Nº46 - 12-01-2014

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Nº46 - 12-01-2014

NA BARCA DA FÉ

 

BAPTISMO DO SENHOR

A Epifania foi a primeira manifestação solene da divindade de Jesus. O Baptismo é a segunda. Nas Bodas de Caná dar-se-á a terceira. Por isso, a festa do Baptismo do Senhor é colocada na continuação da Epifania. Por outro lado, o Baptismo é a inauguração solene do Seu ministério público, após a sua vida escondida em Nazaré. Por isso mesmo, esta festa fecha o ciclo natalício e ao mesmo tempo abre o chamado Tempo Comum.

No Baptismo de Jesus revela-se toda a Santíssima Trindade: o Pai declara-O Seu Filho muito amado, ungindo-O ou consagrando-O com o Espírito Santo que desce visivelmente sobre Ele. Inicia assim a Sua missão messiânica, dando cumprimento às antigas profecias. Esta Missão vai terminar com o Seu Baptismo definitivo “na morte”, no Calvário: do Seu lado aberto jorrará sangue e água, símbolos do Baptismo e da Eucaristia.

Celebrando o Baptismo do Senhor, celebra-se também o baptismo da Igreja e de cada fiel. Nascida na Morte e Ressurreição do Senhor, a Igreja tem o Seu Natal definitivo no Pentecostes, onde recebe em plenitude a Sua Missão de continuadora da Obra de Cristo, conduzida pelo Seu Espírito. No Batismo de Cristo está também prefigurado o nosso baptismo, o baptismo de todos os chamados à Salvação, não apenas os baptizados em água, mas no sangue (mártires) e em desejo (catecúmenos, fiéis não cristãos e pagãos de boa fé).

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - BAPTISMO DO SENHOR, Ano A

Isaías 42,1-4.6-7; Actos dos Apóstolos 10,34-38; Mateus 3,13-17.

 

Este domingo detenho-me nas palavras do profeta Isaías, no chamado Primeiro Cântico do Servo: «Eis o meu servo, a quem Eu protejo, o meu eleito, enlevo da minha alma. (…) Fui Eu, o Senhor, que te chamei segundo a justiça, tomei-te pela mão; formei-te e fiz de ti a aliança do povo e a luz das nações, para abrires os olhos aos cegos, tirares do cárcere os prisioneiros e da prisão os que habitam nas trevas.»

No Evangelho, S. Mateus termina a narração do baptismo de Jesus com as palavras do Pai: E uma voz vinda do Céu dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência.»

Nesta festa do Baptismo do Senhor de 2014 toca-me especialmente esta imagem da Luz de Cristo, luz das nações, sinal também presente no rito do baptismo dos nossos dias.

O cristão, que se torna uma nova criatura quando emerge das águas do baptismo, está impregnado do Espírito Santo e é participante da natureza de Deus, como seu filho adoptivo.

As leituras deste domingo recordam-me as palavras que inspiraram a Beata Teresa de Calcutá a ser um instrumento do Pai junto dos seus filhos prediletos, os mais frágeis, os últimos da terra: «Vem, sê a minha luz».

Nesta comunidade dos cristãos de que faço parte, a minha atenção detém-se hoje nesta mulher de carne e osso, de figura frágil, que se tornou reflexo intenso da Luz de Cristo, como tantos outros cristãos.

A profusão de luzes que atraem a minha atenção no dia-a-dia é factor de distração, que me encandeia se me fixo demasiado nelas à procura daquilo que me agrada, do meu bem-estar, do descanso que julgo merecer, etc..

Jesus Cristo não está aí.

Essas luzes incidem sobre mim, podem até agredir-me quase sem dar conta, aprisionam-me ao meu egoísmo. Por isso, paradoxalmente, podem mergulhar o meu coração nas trevas.

Pelo contrário, Jesus Cristo deixa-se encontrar em ambientes menos exuberantes, por vezes de sofrimento e fragilidade humana, onde subsiste apenas uma luz ténue.

Muitas vezes é aqui que sou chamada a viver esta condição de filha de Deus.

Aí, basta uma pequena centelha para descobrir a Sua presença.

Com ela se pode acender uma fogueira que manifeste o Amor de Deus Pai, que aquece os corações e que ilumina aqueles cujo rosto mais se assemelha ao de Cristo na Paixão.

Jesus falou-lhes novamente: «Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida»(Jo 8.12).

Senhor, que abriste os olhos aos cegos, ensina-me, hoje, a rezar com o salmista: a tua palavra é farol para os meus passos e luz para os meus caminhos, (…) do teu amor está cheia a terra (Sl 119,105.64).

Filipa Aguiar Ferreira



“Não nascemos Cristãos, mas tornamo-nos Cristãos”

Pensando na festa que celebramos este fim-de-semana, a Festa do Baptismo do Senhor, recordei uma frase de Tertuliano, um escritor do Século II, que sempre me fascinou e que partilho convosco: “Não nascemos cristãos, mas tornamo-nos cristãos”.

Por muito cristã que seja a nossa família, nenhum de nós nasceu cristão. Tornamo-nos cristãos.

O Baptismo é um Sacramento instituído por Jesus, disso não temos dúvidas. Todos nós conhecemos bem aquela passagem do Evangelho de Mateus em que Jesus, dirigindo-se aos Apóstolos lhes diz: “Ide … Baptizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28, 19).

O Baptismo é o primeiro Sacramento e a condição prévia para todos os outros Sacramentos.

Bento XVI afirmou: “No Baptismo somos inseridos numa companhia de amigos que nunca nos abandonará, nem na vida nem na morte ... Esta companhia de amigos, esta família de Deus, na qual somos inseridos, acompanha-nos sempre … Nos dias de sofrimento, nas noites escuras da vida, dar-nos-á conforto e luz” (Bento XVI, 08.01.2006).

O Baptismo liga-nos a Jesus Cristo e, como afirma S. Paulo: “Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura”. (2 Cor 5, 17).

O Baptismo é o sacramento comum a todos os cristãos.

O Baptismo estabelece uma relação pessoal com Jesus.

O Baptismo significa a inserção na comunidade dos fiéis, a Igreja.

O Baptismo abre as portas da vida cristã, incorporando o baptizando, na comunidade católica, no grande Corpo Místico de Cristo que é a Igreja.

O Baptismo é uma Graça, um Dom de Deus, que nos acolhe incondicionalmente.

Ser baptizado significa que a nossa história de vida pessoal mergulha na corrente do Amor de Deus.

Diácono Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Início da Catequese de Adultos – Preparação para o Crisma

A Catequese de Adultos (Preparação para o Crisma) vai iniciar no dia 17 de Janeiro de 2014 (6ª Feira), às 21:00 horas, na Igreja Paroquial.

A todos os inscritos nestas Catequeses será enviada uma mensagem SMS a recordar este encontro.

 

2.    Cartório Paroquial (Novo Horário de Funcionamento)

O Cartório Paroquial tem um novo horário de funcionamento, que é o seguinte:

3ª Feira – Das 17:00 às 19:00 horas.

5ª Feira – Das 11:30 às 13:30 horas.

6ª Feira – Das 19:30 às 21:30 horas.

Na página da internet da Paróquia (www.paroquiadebarcarena.pt) poderão ser encontrados todos os detalhes sobre os contactos e horários de atendimento na Paróquia.

 

3.    Grupo de Jovens – “Janeiras” (Saldo angariado)

Nos passados dias 2, 3 e 4 de Janeiro o Grupo de Jovens passou pelas diferentes Comunidades da Paróquia a cantar as “Janeiras” em casa das Famílias que se inscreveram. O saldo final obtido foi de 406,00 € (quatrocentos e seis euros) e destinar-se-á à Pastoral Juvenil.

 

4.    Dia de S. Sebastião (Memória)

Segunda-Feira, dia 20 de Janeiro, a Igreja recorda o Mártir S. Sebastião.

A assinalar a Memória deste Mártir da Igreja, no dia 20 de Janeiro, pelas 21:00 horas, na Capela de S. Sebastião, haverá uma Missa Solene em honra de S. Sebastião.

Apelamos à presença de todos os Paroquianos nesta Celebração.

 

5.    Dia de S. Vicente – Padroeiro Principal do Patriarcado de Lisboa

Quarta-Feira, dia 22 de Janeiro, a Igreja recorda o Diácono S. Vicente, Padroeiro Principal do Patriarcado de Lisboa.

A assinalar a Memória deste Diácono e Mártir da Igreja, no dia 22 de Janeiro, haverá uma Missa Solene, na Sé Patriarcal, presidida por Sua Eminência o Patriarca de Lisboa.

Apelamos à presença de todos os Paroquianos nesta Celebração.


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