Nº51 - 16-02-2014

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Nº51 - 16-02-2014

NA BARCA DA FÉ

 

NÃO MATARÁS!(Mt 5,21-26)

O homem não tem poder sobre a vida do seu semelhante, mesmo que este seja um criminoso (Gen 4, 15). A vida humana é sagrada e intocável! Isto era já claro na Lei antiga! Mas para entrar no Reino dos Céus, segundo a Nova Lei, é necessário entender que o “não matarás” comporta muito mais. Há outras formas (manhosas, sofisticadas, ocultas e disfarçadas) de matar.

Se existissem raios X capazes de mostrar o cemitério escondido no nosso coração, apanharíamos um susto. Entre os mortos esconderíamos aqueles a quem jurámos nunca mais dirigir a palavra, aqueles a quem negamos o perdão, aqueles a quem continuamos a atirar à cara o erro cometido, aqueles a quem vamos privando do amor e da alegria de viver…

Jesus ensina que o mandamento que ordena “não matar” tem muitas implicações que vão muito além da agressão física. Quem usa palavras ofensivas, quem se deixa tomar pela ira, quem alimenta sentimentos de ódio já matou o seu irmão (Mt 5, 22).

O homicídio parte sempre do coração. Não se pode odiar uma pessoa e estar em paz consigo mesmo. Mata-se porque se tem a convicção de que o outro não é homem e, por isso, é bom que seja eliminado. Normalmente vai-se repetindo a si mesmo, como um refrão impiedoso: “é um estúpido”, “é um louco”, “é um sem Deus”. Assim se chega a pronunciar, sem remorso, a sentença: deve ser “eliminado”.

Segundo Jesus, é este coração cruel e injusto que deve ser desarmado. À obra de demonização da pessoa, Ele contrapõe o juízo: “é um irmão”. Repete três vezes esta palavra (Mt 5, 22-24), como um antídoto para sarar o coração do veneno do ódio e incrementado pelas palavras más.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - VI DOMINGO do Tempo Comum

Sir 15, 16-21 (15-20); Sal 118 (119), 1-2. 4-5. 17-18. 33-34; 1 Cor 2, 6-10; Mt 5, 17-37

Vivo logo Sou

Neste Domingo Deus, através da sua palavra, leva-me a reflectir na tendência que tenho de racionalizar o Divino. Através da minha razão afasto Deus, tornando-o inalcançável e incompreensível, porque a sua essência não é mensurável, logo não me serve de referência. Deus está infinitamente distante da minha vida que, neste Universo imenso, não é mais que uma micropartícula ultra-condicionada por forças físicas, sociológicas e psicológicas. Nada do que eu faça pode mudar o rumo do Universo e muito menos perturbar a Deus. A primeira leitura diz-me que, esta minha tendência natural, leva-me a concluir uma mentira. Ao contrário do que muitas vezes penso, Deus não está longe, mas sim próximo da minha vida e conhece-me pelo meu nome “Seus Olhos estão postos naqueles que O temem; Ele próprio conhece as acções do homem. Não mandou a ninguém proceder com impiedade, nem deu licença a ninguém de cometer o pecado.” (Sir 15,19-20).

Deus convida-me, também, a fugir de outra tendência natural, que é a de tornar o seu Evangelho numa lista de sins e de nãos, por preguiça mental. Facilmente a lei de Deus torna-se a minha lei, da qual eu sou Juiz, pronto a acusar os outros, excepto as minhas más acções. De facto, a 2ª leitura revela-me que a sabedoria de Deus “… não é deste mundo …” (1Cor 2,6), logo foge aos meus referenciais e às minhas pequenas lógicas “… são realidades que os olhos não viram, nem os ouvidos escutaram, nem passaram pela ideia dum homem, e que Deus preparou para aqueles que o amam!” (1Cor 2,9).

O Evangelho reflecte bem até que ponto a sabedoria de Deus não se pode aprisionar pela palavra dos homens. Quando eu acho que compreendo a palavra Deus e a consigo reduzir a um conjunto de regras convenientes, Jesus vem ao meu encontro e diz-me ” Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Não matarás. Quem matar será sujeito a julgamento.’ Pois Eu digo-vos: Todo aquele que se irar contra seu irmão será sujeito a julgamento. Quem chamar imbecil a seu irmão será sujeito ao tribunal do Sinédrio. E quem lhe chamar ímpio será sujeito à Geena do fogo. Se estiveres, pois, a apresentar a tua oferta ao altar e aí te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa aí a tua oferta, diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão e vem então apresentar a tua oferta. Põe-te depressa de acordo com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho do tribunal, não vá o adversário entregar-te ao juiz, o juiz ao guarda, e sejas metido na prisão.” (Mt 5, 21-25). A palavra de Deus realmente é misteriosa mas vem para me salvar.

Paulo Chambel Leitão



Deus não pode ser objecto de negócio!

No Evangelho aparece, frequentemente, a palavra “obedecer”.

E, na homilia da missa, celebrada a 11 de Abril, na Capela de Santa Marta, o Papa Francisco explicou: Obedecer a Deus é ouvir Deus, ter o coração aberto para caminhar pela estrada que Ele nos indica”.

Ouvir Deus torna-nos livres e dá-nos aquela felicidade que “as propostas do mundo” não podem garantir.

Obedecer ao Senhor significa ouvir a Sua voz.

Deixemo-nos conduzir, durante esta semana, pondo em prática o “desafio” que o Papa Francisco propõe: “Quero obedecer, quero caminhar pela estrada que Jesus me indica!”.

Caminhar pela estrada de Jesus, explicou o Santo Padre, significa não ouvir as propostas do mundo, as propostas de pecado … que nos afastam do Senhor. Isso não nos tornará felizes".

Nesta escolha de obediência a Deus e não ao mundo, sem ceder a acordos, o cristão não está sozinho.

E o Santo Padre explica: A ajuda para percorrer o caminho indicado por Jesus e para obedecer a Deus podemos encontrá-la no Espírito Santo. É o Espírito Santo quem nos dá a força para caminhar, para prosseguir o longo da estrada”.

Durante esta semana, de uma forma muito especial, deixemo-nos guiar pelo convite do Papa Francisco a sermos corajosos nas diversas situações da vida: “Peçamos a graça da coragem. Teremos sempre pecados. Somos todos pecadores. Mas importa ter a coragem de dizer: Senhor, sou pecador, às vezes obedeço às coisas mundanas mas quero obedecer a Ti, quero caminhar pela Tua estrada. Peçamos a graça de caminhar sempre pela estrada de Jesus. E quando não o fizermos peçamos perdão. O Senhor perdoa-nos, porque Ele é muito bom”.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Reunião de Catequistas

Na próxima Quinta-Feira, dia 20 de Fevereiro, pelas 21:00 horas, na Igreja Paroquial, haverá uma reunião de Catequistas.

Apelamos à presença de todos.

 

2.    Catequese de Adultos

Na próxima Sexta-Feira, dia 21 de Fevereiro, pelas 21:00 horas, na Igreja Paroquial, haverá mais uma sessão de Catequese de Adultos (Preparação para os Sacramentos de Iniciação Cristã e Crisma).

Pedimos a todos os Adultos inscritos nesta Catequese o favor de não faltarem.

 

3.    Curso de Formação Litúrgica

O início do Curso de Formação Litúrgica vai ter lugar no próximo Sábado, dia 22 de Fevereiro, entre as 14:00 e as 18:30 horas, na Igreja Paroquial.

A 1ª Sessão terá como temaa “Festa da Liturgia”.

A todos aqueles que fizeram a sua inscrição no Curso, recomenda-se pontualidade.

 

4.    Contributo Paroquial

O total da verba recolhida nos Ofertórios do Contributo Paroquial foi de 1707,39 €. (Barcarena – 300,31 € ; Leceia – 328,91 € ; Queluz de Baixo – 336,62 € ; Tercena – 649,55 € ; Valejas – 92,00 €).

 

5.    Ofertório a favor da Associação Amigos de Raoul Follereau (Leprosos)

O total da verba recolhida nos Ofertórios destinados à Associação Amigos de Raoul Follereau foi de 424,80 €. (Barcarena – 64,77 € ; Leceia – 50,43 € ; Queluz de Baixo – 73,70 € ; Tercena – 235,90 €).

 

6.    Oratórios da Sagrada Família – Leceia

Durante o Ano de 2013, as ofertas recolhidas nos Oratórios da Sagrada Família (Comunidade de Leceia) totalizam 447,43 €.

 

7.    Pausa da Catequese

No fim-de-semana de 1 e 2 de Março não haverá Catequese (Pausa de Carnaval).

 

8.    Quarta-Feira de Cinzas - Bênção e Imposição das Cinzas

No dia 5 de Março (Quarta-Feira de Cinzas) inicia o Tempo da Quaresma. Na nossa Paróquia, o horário das celebrações será o seguinte:

Tercena – 10:00 horas; Queluz de Baixo – 19:00 horas; Barcarena – 21:00 horas.

 

9.    Reunião do Plenário do Conselho Pastoral Paroquial

No próximo dia 9 de Março (Domingo), pelas 21:30 horas, terá lugar, na Igreja Paroquial, a Reunião do Plenário do Conselho Pastoral.


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