Nº52 - 23-02-2014

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Nº52 - 23-02-2014

NA BARCA DA FÉ

 

SEDE PERFEITOS, COMO O VOSSO PAI CELESTE É PERFEITO!

“Senhor, eu não sou digno”, dizemos nós antes de comungar, conscientes de que a união com Cristo na Eucaristia implica partilhar a sua escolha de vida. Temos consciência que não conseguiremos ser como Ele, que é Pão que se reparte e Sangue que se derrama.

A observância dos preceitos do Antigo Testamento era difícil, mas não impossível, porque a meta indicada pela Lei estava ao alcance das pessoas. Com justificado orgulho o salmista podia declarar: “Segui os caminhos do meu Deus, todos os seus mandamentos estão diante de mim e nunca rejeitei os seus preceitos. (Sal 18, 22-23).

Ao contrário da moral judaica, a moral cristã propõe uma meta inatingível: a perfeição do Pai que está nos céus (Mt 5, 48). Na estrada para a Vida, a sinalética precisa e detalhada da Lei, com os seus mandamentos bem definidos, fica para trás; em frente abre-se o horizonte sem limites da perfeição do Pai, e o caminho para Ele tem que ser inventado, todos os dias. Passo a passo, em direcção a uma meta inatingível! Cada momento desse caminho é determinado, no coração humano, pelos impulsos do Espírito que sugere o modo de responder às necessidades do irmão.

Jesus caminha resoluto (Lc 9, 51), enquanto os passos do discípulo não podem ser pequenos e incertos. “Vivemos exilados, longe do Senhor” (2Cor 5, 6.9), mas predestinados a sermos Sua imagem (Rom 8, 29), expressão do Seu amor que não conhece confins de raça e religião, e que é oferecido indistintamente a amigos e inimigos.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - VII DOMINGO do Tempo Comum

Lv 19,1-2.17-18; Sl 102; 1Cor 3,16-23; Mt 5,38-48

Indico duas frases retiradas da Liturgia da Palavra deste Domingo que me despertaram uma reflexão:

  • “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” – um mandamento apresentado por Deus ao Seu Povo, depois de ter sido resgatado da escravidão do Egipto, por meio de Moisés – da primeira leitura, do Livro do Levítico.
  • “Amai os vossos inimigos” - mandamento novo que Jesus, no Evangelho de São Mateus, revela e propõe como que uma “fórmula” perfeita ao mandamento da Lei de Moisés.

Amar o próximo como a mim mesma, implica primeiro e consequentemente, amar a mim mesma. Gostar de mim como sou. Foi numa representação teatral da Festa de Natal do meu filho mais novo, que crianças de 4 anos abordaram de uma forma original este aspecto do evangelho.  Tomar consciência disto é fundamental, especialmente nesta nossa sociedade que tudo me leva a não gostar de mim, por exemplo em relação ao meu aspecto físico (tenho quilos a mais, celulite, rugas, cabelos brancos...).

Se amar o meu próximo, entenda-se “o meu próximo” todo aquele que está perto de mim e é meu amigo e me ama, é difícil, por vezes há falhas nessa relação, quanto mais amar o meu inimigo. Quando tomo consciência que não consigo amar o meu inimigo, ou seja, amar aquela pessoa que disse mal de mim, ou que me caluniou, ou aquela pessoa que me é tão próxima e me conhece muito bem ao ponto de saber como me atingir, que me humilha. Quando percebo que tenho esta incapacidade, pois por mais que me esforce, esse amor ao inimigo não existe em mim, caio na tentação de achar que não vale a pena, e que este mandamento é algo impossível. É neste momento que se começa a duvidar do amor de Deus – como é que Deus gosta de alguém que faz tudo ao contrário dos Seus Mandamentos?!

As Palavras do Salmo colocam-me na verdade –“O Senhor é clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade; não nos tratou segundo os nossos pecados nem nos castigou segundo as nossas culpas. (...) como um pai se compadece dos seus filhos, assim o Senhor Se compadece dos que O temem.”

O nosso Pároco lembrava-me no outro dia – “Deus ama-nos tal qual nós somos!”

E o que somos? Diz na segunda leitura da Epístola de S. Paulo, Somos de CristoSomos templo de Deus e o Espírito de Deus habita em nós. Cristo tornou-nos com o Seu Espírito, irmãos, filhos de Deus, e é assim que é possível amarmos uns aos outros, pois nos aproximamos da santidade de Deus. É deste amor incondicional que Deus tem por mim, tal qual como eu sou, que brota o amor ao outro tal qual ele é – irmão e não inimigo!

 

PS: No 5ºano da Catequese da Infância falava-se há duas semanas atrás – “Os mandamentos, são o caminho que Deus indica para tornar o Seu Povo livre e feliz”

Mónica Morgado



Deus regenera!

Seguindo a mesma linha do texto que vos apresentei no último número da nossa Folha Paroquial, proponho para nossa meditação/oração alguns pensamentos que o nosso muito amado Papa Francisco nos transmitiu na homilia da Santa Missa celebrada a 10 de Dezembro de 2013, na Capela de Santa Marta.

“O cristão que perde a esperança perde o próprio sentido da sua existência e é como se vivesse diante de um muro. … Abrir as portas ao encontro com o Senhor significa receber dele aquela consolação que nos restitui, com ternura, a esperança”.

Quando estamos próximos do Senhor, Ele dá-nos a esperança …

Como disse o Santo Padre: Quando estamos próximos do Senhor, Ele “refaz com esperança, abre sempre uma porta. Quando o Senhor se aproxima de nós, não fecha portas, abre-as”.

Logo a seguir continua: “Na vida cristã a esperança é uma fortaleza, é uma graça, é um dom”. … “A vida de um cristão sem a esperança não faz sentido, é como se estivesse diante do nada. Mas, o Senhor consola-nos e regenera-nos com a esperança …”.

Para explicar tudo isto, o Santo Padre cita o Profeta Isaías: “Como um pastor, Ele apascenta o seu rebanho, reúne-o com o seu braço, transporta os cordeiros ao colo e conduz ao descanso as mães que os estão a amamentar”. (Is 40, 11) E continua: É a imagem da ternura. O Senhor consola-nos com ternura. O Senhor, o grande Deus, não teme a ternura. Ele faz-se ternura, faz-se menino … Cada um de nós é muito importante para o Senhor, que nos faz ir em frente, dando-nos a esperança”.

Esta foi a grande obra de Jesus: “Aproximar-se e dar conforto, aproximar-se e dar esperança, aproximar-se com ternura”.

Durante esta semana peçamos ao Senhor “a graça de não ter medo da consolação do Senhor … porque é uma consolação que nos dará esperança e nos fará sentir a ternura de Deus”.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.         Pausa da Catequese

No fim-de-semana de 1 e 2 de Março não haverá Catequese (Pausa de Carnaval).

 

2.         Quarta-Feira de Cinzas - Bênção e Imposição das Cinzas

No dia 5 de Março (Quarta-Feira de Cinzas) inicia o Tempo da Quaresma. Na nossa Paróquia, o horário das celebrações será o seguinte:

Tercena – 10:00 horas; Queluz de Baixo – 19:00 horas; Barcarena – 21:00 horas.

 

3.         Noite de Oração orientada pelo Grupo de Jovens

O Grupo de Jovens da nossa Paróquia vai organizar mais uma Noite de Oração.

Será no dia 8 de Março, às 21:30 horas, na Capela de S. Sebastião.

 

4.         Reunião do Plenário do Conselho Pastoral Paroquial

No próximo dia 9 de Março (Domingo), pelas 21:30 horas, terá lugar, na Igreja Paroquial, a Reunião do Plenário do Conselho Pastoral.

 

5.         Sacramentos da Iniciação Cristã - Crianças que frequentam o 3º Catecismo e de Adultos

As Crianças da Catequese que frequentam o 3º Catecismo e ainda não são baptizadas e os Adultos vão receber os Sacramentos da Iniciação Cristã na Vigília Pascal (dia 19 de Abril).

A preparação para estes Sacramentos realiza-se “degraus” ou ”passos”, pelos quais o catecúmeno, ao caminhar, como que passa uma porta ou sobe um degrau.

O 1º “degrau” está marcado para o dia 23 de Março, na Igreja Paroquial de Barcarena, durante a Missa das 12:00 horas.

O 2º “degrau” está marcado para o dia 6 de Abril, na Igreja Paroquial de Barcarena, durante a Missa das 12:00 horas. 

 

6.         Algumas Alterações ao Calendário Paroquial

O Sacramento do Crisma na nossa Paróquia vai ser administrado no dia 28 de Junho, tal como consta no Calendário Paroquial.

Contudo, por motivos que se prendem com a agenda do Senhor Bispo, a hora foi alterada, passando para as 16:00 horas.

Como preparação para este Sacramento, O Senhor Bispo virá à nossa Paróquia no dia 20 de Junho, às 21:30 horas, para se encontrar com os Crismandos. Os Pais e Padrinhos são também convidados a participar neste encontro com o Senhor Bispo.


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