Nº60 - 20-04-2014

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Nº60 - 20-04-2014

NA BARCA DA FÉ

 

TESTEMUNHA É QUEM “VIU” O SENHOR

São comoventes as palavras apaixonadas com que S. João inicia a sua carta: “O que existia desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplámos e as nossas mãos tocaram relativamente ao Verbo da Vida. O que nós vimos e ouvimos, isso vos anunciamos” (1Jo 1.3). Uma experiência invejável, mas que não se pode repetir. Todavia, para ser “testemunha” de Cristo, não é indispensável ter caminhado com Jesus de Nazaré pelas estradas da Palestina.

S. Paulo, que também não conheceu pessoalmente Jesus, é constituído “testemunha das coisas que viu” (Act 26, 16) e recebe do Senhor esta incumbência: “Assim como deste testemunho de Mim em Jerusalém, assim é necessário que o dês também em Roma” (Act 23, 11).

Para ser testemunha, basta “ter visto” o Senhor realmente vivo, para além da morte.

“Testemunhar” não equivale a “dar bom exemplo”. Este é sem dúvida útil, mas o testemunho é outra coisa. Pode dar “testemunho” “quem passou da morte à vida”, quem pode confirmar que a sua existência mudou e adquiriu um sentido desde que foi iluminada pela luz da Páscoa, quem fez a experiência de que a fé em Cristo dá sentido às alegrias e às dores e ilumina os momentos alegres e os momentos tristes.

Perguntemo-nos: a Ressurreição de Cristo é um ponto de referência constante em todos os projectos que fazemos, quando compramos, vendemos, dialogamos, dividimos uma herança, quando escolhemos ter outro filho… Ou consideramos que as realidades deste mundo não têm nada a ver com a Páscoa?

Quem “viu” o Senhor já não faz mais nada sem Ele.

Santa Páscoa!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - Páscoa da Ressurreição do Senhor - Ano A

Act 10,34a.37-43; Salmo 117 (118); Col 3,1-4; Jo 20,1-9

Jesus Cristo revela-se esta Páscoa tremendamente próximo de nós. No meio de um acontecimento tão grandioso como a ressurreição, as leituras falam-me em detalhes curiosos. No Evangelho fala de uma corrida entre João e Pedro para chegar ao sepulcro, onde João ganha. Se esta fosse uma história inventada, e fosse eu a inventar, teria de fazer esta corrida como que uma peregrinação, cheia de orações e reflexões entre João e Pedro sobre a grandeza de Deus. Mas a leitura descreve simplesmente a reacção atabalhoada de João e Pedro depois de saberem que Jesus já não estava no sepulcro.

A história de Deus é inesperada mas sempre à volta destas pequenas-grandes coisas da vida. Nos Actos dos Apóstolos Pedro fala dos momentos que passou com Jesus depois de Ele ressuscitar e antes de ascender aos céus. Pedro lembra que Ele tomou uma refeição com os apóstolos. Não falou através de uma voz, de uma luz ou de um anjo. Era alguém muito próximo mesmo depois da ressurreição. Comia com os seus amigos. É claro que partilhava com eles toda a sua sabedoria…

Deus não se reduz às pequenas coisas do dia-a-dia, mas é nelas que se revela. A ressurreição parece por vezes tão grandiosa, que não é possível experimentar. Mas na realidade ela acontece na minha vida. Acontece em minha casa quando reunimos à mesa a família, onde se dá graças e se partilha o alimento e a conversa. Se estamos todos juntos na mesma mesa é porque Jesus ressuscitou. Ele está ali connosco, no entanto só vemos os filhos, a mulher, o marido, o avô, a avó. É através deles que Jesus come e fala connosco. O mesmo acontece na missa e em particular nesta Vigília Pascal. Num olhar mais desatento vai parecer que estão os mesmos do costume. Mas ao olhar mais atentamente, revela-se a presença de Jesus Cristo na comunhão, no Padre Mário, nos leitores, nos salmistas, na criança cheia de sono e em todos os irmãos ali presentes. Todos eles nos falam de Jesus ressuscitado.

Jesus vai-me falando assim de Páscoa em Páscoa num crescendo. Ele tem reservado para nós coisas maravilhosas. Por isso São Paulo diz que devemos aspirar às coisas do alto. Para já basta-me a Páscoa de 2014.

Jesus está verdadeiramente ressuscitado!

Pedro Chambel Leitão



Onde está, ó morte, a tua vitória? (1 Cor 55)

Santo Agostinho, na sua obra A Cidade de Deus”, escreve: “Há três coisas incríveis que, contudo, aconteceram: é incrível que Cristo tenha ressuscitado, é incrível que o mundo tenha acreditado numa coisa tão incrível, é incrível que alguns homens, desconhecidos, sem cultura, tenham sido capazes de, com tanto sucesso, fazer acreditar ao mundo (e aos intelectuais) uma coisa tão incrível”.

Os Apóstolos, diante o escândalo de ver o seu Mestre pregado na cruz, escarnecido e humilhado, “fugiram” para não ter que lidar com o mistério da morte.

A Ressurreição muda radicalmente as suas vidas! Diante do sepulcro vazio, ficaram desnorteados, incapazes de entender o que estava a acontecer. Quando fizeram a experiência de rever Jesus Ressuscitado, as suas vidas mudaram radicalmente: de homens tímidos e “covardes” tornaram-se corajosos anunciadores da mensagem de amor e fraternidade que Jesus tinha trazido.

E hoje, o que significa celebrar a Páscoa? O que significa viver a Ressurreição de Jesus?

Para os crentes, a Páscoa é um momento forte para afirmar que se acredita na vitória de Cristo sobre a morte, da luz sobre as trevas, da chegada daquele Reino de justiça e de paz que Jesus inaugurou, com a Sua presença, na história humana. Através da Páscoa, todos os homens podem afirmar que o amor é mais forte do que a morte, que a Ressurreição se torna esperança histórica, tangível e concreta para cada homem.

A Páscoa explica o sentido da nossa esperança!

A Ressurreição oferece uma resposta: qualquer vida destruída na cruz (nos campos de morte, nas masmorras da história) não é destruída porque nenhum homem nasce para morrer mas morre para ressuscitar.

A Páscoa não é memória de um evento distante, mas a linfa vital que transforma continuamente a realidade da história humana.

Cristo ressuscita de novo cada vez que no mundo cresce uma vida autenticamente humana, cada vez que triunfa a Justiça, cada vez que a graça vence a força do pecado, cada vez que a esperança resiste ao cinismo e ao desespero, cada vez que o amor vence o ódio.

A Páscoa de Cristo pode tornar-se a Páscoa de cada um de nós, a Páscoa de cada homem e de cada mulher que sabem dar testemunho de que a morte pode ser vencida e a vida pode sempre triunfar.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Férias do Pároco

Entre os dias 21 e 25 de Abril (inclusive), o Pároco estará de férias. Por esse motivo, não haverá Missa nas diferentes Comunidades.  Qualquer assunto da vida corrente da Paróquia deverá ser tratado com o Diácono Carlos M. Borges (Telemóvel:  915954191 / 93027512 ; mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ).

2.    Encontro Vicarial de Formação – Pastoral Litúrgica

No próximo dia 25 de Abril, entre as 9:15 e as 17:30 horas, na Paróquia de Linda a Velha, vai ter lugar um Encontro de Formação.

São convidados a participar neste encontro todos os Agentes da Pastoral Litúrgica na Paróquia (Ministros Extraordinários da Comunhão, Leitores, Cantores, Zeladores, etc.). O almoço é partilhado.

É obrigatória a presença dos Ministros Extraordinários da Comunhão que vão renovar o seu mandato.

3.    Encontro Diocesano de Acólitos

No próximo dia 25 de Abril, na Paróquia de Nossa Senhora da Fé – Monte Abraão, vai decorrer o XXXIV EMA.

Todos os Acólitos são convidados a participar neste encontro que tem início às 9:00 horas e termina com a Eucaristia às 17:00 horas.

Cada Acólito deve levar a sua alva. O almoço é partilhado.

4.    Semana Mundial de Oração pelas Vocações

Entre 4 e 11 de Maio decorre a Semana Mundial de Oração pelas Vocações.

O Grupo de Pastoral Vocacional da nossa Paróquia está a preparar algumas Celebrações que divulgaremos na próxima Folha Paroquial.

Entretanto, convidamos, desde já, todos os Jovens da Paróquia (9º e 10º Catecismos, Grupo de Jovens, Jovens Escuteiros, etc.) para um encontro que terá lugar no dia 10 de Maio, às 21:00 horas, na Igreja Paroquial, com o Pe José Miguel, Reitor do Seminário dos Olivais e Responsável pela Pastoral Vocacional.

Convidamos ainda todos os Paroquianos para uma tarde de Oração que decorrerá na Igreja Paroquial, no dia 11 de Maio, a partir das 16:00 horas.

Será uma tarde de Oração orientada por todos os Grupos da Paróquia, uma tarde para todos juntos, em unidade, pedirmos ao “Senhor da messe que envie operários para a Sua messe”.

5.    Festa de Nossa Senhora de Fátima – Comunidade de Queluz de Baixo

O mês de Maio é o mês de Nossa Senhora, Padroeira da Comunidade de Queluz de Baixo. Entre outras actividades, a divulgar na próxima Folha Paroquial, destacamos o seguinte:

Dia 12 de Maio – 21:00 horas, Recitação do Terço, na Igreja de Queluz de Baixo.

Dia 13 de Maio – 21:00 horas, Celebração da Eucaristia, na Igreja de Queluz de Baixo.


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