Nº61 - 27-04-2014

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Nº61 - 27-04-2014

NA BARCA DA FÉ

 

ALEGRARAM-SE AO VEREM O SENHOR

Na minha terra, a melhor roupa, a que se veste para ir à igreja, é chamada habitualmente: “Roupa para ir ver Deus”. Julgo que a expressão ou outra similar é utilizada em muitas outras regiões. Nasce da convicção de que, ao Domingo, a comunidade em festa reúne-se para “ver o Senhor”.

O Domingo é um dia de alegria porque, na Páscoa e “oito dias depois” (Jo 20, 19.26), o Ressuscitado torna-se de novo presente no meio dos discípulos reunidos, aquece os corações abrindo-os à compreensão das Escrituras e, “ao partir do pão”, abre-lhes os olhos e dá-Se a conhecer (Lc 24, 31-32).

Os evangelistas mostram pouco interesse pela precisão cronológica e, no entanto, estão todos de acordo acerca de uma data: foi no “primeiro dia da semana” que os discípulos viram o Senhor, e por este motivo as comunidades cristãs escolheram este dia para o dedicar à leitura da Palavra (Act 20, 7-12), à celebração da Ceia do Senhor (1Cor 11, 20.26), à oração e à partilha dos bens.

Sempre no primeiro dia da semana, cada um punha de lado aquilo que tinha conseguido poupar (1Cor 16, 2) e apresentava o seu dom à comunidade, que distribuía as ofertas pelos membros mais necessitados ou as enviava às comunidades mais pobres.

Um dos testemunhos mais antigos vem de um escritor pagão, Plínio, o Jovem, que, por volta do ano 112, escreve ao imperador Trajano: os cristãos “têm por hábito reunir-se, num determinado dia, antes do amanhecer, e cantarem hinos a Cristo como a um Deus.”

Era o Dia do Senhor – o Domingo (Apoc 1, 10)- o dia em que cada comunidade celebrava, com o rito a sua fé e a sua vida.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - II Domingo da Páscoa (Divina Misericórdia) - Ano A

Actos dos Apóstolos 2,42-47; Salmo 118(117); 1ª Carta de S. Pedro 1,3-9; João 20,19-31.

As leituras deste Domingo remetem-me para a importância da assembleia cristã na história de salvação que Deus quer fazer comigo.

Os irmãos eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fracção do pão e às orações. (…) Todos os crentes viviam unidos (…) Como se tivessem uma só alma (…) (Actos dos Apóstolos).

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas do lugar onde os discípulos se encontravam. (…) veio Jesus, pôs-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!» (…) Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez dentro de casa e Tomé com eles. (…) Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: «A paz seja convosco!» (Evangelho S. João).

Deus, que nos criou únicos e irrepetíveis, quis salvar-nos, não de uma forma individual, mas por meio da comunhão de todos os seus filhos, em Jesus Cristo.

A descrição das primeiras comunidades cristãs, feita na 1.ª leitura, parece quase utópica.

No entanto, apesar do estilo literário, fala de homens e mulheres de carne e osso, cada um com a sua personalidade, as suas ideias, o seu feitio.

Tal como os apóstolos, que nem sempre estavam de acordo entre si, discutindo noutra passagem quem seria o maior. Os mesmos que tiveram no meio deles, um que tinha negado Jesus, outro que O tinha entregue e que não acreditara na misericórdia de Deus, mesmo para a maior das traições. (Divina Misericórdia que celebramos este Domingo, pela mão do nosso querido João Paulo II, que hoje é canonizado).

Aos que restam deste grupo em risco de dispersão, talvez unido só pelo medo, Jesus Ressuscitado manifesta-se e oferece-lhes o Espírito Santo como íman que os manterá unidos e como seiva que lhes dará força para anunciarem a Boa Nova.

Vejo, assim, que posso estar na Igreja, ser Igreja. Porque Deus, que não faz acepção de pessoas, acolhe-me como sou, com as minhas virtudes e defeitos, com o meu pecado. E dá-me irmãos que me acompanham, me arreliam, me corrigem, me perdoam, cuja oração me sustenta quando o peso das provações é maior ou que me fortalecem quando duvido como Tomé.

Deus obriga-me a sair do meu individualismo e a ter que lidar com o outro, que tem um rosto e um nome, que é diferente de mim, mas que também anseia viver com os irmãos em Cristo como se tivessem uma só alma.

Deus não quer que ande vagueando atrás de outros companheiros (Ct 1, 7b), do dinheiro, do sucesso, do reconhecimento, mas antes que faça parte desta família que o tem como Pai que na sua grande misericórdia nos gerou de novo através da ressurreição de Jesus Cristo.

Como diz o salmista, Isto se fez por obra do Senhor, e é um prodígio dos nossos olhos. O Senhor actuou neste dia, cantemos e alegremo-nos n'Ele. Aleluia!

Filipa Aguiar Ferreira



A Ressurreição de Jesus é um acontecimento para acreditar, para viver e a anunciar.

II Semana da Páscoa, tempo para nos continuarmos a questionar: Qual o significado profundo e actual da Páscoa da Ressurreição?

Para os Cristãos, celebrar a Páscoa significa estar impregnados daquela novidade que Jesus Ressuscitado inaugurou na história.

A Ressurreição de Jesus é um acontecimento para acreditar.

As primeiras testemunhas da Ressurreição viram o sepulcro vazio mas emitiram um acto de fé em Jesus Ressuscitado.

As primeiras testemunhas da Ressurreição reconheceram a presença e a acção de Deus em favor de Jesus e reconheceram-no verdadeiro Messias e único Salvador. Como Cristãos, a nossa primeira atitude em relação à Ressurreição é a da Fé. Acreditar que na Ressurreição de Jesus ocorre uma intervenção extraordinária de Deus na história, um acontecimento salvífico (a todos aqueles que acreditam, Deus concede o dom da salvação).

A Ressurreição de Jesus é também um acontecimento para ser vivido.

É esta a exortação do Apóstolo Paulo: “Já que fostes ressuscitados com Cristo, procurai as coisas do alto ... Aspirai às coisas do alto e não às da terra” (Cl 3, 1-2). As palavras e o exemplo de Paulo que encontrou o Senhor Ressuscitado no caminho de Damasco mostram-nos como é possível transformar a nossa vida a partir de uma forte experiência de Jesus Ressuscitado. Viver a Páscoa significa pensar de um modo novo, coisas novas. A Páscoa convida-nos a viver uma vida inspirada no Evangelho de Jesus e nos Seus ideais. Viver a Páscoa significa procurar as coisas de Deus com um desejo forte, com uma paixão digna do Evangelho.

A Ressurreição de Jesus é ainda um acontecimento a anunciar.

Os Apóstolos não hesitaram em comemorar a Paixão e a Morte de Jesus, mas concentraram-se no anúncio da Sua Ressurreição (Cfr. At 10, 34-43).

Anunciar a Páscoa de Cristo hoje significa acreditar e proclamar que a paz com que Cristo Ressuscitado saudou os Seus Discípulos é possível, é um dom que Deus está sempre disposto a conceder a todos aqueles que se voltam para Ele. Anunciar a Páscoa de Cristo significa viver em paz, pronunciar palavras de paz, ter gestos de paz, enviar mensagens de paz, lançar sementes da paz nas nossas famílias, na nossa comunidade paroquial, na sociedade civil em que vivemos.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Semana Mundial de Oração pelas Vocações

Entre 4 e 11 de Maio decorre a Semana Mundial de Oração pelas Vocações.

Em todas as Comunidades da nossa Paróquia, esta Semana Mundial de Oração pelas Vocações será assinalada com algumas celebrações que serão anunciadas nas Missas Vespertinas e Dominicais do próximo fim-de-semana.

Dois dos momentos fortes programados para esta Semana são:

    • Encontro de Adolescentes/Jovens da Paróquia (9º e 10º Catecismos, Grupo de Jovens, Jovens Escuteiros, etc.) com o Pe José Miguel, Reitor do Seminário dos Olivais e Responsável pela Pastoral Vocacional, no dia 10 de Maio (Sábado), às 21:00 horas, na Igreja Paroquial.
    • Tarde de Oração que decorrerá na Igreja Paroquial, no dia 11 de Maio, a partir das 16:00 horas.

Será uma tarde de Oração orientada por todos os Grupos da Paróquia, uma tarde em que, todos juntos, em unidade, pediremos ao “Senhor da messe que envie operários para a Sua messe”.

Convidamos, desde já, todos os Paroquianos das diferentes Comunidades a participarem nesta Tarde de Oração.

2.    Festa do Pai Nosso (Comunidades de Barcarena e Leceia)

As Crianças que frequentam o 2º Catecismo, em Barcarena e Leceia, vão celebrar a Festa do Pai Nosso, na Missa das 12:00 horas do próximo Domingo, 4 de Maio, na Igreja Paroquial.

3.    Festa de Nossa Senhora de Fátima – Comunidade de Queluz de Baixo

O mês de Maio é o mês de Nossa Senhora, Padroeira da Comunidade de Queluz de Baixo. Entre outras actividades, a divulgar na próxima Folha Paroquial, destacamos o seguinte:

Dia 12 de Maio – 21:00 horas, Recitação do Terço, na Igreja de Queluz de Baixo.

Dia 13 de Maio – 21:00 horas, Celebração da Eucaristia, na Igreja de Queluz de Baixo.

Dia 17 de Maio – 20:00 horas, Celebração da Eucaristia, na Igreja de Queluz de Baixo, seguida de Procissão de Velas.

Dia 18 de Maio – 11:30 horas, Missa Solene em honra de Nossa Senhora de Fátima, no Centro Jovem de Queluz de Baixo.

4.    Feira Social – Centro Social e Paroquial de Barcarena

Entre os dias 15 e 17 de Maio, no Centro Jovem de Queluz de Baixo, decorrerá a Feira Social, organizada pelo Centro Social e Paroquial.

Um dos grandes objectivos desta actividade é dar a conhecer a toda a Comunidade Paroquial o Centro Social. Por isso, todos os Paroquianos estão convidados a visitarem a Feira Social.   


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