Nº56 - 23-03-2014

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Nº56 - 23-03-2014

NA BARCA DA FÉ

 

UMA ÁGUA QUE NÃO TEM PREÇO

Durante muitos anos, os Hebreus, no Sinai, fizeram a experiência da sede. Por isso, escavaram poços e sempre sonharam com uma terra onde a água descesse do céu sob a forma de chuva e orvalho, onde brotassem nascentes e abundassem as várzeas.

Nómadas que eram num deserto desolado, associaram as terras assoalhadas e áridas à morte e a água à vida, à beleza, sinais da bênção de Deus. Viam o Senhor como Aquele que “convoca as águas do mar e as derrama sobre a face da terra”. (Am 5, 8)

Na Bíblia, a imagem da água aparece nos mais variados contextos. O enamorado contempla a amada: “És fonte de jardim, nascente de água viva que jorra desde o Líbano.” (Cânt 4, 15) Deus garante aos deportados um futuro próspero e feliz com promessas ligadas à água: “As águas hão-de jorrar no deserto e as torrentes na estepe. A terra queimada transformar-se-á em lago, e as fontes brotarão da terra seca”. (Is 35, 6-7; 41, 18) Afastar-se do Senhor significa fazer uma escolha de morte e, por isso, equivale a ficar sem água: “Abandonou-me, a mim, nascente de águas vivas, e construiu cisternas para si, cisternas rotas, que não podem reter as águas.” (Jer 2, 13)

As palavras amarguradas do profeta que convida o seu povo à conversão – “todos vós que tendes sede, vinde beber desta água” (Is 55, 1) – são o prelúdio das que Jesus pronunciará no pátio do templo: “Se alguém tem sede, venha a Mim; e quem crê em Mim que sacie a sua sede!” (Jo 7, 37).

Só Jesus é a nascente de água pura que sacia qualquer sede: “Aquele que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der tornar-se-á nele uma nascente que jorra para a vida eterna.” (Jo 4, 14)

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - Domingo III da Quaresma - Ano A

Ex 17,3-7;  SALMO 94 (95);  Rom 5,1-2.5-8; Jo 4,5-42

A ÁGUA é semelhante ao TEMPO. Usando as palavras do Papa Francisco na Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium”: “O tempo ordena os espaços, ilumina-os e transforma-os em elos duma cadeia em constante crescimento, sem marcha atrás”. A água, tal como o tempo, está sempre em movimento no eterno ciclo da água. Quando falta a água para saciar a sede entra-se em desespero, tal como aconteceu com o Povo de Deus no deserto em Massa e Meriba quando não teve paciência para esperar (descrito na leitura do Êxodo). Quando a água é em excesso também se entra em desespero. Quando o tempo não dá para fazer tudo, fico frustrado e deixo os outros à minha volta frustrados. Fico com sede de tempo. Quando o tempo é muito, parece que nunca mais acaba, nunca mais chega o dinheiro, nunca mais chega um amigo, nunca mais chega o descanso. Fico afogado num tempo que nunca mais acaba.

A sabedoria de Deus dá-me a água em conta, peso e medida. Tenho de saber saboreá-la. Tenho de exultar com a água do Senhor no tempo do Senhor. Tenho de saborear o trabalho e a família no tempo que tenho. Não posso lançar-me para as coisas do futuro. O trabalho e a família que hei-de ter. Sou convidado à paciência, a AGUArdar. A acreditar que esta é verdadeiramente uma história de salvação “pois grande Deus é o Senhor, Rei maior que todos os deuses” (como diz o salmo 94). A história do Povo de Deus, a minha história, é um crescendo. Não há marcha atrás. O Espírito Santo não me abandona. Normalmente insisto em ir com a “caixa de velocidades” em primeira, mas Deus convida-me a ir em quinta. Convida-me à santidade. Cada vez Deus me empurra mais para a salvação. Isto anima a minha falta de paciência. No evangelho, Jesus anima-me através do seu diálogo com a Samaritana: “Mas aquele que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede: a água que Eu lhe der tornar-se-á nele uma nascente que jorra para a vida eterna”.

Evangelii Gaudium: http://www.agencia.ecclesia.pt/dlds/bo/EVANGELIIGAUDIUMPapaFrancisco2013CEP.pdf

Pedro Chambel Leitão



Jejum é também saber acariciar

Entramos na terceira semana da nossa “Caminhada Quaresmal”Em direcção à Páscoa! De novo, as palavras do Francisco apontam-nos o caminho a seguir.

O Cristianismo - disse o Papa Francisco, durante a Missa celebrada na Capela de Santa Marta, no dia 7 de Março - não é uma regra sem alma, um conjunto de regras formais para pessoas que usam a máscara da hipocrisia esconderem um coração vazio de caridade. O Cristianismo é a própria “carne” de Cristo, que se curva sem se envergonhar de quem sofre”.

Explicando o diálogo entre Jesus e os doutores da lei, que criticavam os discípulos por não respeitarem o jejum, o Santo Padre afirmava: “Os doutores da lei transformaram o cumprimento dos Mandamentos numa “formalidade”, esquecendo a sua raiz, ou seja, que o Cristianismo é uma história de salvação, de eleição e de aliança. … Receber do Senhor o amor de um Pai, receber do Senhor a identidade de um povo e depois transformá-la numa ética, é rejeitar aquele dom de amor”.

Citando o Profeta Isaías, o Papa explica qual o jejum, segundo a visão de Deus, que nos é pedido nesta Quaresma: pôr em liberdade os oprimidos, repartir o pão com o faminto, recolher em casa os pobres desabrigados, “vestir quem está nu”. E continua: “Este é o jejum que o Senhor quer: O jejum que se preocupa com a vida do irmão, que não sente vergonha da carne do irmão! A nossa perfeição, a nossa santidade vai avante com o nosso povo … O acto de santidade de hoje, nosso, aqui, no altar, não é um jejum hipócrita. ... O acto de santidade de hoje é dividir o pão com o faminto, cuidar dos doentes, dos idosos, daqueles que não podem dar nada em troca!”.

O jejum que nos é pedido nesta Quaresma é o “jejum da bondade”!

O jejum que nos é pedido nesta Quaresma é o jejum do qual é capaz o Bom Samaritano, que se curva sobre o homem ferido, e não o do sacerdote, que vê o necessitado mas segue em frente, talvez com medo de se contaminar!

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Reunião do Grupo de Pastoral Vocacional com os Grupos Paroquiais

O Grupo de Pastoral Vocacional da nossa Paróquia vai realizar uma reunião com todos os Grupos Paroquiais na próxima Sexta-Feira, dia 28 de Março, às 21:30 horas, na Igreja Paroquial.

Todos estão convidados a participar nesta reunião.

2.    Festa do Perdão (Confissões das Crianças da Catequese e Catequistas)

As crianças da Catequese (do 4º ao 10º Catecismos) vão celebrar a Festa do Perdão (com a Confissão de preparação para a Páscoa) no próximo dia 5 de Abril. Todas as Crianças (do 4º ao 9º Catecismos) e Catequistas devem estar na Igreja Paroquial de S. Pedro de Barcarena, às 15:00 horas.

3.    Confissões de Preparação para a Páscoa

As confissões de preparação para a Páscoa estão marcadas nos horários seguintes:

Valejas, dia 8 de Abril, 18:00 horas, na Igreja de S. Bento.

Leceia, dia 9 de Abril, 18:00 horas, na Igreja de Nossa Senhora da Piedade.

Barcarena, dia 9 de Abril, 21:00 horas, na Igreja Paroquial.

Tercena, dia 10 de Abril, 21:00 horas, na Igreja de Santo António.

Queluz de Baixo, dia 11 de Abril, 21:00 horas, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima.

4.    Horários das Celebrações da Semana Santa e da Páscoa

Domingo de Ramos – Bênção e Procissão dos Ramos seguida de Missa

Barcarena – 11:45 Horas (Capela de S. Sebastião); Leceia – 11:00 horas (Igreja); Queluz de Baixo – 8:45 horas (Casa das Irmãs); Tercena – 10:15 horas (Jardim ao lado da Igreja); Valejas – 10:30 horas (Igreja).

Quinta-Feira Santa – Missa Vespertina da Ceia do Senhor

Missa na Igreja Paroquial – 21:00 horas (Haverá transporte).

Sexta-Feira Santa – Celebração da Paixão do Senhor

Oração de Laudes na Igreja Paroquial – 10:00 horas

Celebração da Paixão do Senhor na Igreja Paroquial – 15:00 horas (Haverá transporte).

Sábado Santo

Oração de Laudes na Igreja Paroquial – 10:00 horas

Vigília Pascal na Igreja Paroquial – 22:00 horas (Haverá transporte).

Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor

Horário das Missas: Tercena – 10:30 horas; Barcarena – 12:00 horas; Queluz de Baixo – 18:00 horas. Oportunamente serão anunciados os horários das Celebrações em Leceia e Valejas.



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