Nº50 - 09-02-2014

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Nº50 - 09-02-2014

NA BARCA DA FÉ

 

O JEJUM QUE AGRADA AO SENHOR

Em 587 aC, Nabucodonosor destrói Jerusalém e deporta os sobreviventes para a Babilónia. Em 538 aC, Ciro conquista a Babilónia e autoriza o regresso dos judeus e a reconstrução de Jerusalém.

O regresso faz-se na alegria. Mas o entusiasmo inicial em breve esmorecerá. O ano era de seca e os campos estavam invadidos por ervas daninhas. As casas estavam destruídas. Os que no exílio tinham comerciado e enriquecido começam a comprar todas as propriedades. Cresce o número dos pobres e sem abrigo. As autoridades decidem invocar o socorro de Deus: multiplicam as cerimónias religiosas e os dias de jejum.

O texto da primeira Leitura que hoje escutámos (Is 58, 3-8) foi escrito nestes anos por um profeta desconhecido, e agregado, posteriormente, ao Livro de Isaías. O profeta não contesta o valor da oração e da penitência; mas pensa que a oração e o jejum só comovem a Deus se cada um for generoso para com o seu próximo. São palavras corajosas, que serão confirmadas pela pregação de Jesus. Infelizmente, os pregadores, os de ontem e os de hoje, ora nos esquecemos de que é preciso rezar, ora ignoramos que a oração tem de brotar de uma vida verdadeira, na comunhão com Deus e com os homens.

O Salmo (Sl 111 (112)) deve ter sido composto na mesma época e tem uma doutrina parecida: “Brilha, como luz nas trevas, o homem misericordioso, compassivo e justo… Reparte com largueza pelos pobres, a sua generosidade permanece para sempre.” O Salmo 110 (111) falava da generosidade de Deus, este fala da generosidade do homem. A generosidade do homem não deve surgir do medo dos castigos de Deus, deve resultar da progressiva identificação do homem com o Senhor.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - V Domingo do Tempo Comum – Ano A

Is 58, 7-10; Salmo 111 (112); 1 Cor 2, 1-5; Mt 5, 13-16

As leituras desta semana levam-me a pensar na verdade. Levam-me a pensar se eu vivo na verdade. Viver na verdade é viver na humildade e na liberdade. A grande desvantagem de viver na mentira é enganar-me a mim mesmo. Outra desvantagem é que engano também os outros. Como me engano? Quando não sou humilde. Achar que algo do que sou se deve a algum mérito meu é enganar-me. De facto o mundo é uma grande fábrica de pecados. Porquê? Porque de cada vez que alguém peca leva várias pessoas a pecar. Quando eu grito com o meu próximo, ele vai pecar ou por gritar de volta, ou por se achar superior (pois não gritou), ou porque fica chateado e mais tarde ou mais cedo grita com outro qualquer. Com esta velocidade de propagação o mundo devia ser um mar exclusivo de pecado e eu devia ser muito pior do que sou. Mas o mundo tem muito de bom devido à graça de Deus. Ele continua a fornecer ao mundo as graças necessárias para cortar a avalanche de pecado. Portanto tudo o que eu faço de bom é por graça de Deus. Tudo o que eu faço de bom é porque muitas pessoas aceitaram a graça de Deus e me passaram a mim algo de bom (Pais, família, mulher, Igreja, etc).

Por isso tenho de viver na humildade pois essa é verdade. E viver na humildade é dar bens materiais sem cobrar de quem recebe (tal como sugere o profeta Isaías), mas esperando muitas graças de Deus. Viver na humildade é pregar a palavra de Deus sem cobrar de quem recebe, mas esperando muitas graças de Deus. O que custa é não ver essas graças… Só por si o nome já indica que é algo de pouco concreto… Mas Deus, esse grande maestro, vai distribuindo graça acima de graça como notas musicais que vão preenchendo as falhas de uma sinfonia inacabada e por vezes dissonante. Mais extraordinário é ver que Deus me usa também para distribuir a sua graça, qual burro que leva água para uma aldeia remota e sedenta. Não consigo levar muita água, mas aquela que levo faz uma grande alegria a quem a recebe. São Paulo levava cisternas de água tão abundante aos sábios Coríntios (que pareciam não precisar de nada) que ainda hoje jorra para a vida de muitos de nós. Este Domingo em particular São Paulo anuncia a humildade como caminho para a salvação. Ele que tinha todas as razões para ser o primeiro em sabedoria, fez-se o último.

Finalmente o evangelho vem mostrar a urgência de eu viver na verdade. É que Deus quer um “burro” como eu para distribuir a sua graça. Ele não me pede muito, mas pelo menos isso tenho que fazer. Se não mais vale sair e dar lugar a outro. Não posso ser cristão se não distribuir a graça de Deus na humildade. 

Pedro Chambel Leitão



Qual é o meu tesouro?

O Papa Francisco, numa das homilias da Santa Missa celebrada, em 21 de Junho de 2013, na Capela de Santa Marta, apontava-nos os “tesouros lindíssimos” dos Cristãos: “O amor, a caridade, o serviço, a paciência, a bondade e a ternura”.

E, logo a seguir, desafiava-nos a descobrir: “Qual é o meu tesouro?”.

“Certamente, não podem ser as riquezas, dado que o Senhor diz: Não acumuleis para vós tesouros na terra, porque no final perdem-se”.

E, o Santo Padre explica: As riquezas são: “tesouros em risco, tesouros que se perdem”. As riquezas são: “tesouros que devemos deixar, não os podemos levar connosco. … Nunca vi um camião de mudanças atrás de um cortejo fúnebre”.

“Qual é o tesouro que podemos levar connosco no final da nossa vida terrena?”.

A resposta é simples, diz-nos o Papa Francisco: “Podemos levar o que demos, apenas isso”.

Tudo o resto: “O que poupamos para nós mesmos, não podemos levar connosco. São coisas que os ladrões podem roubar, que se deterioram ou que ficarão para os herdeiros”.

“Aquele tesouro que demos aos outros, durante a vida, levá-lo-emos connosco depois da morte, e ele será o nosso mérito, ou melhor, o mérito de Jesus Cristo em nós”.

E a concluir, o Santo Padre acrescenta: “Esta é a única coisa que o Senhor nos deixa levar”.

O próprio Jesus disse-o claramente aos doutores da lei que se gabavam da beleza do templo de Jerusalém: “Não permanecerá pedra sobre pedra”.

Isto vale também para “os nossos tesouros, que dependem das riquezas, do poder humano”.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Curso de Formação Litúrgica

O Secretariado Permanente do Conselho Pastoral programou um Curso de Formação Litúrgica a funcionar na nossa Paróquia.

Este Curso destina-se, sobretudo, a Leitores, Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, Zeladores, Conselho Pastoral Paroquial, Catequistas, estando também aberto a outros Cristãos empenhados e que nele queiram participar.

O Curso terá 4 Sessões (1 Sábado por mês, das 14:00 às 18:30 horas, durante quatro meses).

A 1ª Sessão, “Festa da Liturgia”, será no próximo dia 22 de Fevereiro.

As inscrições devem ser feitas, até ao dia 8 de Fevereiro, no Cartório Paroquial, dentro do seu horário normal de funcionamento, ou por mail ( Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ).

O Curso é gratuito. O número de inscrições é limitado.

Nos placards de Avisos pode ser consultada informação adicional.

 

2.    Receita dos Oratórios da Sagrada Família – Tercena

Durante o Ano de 2013, as ofertas recolhidas nos Oratórios da Sagrada Família (Comunidade de Tercena) totalizam 454,56 €.

 

3.    Exposição do Santíssimo em Tercena

Na próxima Quinta-Feira, dia 13 de Fevereiro, entre as 16:00 e as 17:30 horas, haverá exposição do Santíssimo na Igreja de Santo António, em Tercena.

 

4.    Reunião de Catequistas

Quinta-Feira, dia 20 de Fevereiro, às 21:00 horas, na Igreja Paroquial, haverá uma reunião de Catequistas. Apelamos à presença de todos.

 

5.    24ª Peregrinação dos Missionários da Consolata a Fátima

No próximo dia 15 de Fevereiro vai realizar-se a 24ª Peregrinação dos Missionários da Consolata a Fátima.

Em Queluz de Baixo e Tercena estão a ser organizados autocarros. Se desejar participar nesta peregrinação contacte, por favor, os Zeladores de Queluz de Baixo ou Tercena.

O preço do autocarro é de 10 € e, caso pretenda almoçar, o custo é de 7,5 €. O pagamento deverá ser feito na altura da inscrição.

A partida dos autocarros será às 7:30 horas, nos locais habituais.


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