mudou alguma coisa aqui na terra?

Exteriormente, nada. A vida das pessoas continua a ser a que era antes: semear e colher, comerciar, construir casas, viajar, chorar e rir… Tudo como antes! Também os Apóstolos não tiveram nenhum desconto sobre os dramas e as angústias experimentados pelas outras pessoas. Todavia, algo de incrivelmente novo aconteceu: sobre a existência humana foi projectada uma luz nova.

Num dia de nevoeiro, repentinamente aparece o sol. As montanhas, o mar, os campos, as árvores dos bosques, os perfumes das flores, o canto dos pássaros permanecem os mesmos, mas é diferente o modo de os ver e de os entender.

Assim acontece a quem é iluminado pela fé em Jesus subido ao Céu: vê o mundo com olhos renovados. Tudo adquire sentido, nada entristece, já nada assusta.

Para além das desventuras, das fatalidades, das misérias, dos erros da pessoa, vê-se sempre o Senhor que constrói o Seu Reino.

Um exemplo desta perspectiva completamente nova poderá ser o modo de considerar os anos da vida. Todos conhecemos, e talvez nos venha vontade de sorrir, algum octogenário que tem inveja de quem tem menos anos do que ele, que esconde a sua idade… Enfim, que dirige o olhar ao passado, não ao futuro. A certeza da Ascensão inverte esta perspectiva. Enquanto vão passando os anos, o cristão está satisfeito porque vê aproximar-se o dia do encontro definitivo com Cristo; está contente por ter vivido, não inveja os mais novos, mas olha-os com ternura.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - ANO A - VII Domingo da Páscoa - Ascensão do Senhor

L1 Act 1, 1-11; Sal 46 (47), 2-3. 6-7. 8-9       L2 Ef 1, 17-23       Ev Mt 28, 16-20

As leituras deste fim-de-semana levam-me a refletir sobre a minha missão de Cristão “«... quando o Espírito Santo vier sobre vós recebereis uma força e sereis Minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra.»” (At 1, 8). Deus pede-me para ser humilde e ter coragem para expor aos outros as razões da minha esperança, não de um ponto de vista teórico e conceptual, mas com base em factos concretos da minha vida.

Ao contrário dos Apóstolos, que presenciaram muitos milagres “... elevou-Se à vista deles, e uma nuvem escondeu-O a seus olhos.” (At 1, 9), a minha vida nada tem de especial, não tenho histórias de vida que empolguem uma assembleia. Como então posso levar ao meu próximo a boa notícia que relata as maravilhas que Deus fez através de Jesus Cristo “...qual é a extraordinária grandeza do seu poder para nós, os que cremos, conforme a acção do seu poder eficaz, que ele fez operar em Cristo, ressuscitando-o de entre os mortos e fazendo-o assentar à sua direita nos céus muito acima de qualquer Principado e Autoridade e Poder e Soberania…” (Ef 1, 19-21) ? Deus, no Evangelho, pede-me simplesmente para ir e confiar-me à sabedoria do Espírito Santo “Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações, baptizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo...” (Mt 28, 19).

Deus actua, continuamente, na minha vida de várias formas, por exemplo, através dos sacramentos ou de pequenos acontecimentos que me fazem não perder de vista a meta que é a vida eterna. Um desses acontecimentos deu-se no passado Domingo das Vocações. Nesse dia, calhou-me em sorte, a mim e à minha mulher, falar da nossa vocação de esposos, na missa de Leceia. Missa essa, presidida pelo Padre Celestino, que celebrou o meu casamento há 14 anos e com o qual só estive uma vez depois do casamento, numa missa em Lisboa. No meu casamento, eram já bem visíveis as limitações físicas deste servo de Cristo, que aos olhos do mundo mais que justificavam um merecido descanso, mas 14 anos depois, encontro-o com as mesmas limitações e com o mesmo entusiasmo em transmitir a boa notícia.

Paulo Chambel Leitão



Contributo Paroquial – Uma Forma de Participação

Nas Missas Vespertinas e Dominicais do próximo fim-de-semana (dias 7 e 8 de Junho), procederemos à recolha do Contributo Paroquial. Neste número da Folha Paroquial, gostaríamos de partilhar alguns pensamentos, para reflexão.

O que é o Contributo Paroquial?

As Igrejas vivem da generosidade dos seus Fiéis. Foi assim desde o princípio. “A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum. Entre eles não havia ninguém necessitado, pois todos os que possuíam terras ou casas vendiam-nas, traziam o produto da venda e depositavam-no aos pés dos Apóstolos. Distribuía-se, então, a cada um conforme a necessidade que tivesse”. (At 4, 32.34-35) O Contributo Paroquial, outrora chamado Côngrua, é a forma como os fiéis provêem às “necessidades materiais da sua Igreja para que ela possa dispor do necessário para o Culto Divino, para as Obras Apostólicas e de Caridade e para a sustentação dos seus Ministros”. (Catecismo da Igreja Católica, Nº 2043)

A que se destina o Contributo Paroquial? Quais as necessidades da Paróquia?

Qualquer Paróquia tem dois tipos de necessidades: correntes e extraordinárias. O Contributo Paroquial destina-se especificamente a prover as necessidades correntes, ficando as extraordinárias (por exemplo, obras de maior dimensão) ligadas a iniciativas de angariação de fundos para o efeito.

As despesas correntes de uma Paróquia são aquelas que resultam dos gastos com o Culto Divino, com a sustentação dos seus Ministros, com o Cartório Paroquial (expediente, correio, telefone), com as despesas de manutenção (água, electricidade, artigos de limpeza), etc.

Todos os anos as contas da Paróquia são afixadas em todas as Comunidades para poderem ser consultadas.

Como contribuir?

Cada um há-de contribuir de acordo com a sua consciência e as suas possibilidades, sabendo que é a Deus que dá.

Na nossa Paróquia, a recolha do Contributo Paroquial é feita em quatro momentos do ano. A entrega é feita, num envelope, durante o ofertório das Missas Vespertinas e Dominicais.

O Contributo Paroquial é obrigação de todos os Cristãos, como indica o quinto mandamento da Igreja: “Contribuir para as despesas do culto e para a sustentação do clero segundo os legítimos usos e costumes e as determinações da Igreja”. Sendo a Igreja uma instituição de natureza e fins sobrenaturais não deixa de ser constituída por homens com carências materiais.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Exposição do Santíssimo em Queluz de Baixo

Na próxima Sexta-Feira, dia 6 de Junho, entre as 18:00 e as 18:45 horas, haverá Exposição do Santíssimo na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, Queluz de Baixo.

2.    Contributo Paroquial

No final das Missas Vespertinas de Dominicais deste fim-de-semana (31 de Maio e 1 de Junho) estão a ser entregues os envelopes destinados ao Contributo Paroquial.

A recolha do Contributo Paroquial será feita nos Ofertórios das Missas do próximo fim-de-semana (dias 7 e 8 de Junho).

3.    Missão nas Praças – Fábrica da Pólvora (Barcarena)

Domingo, dia 1 de Junho, às 16:30 horas, na Fábrica da Pólvora, decorrerá o 4º Encontro (Missão nas Praças), orientado pelo Caminho Neocatecumenal, com o tema: O Kerigma e a Igreja. Qual é a tua experiência de Igreja? Queres ser ajudado por uma comunidade cristã?”.

Apelamos à participação de todos os Paroquianos.

4.    Primeira Comunhão

A Festa da Primeira Comunhão será no dia 22 de Junho, às 11:00 horas, na Igreja Paroquial. As crianças terão de estar na Igreja Paroquial às 10:30 horas.

Dia 14 de Junho (Sábado), às 15:00 horas, na Igreja Paroquial – Confissões das Crianças que fazem a Primeira Comunhão e Pais.

5.    Sacramento do Crisma

O Sacramento do Crisma está marcado para o dia 28 de Junho, às 16:00 horas, na Igreja Paroquial.

A preparar esta Festa, no dia 20 de Junho (6ª Feira), às 21:00 horas, na Igreja Paroquial, terá lugar uma reunião do Senhor Bispo com os Crismandos. Os Padrinhos estão também convidados a participar neste encontro.

As Confissões de preparação para o Crisma (Crismandos, Pais e Padrinhos) são no dia 27 de Junho (Sexta-Feira), às 21:30 horas, na Igreja Paroquial.

6.    Peregrinação a Fátima

A peregrinação paroquial a Fátima vai ter lugar no dia 5 de Julho. A partir deste fim-de-semana, estão abertas as inscrições. Para se inscrever, por favor, contacte: Barcarena – Margarida Fonseca; Leceia – D. Fernanda; Queluz de Baixo – Fátima e Maria; Tercena – Joaquim Peres; Valejas – Paula.

Os preços são os seguintes: Adultos – 10 €; Crianças (até aos 10 anos) – 7 €

7.    Dia da Igreja Diocesana (Igreja da Boa Nova – Estoril)

No próximo dia 15 de Junho, o Patriarcado de Lisboa vai celebrar o Dia da Igreja Diocesana. O programa da manhã (das 9:30 às 12:30 horas) é sobretudo destinado a Colaboradores dos Centros Sociais e Paroquiais e Agentes da Pastoral Sócio-Caritativa. Haverá uma intervenção do Senhor Patriarca.O programa da tarde destina-se aos Cristãos em geral. No início do programa da tarde, às 14:30 horas, o Senhor Patriarcado apresentará a todos os Cristãos do Patriarcado as linhas “mestras” do Sínodo Diocesano. Pelas 16:30 horas, o Senhor Patriarca presidirá à Missa de encerramento do Dia da Igreja Diocesana.


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