Nº57 - 30-03-2014

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Nº57 - 30-03-2014

NA BARCA DA FÉ

 

HÁ UMA LUZ SEM OCASO!

Há coisas que conseguimos ver, outras que nos escapam. Crescem num ritmo vertiginoso os conhecimentos científicos que nos permitem examinar, controlar, quantificar tudo aquilo que é material. Despertam a nossa curiosidade e apaixonam-nos, fazem-nos sentir de tal forma orgulhosos que levam muitas pessoas a acreditar que seja verdadeiro somente aquilo que pode ser visto com os olhos, constatado pelos outros sentidos, verificado com os instrumentos do laboratório.

A presunção de ter o controlo de toda a realidade deriva de um “defeito de vista”, do ofuscamento daquele olhar interior e espiritual, o único que nos permite vislumbrar alguma coisa dos mistérios de Deus, do sentido da vida e da morte e do destino final da história do homem.

Existe ainda uma outra “cegueira”, a de quem está convencido de que possuiu a luz e sabe dar o valor certo a cada coisa: ao dinheiro, ao sucesso, à carreira, à sexualidade, à saúde e à doença, à juventude e à velhice, à família, aos filhos… Encontrando na escala dos valores deste mundo todas as certezas que necessita. Vai-as deduzindo, talvez até sem se dar conta, a partir dos impulsos e das emoções do momento, das ideologias da moda e dos sistemas económicos ou das bisbilhotices de salão.

Falsas luzes, esplendores passageiros, fogos de vista, cintilações enganadoras!

“O Verbo era a Luz verdadeira, que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina” (Jo 1, 9). Cristo veio dissipar as nossas trevas, iluminar as nossas noites, introduzir-nos na família dos “filhos da luz e filhos do dia”. (1Tess 5, 5)

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - Domingo IV da Quaresma - Ano A

 

L 1 1 Sam 16, 1b. 6-7. 10-13a; Sal 22 (23), 1-3a. 3b-4. 5. 6
L 2 Ef 5, 8-14
Ev Jo 9, 1-41 ou Jo 9, 1. 6-9. 13-17. 34-38

 

As leituras deste 4º Domingo da Quaresma lembram-me a Irmã Cristina que, após uma performance arrebatadora na versão Italiana do programa "The Voice", quando questionada sobre o porquê da sua participação ali, respondeu  "Eu tenho um dom e quero oferecê-lo.". Perante um Júri meio atónito, e alguns dos seus elementos até com tatuagens demoníacas, aquela Irmã não teve medo de ir para cima de um palco, e com o seu hábito, dar testemunho de Cristo, com a sua alegria contagiante. "Comportai-vos como filhos da luz. Pois a luz dá origem a tudo o que é bondade, justiça e verdade ". (Efésios, 5, 8-9)

 

A Igreja tem-me ensinado que nasci no início de uma nova era (que ainda não tem nome mas, a  que eu chamo de "globalização da solidão"). Frente a este desafio a Igreja respondeu com o Concílio Vaticano II, do qual resultou um convite renovado à evangelização, feito tanto a consagrados como a leigos. Sinto este desafio que a Igreja faz muito presente nestas leituras.

 

Jesus, ao longo da minha vida, tem-me limpo do meu pecado e ajudado a levantar "…cuspiu em terra e fez lodo com a saliva; depois untou com esse lodo os olhos do cego e disse-lhe: «Vai lavar-te à Piscina de Siloé» que quer dizer «Enviado». Ele foi, lavou-se e voltou de lá a ver." (Jo, 9, 6-7). Apercebo-me que as pessoas, que vou encontrando no meu dia-a-dia, precisam desta mensagem de esperança, mas também sinto que me falta a autoridade "Nunca se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. Se ele não viesse de Deus, nada poderia fazer.» Replicaram-lhe então: «Tu nasceste todo inteiro no pecado e pretendes ensinar-nos?". (Jo, 9, 32-34). No entanto, a forma como Deus escolheu o rei David, convida-me a contemplar a força redentora de Deus e a não me focar nas minhas fraquezas "...o Senhor disse a Samuel: «Não prestes atenção à sua aparência, nem à sua elevada estatura, porque Eu rejeitei-o. Deus não vê como o homem: o homem olha às aparências, mas o Senhor vê o coração.»" (I Samuel, 16, 7).  Tenho que deixar que Deus, através dos meus atos, (e se possível palavras) chegue ao meu próximo. Num mundo, tão cheio de palavras e de verdades científicas, tenho recordado, várias vezes, a receita do nosso Patriarca, para uma evangelização que não choque de frente com as convicções do meu próximo "Com coragem mas de mansinho". 

Paulo Chambel Leitão



IV Domingo da Quarema – Domingo “laetare”

O IV Domingo da Quaresma é designado pela palavra latina “laetare” (alegrai-vos, rejubilai), porque o texto do cântico de entrada começa assim: “Laetare, Jerusalem” – “Alegrai-vos com Jerusalém, rejubilai com ela, vós todos que a amais; regozijai-vos com ela…” (Is 66, 10).

Alegrai-vos e rejubilai” porque o Senhor sofreu, mas ressuscitou.

Alegremo-nos porque a Paixão e a Ressureição salvadoras de Jesus estão próximas.

O rigor da penitência do tempo litúrgico da Quaresma é como que suavizado neste IV Domingo da Quaresma. O significado desta “penitência atenuada” é: o Salvador ressuscitou. A cor litúrgica deste Domingo é a cor rosa, que é como um roxo (a cor da Quaresma) atenuado.

Hoje, IV Domingo da Quaresma é o Domingo da alegria! Toda a liturgia é marcada pela alegria, porque se aproxima o tempo em que vamos reviver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

A alegria é a virtude que eleva a alma! A liturgia suaviza a austeridade do tempo penitencial e envolve-o de alegria para nos recordar que temos de ser penitentes sem perder o otimismo.

Deus ama quem dá com alegria! A alegria é uma característica essencial dos cristãos e, neste Domingo, a Igreja recorda-nos que a alegria tem de estar presente em todos os momentos da nossa vida. A alegria é compatível com a mortificação e com a dor. A alegria opõe-se à tristeza, não à penitência. A alegria tem uma origem espiritual, surge de um coração que ama e é amado por Deus.

Em Comunidade, continuamos a nossa Caminhada Quaresmal: Em direcção à Páscoa! … O Tema da semana é: A luz que ilumina …

Propomos a leitura do Evangelho de São João (Jo 9, 1-7) e a oração em família:

Senhor Jesus, Tu és a luz do mundo, Tu iluminas todos os nossos dias, mesmo aqueles que parecem mais difíceis, Tu iluminas os nossos passos e o nosso futuro.
Tu, Jesus, no dia do meu Baptismo acendeste a minha Fé.

Ajuda-me a crescer confiando em Ti e na estrada que tu me indicares.

Será belo dizer-Te sempre Sim e tornar-me portador de luz.

Durante esta semana, a minha resposta poderá ser: Escrever uma oração e pedir a Jesus que ilumine a minha vida.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Sacramentos da Iniciação Cristã

Os Jovens e Adultos que vão receber os Sacramentos da Iniciação Cristã celebram o 2º “degrau” da sua caminhada no próximo Domingo, dia 6 de Abril, na Igreja Paroquial de Barcarena, durante a Missa das 12:00 horas.

2.    Festa do Perdão (Confissões das Crianças da Catequese e Catequistas)

As crianças da Catequese (do 4º ao 10º Catecismos) vão celebrar a Festa do Perdão (com a Confissão de preparação para a Páscoa) no próximo dia 5 de Abril. Todas as Crianças (do 4º ao 9º Catecismos) e Catequistas devem estar na Igreja Paroquial de S. Pedro de Barcarena, às 15:00 horas.

A partir desse dia haverá uma pausa na Catequese, retomando-se as actividades no fim-de-semana de 26 e 27 de Abril.

3.    Confissões de Preparação para a Páscoa

As confissões de preparação para a Páscoa estão marcadas nos horários seguintes:

Valejas, dia 8 de Abril, 18:00 horas, na Igreja de S. Bento.

Leceia, dia 9 de Abril, 18:00 horas, na Igreja de Nossa Senhora da Piedade.

Barcarena, dia 9 de Abril, 21:00 horas, na Igreja Paroquial.

Tercena, dia 10 de Abril, 21:00 horas, na Igreja de Santo António.

Queluz de Baixo, dia 11 de Abril, 21:00 horas, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima.

4.    Horários das Celebrações da Semana Santa e da Páscoa

Domingo de Ramos – Bênção e Procissão dos Ramos seguida de Missa

Barcarena – 11:45 Horas (Capela de S. Sebastião); Leceia – 11:00 horas (Igreja); Queluz de Baixo – 8:45 horas (Casa das Irmãs); Tercena – 10:15 horas (Jardim ao lado da Igreja); Valejas – 10:30 horas (Igreja).

Quinta-Feira Santa – Missa Vespertina da Ceia do Senhor

Missa na Igreja Paroquial – 21:00 horas (Haverá transporte).

Sexta-Feira Santa – Celebração da Paixão do Senhor

Oração de Laudes na Igreja Paroquial – 10:00 horas

Celebração da Paixão do Senhor na Igreja Paroquial – 15:00 horas (Haverá transporte).

Sábado Santo

Oração de Laudes na Igreja Paroquial – 10:00 horas

Vigília Pascal na Igreja Paroquial – 22:00 horas (Haverá transporte).

Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor

Horário das Missas: Tercena – 10:30 horas; Barcarena – 12:00 horas; Queluz de Baixo – 18:00 horas. Oportunamente serão anunciados os horários das Celebrações em Leceia e Valejas.



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