Nº39 - 24-11-2013

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Nº39 - 24-11-2013

NA BARCA DA FÉ

 

CRISTO REI

No último Domingo do tempo comum, como remate de um ano de oração, a Igreja celebra a festa de Cristo Rei.

Tem sentido proclamar que Cristo é Rei. Porque, com o Pai e com o Espírito Santo, Ele é Deus, Criador e Senhor do Céu e da Terra. E porque queremos que o Seu caminho na Terra oriente os nossos caminhos.

Por outro lado, sabemos que Cristo não quis ser rei neste mundo. Mandou dar “a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt 22, 21). Retirou-se quando um grupo de exaltados O quis aclamar como rei (Jo 6, 14-15), rejeitou a ideia do demónio, que Lhe dizia que é impossível fazer uma obra duradoura neste mundo se não se controlar o poder, o dinheiro e a propaganda (Mt 4, 3-11), recomendando com firmeza aos Seus discípulos que se acautelassem contra esta tentação.

A Igreja, a comunidade dos cristãos, tem de tornar evidente que acredita num Reino, que tem a paixão de um Reino, que é exigência de comunhão com Deus e com os homens, na justiça, na paz, na alegria. Mas é óbvio que esta crença só será tomada a sério se nas nossas famílias, nas nossas empresas, na nossa maneira de fazer política, na nossa relação com o dinheiro e os bens da Terra, resplandecer a honestidade, a limpidez, a generosidade, a convicção de que a dignidade e a liberdade de cada homem está acima do direito à propriedade e ao lucro.

Mais: só seremos tomados a sério no dia em que começarmos a trabalhar com afinco na superação da miséria, da doença, da ignorância e de todos os totalitarismos. A Igreja tem de mostrar, por palavras, mas sobretudo por obras, que não ambiciona riquezas, que não precisa de poder, que lhe basta dar testemunho da verdade.

O vosso Pároco,

Padre Mário Faria Silva



VIVER A PALAVRA - XXXIX Domingo – Solenidade de Jesus Cristo, Rei e Senhor do Universo

2 Sam 5, 1-3; Sal 121 (122), 1-2. 3-4a. 4b-5; Col 1, 12-20; Lc 23, 35-43

O Rei que o mundo não quer

As leituras deste fim-de-semana convidam-me a reflectir na história do povo Judeu e na sua relação com Deus. Tal como eu, o povo Judeu sentia que Deus tinha ido ao seu encontro, ao longo da sua história, mas isso não lhe bastava, queria um Rei como os povos vizinhos. Deus, para satisfazer-lhes esta aspiração mundana, enviou-lhes o rei David. A história acabou por mostrar que não era o facto de ter um Rei que a sua vida era melhor. Na minha vida, Deus também veio ao meu encontro, muitas vezes, satisfazer os meus desejos de ter vitórias no mundo. Tal como aconteceu com o povo de Israel, estas vitórias, que pareciam tão importantes, olhando para trás, não passaram de desejos de ser bem visto aos olhos dos homens e não aos olhos de Deus.

A tentação do povo Judeu, que é a minha, de ter o melhor dos dois mundos: ser o povo eleito e, ao mesmo tempo, um reino poderoso, capaz de fazer frente aos maiores impérios, não esmoreceu ao longo da sua caminhada. Que frustração terá sido Jesus, descendente de David, que surgiu num momento histórico impar, onde Deus poderia ter mostrado o poder do seu braço, frente a um dos maiores impérios da História Universal. Os Judeus esperavam que Deus enviasse um Rei poderoso, que os libertasse da opressão do mundo, mas a vontade do nosso Pai era libertar toda a humanidade da opressão que escraviza o coração e não o estômago “Ele nos arrancou do poder das trevas e nos transportou para o Rei do seu Filho amado, no qual temos a redenção – a remissão dos pecados”(Col 1 ,13-14). A frustração foi tão grande, que os Romanos utilizaram-na para humilhar, ainda mais, o povo eleito, colocando um letreiro na Cruz de Jesus dizendo “Este é o Rei dos Judeus”(Lc 23, 38) . De um acto de humilhação, como acontece muitas vezes no meu dia-a-dia, Deus revela a verdade: um Rei cujo trono é a Cruz e que o único imposto que me cobra são os meus pecados “<< … Quanto a nós, é de justiça, pois suportamos o que as nossas más acções mereciam. Mas este homem nada praticou de condenável.>> E acrescentou: << Jesus lembra-Te de mim, quando vieres com a Tua realeza.>> Jesus respondeu-lhe: <<Em verdade te digo: Hoje mesmo estarás comigo no paraíso>>.” (Lc 23,41-43).

Paulo Chambel Leitão



34º Aniversário do Centro de Dia (Centro Social e Paroquial de Barcarena)

O Centro de Dia (Centro Social e Paroquial de Barcarena) festejou, no passado dia 11 de Novembro, o 34º Aniversário.

Neste número da Folha Paroquial partilhamos uma homenagem de um dos poetas da nossa terra.

Aqui instalado em Tercena

O Centro Social e Paroquial de Barcarena.

Obra de muito valor.

Uma cruzada pelo bem.

Justa, sem olhar a quem.

Trinta e quatro anos, a quem aliviar a dor.

 

Acolhes, com mil cuidados,

Os mais necessitados,

Os velhos, os inválidos, os doentes,

Com uma equipa unida,

À qual, eles dedicam sua vida,

Dizendo bem alto, presente!

 

Muito, muito, acarinhados,

Sempre bem alimentados,

Nesta casa, de amor.

E, lá pela tardinha,

Regressam à sua casinha

Para um sono reparador.

 

 Igualmente, bem tratados,

Os doentes acamados

Recebem, as belas, senhoras

Que por momentos, os fazem esquecer

A solidão, a tristeza, o sofrer.

Com palavras meigas, encantadoras.

 

Antes, aos sábados, domingos e feriados,

Não havia de comer, para os coitados.

Mas o serviço foi melhorado

Com a vinda do Prior.

Tudo mudou, para melhor

Que o Senhor, por bem, seja louvado.

 

Padre Mário Faria da Silva, obrigado!

E a alguém lá de cima por o ter mandado

A esta terreola, tão pequena.

O povo está-vos muito agradecido

Pelo trabalho por vós desenvolvido

Aqui, na comunidade de Tercena.

 

Tercena, 11 de Novembro de 2013

Necas P.P.



VIDA PAROQUIAL

1.    Dia 4 de Dezembro – Dia de Santa Bárbara (Padroeira dos Mineiros)

No dia 4 de Dezembro (Quarta-Feira), dia de Santa Bárbara, pelas 12:00 horas, nas instalações da Fábrica da Pólvora, será celebrada uma Missa por todos os operários falecidos.

 

2.    Adoração ao Santíssimo Sacramento em Queluz d Baixo

No dia 6 de Dezembro (1ª Sexta-Feira do mês), haverá adoração ao Santíssimo Sacramento na Igreja de Nossa Senhora de Fátima (Queluz de Baixo), entre as 18:00 e as 18:45 horas.

Este momento de adoração terminará com a bênção do Santíssimo Sacramento, presidida pelo Pároco.

 

3.    Dia 7 de Dezembro - Noite de Oração na Igreja Paroquial

No dia 7 de Dezembro (Sábado), Vigília da Imaculada Conceição da Virgem Maria, às 21:30 horas, haverá, na Igreja Paroquial de S. Pedro de Barcarena, uma noite de oração.  

 

4.    Dia 8 de Dezembro – Festa dos Auxiliares da Legião de Maria

No dia 8 de Dezembro (Domingo), os(as) Auxiliares da Legião de Maria vão celebrar a sua festa com uma Missa, presidida pelo Pároco, às 16:30 horas, na Igreja de Santo António de Tercena.

 

5.    Confissões de Preparação para o Natal

Na nossa Paróquia, as Confissões de preparação para o Natal vão decorrer nos seguintes horários:

14 de Dezembro, às 15:30 horas (Igreja Paroquial) – Confissões para as Crianças da Catequese e Catequistas.

A partir deste dia haverá uma pausa nas actividades da Catequese. O reinício das actividades da Catequese está agendado para o dia 4 de Janeiro.

Confissões nas Comunidades:

18 de Dezembro, às 21:00 horas (Igreja Paroquial).

19 de Dezembro, às 21:00 horas (Igreja de Santo António - Tercena).

20 de Dezembro, às 21:00 horas (Igreja de Nossa Senhora de Fátima – Queluz de Baixo).


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