Nº45 - 05-01-2014

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Nº45 - 05-01-2014

NA BARCA DA FÉ

 

EPIFANIA

O tempo de Natal começa e acaba com duas celebrações que se completam: o nascimento de Jesus e a Epifania. A primeira contempla a entrada na nossa história de Jesus, Filho de Deus, Filho da Virgem Maria. A segunda convida-nos a tomar consciência de que Ele veio para contactar com todos os homens, para nos manifestar o amor de Deus (“epifania” significa manifestação).

S. Lucas narra a visita dos pastores ao presépio. S. Mateus recorda que houve uma outra visita, a dos magos. Os primeiros eram homens simples e ignorantes, os últimos eram sábios, há muito fixados na esperança do Messias. Os pastores tinham sido despertados por um anjo e tinham percorrido um breve caminho, os magos tinham meditado longos anos e viajado longos dias. Uns e outros puderam ver o Messias Senhor, o Rei.

Hoje, a Epifania está-nos entregue. É a nós, cristãos, que cabe manifestar Jesus Cristo aos homens do nosso tempo. Aos ignorantes e aos sábios, aos ricos e aos pobres, aos apaixonados pela Verdade e aos que descreem de tudo, aos bons e aos maus.

As estatísticas mostram que de ano para ano são menos as pessoas que vêm às nossas celebrações, que se casam pela Igreja, que mandam os filhos à catequese. Será que nós, em vez de manifestar Cristo, O ocultamos? Será que as nossas homilias, as nossas devoções, os nossos catecismos, ignoram cada vez mais as bem-aventuranças e a cruz e se fixam em coisas secundárias?

Uma questão importante é a da linguagem. A Igreja soube dialogar com as várias épocas e não teve medo de falar as suas línguas. Importa que, desde as Encíclicas dos Papas às lições de catequese, passando pelas homilias dominicais, a Igreja fale como falam os homens, as mulheres, as crianças do tempo e do país em que se encontra.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - DOMINGO DA EPIFANIA DO SENHOR

Is 60, 1-6; Sal 71 (72), 2, 7-8, 10-11, 12-13; Ef 3, 2-3a, 5-6; Mt 2, 1-12

Duas palavras me chamaram a atenção nas leituras deste domingo: rei e povo. Em Isaías e no Salmo (muito antes de Jesus Cristo) se prefigurava um Rei justo que surgiria em Israel, que iluminaria o povo que andava nas trevas, mas também iluminaria os reis do mundo. Este Rei justo cumpre-se em Jesus Cristo. Deus envia o seu próprio Filho que “socorrerá o pobre que pede auxílio” e perante ele “prostrar-se-ão todos os reis”. No Evangelho de hoje vemos os reis dos quatro cantos da terra que vêm prostrar-se ao Deus menino. Este Rei que Deus preparou para ser “Pastor de Israel, meu povo”.

Eu faço parte deste Povo de Deus. Estou sujeito não só aos reis da terra, mas também a este Rei justo. E também os reis do mundo se têm de submeter a Jesus Cristo. Por isso não há nada que não tenha solução. Se tenho um Rei poderoso e justo que tudo pode, nada tenho a temer. Deus pode transfigurar as maiores injustiças e sofrimentos em glória. Na minha realidade de pecador onde abundam o medo, o orgulho e a avareza, Deus vem propor-me uma mudança de vida. Romper com as leis deste mundo e aderir às leis de Deus. Não é no dinheiro e no prestígio que vou encontrar a salvação. Não posso obedecer aos reis do mundo que me convidam a alienar-me da minha realidade, e a viver um dia-a-dia vazio de sentido: viver para comer, ou seja, viver para os prazeres passageiros do mundo.

O Rei, o Deus menino, vem neste dia lembrar-me que fui feito para a vida eterna. Isto torna-se particularmente óbvio quando no dia de Ano Novo (Dia de Santa Maria, Mãe de Deus), visito uma das pessoas mais idosa da nossa Paróquia já com 95 anos. Tantas experiências de vida. Tantas alegrias e tristezas. Nesta idade fica óbvio que cada dia conta. Com a minha idade tenho dificuldade em me lembrar que cada dia que passa é importante para a minha salvação. Julgo sempre que ainda tenho muito tempo pela frente, só preciso de fazer uma vida saudável.

As oferendas dos reis magos vêm centrar-me no importante. O ouro lembra-me que as riquezas do mundo estão sujeitas a Deus. O incenso lembra-me que a oração é o alimento mais importante para a minha vida. E finalmente a mirra lembra-me que cada dia conta, que a vida na terra é um curto espaço de tempo e que tenho de o usar para vencer o medo, o orgulho e a avareza que dominam o meu coração. 

Pedro Chambel Leitão



Epifania do Senhor

A Epifania, que significa Manifestação do Senhor, teve sempre um grande significado para os cristãos, pois celebra e realiza o encontro entre Deus e o homem, entre a bondade e o amor infinito de Deus que se dá a conhecer à humanidade, que está sempre à procura da luz e da salvação, débil mas sequiosa de verdade.

Na manifestação ou epifania aos Magos, podemos sublinhar alguns aspectos importantes.

Deus manifestou todo o Seu amor à humanidade tornando-se criança! Deus que, ao longo da história, tinha falado de muitos modos, tornou-se agora um de nós, o Emanuel, o Deus connosco! Escolheu um estilo de vida diferente da mentalidade humana. Escolheu a simplicidade, a pobreza, a aniquilação.

Jesus dá-se a conhecer aos pastores, pessoas simples; Dá-se a conhecer aos Magos, homens sábios, mas humildes, sempre em busca da verdade que o Espírito de Deus pode trazer!

Os Magos enfrentam a fadiga, seguem os sinais de Deus (a estrela). Deus recompensa-os, dá-se a conhecer na Sua Verdade de Filho de Deus.

A manifestação aos Magos sublinha o facto de que Jesus veio para todos, que a Sua salvação é para todos, que Deus quer dar-se a conhecer a todas as nações para que todos os povos possam acolhê-lo como o seu Salvador. O amor de Deus é para todos!

Isto leva-nos a louvar o Senhor pelo Seu Amor Universal que nos envolve como crentes porque somos chamados a colaborar na missão de Jesus e da Igreja, ajudando os homens no caminho da fé, da procura, do encontro com o Senhor.

Hoje, cada um de nós pode encontrar a manifestação de Jesus na Liturgia. Santo Ambrósio afirma: “Tu mostraste-te a mim, ó Cristo, face a face. Eu encontrei-te nos teus Sacramentos”.

E, a Eucaristia é a epifania de Cristo, a epifania suprema. A Eucaristia não nos mostra apenas o Jesus terreno que os Magos viram, Homem entre os homens, mas também o Jesus morto e ressuscitado, o Senhor Jesus glorioso e universal, luz e força da Igreja.

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Decreto de Nomeação

Dom Manuel III, por mercê de Deus e da Sé Apostólica, Patriarca de Lisboa

Aos que esta nossa provisão virem, saúde e bênção.

Pela presente, nomeamos para exercer o ministério diaconal na paróquia de São Pedro de Barcarena, vigararia de Oeiras, sob orientação do respectivo pároco, o diácono Carlos Manuel Ferreira de Sousa Borges, dentro das leis gerais da Igreja e particulares portuguesas e desta diocese, com os direitos e obrigações nas mesmas estabelecidas.

E, para seu título, mandámos passar esta em duplicado, ficando um exemplar no arquivo da Cúria.

Dada em Lisboa, aos 18 dias do mês de Dezembro do ano 2013.

Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa

P. Jorge Manuel Tomaz Dias

Chanceler

 

2.    Cartório Paroquial (Novo Horário de Funcionamento)

A partir desta semana o Cartório Paroquial vai ter um novo horário de funcionamento, que será o seguinte:

3ª Feira – Das 17:00 às 19:00 horas.

5ª Feira – Das 11:30 às 13:30 horas.

6ª Feira – Das 19:30 às 21:30 horas.

Na página da internet da Paróquia (www.paroquiadebarcarena.pt) poderão ser encontrados todos os detalhes sobre os contactos e horários de atendimento na Paróquia.

 

3.    Início da Catequese de Adultos – Preparação para o Crisma

A Catequese de Adultos (Preparação para o Crisma) vai iniciar no dia 17 de Janeiro de 2014 (6ª Feira), às 21:00 horas, na Igreja Paroquial. A todos os inscritos nestas Catequeses será enviada uma mensagem SMS a recordar este encontro.

 

4.    Reunião do Secretariado Permanente do Conselho Pastoral

Na próxima 6ª Feira, dia 10 de Janeiro, pelas 21:30 horas, terá lugar, na Igreja Paroquial, uma Reunião do Secretariado Permanente do Conselho Pastoral Paroquial.


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