Nº53 - 02-03-2014

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Nº53 - 02-03-2014

NA BARCA DA FÉ

 

A SOLICITUDE DE DEUS

A nossa fé é tantas vezes submetida a duras provas. Devido ao absurdo de certas situações e de acontecimentos, parece-nos experimentar a ausência de Deus ou, pelo menos, o seu desinteresse pelo que acontece no mundo. Sentimo-lo, com certeza. Os salmistas sentiam-no, igualmente, e ousavam dirigir a Deus acusações quase blasfemas: “Porque me abandonaste… clamo por Ti durante o dia e não me respondes” (Sal 22, 2); “Até quando Senhor? Esqueceste-me para sempre?” (Sal 13,2)

Os místicos chamam-lhe a “noite escura”, em que sentimos vacilar todas as certezas e todas as esperanças. É o caso, por exemplo, de S. Teresinha do Menino Jesus que, no fim da sua vida, ouvia no íntimo de si uma voz jocosa repetir-lhe: “Tu pensas sair das nuvens que te circundam. Não, a morte não te dará aquilo que esperas, mas uma noite ainda mais escura, a noite do nada.”

O que experimentará Deus perante as nossas angústias, as nossas dúvidas, os nossos tormentos? Será sensível à nossa dor?

A estas interrogações, Deus responde com uma pergunta: “Pode uma mulher esquecer-se do seu bebé?”; e depois, como se tivesse visto que nem mesmo esta comparação consegue exprimir o Seu amor fiel e o Seu desvelo pelo ser humano, Deus acrescenta: “Ainda que ela se esquecesse dele, Eu nunca te esqueceria” (Is 49, 15). A imagem materna é eficaz, por isso é retomada: “Como uma mãe consola o seu filho, assim Eu vos consolarei” (Is 66, 13). É comovente a promessa de Bem-Sirá: “Serás como um filho do Altíssimo, que te quererá mais do que a tua própria mãe” (Eclesiástico 4, 10).

Momentos existem em que é difícil acreditar nestas verdades… No entanto, um dia veremos que era, é e será sempre verdade!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - VIII DOMINGO do Tempo Comum

Is 49, 14-15; Sal 61 (62), 2-3, 6-7, 8-9ab; 1 Cor 4, 1-5; Mt 6, 24-34

Quando eu era criança, não me preocupava com o dinheiro porque os meus pais cuidavam de mim. Tive seguramente uma fase em que não sabia o que era o dinheiro. Os meus pais providenciavam a roupa, a comida, uma cama, etc. Aprendi desde muito cedo a confiar nos meus pais, na segurança que eles me davam.

Conforme fui crescendo, fui aprendendo a lidar com o dinheiro. Os meus pais procuraram ensinar-me algum equilíbrio na relação com os bens materiais, embora fosse estando cada vez mais convencido de que o ideal era ter muitos bens. Comecei cedo a ser capaz de ganhar o meu dinheiro, de ir criando a minha independência. Mas a minha educação ainda não tinha terminado, tal como não termina a educação de ninguém só porque sai de casa dos pais.

Ao longo de toda a vida, Deus quer fazer comigo o que fizeram os meus pais da terra: providenciar todos os bens para que eu possa confiar nele, para que seja Ele a minha segurança. Se eu achar que não preciso que Deus cuide de mim porque já sou um homem, estou enganado. Nas opções que vou fazendo na minha vida, tenho experimentado que quando o primeiro critério é a vontade de Deus e não o dinheiro, isso me leva a uma experiência real, palpável de Deus.

Esta educação que Deus vai fazendo em mim, a começar pela relação com o dinheiro, leva-me a confiar nele nas outras coisas que me vão surgindo: a morte dos que me são próximos, as debilidades físicas que me vão surgindo, o conhecimento cada vez maior do meu pecado, o caminho para a vida eterna através da minha própria morte. Nesta relação que Deus tem comigo, como uma mãe que cuida de um recém-nascido, tenho experimentado a providência de Deus que me sustenta quando tenho mais um filho, quando os impostos aumentam, quando o dinheiro não chega para tudo… Através destas coisas concretas, o coração materno de Deus vai conduzindo o meu coração empedernido à fé.

Jesus faz uma promessa no sermão da montanha: “Se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao forno, não fará muito mais por vós, homens de pouca fé? Não vos inquieteis, dizendo: ‘Que havemos de comer? Que havemos de beber? Que havemos de vestir?’. Os pagãos é que se preocupam com todas estas coisas. Bem sabe o vosso Pai celeste que precisais de tudo isso. Procurai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo.” (Mt 6, 30-33)

Desdenhar desta promessa, achando que é apenas uma figura de estilo ou um conto de fadas, é desdenhar do próprio Deus, é ser pagão. Viver apoiado nesta promessa é aceitar ser filho de Deus e fazer parte dos que herdarão a terra, dos que serão consolados, dos que serão saciados, daqueles que possuirão o Reino dos Céus.

José Chambel Leitão



Quaresma – Um Tempo de confronto com a essência da Fé!

Num tempo e num país que enfrenta tantos sacrifícios, que não encontra momentos de serenidade, de paz, vale a pena perguntar: É preciso renunciar ainda mais? Há ainda necessidade da Quaresma? O que significa Quaresma? O que significa conversão?

Quaresma é uma atitude interior, não é um momento inscrito num tempo limitado. Quaresma é a coragem de voltar as costas e começar a caminhar em direcção a Deus. É saber jejuar e fazer abstinência para se deixar encher de Deus, é saber rezar para escutar Deus.

Conversão significa voltar atrás, virar as costas. Significa encontrar-se numa “estrada” a caminhar numa dada direção e, num dado momento, voltar atrás, seguir na mesma “estrada”, mas mudar a rota, seguir na direção contrária. Conversão significa percorrer o caminho a que Deus nos chama e nenhum outro.

No tempo da Quaresma, os cristãos são confrontados com a essência da Fé: A qualidade da Fé e a fidelidade a Deus.

A qualidade da Fé: Como medi-la? A medida é Jesus Cristo. Mudar a rota só faz sentido se baseada em Jesus. Escolher Jesus Cristo não se resolve em quarenta dias, ocupa a vida inteira.

A Fidelidade significa abandonar-se, ser obedientes, como Jesus. Obedientes à Vontade de Deus. Confiar-se e abandonar-se, completamente, a Ele.

Deus não se explica! Deus não se narra! Deus vive-se!

Partindo do Evangelho do 1º Domingo da Quaresma … a Resposta pode ser …

Procura dar um nome à tua maior tentação e pede o dom da força …

E … Uma proposta de Oração diária …

Senhor Jesus, dá-me a Tua força. Não a força dos músculos ou de um corpo forte, mas a força interior que me faz continuar a caminhar, a força do Espírito Santo!

Com esta força, Jesus, tu enfrentaste e venceste as tentações.

Também eu quero ser vencedor e contigo isso é possível.

Obrigado Senhor pelo Óleo da força com que fui ungido no dia do meu Baptismo, faz com que eu saiba aproveitar este dom que me fizeste para me ajudar a permanecer contigo e a seguir a Tua estrada.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Missas na Terça-Feira, dia 4 de Fevereiro (dia de Carnaval)

Na próxima Terça-Feira, dia 4 de Fevereiro (dia de Carnaval), o horário da Missa em Tercena sofrerá uma pequena alteração. Será às 10:00 horas.

A Missa das 19:00 horas em Barcarena será cancelada.

 

2.    Quarta-Feira de Cinzas - Bênção e Imposição das Cinzas

Na próxima Quarta-Feira, dia 5 de Março (Quarta-Feira de Cinzas) inicia o Tempo da Quaresma. Na nossa Paróquia, o horário das celebrações será o seguinte:

Tercena – 10:00 horas; Queluz de Baixo – 19:00 horas; Barcarena – 21:00 horas.

 

3.    Exposição do Santíssimo em Queluz de Baixo

Na próxima Sexta-Feira, dia 7 de Março, entre as 18:00 e as 18:45 horas, haverá Exposição do Santíssimo na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, Queluz de Baixo.

 

4.    Noite de Oração orientada pelo Grupo de Jovens

O Grupo de Jovens da nossa Paróquia vai organizar mais uma Noite de Oração.

Será no dia 8 de Março, às 21:30 horas, na Capela de S. Sebastião.

 

5.    Encontro de Formação para Acólitos

No próximo Domingo, dia 9 de Março,às 16:00 horas, terá lugar, na Igreja Paroquial, um Encontro de Formação para Acólitos.

 

6.    Reunião do Plenário do Conselho Pastoral Paroquial

No próximo dia 9 de Março (Domingo), pelas 21:30 horas, terá lugar, na Igreja Paroquial, a Reunião do Plenário do Conselho Pastoral.

 

7.    Apresentação à Paróquia da Contabilidade do Ano 2013

A Contabilidade da Paróquia, apresentada recentemente ao Patriarcado, foi aprovada e encontra-se afixada em todas as Comunidades da Paróquia.

As receitas (incluindo o Contributo Paroquial) não foram suficientes para suportar as despesas, tendo-se registado um saldo negativo de, aproximadamente, 25.000 €.

O Saldo negativo deve-se, em grande parte, a obras de conservação.

Num futuro muito próximo vai ser necessário proceder a novas obras de conservação, nomeadamente, nos telhados da Igreja Paroquial, da Igreja de Tercena e na Igreja de Leceia.


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