Nº41 - 08-12-2013

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Nº41 - 08-12-2013

NA BARCA DA FÉ

 

IMACULADA CONCEIÇÃO

Maria é a ponte entre o Antigo e o Novo Testamentos, entre a espera e a chegada do Messias. É a aurora que anuncia um Novo Dia, um Tempo Novo. Como a aurora não tem sentido sem o sol, assim Maria sem Jesus. Por isso, esta Solenidade da Imaculada Conceição não destoa, antes dá mais sentido ao Advento, que sendo um tempo essencialmente mariano, se torna ainda mais ‘cristão’. Maria é modelo e Mãe do Advento: atenta à chegada do Messias, acolhe-O de coração aberto, põe-se ao Seu serviço, e entrega-O à humanidade.

Não há Natal sem Mãe. A festa da Imaculada Conceição coloca-nos já na perspectiva do Natal e mais imediatamente na expectativa que caracteriza o Advento. Como uma mãe atende com alegria e ansiedade o filho, assim Maria esperou o nascimento de Jesus. Vivendo esta festa, imbuímo-nos no espírito do Advento, que por sua vez ganha mais sentido à luz de Maria, Mãe do Advento.

Maria é certamente uma “obra-prima” da criação. E diante de uma obra de arte o pensamento de quem a contempla vai certamente para o autor. O projecto de Deus no qual Maria deve ser inserida é descrito na segunda Leitura (Ef 1, 3-6): “Bendito seja Deus (…),que do alto dos Céus nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo. N’Ele nos escolheu (…) para sermos santos e irrepreensíveis, em caridade, na sua presença. Ele nos predestinou (…), a fim de sermos seus filhos adoptivos, por Jesus Cristo”.

Maria quer ajudar-nos a viver este tempo na grande expectativa da vinda do Senhor no Natal!

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - II Domingo do Advento - Solenidade da Imaculada Conceição

Génesis 3,9-15.20; Salmo 98(97),1-4; Romanos 15,4-9; Lucas 1,26-38a.

A caminho do Natal, a festa de hoje exalta Maria, a mãe do Senhor.

Nas leituras deste domingo deparo-me primeiro com outra mulher, Eva, mãe de todos os viventes.

Detenho-me nesta figura do livro do Génesis que algumas vezes suscitou perguntas da parte de quem se admirava como era possível aceitar em simultâneo estes relatos da criação do mundo e as explicações científicas sobre o aparecimento do universo e do homem.

No entanto, esta história, que por vezes confunde as pessoas, está mais próxima da minha vida do que pode parecer e é mais proveitosa no meu dia-a-dia do que teorias matemáticas sobre a origem do universo.

A serpente desperta em Adão e Eva a vontade de ser como Deus. Compreender a razão de ser de tudo, ser dono da própria existência, submeter todas as coisas à sua vontade e arbítrio.

Fá-lo através da mentira e do engano, que os leva a desobedecer, porque instala nos seus espíritos a dúvida sobre o amor que Deus tem por eles.

Esta atitude é-me familiar. Quantas vezes duvido do projeto que Deus vai construindo na minha vida, através dos acontecimentos que me envia e que não estavam nos meus planos. Os sofrimentos, as contrariedades …

Quantas vezes tenho a tentação de querer (re)escrever a minha história segundo a minha razão e me esqueço das palavras de São Paulo: “Deus é capaz de fazer mais, imensamente mais do que possamos pedir ou imaginar” (Ef 3,20).

Como diz na Carta aos Romanos que escutamos hoje: “tudo o que foi escrito no passado foi escrito para nossa instrução, a fim de que, pela paciência e pela consolação que nos dão as Escrituras, tenhamos esperança.”

Por meio de Maria foi vencida a serpente. O seu Filho esmagou-lhe a cabeça.

Esta Mulher vem apontar-me outro caminho, outra atitude, que exige oração, perseverança e paciência, em cada dia.

A história de Maria não começa com a visita do anjo. O seu coração já ansiava por Deus, estava cheio do seu amor. Por isso é “cheia de graça”.

A surpresa e singularidade do anúncio provocam nela interrogações, mas são perguntas de quem acredita e, sobretudo, de quem confia.

Maria convida-me a reter Deus no meu coração, a não dar espaço à constante catequese do mundo que todos os dias me incita a procurar o que me dá prazer e bem-estar e que no fim deixa apenas um vazio.

Convida-me a acolher Aquele que é o Verbo feito carne e cujo Corpo e Sangue recebi na Eucaristia pela primeira vez neste dia, há muitos anos atrás.

Neste tempo de espera, do Advento, ensina-me a dizer com a ajuda do Espírito Santo: “Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22, 17.20).

Filipa Aguiar Ferreira



Em caminho …

Estamos a viver o tempo litúrgico do Advento, o tempo que marca o início de um novo Ano Litúrgico.

Advento é um tempo em que somos chamados, como nos diz o Santo Padre, “a descobrir a beleza de estarmos em caminho … todos em caminho através das veredas do tempo”.

Em caminho para onde?

Em caminho para o Reino da Justiça, para o Reino da Paz!

E o Papa Francisco continua:

“Este caminho nunca está terminado. Tal como na vida de cada um de nós há sempre necessidade de partir de novo, de reencontrar o sentido da própria existência, a grande família humananão pode perder de vista o horizonte comum em direcção ao qual estamos em caminho: O horizonte de esperança! Este é o horizonte para percorrer um bom caminho.

O tempo do Advento restitui-nos o horizonte da esperança, uma esperança que não desilude, porque é fundada na Palavra de Deus. Uma esperança que não desilude porque o Senhor nunca desilude!

Ele é fiel! Ele não desilude! Pensemos e sintamosesta beleza.

O modelodesta atitude espiritual, deste modo de estar e caminhar na vida, é a Virgem Maria. Uma menina simples do campo, que traz no coração toda a esperança de Deus!

No seu ventre, a esperança de Deus fez-se carne, fez-se homem, entrou na história: Jesus Cristo.

O seu Magnificat é o cântico do Povo de Deus em caminho,o cântico de todos os homens e mulheres que esperam em Deus, no poder da Sua misericórdia.

Deixemo-nos guiar por ela, que é mãe,é mãe e sabe comoguiar-nos.

Neste tempo de espera e de vigilância activa, deixemo-nos guiar por Ela”.

(Papa Francisco, Oração de Angelus, 1 de Dezembro de 2013)



VIDA PAROQUIAL

1.    Festa do Perdão (Crianças da Catequese e Catequistas)

As crianças da Catequese (do 4º ao 10º Catecismos) vão celebrar a Festa do Perdão (com a Confissão de preparação para o Natal) no próximo dia 14 de Dezembro. Todas as Crianças (do 4º ao 9º Catecismos) e Catequistas devem estar na Igreja Paroquial de S. Pedro de Barcarena, às 15:00 horas.

 

2.    Confissões de Preparação para o Natal

As confissões de preparação para o Natal estão marcadas nos horários seguintes:

Valejas, dia 17 de Dezembro, 18:00 horas, na Igreja de S. Bento.

Leceia, dia 18 de Dezembro, 18:00 horas, na Igreja de Nossa Senhora da Piedade.

Barcarena, dia 18 de Dezembro, 21:00 horas, na Igreja Paroquial.

Tercena, dia 19 de Dezembro, 21:00 horas, na Igreja de Santo António.

Queluz de Baixo, dia 20 de Dezembro, 21:00 horas, na Igreja de Nossa Senhora de Fátima.

 

3.    Adoração ao Santíssimo em Tercena

Na próxima 5ª Feira, dia 12 de Dezembro, haverá exposição do Santíssimo Sacramento na Igreja de Santo António, Tercena, entre as 16:00 e as 17:30 horas.

 

4.    Férias do Pároco

Entre os dias 10 e 13 de Dezembro, o Pároco vai aproveitar para tirar uns dias de descanso.

Todos os Serviços Pastorais serão assegurados.

 As Missas semanais (feriais) em Barcarena, Queluz de Baixo serão canceladas. Em Tercena também não haverá Missa na 3ª, 4ª e 6ª Feira.

A Missa de 5ª Feira (em Tercena) será mantida, ou seja, no dia 12 haverá Missa às 9:30 horas.

 

5.    Retiro de Jovens

O Grupo de Jovens vai estar em Retiro no fim-de-semana de 14 e 15 de Dezembro. Vamos acompanhar os Jovens com as nossas orações, pedindo a Deus que, este Retiro seja para cada um deles um momento de verdadeiro encontro com Jesus.

 

6.    Aniversário Natalício do Papa Francisco

No próximo dia 17 de Dezembro ocorre o aniversário natalício do Papa Francisco. Neste dia, de uma forma muito especial, vamos pedir a Deus que lhe dê força para guiar a Sua Igreja.


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