Nº64 - 18-05-2014

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Nº64 - 18-05-2014

NA BARCA DA FÉ

 

UMA SÓ VIDA, MUITOS MODOS DE SE DAR!

Uma das características da comunidade primitiva descrita no livro dos Actos dos Apóstolos é a ausência de classes, de títulos honoríficos, de um prestígio ou dignidade maior, atribuídos a algum membro eminente.

Os crentes consideravam-se todos num plano de igualdade, ninguém se fazia chamar “rabi”, porque um só era o Mestre e eles eram apenas discípulos. Sentiam-se irmãos e ninguém se atribuía o título de “pai”, porque sabiam que tinham um único Pai, nos Céus (Mt 23, 8-10).

Nem sequer na santidade eles conheciam graus. “Santos” era o título colectivo com que gostavam de se designar. Paulo endereçava as suas cartas “a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos…” (Filip 1, 1), “aos santos que estão em Éfeso” (Ef 1, 1), “a todos os amados de Deus que estão em Roma, chamados a ser santos” (Rom 1, 7).

E, no entanto, uma diferença era reconhecida e tida em grande consideração: a do ministério, do serviço que cada um era chamado a fazer em favor dos irmãos.

O único Espírito – lembra Paulo aos coríntios – enriquece a comunidade com dons diferentes e complementares: “a um é dada uma palavra de sabedoria, a outro uma palavra de ciência; a outro a fé, a outro o dom das curas; a outro o poder de fazer milagres, a outro a profecia; a outro o discernimento dos espíritos, a outro a variedade das línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas”, tudo para proveito comum (1 Cor 12, 7-11).

“Como bons administradores das várias graças de Deus, cada um de vós – pedia Pedro – ponha ao serviço dos outros o dom que recebeu” (1 Ped 4, 10).

É com esta Igreja ministerial nascida de Cristo e edificada “sobre o alicerce dos Apóstolos” (Ef 2, 20) que é hoje chamada a confrontar-se a nossa comunidade paroquial.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - V DOMINGO DA PÁSCOA

L1 Act 6, 1-7; Sal 33 (34), 1-2. 4-5. 18-19; L2 1 Pedro 2, 4-9; Ev Jo 14, 1-12

Na minha família existe um conceito, que está nos nossos genes, que é o “da dúvida sistemática”. Este conceito é, entre nós, utilizado como uma piada privada para descrever a tendência que existe na família para raciocínios circulares, que nos impedem de passar do conceito à prática. Uma coisa, que podia parecer uma particularidade familiar, aparentemente, é o pilar central de toda a estrutura intelectual do mundo Ocidental. Conceitos como a verdade ou a certeza não fazem sentido na nossa sociedade há séculos. A verdade é, obviamente, relativa e não há certezas de nada. Estes conceitos têm sido etiquetados como perigosos, tanto na Filosofia, como nas Ciências Naturais. Neste ponto de vista, a Igreja, aos olhos do mundo, é uma organização subversiva.

Como deve ter parecido estranho a Pilatos, quando Jesus afirmou “Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.”(Jo 18,37). Como devem parecer tontas, para o mundo, as palavras do papa Paulo VI “Não é orgulho, não é presunção, não é obstinação, não é loucura, luminosa certeza e gozosa convicção a que temos de ter sido constituídos membros vivos e genuínos do Corpo de Cristo, de ser autênticos herdeiros do Evangelho de Cristo” (Ecclesiam suam, nº 33 – Paulo VI).

O relativismo, não é mais do que uma boa desculpa que utilizo para fazer a minha vontade, ou seja, de me substituir a Deus. Esta tentação dá obviamente primazia ao conceptual, tornando o concreto algo menor. O facto de Deus se apresentar como “Eu Sou aquele que Sou” (Ex 3, 14) é uma boa desculpa para que Deus não seja uma presença viva na minha vida. No entanto, o evangelho desta semana, mais uma vez, troca-me as voltas porque me apresenta um Deus concreto, palpável “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim.” (Jo 14,6) e visível “Quem me vê, vê o Pai.” (Jo 14, 9).

A primeira leitura lembra-me que, desde o início os Apóstolos tiveram a necessidade de ajuda porque o poder de atracção de Jesus evita que falte trabalho na sua messe. Esta leitura convida-me agradecer a Deus por todos os Diáconos que ajudam nas paróquias e que aliviam a cruz dos nossos padres. Obrigado Carlos!

Paulo Chambel Leitão



Harmonia, Testemunho, Pobreza e Cuidar dos Pobres!

“Uma Comunidade Cristã deve viver em paz, testemunhar Cristo e assistir os pobres!”. Estas foram as três mensagens principais transmitidas pelo Papa Francisco numa das suas homilias, na Capela de Santa Marta.

Falando das primeiras Comunidades Cristãs, dos primeiros grupos de Homens e Mulheres que procuravam viver como Jesus lhes tinha ensinado, o Santo Padre afirmou que “a primeira característica destas primeiras Comunidades era a sua coesão de vida em paz: «Tinham um só coração e uma só alma»”.

E, logo a seguir, continuou: “Uma comunidade em paz! Isto significa que, naquela comunidade não havia lugar para os mexericos, para invejas, para calúnias, para difamações. … O amor cobria tudo!”.

A cada um de nós, o Santo Padre lançou o desafio a questionarmo-nos sobre a nossa atitude de Cristãos: Se somos mansos e humildes?”; Se “há contendas pelo poder, litígios e inveja?”; Se “há mexericos?”.

E continuou: “Se assim for, não estais no caminho de Jesus Cristo”.

O Papa Francisco sublinhou ainda o testemunho que os primeiros cristãos davam da ressurreição de Cristo e questionou se as nossas comunidades dão esse testemunho. Se cada paróquia, comunidade ou diocese acredita verdadeiramente que Jesus Cristo ressuscitou.

O Santo Padre falou também de uma terceira característica essencial das primeiras comunidades: “A sua simplicidade e pobreza!”.

E, lançou algumas interrogações para avaliarmos a vida das nossas comunidades. “Como é a atitude da nossa comunidade para com os pobres? É pobre? Pobre de coração, pobre de espírito, ou mete a sua confiança nas riquezas, no poder?”.

Harmonia, testemunho, pobreza e cuidar dos pobres!

Esta é obra do Espírito Santo. ... O Espírito faz a unidade e impulsiona ao testemunho. O Espírito nos faz pobres, porque Ele é a riqueza e faz com que cuidemos dos pobres”.

“Que o Espírito Santo – concluiu o Papa Francisco – nos ajude a caminhar sobre esta estrada de renascidos pela força do Baptismo”.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Profissão de Fé

A Festa da Profissão de Fé será no dia 1 de Junho, às 11:00 horas, na Igreja Paroquial.

Os Jovens da Profissão de Fé deverão estar na Igreja, o mais tardar, às 10:30 horas.

A fim de prepararmos bem esta Festa estão programadas as seguintes actividades:

Dia 23 de Maio (6ª Feira), às 21:00 horas, na Igreja Paroquial – Reunião com os Pais dos Jovens que fazem a Profissão de Fé.

Dia 31 de Maio (Sábado), das 10:00 às 15:30 horas, no Centro Social e Paroquial (Instalações de Tercena) – Retiro dos Jovens que fazem a Profissão de Fé. Refeição tipo piquenique, partilhada.

Dia 31 de Maio (Sábado), às 15:30 horas, no Centro Social e Paroquial (Instalações de Tercena) – Confissões dos Jovens que fazem a Profissão de Fé, Pais e Padrinhos.

2.    Primeira Comunhão

A Festa da Primeira Comunhão será no dia 22 de Junho, às 11:00 horas, na Igreja Paroquial.

A fim de prepararmos bem esta Festa, no dia 30 de Maio (6ª Feira), às 21:00 horas, na Igreja Paroquial, terá lugar uma Reunião com os Pais das Crianças que fazem a Primeira comunhão.

3.    Reunião do Secretariado Permanente do Conselho Pastoral

A data da próxima reunião do Secretariado Permanente do Conselho Pastoral foi alterada para o dia 8 de Junho (Domingo do Pentecostes), às 21:00 horas, na Igreja Paroquial.

4.    Festa da Família em Mafra

Domingo, dia 25 de Maio, no Jardim do Cerco, em Mafra, vai ter lugar a Festa da Família. Começa às 10:30 horas (Acolhimento) e termina com a Eucaristia com bênção dos esposos, celebrada pelo Senhor Patriarca, às 16:00 horas.

Todos os casais que celebram as bodas matrimoniais (10, 25, 50 anos e daí em diante) durante o ano de 2014 podem inscrever-se na celebração, no site do Patriarcado de Lisboa. 

Se algum casal precisar de ajuda, por favor, contacte o Cartório Paroquial.

5.    Mês de Maria – Recitação do Terço

Barcarena – 3ª e 5ª Feira, às 18:30 horas; Leceia – 2ª a 6ª Feira, às 17:30 Horas; Tercena – Centro de Dia (2ª a 6ª Feira), às 15:00 horas; Igreja – Todos os dias, às 21:00 horas, excepto Sábado, que será às 18:30 horas; Queluz de Baixo - Todos os dias, às 21:00 horas, excepto Sábado, que será às 18:30 horas.  


©2019 Paróquia de São Pedro de Barcarena