Nº59 - 13-04-2014

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Nº59 - 13-04-2014

NA BARCA DA FÉ

 

O SEU CRIME: AMAR ATÉ AO FIM!

Jesus está à mesa com os doze e, enquanto jantam, dirige-se a eles dizendo: “Um de vós há-de entregar-Me.” Então eles, profundamente entristecidos, começam a perguntar-Lhe, um a um: “Serei eu, Senhor?” Também Judas, o traidor, tomando a palavra, diz-Lhe: “Serei eu, Mestre?”, Jesus respondeu-lhe: “Tu o disseste”. (Mt 26, 20-25)

Uma pessoa deveria saber se é ou não um traidor. Que necessidade há de o perguntar a Cristo? Judas é hipócrita até ao fim! Mas os outros, porque perguntam: “Serei eu?”

Se as coisas tivessem acontecido desta forma, perante a resposta de Jesus que desmascara o traidor teria havido, com toda a certeza, uma reacção imediata da parte dos outros onze, que, pelo menos, teriam acertado contas com Judas. Mas, pelo contrário, o que que vemos é que a cena continua tranquila.

Há, com toda a certeza, uma preocupação de tipo pastoral nesta descrição que leva S. Mateus a colocar a pergunta na boca de todos os presentes. Ele quer que cada cristão continue a fazê-la: serei talvez eu um traidor?

Judas é o símbolo do antidiscípulo, ou seja, de quem cultiva projectos opostos aos de Jesus, de quem está disposto a trair a própria fé por amor ao dinheiro e está pronto a comandar quem luta contra as forças do bem.

O verdadeiro discípulo não se ilude de ser imune a este perigo. Conhece a sua própria fragilidade, sabe que pode facilmente ser enganado e, até mesmo de boa-fé, transformar-se num traidor, alinhar contra o Mestre, fazendo o jogo dos inimigos da vida.

Somente o confronto constante com a Palavra de Deus e com o gesto máximo do Amor de Cristo pode evitar seguranças arrogantes ou ingénuas, ilusões trágicas.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - Domingo de Ramos – Ano A

Is 50, 4-7; Sal 21 (22), 8-9, 17-18a, 19-20, 23-24; Filip 2, 6-11; Mt 26, 14 – 27, 66

Acredito que a morte não é o fim. Há o céu, uma vida eterna à minha espera. Mas como ir para lá? Basta ficar à espera, passivo? Neste domingo o Senhor apresenta o caminho para lá. Caminho que ninguém conhece a não ser Ele. Caminho que é Ele.

Jesus que estava com Deus, veio ao mundo não para me julgar mas para me salvar. O caminho para o céu é o que segue os passos de Jesus. Os passos desde que sai do seio de Deus até que para lá retorna. Os passos que nos relatam as leituras deste domingo são fundamentais para iluminar o meu caminho.

Há uma atitude inicial de humildade: “Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus”, apareceu no mundo fazendo-se igual a qualquer um de nós, ou mesmo inferior, fazendo-se servo. O meu caminho passa por não me fazer maior que os outros, ou melhor, por me fazer menor que os outros, servo dos que me rodeiam. Andar na humildade é andar na verdade, dizia Sta Teresa de Jesus.

Outra atitude irmã da humildade é a pobreza: Jesus permitiu que lhe tirassem tudo. Não resistiu aos que lhe tiravam a própria vida. Mais, rezou por eles ao Pai.

Mas talvez o que mais me impressiona neste caminho que Jesus abriu é a obediência: “obedeceu até à morte e morte de cruz”.

A humildade, a pobreza, a obediência são aspectos fundamentais do caminho que Jesus me abriu para o céu. É esta a proposta que o Senhor me faz para que eu seja feliz.

Zé Chambel Leitão



A misericórdia é uma carícia de Deus sobre os nossos pecados

Entramos na última semana da Quaresma, o tempo de preparação para as Solenidades Pascais! Quaresma é também um tempo propício a um encontro “tu a tu” com Deus, através do Sacramento da Reconciliação.

O Papa Francisco, na Missa celebrada na passada Segunda-Feira, dia 7 de Abril, na Capela da Casa de Santa Marta, deixou-nos esta mensagem: “A misericórdia é uma carícia de Deus sobre os nossos pecados! … A misericórdia actua na vida de uma pessoa colocando de parte o pecado.

É como se fosse o Céu! Nós olhamos para o Céu e vemos tantas estrelas! Mas, quando vem o sol da manhã, as estrelas não se vêem! Assim é a misericórdia de Deus: Uma grande luz de amor e de ternura! Deus perdoa não com um decreto, mas com uma carícia. Deus perdoa, acariciando as nossas feridas do pecado, porque Ele está envolvido no nosso perdão e na nossa salvação. … É grande a misericórdia de Deus, é grande a misericórdia de Jesus. Perdoa acariciando-nos.”

Hoje, Domingo de Ramos na Paixão do Senhor, a Igreja inicia a Semana Santa, uma semana em que celebramos os mistérios da salvação realizados por Jesus: A Sua entrada messiânica em Jerusalém; A instituição da Eucaristia e do Sacerdócio; A Sua Paixão; A Sua Gloriosa Ressurreição.

Comemoramos o triunfo Real de Cristo com a solene procissão, imitando as aclamações das crianças hebraicas: “Hossana! Bendito o que vem em nome do Senhor!” (Jo 12, 13). Recordamos Jesus, segundo a profecia de Zacarias, sentado num jumentinho, a entrar em Jerusalém. Recordamos o entusiasmo das pessoas que “explode” em aplausos, cantando: “Hossana! Bendito seja o Rei que vem em nome do Senhor!”. (Cfr. Lc 19, 28-40). Jesus é reconhecido, é proclamado Messias, é aclamado como o Cristo!

E hoje? … E nós?

Paulo VI ajuda-nos a encontrar uma resposta deixando, para nossa reflexão, algumas perguntas: “Estamos aqui, com as palmas na mão, com o ramo primaveril de oliveira na mão, prontos a agitá-los, em gesto festivo, pretendendo significar a nossa adesão a Jesus? Compreendemos a verdade, a beleza, a força da Fé, que Cristo oferece a cada um de nós, à humanidade, à sociedade a que pertencemos? Somos verdadeiramente pessoas que agitam a oliveira da paz e da justiça? Reconhecemos que Jesus é o nosso Salvador e prometemos ser-Lhe fiéis?

Que o nosso agitar as palmas e os ramos de oliveira signifique: Viva Jesus! Viva o Senhor!” (Cfr. Paulo VI, Homilia do Domingo de Ramos na Paixão do Senhor, 3 de Abril de 1977).

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Horários das Celebrações da Semana Santa e da Páscoa

Quinta-Feira Santa – Missa Vespertina da Ceia do Senhor

Missa na Igreja Paroquial – 21:00 horas.

Partida do Autocarro

20:00 horas – Leceia   ;   20:10 horas – Tercena      

20:20 horas – Queluz de Baixo   ;   20:30 horas – Valejas

Sexta-Feira Santa – Celebração da Paixão do Senhor

Oração de Laudes na Igreja Paroquial – 10:00 horas

Celebração da Paixão do Senhor na Igreja Paroquial – 15:00 horas.

Partida do Autocarro

14:00 horas – Leceia   ;   14:10 horas – Tercena      

14:20 horas – Queluz de Baixo   ;   14:30 horas – Valejas  

Sábado Santo

Oração de Laudes na Igreja Paroquial – 10:00 horas

Vigília Pascal na Igreja Paroquial – 22:00 horas.

Partida do Autocarro

21:00 horas – Leceia   ;   21:10 horas – Tercena      

21:20 horas – Queluz de Baixo   ;   21:30 horas - Valejas

Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor

Horário das Missas: Tercena – 10:30 horas; Barcarena – 12:00 horas; Queluz de Baixo – 18:00 horas; Leceia – 18:00 horas; Valejas – 10:30 horas

2.    Férias do Pároco

Entre os dias 21 e 25 de Abril (inclusive), o Pároco estará de férias. Qualquer assunto da vida corrente da Paróquia deverá ser tratado com o Diácono Carlos M. Borges (Telemóvel:  915954191 ; mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ).

3.    Encontro Vicarial de Formação – Pastoral Litúrgica

No próximo dia 25 de Abril, entre as 9:15 e as 17:30 horas, na Paróquia de Linda a Velha, vai ter lugar um Encontro de Formação.

São convidados a participar neste encontro todos os Agentes da Pastoral Litúrgica na Paróquia (Ministros Extraordinários da Comunhão, Leitores, Cantores, Zeladores, etc.). O almoço é partilhado.

É obrigatória a presença dos Ministros Extraordinários da Comunhão que vão renovar o seu mandato.

4.    Encontro Diocesano de Acólitos

No próximo dia 25 de Abril, na Paróquia de Nossa Senhora da Fé – Monte Abraão, vai decorrer o XXXIV EMA.

Todos os Acólitos são convidados a participar neste encontro que tem início às 9:00 horas e termina com a Eucaristia às 17:00 horas.

Cada Acólito deve levar a sua alva. O almoço é partilhado.


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