Nº47 - 19-01-2014

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Nº47 - 19-01-2014

NA BARCA DA FÉ

 

O TESTEMUNHO DE JOÃO:
O ESPÍRITO DESCEU E PERMANECEU EM JESUS

No Evangelho deste 2º Domingo do Tempo Comum é apresentado o testemunho de João Baptista (Jo 1, 32-34): ele reconhece como “Filho de Deus” aquele sobre o qual viu descer e permanecer o Espírito.

No Antigo Testamento fala-se muitas vezes do espírito de Deus que toma conta dos homens, dando-lhes força, determinação, coragem, a ponto de os tornar irresistíveis. Fala-se da sua descida sobre os profetas que ficam habilitados a falar em nome de Deus; mas a característica deste espírito é a sua provisoriedade: permanece até que levem a cabo a sua missão. Pelo contrário, em Jesus o Espírito permanece de forma duradoura, estável. A estabilidade, na Bíblia, é atribuída apenas a Deus: somente Ele é “o Deus vivo, que subsiste eternamente” (Dan 6, 27); somente a Sua Palavra “permanece para sempre” (1Ped 1, 25).

Por Jesus, o Espírito entrou no mundo. Nenhuma força contrária O poderá expulsar ou vencer, e a partir de Jesus será efundido sobre cada pessoa. É o Baptismo “no Espírito Santo” anunciado pelo Baptista (Jo 1, 33). Unido intimamente a Cristo, como ramos unidos a uma videira viçosa e cheia de linfa, os crentes darão frutos abundantes (Jo 15, 5), habitarão em Deus e Deus neles (1Jo 4,16), receberão a estabilidade no bem que é própria de Deus, porque, enquanto “o mundo passa e também as suas concupiscências, quem faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1Jo 2, 17).

É esta mensagem de esperança e de alegria que João, desde a primeira página do seu Evangelho, quer anunciar aos discípulos. Não obstante o enorme poder do mal no mundo, aquilo que espera a humanidade é a comunhão de vida “com o Pai e com o Seu Filho, Jesus Cristo”. Estas coisas, diz S. João, escrevo-as “para que a nossa alegria seja completa” (1Jo 1, 3-4).

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - II Domingo do Tempo Comum – Ano A

Is 49, 3.5-6; Salmo 39; 1Cor 1, 1-3; Jo 1, 29-34

A primeira leitura deste Domingo começa por me dizer - “E agora o Senhor falou-me…” depois continua - “Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo (...) disse-me então (...)  «Vou fazer de ti luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra».”. Nesta leitura o profeta Isaías fala da Salvação de Deus. E essa salvação, anuncia Isaías, virá através do verdadeiro salvador – Jesus, O Filho de Deus - proclamado no evangelho de Domingo passado “Este é o meu Filho muito amado” Mt 3,17.

A Palavra é clara, quando me diz que a Salvação de Deus não vem só para mim, mas para todos, iluminando todas as nações, até aos confins da terra.

E diz mais, na carta de S. Paulo da segunda leitura, diz-me que no Plano de Salvação de Deus, a “Igreja de Deus”, “todos os que invocam... o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo” são chamados à santidade, são chamados também a esta missão de iluminar e ser Luz para as nações.

S. Paulo percebeu esta chamada, esta vontade de Deus para a sua vida - escolhido para Apóstolo - “Paulo, por vontade de Deus escolhido para Apóstolo de Cristo Jesus...” 1Cor 1, 1.

A semana passada falava para as crianças da catequese desta escolha de Deus. Deus quer a ajuda das crianças para tornar o mundo melhor – “Deus quer a tua ajuda” diz no Catecismo do 5º ano da catequese.

É aqui que me encontro, fazendo parte deste Plano de Salvação, baptizada, filha de Deus, escolhida. Deparo-me com esta chamada, com esta vontade de Deus para a minha vida. E à qual terei que dar uma resposta – um sim de adesão a esse Plano. E esse sim traduz-se nas palavras do refrão do Salmo Responsorial “Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade”.

É a isto que sou chamada - a fazer a vontade de Deus. Mas esta adesão, este meu sim, tarda, pois parece-me que a vontade de Deus é sempre difícil e impossível de cumprir – ser a última, deixar-me “morrer” pelo outro, quando insultada não responder, trabalhar sem ser notada ou elogiada, viver de forma modesta, pedir perdão mesmo que ache que tenho razão. Ora tudo isto parece-me que me leva a uma vida de sofrimento, revolta e humilhação, quando na realidade, é o contrário – leva-me a uma Vida de vitória com Cristo. Ele que sofreu tudo isto e muito mais, venceu na cruz, tudo o que me trava a responder SIM. É Cristo Jesus Ressuscitado, o Servo de Deus, que na sua obdiência total a Deus, vê cumprida a vontade do Pai.

Por isso Jesus me ensina a rezar no Pai Nosso “seja feita a vossa vontade”.

Mónica Morgado



Tempos Litúrgicos – O Tempo Comum

O Ano Litúrgico celebra o Mistério Pascal de Cristo (Centro da nossa Fé). Nele encontramos o sentido ou, se preferirmos, os fundamentos que proporcionam uma “atmosfera” e uma realidade de santificação do tempo. Como grande Assembleia de Escolhidos, membros da Comunidade do Ressuscitado, vivemos o Ano Litúrgico, com os seus Tempos, todos eles ricos de significado.

Com a Festa do Baptismo do Senhor, que celebramos Domingo passado, tem início o Tempo Litúrgico designado por Tempo Comum, que corresponde a um período de cerca de dois terços de todo o Ano Litúrgico (33 ou 34 semanas). O Tempo Comum é interrompido pelo Tempo da Quaresma e Tempo Pascal (desde a Quarta-Feira de Cinzas até o Domingo de Pentecostes). É retomado na Segunda-Feira a seguir ao Domingo do Pentecostes e estende-se até ao I Domingo do Advento.

O Tempo Comum tem como característica própria celebrar o Mistério de Cristo na sua globalidade, em vez de se centrar numa dimensão particular desse mesmo Mistério.[1]

O Tempo Pascal e o Tempo do Natal são designados por “Tempos Fortes”, mas o Tempo Comum é um tempo “Fortíssimo”.

Nos “Tempos Fortes” celebramos um mistério particular da vida de Jesus.

No Tempo Comum vamos escutando um Evangelista que nos apresenta a vida de Jesus na sua globalidade.

No Tempo Comum, o mistério da Encarnação e o Nascimento de Jesus encarnam-se na nossa vida. No Tempo Comum, a Páscoa da Libertação e a Páscoa da Nova Aliança revivem, semanalmente, no Dia do Senhor, o Domingo, e a nossa Vida Espiritual cresce e ganha força.

No Tempo Comum celebramos, com maior intensidade, as festas de Cristo, da Virgem Maria e dos Santos. Percorremos os caminhos do Senhor que se cruzam com os nossos. Ele diz-nos sempre: “Eis que faço novas todas as coisas”.[2]



[1] Cfr. Normas Gerais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário, Nº 43

[2] Ap 21, 5

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Recolha do Contributo Paroquial

Nas Missas Vespertinas e Dominicais dos dias 25 e 26 de Janeiro será feita a recolha do Contributo Paroquial, prevista para os dias 31 de Novembro e 1 de Dezembro.

 

2.    Dia de S. Sebastião (Memória)

Na próxima Segunda-Feira, dia 20 de Janeiro, a Igreja recorda o Mártir S. Sebastião.

A assinalar a Memória deste Mártir da Igreja, no dia 20 de Janeiro, pelas 21:00 horas, na Capela de S. Sebastião, haverá uma Missa Solene em honra de S. Sebastião.

Apelamos à presença de todos os Paroquianos nesta Celebração.

 

3.    Dia de S. Vicente – Padroeiro Principal do Patriarcado de Lisboa

Quarta-Feira, dia 22 de Janeiro, a Igreja recorda o Diácono S. Vicente, Padroeiro Principal do Patriarcado de Lisboa.

A assinalar a Memória deste Diácono e Mártir da Igreja, no dia 22 de Janeiro, às 19:00 horas, haverá uma Missa Solene, na Sé Patriarcal, presidida por Sua Eminência o Patriarca de Lisboa.

Apelamos à presença de todos os Paroquianos nesta Celebração.

 

4.    Celebração Ecuménica Nacional

No próximo Sábado, dia 25 de Janeiro, às 18:00 horas, terá lugar na Igreja de S. Paulo, em Lisboa, uma Celebração Ecuménica.

 

5.    Encontro Ecuménico na Igreja do Algueirão

No próximo Domingo, dia 26 de Janeiro, às 21:00 horas, terá lugar um Encontro Ecuménico que contará com a presença do D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa.

Apelamos à presença do Grupo de Jovens neste encontro.

 

6.    Cartório Paroquial (Novo Horário de Funcionamento)

Recordamos o novo horário de funcionamento do Cartório Paroquial:

3ª Feira – Das 17:00 às 19:00 horas.

5ª Feira – Das 11:30 às 13:30 horas.

6ª Feira – Das 19:30 às 21:30 horas.

Na página da internet da Paróquia (www.paroquiadebarcarena.pt) poderão ser encontrados todos os detalhes sobre os contactos e horários de atendimento na Paróquia.


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