Nº40 - 01-12-2013

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Nº40 - 01-12-2013

NA BARCA DA FÉ

 

ADVENTO

Vamos celebrar o Natal, isto é, o nascimento de Jesus. Acreditamos que Jesus é Deus, Filho de Deus Pai, por Ele enviado aos homens. Veio na simplicidade, deixou no céu a glória e o poder. Nasceu numa cabana, cresceu numa família de pequenas posses, ganhou a vida com o trabalho das suas mãos. Anunciou o Reino de Deus. Disse que os pobres, os doentes, os pecadores, são cidadãos normais deste Reino. Disse que os ricos, os poderosos, os sábios, os que estão cheios de si mesmos, só entrarão no Reino se mudarem os corações. Ensinou que Deus não precisa de ordem, precisa de amor. As autoridades religiosas de Jerusalém viram n’Ele um profeta perigoso e não tiveram dificuldade em convencer o procurador romano de que Ele era um agitador que convinha eliminar. Foi condenado à morte, morte de cruz.

Por triste ironia, a data do seu nascimento foi recuperada, primeiro para ser a festa mais ou menos pagã da família, depois para se tornar num dos grandes marcos da sociedade do consumo. Até se paga um 13º mês para que toda a gente tenha possibilidade de participar neste ritual que não tem nada com Deus e bastante pouco com o verdadeiro amor aos irmãos.

Não interessa combater a festa pagã do Natal, interessa recordar aos cristãos que precisamos de celebrar o nascimento de Jesus de outra maneira. De resto, a Igreja gosta de sobrepor três perspectivas: a vinda de Jesus à terra há mais de dois mil anos; a vinda de Jesus ao coração daqueles que acreditam n’Ele; e a vinda no final do tempo, para inaugurar o Reino definitivo. Isto explica a escolha dos textos da Missa do 1º Domingo do Advento. A primeira Leitura, do Profeta Isaías (Is 2, 1-5), é um apelo à intervenção de Deus, para que um dia os homens possam “converter as espadas em relhas de arado e as lanças em foices”. A segunda Leitura, de S. Paulo (Rom 13, 11-14), recorda que Cristo já veio e é preciso que cada um de nós “ponha de parte as obras das trevas”. O Evangelho (Mt 24, 37-44) afirma que Cristo há-de voltar, e manda que estejamos atentos à Sua vinda (no dia da nossa morte, no dia do “fim do mundo”).

Aceitemos, por um momento, os costumes à nossa roda. Quando um dos nossos amigos faz anos, tentamos descobrir uma prenda que lhe dê alegria. Neste caso, não precisamos de pensar muito. A prenda de anos que agrada a Jesus é a nossa conversão.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - 1º DOMINGO do ADVENTO, Ano A

Is 2,1-5; Salmo 121 (122); Rom 13,11-14; Mt 24,37-44

 

A primeira leitura deste Domingo fala-nos da “casa de Jacob”. O Salmo fala-nos da “casa de David” e da “casa do Senhor”. Finalmente o evangelho fala do “dono da casa”.

Jacob era filho de Isaac e herdou todas as promessas do seu Avô Abraão. Era um arameu errante cuja “casa” era uma tenda. Contudo, Deus preparou uma casa para Jacob, uma casa maior do que essa. Herdou a promessa de uma grande família e uma terra a que pudesse chamar casa. Uma casa onde todas as nações se viriam abrigar.

As promessas foram-se cumprindo, sendo David o primeiro descendente de Jacob a cumprir a promessa de ter uma casa para o seu povo onde se vivia em paz e tranquilidade. Foi nesse rei perfeito e pecador que se cumpriu a promessa aplicada a Israel (Jacob). Finalmente tinha uma casa só sua.

Mas a promessa de Deus era mais do que isso (já assim dizia Isaías). A casa de Israel abriu-se a todo o mundo com Jesus Cristo. Todos passaram a ter a possibilidade de entrar para a casa do Senhor, a Igreja.

Mas em todas estas leituras Deus vem falar ao dono da casa. Este dono sou eu e reconheço na casa a minha família. Deus convida-me a estar atento, pois o Senhor quer vir ter comigo e para isso vai-me preparando, convidando, exortando... Tenho que estar vigilante. Tenho de caminhar à luz do Senhor. Tenho de me revestir das armas da luz. Na minha casa, na minha família, tenho de viver em humildade, serviço e oração. Não posso deixar que os hábitos do mundo estraguem a casa que Deus me prometeu.

Também o Papa Francisco está preocupado com as nossas famílias e por isso convida todos os cristãos a responder ao inquérito sobre a realidade familiar até 8 de Dezembro.

http://www.familia.patriarcado-lisboa.pt/questionario

Pedro Chambel Leitão



Diácono … por Amor do Pai, tornou-se o último e o servo de todos

Se existe uma figura na Ordem Sagrada da Igreja, que é, muitas vezes, ignorada dos fiéis, é a figura do Diácono (do grego  διάκονος (diákonos), ou seja Servo).

O Diácono nasce na aurora da Igreja. (cfr. Act 6, 1-15) Sete foram eleitos pelos Apóstolos e escolheram Estêvão, homem cheio de Fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócuro, Nicanor, Timão, Parmenas, e Nicolau, prosélito de Antioquia”. (Act 6, 5)

Em 30 de Novembro de 1995, na Assembleia Plenária da Congregação para o Clero, o Beato João Paulo II afirmou:

... Através da imposição das mãos da oração de consagração, o Diácono recebe uma peculiar configuração a Cristo, Cabeça e Pastor da Igreja que, por amor do Pai, se tornou o último e o servo de todos (cfr. Mc 10, 43-45; Mt 20, 28, 1Pd 5, 3) ... Em virtude do sacramento recebido, é impresso um carácter espiritual indelével, que “marca” o Diácono para sempre como o ministro de Cristo. O Diácono não é, portanto, um leigo e “já não pode voltar a ser leigo no sentido estrito, porque o carácter impresso pela Ordenação fica para sempre”. (Catecismo da Igreja Católica, 1583) ... O Diácono não é um empregado ou um funcionário eclesiástico em “part-time”, mas um ministro da Igreja. A sua ... é uma missão! Tudo o que se refere ao Ministério dos Diáconos pode ser resumido numa única palavra: Fidelidade. Fidelidade à tradição católica, fidelidade ao Magistério, fidelidade ao empenho de reevangelização”.

E continua o Beato João Paulo II: "... Assim, os Diáconos permanentes aparecerão na sua verdadeira identidade de ministros de Cristo, não como leigos particularmente empenhados na vida da Igreja”.

Existem várias chaves de leitura aplicáveis à Ordem Sagrada, uma das mais fascinantes equipara o Bispo a Deus Pai, Jesus ao Diácono e o Espírito Santo ao Presbítero.

O Diácono tem o poder de administrar os Sacramentos do Baptismo e do Matrimónio. É ministro ordinário da Sagrada Comunhão, exerce o Ministério da Palavra (ou seja, durante uma celebração da Eucaristia é ele quem deve ler o Evangelho), pode abençoar pessoas, lugares e objectos, presidir à bênção eucarística, ao rito das exéquias e a outras acções litúrgicas sem Missa.

Carlos Manuel Borges



VIDA PAROQUIAL

1.    Ordenação Diaconal/Ofertórios dos Fins-de-semana

Os Ofertórios dos fins-de-semana de 30 de Novembro/1 de Dezembro e 7/8 de Dezembro destinam-se, exclusivamente, a custear as despesas relacionadas com a Ordenação Diaconal do Carlos Borges. Por esse motivo, a recolha do Contributo Paroquial, que estava prevista para os dias 30 de Novembro e 1 de Dezembro, passa para os dias 25 e 26 de Janeiro de 2014. Da mesma forma, o Ofertório consignado para o Fundo do Clero, previsto para os dias 7 e 8 de Dezembro, passa para os dias 14 e 15 de Dezembro.

O Programa relacionado com a Ordenação Diaconal é o seguinte:

Dia 1 de Dezembro, às 15:30 horasOrdenação, na Igreja dos Jerónimos.

Dia 7 de Dezembro, às 21:30 horasVigília de Oração, na Capela de S. Sebastião.

Dia 8 de Dezembro, às 12:00 horasApresentação do novo Diácono à Paróquia de S. Pedro de Barcarena.

A seguir à Eucaristia haverá um almoço no Salão dos Bombeiros Voluntários de Barcarena.

O Pároco apela à participação de todos os Paroquianos nestas Celebrações que serão um momento de Graça para a nossa Paróquia.

No dia 8 de Dezembro serão mantidas todas as Missas Dominicais, excepto a de Tercena, às 10:30 horas, que passará para as 16:30 horas, em que celebraremos a Festa dos Auxiliares da Legião de Maria.

 

2.    Festa do Perdão (Crianças da Catequese e Catequistas

As crianças da Catequese (do 4º ao 10º Catecismos) vão celebrar a Festa do Perdão (com a Confissão de preparação para o Natal) no próximo dia 14 de Dezembro. Todas as Crianças (do 4º ao 9º Catecismos) e Catequistas devem estar na Igreja Paroquial de S. Pedro de Barcarena, às 15:00 horas.

 

3.    Iniciativa da Associação de Pais do Centro Social e Paroquial de Barcarena

A Associação de Pais do Centro Social e Paroquial de Barcarena vai levar a cabo uma recolha de objectos para uma Venda Solidária de Natal. Esta venda destina-se a angariar verbas em benefício das crianças dos Centros de Infância.

As datas e locais da recolha, serão as seguintes:

Igreja de Tercena: Sábado, 30 de Novembro, antes da missa das 19:00 horas e Domingo, 1 de Dezembro, antes da missa das 10:30 horas.

Igreja de Barcarena: Domingo, 1 de Dezembro, antes da missa das 12:00 horas

Centro Jovem (Queluz de Baixo): Sábado, 7 de Dezembro, a partir das 10:00 horas

Os objectos serão vendidos durante a Venda Solidária de Natal, que decorrerá nos dias 7 e 8 de Dezembro, no Centro Jovem de Queluz de Baixo, das 10:00 às 20:00 horas.

 

4.    Dia 4 de Dezembro – Dia de Santa Bárbara (Padroeira dos Mineiros)

No dia 4 de Dezembro (Quarta-Feira), dia de Santa Bárbara, pelas 12:00 horas, nas instalações da Fábrica da Pólvora, será celebrada uma Missa por todos os operários.


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